segunda-feira, 31 de março de 2025
Rússia avisa das consequências perigosas se atacarem seu território profundamente
domingo, 30 de março de 2025
Putin parte para o ataque diplomático
Na última semana o presidente russo Vladimyr Putin participou do lançamento de um novo submarino nuclear russo com capacidade para os novos mísseis hipersônicos zyrcon. Na oportunidade o líder russo fez clara ameaça aos ingleses. A mensagem foi dada de forma indireta, já que foi dirigida ao antigo primeiro ministro britânico Boris Johnson, mas foi claramente para os novos governantes do arquipélago. Putin disse que ao se intrometerem e impedirem o acordo definido entre russos e ucranianos nos primeiros dias do conflito, claramente esqueceram-se que os russo têm tripulações e submarinos como os do evento, com capacidade nuclear, e bem superiores aos dos britânicos.
Esta semana Putin também voltou ao tema da substituição de Vladimir Zelensky na condução do Estado ucraniano. Segundo ele é aceitável um governo de transição que convoque eleições e inicie as conversações de paz, adiantando um acordo para ser assinado pelo próximo presidente do país e que teria as legalidade e legitimidade que os russos consideram necessárias para a assinatura de tal acordo.
Claramente os russos já começaram a trabalhar para por fim ao conflito e em condições ainda mais favoráveis a eles. A questão agora é saber se conseguirão realmente seus intentos e/ou quando o conseguirão.
sábado, 29 de março de 2025
EUA e Irã aumentam o tom
Pessoal, nos últimos dias o presidente do EUA, Donald Trump, enviou uma carta à liderança iraniana em que urgia a nação persa a entrar em um acordo sobre a questão nuclear, se vai ou não desenvolver armas nucleares, deu um prazo de 2 meses para mudarem sua posição, e ameaçou de ações militares contra o país, caso não aceite um novo acordo nuclear. Esta carta foi respondida ao estadunidense através do Sultanado de Omã e nela os iranianos afirmam alguns pontos importantes listados aqui.
1. A reafirmação de que não irão negociar diretamente com o EUA, ainda mais debaixo da política de pressão máxima característica de Trump, e rejeitam tal tipo de aproximação;
2. O Irã também diz que não negocia em nome de nenhuma potência regional, ou grupos estrangeiros, incluindo os Houthis do Iêmen;
3. Eles asseguram que não aceitarão condições irreais e as demandas estadunidenses são tão amplas que eles não as consideram nem de forma hipotética;
4. A liderança iraniana afirmou, de forma clara, que qualquer ação militar ou hostil tomada pelo EUA, ou seus proxies, serão respondidas, incluindo as instalações militares do EUA no Oriente Médio.
Lembrando que a posição de Putin de não armamento nuclear dos persas não significa falta de apoio a eles, que a China já se posicionou, junto com a própria Rússia em apoio ao Irã e a seu programa nuclear pacífico e qualquer ação violenta do EUA pode conflagrar um acirramento militar na região que seria um enorme transtorno ao planeta. A ver os desdobramentos, mas me parece que uma das coisas em negociação entre estadunidenses e russos é uma intermediação dos russos para se chegar a um acordo com o Irão, e as bravatas trumpistas são isso, só bravatas.
quinta-feira, 27 de março de 2025
Europa perde mercado
150 milhões de pessoas do mercado potencial russo foram perdidos pela Europa e EUA depois da estupidez do apoio irracional à Ucrânia num conflito sem sentido com a Rússia. O buraco euro-Eua é mais fundo do que eles pensam.
Sim, a crise produtiva europeia, e a do EUA também, é mais profunda do que eles acreditam. Vai além da queda na produção, ela atinge também o acesso a mercados, o controle de transições financeiras internacionais, manutenção de reservas internacionais de outros países em seus sistemas bancários, a corrida tecnológica, e acesso a mercados, seja pela estupidez diplomática, seja pela estupidez do preconceito e arrogância.
O que agora acontece na Rússia e parte da Ásia já começa a se espalhar pela África. Empresas e produtos europeus e americanos começam a ser rechaçados pelas lideranças políticas de outros países, mas pelas próprias populações. Sim, a Rússia talvez seja o caso mais nítido, mas não é o único.
Mas isso tem solução, apesar de difícil. Para isso o Ocidente Coletivo precisa abandonar sua egrégora impositiva, belicosa, imperial e colonialista, e passar a negociar e cumprir acordos com outras Nações. O tempo de conquistas militares e de impor vantagens para apenas um lado é passado, e agora é iniciado o tempo de todos ganharem.
Não é fácil mudar uma mentalidade tão arraigada na mentalidade a tanto tempo, mas é a forma do Ocidente começar a voltar a ser realmente respeitado e se inserir no novo mundo que emerge.
Do contrário, o resultado é esse aí abaixo.
quarta-feira, 26 de março de 2025
Vazamento de chat do governo americano foi recado claro aos europeus
Chat de grupo do governo americano vazou e mostrou o planejamento do bombardeio ao Iemen. Mas esse bombardeio é meio que trivial na conjuntura estadunidense no Oriente Médio, não é o primeiro, e provavelmente não será o último. O fato maior é o diálogo transcrito abaixo, que mostra de forma crua o pensamento que os estadunidenses têm sobre os europeus, e que a administração Trump tem expressado de forma “diplomática”.
JD Vance- Eu simplesmente odeio socorrer a Europa de novo.
Pete Hegseth- Eu compatilho totalmente sua aversão ao parasitismo europeu. É patético.
Vance- Vamos garantir que nossa mensagem seja concisa. E O motivo mais forte para fazer isso é...enviar uma mensagem.
As perguntas: Os americanos desprezam os Houthis como ameaça? O bombardeio foi apenas uma mensagem? E conversaram essas coisas em um aplicativo não criptografado, e com um jornalista acidentalmente colocado no grupo?
As respostas: A questão aqui não são os Houthis. Os americanos sabem que precisarão lidar com eles a seu tempo.
O recado foi dado claramente aos europeus, sem os amortecedores diplomáticos.
E a presença de um jornalista, Jeffrey Goldberg, no grupo não foi acidental, mas premeditada. A ideia era um recado claro aos europeus.
Qualquer coisa fora disso seria o maior desastre geopolítico do século. E vamos combinar, alguém acredita que se coloca um jornalista num grupo desses e depois fazem essas colocações por equívoco ou descuido?
sábado, 22 de março de 2025
Oriente Médio segue em convulsão
Vamos lá, vou deixar Irã e Israel por último, ainda que ambos serão citados durante o texto. E vamos começar ali pela entrada do Mar Vermelho, onde os Houthis voltaram a fechar a passagem para navios que tentam ingressar no mar vermelho, seja para os portos da região, seja para acessar o Canal de Suez. Navios chineses, russos, e algumas outras poucas bandeiras estão fora de perigo, desde que não tenham carga para Israel, ou viaje para seus portos. E eles começaram afundando um navio que eles alegam ser de bandeira de Israel. Também já entraram em confronto com o EUA, tendo tido a capital, Sanaã, e algumas outras localidades bombardeadas. Em represália afirmam que derrubaram mais um drone e atacaram a frota americana. O porta-aviões USS Harry Truman teria sido atacado e atingido, e uma fragata de escolta também teria sido atacada. Além disse atacaram com um míssel uma base aérea israelense e ameaçam o aeroporto Ben Gurion, de Tel Aviv, incluindo os voos comerciais. Além de nitidamente os Houthis contarem com uma tecnologia impensável para um grupo do porte que apresentam, eles têm muito apoio do Irã e dizem, da Coréia do Norte, que provavelmente abastecem os Houthis com armas e equipamentos, além de estarem entrincheirados nas montanhas e é muito difícil tirá-los ou achá-los em suas posições, para isso seria necessária uma invasão em grande escala aconteça ao território. Especialistas militares estimam de 400 a 700 mil homens para um assalto desse tipo, o que teria um custo financeiro, social e político gigantesco. Um problema muito difícil de se resolver pela força. Além disso uma ação desse tipo pode trazer enorme risco à economia global, porque os Houthis já mostraram que têm capacidade para atingirem, por exemplo, os campos petrolíferos da Arábia Saudita, e talvez até mesmo causarem enorme destruição desses campos. Isso catapultaria uma gigantesca alta do dólar, levando o mundo a uma profunda recessão.
Um pouco mais acima temos os Palestinos. Atualmente temos parte em diáspora, parte confinada em Gaza, e outra parte na Cisjordânia. O frágil e nunca cumprido cessar-fogo entre eles e Israel foi quebrado de vez. Israel já volta a bombardear civis e instalações de infraestrutura, e o Hamas responde com alguns mísseis e foguetes em direção ao território israelense. As condições do cessar-fogo não foram totalmente cumpridas porque os Hamas acusa Israel de ter quebrado o acordo várias vezes, e de ter se recusado a completar a troca de “prisioneiros” entre eles. Cada vez mais as ações tomam ares de horrores, enquanto o mundo assiste sem tomar uma atitude séria para impedir sua escalada.
Um pouco mais acima temos o Líbano. O Hezbolah esteve em sério confronto com Israel, quando o mesmo cessar-fogo que terminou em Gaza se fez valer também para eles. Os confrontos já tinham deixado de ser à distância, e Israel buscava entrar no território libanês, mas enfrentava ferrenha defesa do Hezbolah e os avanços das forças israelenses foram pífios. Ainda que Israel tenha voltado a bombardear algumas áreas do Líbano, o confronto está longe de assumir o alcance que tinha antes do cessar-fogo.
Na Síria a coisa é bem diferente. O novo governo não consegue manter controle sobre as facções que formaram as forças que depuseram Assad, e temos vários problemas no país. Nas Colinas de Golan Israel completou a conquista e fixou posições, e mesmo que oficialmente o novo governo tenha afirmado que Israel deveria deixar o local, nada faz de efetivo para isso. Na região majoritariamente alauita fervilham vídeos de massacres e assassinatos de civis. As bases russas abriram as portas e têm aceitado refugiados. Também tem feito o transporte de muitos deles para a própria Rússia a fim de minimizar o problema. Mas a verdade é que essa é uma solução precária para milhões de pessoas. Ao norte os curdos estão se acertando com os Turcos, e já ameaçam o território. Como eu disse, próximo à fronteira com o Iraque as forças leais a Assad iniciaram uma contra-insurreição, e já dominam ao menos uma cidade e duas vilas. Nas montanhas os leais a Assad iniciaram um movimento de guerrilha, mas também tímido. Ou seja, o país está completamente dividido, e há grande probabilidade de ser partido em várias partes como resultado de todos esses embates. Mas os BRICS afirmaram que irão voltar suas atenções ao Oriente Médio e agir para resolver esses problemas assim que causas mais urgentes para eles estejam sanadas.
No Irã, ou Irão para os portugueses, as coisas estão um pouco mais controladas, mas não menos tensas. O mesmo sujeito que às vezes parece sofrer de dupla personalidade agora volta às suas. Sim, porque foi Trump quem se retirou do acordo de controle nuclear que havia com os iranianos em seu primeiro governo, e agora é ele quem quer assinar novo acordo. Os iranianos afirmaram que não assinarão nada, e Trump já os ameaçou, dando um prazo de 2 meses para que mudem de posição. A coisa complica porque apesar de Putin ter dito em seu telefonema com que não apoia uma bomba nuclear iraniana, Rússia e China disseram em uníssono apoiarem o programa nuclear dos persas, e garantiram apoio a seu principal aliado na região e membro dos BRICS. Os russos vêm armando o país e se Trump tentar partir para um solução violenta poderá enfrentar enormes dificuldades. Vale lembrar que os iranianos afirmam categoricamente que não estão desenvolvendo a bomba.
Em Israel a situação está ainda mais complicada do que no Irão. Isso porque os persas recebem pressão de fora, mas internamente não apresentam grande cisão. Mas em Israel a situação está complicada de várias partes. De fora vem a pressão de atores que já mencionamos acima, como os Houthis, Hezbolah, Hamas e Irão, ainda que contem com grande apoio do EUA, tanto financeiro, como material e até operacional, já que o Tia San vem mantendo uma frota pelo Mar Vermelho e garantido apoio aéreo a várias operações israelenses. Mas acontece que Israel tem uma enorme fratura interna. Os judeus ortodoxos têm se posicionado contra as guerras de conquista de Israel não é de hoje, mas eles estão mais ativos nesse momento. Para completar já se veem cisões políticas entre as instituições do Estado. O governo de Netanyahu está em guerra com a Suprema Corte do país, e o próprio governo está rachado. Outras instituições civis, como sindicatos e mesmo grandes empresas se colocam contra o governo e ameaçam paralisar o pais caso Netanyahu não reveja a demissão de Ronen Bar, chefe do serviço de segurança interna, que já foi revertida na Suprema Corte. Além disso, a não conclusão da troca de “prisioneiros” agitou a população, que tem protestado fortemente nas ruas. A situação está tão complicada internamente que alguns analistas falam de risco de uma guerra civil, e já vi ativista contra o governo chamando por tal ação. As guerras contra as populações árabes que ocupam as terras que os fundamentalistas que ocupam o governo de Israel dizem ser destinadas ao “Grande Israel” já não são suficientes para manter a coesão do Estado, e as ações do governo, que busca uma reforma Judiciária que levaria a uma concentração excessiva de poder nas mãos do Executivo foram o estopim para unir forças de oposição que estavam dispersas. O problema é que Netanyahu está com um grave problema pessoal, porque se segue com a guerra sua posição tende a se deteriorar mais e ele acabar efetivamente levando a uma cisão total do país, mas se ele recua tende a ser derrubado e as chances de ser processado e preso por abusos praticados são grandes.
Como vemos, e como falei no início, a situação segue muito complicada na região. Ações de força podem levar a resultados catastróficos, sejam econômicos, e com certeza humanitários. Ao mesmo tempo os BRICS precisarão agir para acalmar a região, porque ela é importante nas chamadas “novas rotas da seda” chinesas, e ao mundo multipolar e comercial que é parte fundamental da constituição dos BRICS. Aos próprios estadunidenses não interessa um agravamento que ponha em risco a economia mundial, e não será de todo estranho que ambos os lados se unam para acalmar as coisas por lá. Mas levará algum tempo ainda até que sejam tomadas ações que levem a região a uma paz, se não total, ao menos aceitável.
sexta-feira, 21 de março de 2025
Ucrânia terá 100 anos de servidão?
A informação aqui é importante, explica vários desdobramentos das negociações sobre a Ucrânia nas últimas semanas, mas não vi em nenhum lugar da mídia tradicional no Ocidente. Apenas alguns canais alternativos e/ou Orientais chegaram a falar sobre isso.
Zelensky tinha assinado um tratado de 100 anos com Starmer, o Primeiro Ministro britânico, para a exploração de minerais, portos e outras riquezas ucranianas. Isso poucos dias antes da reunião na Casa Branca em que foi escorraçado por Trump. Daí a não assinatura anunciada do acordo na Casa Branca, e o “você não tem cartas” de Trump. Isso também explica algumas outras situações, como o abraço muito fraterno entre Zelensky e Starmer, a declaração do britânico após o encontro com líderes europeus em Londres, quando ele disse que o EUA é parceiro e que temos que explorar as riquezas ucranianas com eles. Também explica o desespero da Europa em expulsar os russos de Novorussia, já que lá estão os mais ricos depósitos minerais da região, e Alemanha e França seriam parceiros britânicos na exploração dessas riquezas.
Como eu já disse, a Ucrânia não é mais um país soberano. Uma neocolônia talvez, em que mantém um ar de autonomia, mas é totalmente subjugada e explorada por potências estrangeiras. Dificilmente entrará na UE, e ainda mais difícil de entrar na NATO. Isso não significa que a NATO não tentará manter tropas por lá, já que precisará defender suas riquezas e negócios.
sexta-feira, 14 de março de 2025
Reino Unido aprofunda crise
Queda surpreendente do PIB britânico em janeiro intensifica pressão sobre o governo
Nos próximos dias, o governo deve anunciar vários cortes orçamentários, em particular na área social, para equilibrar as contas públicas.
terça-feira, 11 de março de 2025
Guerra, às vezes inevitável, a solução negociável
segunda-feira, 10 de março de 2025
Rússia apressa cumprimento de seus objetivos
Com o início das negociações para o fim do conflito na Ucrânia, a Rússia começa a apressar o cumprimento de suas metas militares. Quanto mais conquistas no campo de batalha, melhor sua posição na mesa de negociações.
sábado, 8 de março de 2025
O conflito na Ucrânia se aproxima do fim, e novos arranjos vão sendo costurados
Após o malfadado encontro entre Zelensky e Trump na Casa Branca, Moscou não perdeu tempo e houve uma reunião de emergência com a participação de Putin e altos funcionários ligados à segurança russa. Nesta reunião foi dada a instrução ao Ministro da Defesa russo Andrey Belousov, para que todas as travas que seguravam o exército russo fossem retiradas. Sim, aqui já se falou algumas vezes que os russos estavam sendo muito comedidos com os ucranianos, e isso por diversos motivos.
Pois é, mas passaram a fazer parte da estratégia russa a destruição total dos sistemas de distribuição e geração de energia ucranianos, a liquidação de seus líderes (a princípio o próprio Zelensky não é alvo, mas apenas altos colaboradores), maior destruição da moral de militares e população ucranianos, forte ofensiva em várias direções (o que inclui a direção de Odessa, como eu disse no último vídeo), a tomada da estratégica cidade de Kharkiv, a cidade de Nikolaev também virou alvo (como eu disse, não era só Odessa).
O uso de guerra híbrida também é uma possibilidade, levando a uma guerra civil entre facções ucranianas. Isso é possível pelo que eu já falei, e é o fato de que Zelensky perde apoio. Sim, o apoio recebido de líderes europeus era efêmero, e se esvai a medida em que não há coesão no Bloco Europeu, e muito menos real capacidade técnica, militar e financeira para manter o conflito com os russos por longo período. Os próprios ucranianos também já mostram fortes sinais de esgotamento, tanto é que Zelensky já ensaiou um pedido de desculpas a Trump, mas no momento sem resposta efetiva. Trump tem pressa, mas ela não pode ser tanta a ponto de ser entendida como desespero.
Ao mesmo tempo Trump aprofunda sua retirada bélica da Ucrânia, e até o auxílio de inteligência é retirado. Sem as informações de satélite e o uso de sistema de orientação americanos a capacidade de muitos armamentos europeus se perde. O arsenal nuclear inglês, por exemplo, depende disso, além de mísseis de precisão dos 3 grandes estados europeus da NATO.
E os russos começaram a cumprir seus novos objetivos traçados. Não, os ataques ao campo de treinamento no Oeste da Ucrânia e ao navio cargueiro em Odessa não eram parte disso, mas apenas missões que os russos levam a cabo desde o primeiro ano de conflito. O cumprimento mesmo começou ontem, quando muitos bombardeiros e caças-bombardeiros levantaram voo, a frota do Mar Negro (não os barcos patrulha e os ucranianos atacavam) com seus navios e submarinos se posicionaram, além de baterias de mísseis hipersônico, Todos lançaram e uma grande frota de drones e mísseis varreram os céus da Ucrânia e terminaram por atingir seus alvos. Isso foi tão impactante a ponto de Zelensky pedir trégua.
Ao mesmo tempo uma sorridente Van der Leyen chegava a Bruxelas para anunciar um plano de 800 bilhões (ou mil milhões como se diz em Portugal) para o rearmamento da Europa. O provável novo primeiro ministro alemão fala em 500 bilhões da Alemanha, e Macron fez alguns caças-bombardeiros Rafale sobrevoarem a Alemanha com mísseis sob as asas, oferecendo com isso o guarda-chuva nuclear francês para a Europa Ocidental continental (os ingleses têm o próprio). Após o intenso bombardeio russo, Donald Trump também afirmou que estuda colocar novas sanções à Rússia. Trump também falou que se a Europa quiser armas para enfrentar os russos terá que pagar por elas, exatamente como eu disse que ele faria.
Com esse quadro chegamos ao final do dia de ontem. E ainda que eu já tenha feito algumas rápidas considerações enquanto falava, precisamos observar melhor alguns desses desdobramentos. O primeiro deles é muito óbvio, e é o fato de que os russos leram a confusão na Casa Branca e os passos dados pelas lideranças europeias exatamente como eu, ou seja, não há um final tão rápido para os conflitos à vista, e deram o passo que um bom estrategista dá, que é apertar ainda mais o inimigo quando ele mostra alguma fraqueza ou ponto vulnerável. Daí o aumento das ações militares. O que se esperava conquistar na mesa de negociações e com plebiscitos será buscado no campo de batalha, ficando os formalismos civis para depois. Também serve de alerta aos europeus, que falam em enviar tropas de paz à ucrânia, algo que foi mais uma vez violentamente rechaçado pelos russos, exatamente como eu falei que seria.
Quanto a Europa, esta busca uma nova organização interna. Devido a pujança econômica, a Alemanha há décadas era o grande líder do bloco europeu, mas sempre levemente contestada pela França e Reino Unido. O Reino Unido está fora da UE e a França se aproveita de um momento de extrema debilidade alemã, do fato de que nada indica que seu novo governo mudará os rumos disso, e da necessidade bélica que os Estados europeus têm demonstrado para tentar inverter as posições, passando ela a ser o grande líder, e deixando a Alemanha como contestadora. O problema é que a própria França não passa um momento econômico tão bom assim, seu poder militar é apenas médio e se encontra debilitado pelo apoio de 3 anos à aventura ucraniana, e o próprio Macron é um líder muito contestado dentro de casa. Tem pesquisa indicando uma popularidade de apenas 7% ao francês. Difícil levar um país a novos voos com esse nível de apoio interno. Na Itália uma Meloni indecisa não sabe se ruma para a nova ordem mundial ou se tenta se reposicionar dentro do Bloco Europeu de forma mais efetiva. O resultado é que seu discurso nem fica em cima do muro, e muito menos agrada os lados. É um emaranhado de contradições e soluções sem sentido propostas enquanto o país fica meio que a deriva nos acontecimentos.
Já os 800 bilhões (mil milhões) propostos por Van der Leyen, e que pode ser mais que isso são um outro problema, porque eles não existem. Bem, esse dinheiro não é para ser aplicado todo agora, mas ao longo de ao menos 4 anos. Vamos destrinchar isso. € 90 bilhões viriam do fundo de combate à covid não utilizado e que seria realocado para o rearmamento. Os Estados membros seriam autorizados a gastar 1,5% de seu PIB nessa rubrica, mas sem contar para as regras fiscais do bloco. Parte seria conseguido pelos países do bloco por empréstimos totalizando € 150 bi, O restante seria capitado ao longo dos próximos 4 anos. O que ela não fala é que muito provavelmente muitos países do bloco teriam que cortar de seus gastos sociais para conseguir esse 1,5% do PIB, e que esse empréstimo prometido seria conseguido a juros e provavelmente de impressão de dinheiro. Outro fato importante a ser considerado é que a capacidade industrial do continente ainda é grande, mas ela está muito fragilizada pelo enforcamento energético em que eles se meteram por livre vontade, e pelo fato de o continente não ter as matérias-primas necessárias à produção de armas em larga escala. Por último sempre há o risco de essas medidas minarem as condições da população europeia, e de que tenhamos nova rodada de quedas de governos no continente, governos estes que podem vir a fazer forte oposição a essas posições da tecnocracia burocrática de Bruxelas. Sobre a França e o vídeo recheado de inconsistências de Macron eu farei um comentário em outro vídeo.
Já Trump mostra apenas que ele segue sendo um boquirroto, e que não entendeu a situação atual do conflito. Sim, querer a paz é ótimo, mas ele não tem como impor boicotes mais duros à Rússia. Tudo o que poderia ser feito de mais duro nesse sentido já o foi, e apenas pequenas mordidas são possíveis nesse momento. Ao mesmo tempo Trump também afirmou que se os europeus quiserem defesa, entenda-se novas armas, terão que pagar por elas. Isso se aplica ao apoio que o dinheiro de Van der Leyen dará a Ucrânia, e ao próprio rearmamento europeu.
Como vemos temos muitos interesses em jogo, e muita coisa para ser arranjada antes que tudo venha a se acalmar na Europa. Sim, e a cada semana mais claros ficarão esses interesses. Macron sabe que a França e a Europa não têm condições de fazer frente aos russos, mas ele não pode perder a oportunidade que se apresenta de inverter a posição na Europa com os alemães, por outro lado os alemães tentam minar essa pretensão francesa. A tecno-burocracia europeia quer firmar ainda mais sua posição de poder sobre os Estados Nacionais da região. Trump quer se livrar de um enorme gasto, e se possível ainda sair com uma nova fonte de renda, seja em riquezas na Ucrânia, seja cobrando segurança aos europeus. Quem sabe os dois? Os russo querem unir todo seu povo sob o mesmo país novamente, afastar a ameaça Ocidental que já se apresenta há cerca de 200 anos, e poder virar ainda mais suas atenções à Ásia e o chamado Sul Global, onde as grandes oportunidades de negócio e desenvolvimento se apresentam hoje. Já a Ucrânia ainda se apresenta oficialmente como Estado, mas na prática ela não passa de uma marionete nas mãos dos grandes interesses geopolíticos. Ela já não tem mais forças nem para ser ouvida no terreno geopolítico. A catástrofe bélica minou todo o poder e importância que o país tivesse. Ter ouvido o canto da sereia ocidental levou os ucranianos às rochas e a um naufrágio catastrófico.
quinta-feira, 6 de março de 2025
Geopolítica agitada ao pelo mundo
A geopolítica anda bem mais ativa do que no final do governo Biden, e sim, um dos maiores responsáveis por essa agitação é Donald Trump, que com seu jeito, digamos, peculiar de fazer política, tem agitado bastante a já complicada cena internacional.8
Na Ucrânia Trump encerrou todo o envio de armas, equipamentos e suprimentos para o país, mas apesar disso a coisa continua quente. Os russos informam que derrubaram 18 drones que tinham por territórios da Federação.
Em Odessa um navio mercante foi atacado e destruído no porto durante operações de descarga. Outro navio que estava atracado atrás sofreu danos. O navio alvo estava carregado de armas provenientes do Canadá, e tal fato leva a muitas especulações e acusações. A principal é que teriam sido fontes do governo Trump a informar os russos que tal operação ocorria no porto, mas também há suspeitas de que espiões russos, ou mesmo traidores ucranianos tenham conseguido/fornecido a informação.
Como já informei em vídeo anterior, o governo Trump encerrou todo o envio de armas, equipamentos e suprimentos para a Ucrânia. Mas em compensação países europeus garantiram que aumentariam seus envios e auxílios para o esforço de guerra para o exército ucraniano. O Reino Unido, por exemplo, garantiu que enviaria ao menos 5.000 mísseis antiaéreos para que os ucranianos pudessem se defender dos ataques de drones russos. O problema é que tais mísseis ainda serão produzidos, eles são muito mais caros que os drones que devem abater, e não se sabe se chegarão a tempo para auxiliar na defesa aérea da Ucrânia.
Como eu já havia decifrado no vídeo em que falei do encontro entre Rússia e EUA em Riade, as negociações entre os dois países só devem retornar quando as relações diplomáticas entre ambos estiverem firmemente restabelecidas. Essa informação vem de Dimitry Pescov, secretário de imprensa do Kremlyn.
Na guerra tarifária a China anunciou a aplicação de tarifas sobre produtos importados do EUA. São 15% para trigo, 10% para carnes, frutas, vegetais e produtos secos. As tarifas americanas contra a China passaram a ter efeito em 4 de março, e trump dobrou suas alíquotas de 10% para 20% após o anúncio chinês. Também anuncioubque será assim, se tarifarem o EUA, ele automaticamente dobrará dobrará as alíquotas que cobra. Em vista disso a China também entrou com uma queixa na Organização Mundial de Comércio devido a essa guerra tarifária iniciada por Trump.
Valerii Zaluzhnyi, General ucraniano que comandou as forças de seu país no início do conflito com a Rússia, e atual embaixador de seu país no Reino Unido foi nomeado representante permanente da Ucrânia na Organização Marítima Internacional. Alguns dizem que ele vem sendo treinado pelos ingleses para suceder Zelensky no comando da Ucrânia, e isso é parte de seu treinamento com esse objetivo.
O vicepresidente estadunidense J.D. Vance disse que Zelensky não retornará ao salão oval da Casa Branca até que ele esteja disposto a discutir um processo de paz em detalhes e a chegar a um acordo sobre isso. Já a Casa Branca afirmou que no momento Zelensky não tem motivação para celebrar a paz com os russo.
O Ministro das Relações Exteriores japonês acredita que a iniciativa do EUA sobre a paz na Ucrânia leva a um impasse, e solicita à comunidade internacional que se una para que as hostilidades terminem.
terça-feira, 4 de março de 2025
Reunião europeia sobre Ucrânia mostra fraturas
Pessoal, no último dia 02 de março, e na sequência do bate-boca entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, o Primeiro Ministro do Reino Unido, Keir Starmer recebeu líderes europeus em Londres para discutir a situação no Leste europeu. Além dele estiveram presentes líderes da Ucrânia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Noruega, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, República Checa, Polónia, Roménia, o Ministro dos Negócios estrangeiros da Turquia e o Secretário Geral da NATO Mark Rutte.
De efetivo saiu a decisão de que Reino Unido e França irão elaborar um plano de cessar fogo, que será apresentado a Donald Trump. O problema é que não há unanimidade nisso. Também há a proposta de se enviar tropas europeias ao Oeste da Ucrânia na intenção de se garantir a paz e a segurança do país. Seriam tropas da NATO, já que são todos países dessa organização, e até mesmo seu administrador estava presente à reunião. Que parte de que os russos não aceitam tropas da NATO na Ucrânia eles não entenderam, e que isso pode levar acirramento do conflito, além de isso ter dado início ao conflito? De qualquer forma já há rachas nisso também, porque algumas autoridades, ou futuras autoridades não concordam com esse envio de tropas. Já a França tenciona mover seus caças com capacidade nuclear para a Alemanha.
Enquanto isso, na contra-mão dessas ações, o EUA cortou todo apoio material, financeiro e logístico à Ucrânia, com exceção do material que já estiver em solo ucraniano, e tenciona retirar suas tropas dos países do Leste Europeu. Eles têm certeza que a plano era dividir a Rússia?
domingo, 2 de março de 2025
Barraco na Casa Branca
Sim, o que vimos foi um barraco dos piores possíveis, em que Volodymyr Zelwnsky insultou os Presidente e o Vice-presidente americanos, levou uma resposta a altura, e acabou expulso da Casa Branca. Depois vou falar o porquê de Trump ter perdido momentaneamente, e Zelensky ter conseguido uma sobrevida, mas adianto que é só uma questão de tempo para esse vento mudar. A propósito, parece que já começou a mudar.
domingo, 23 de fevereiro de 2025
Simplesmente sensacional
O resultado ficou simplesmente sensacional. Bring Me to Life, com inatrumentos e um toqur japonês ficou exclente, e vale tirar uns minutinhos para ouvir.
sábado, 22 de fevereiro de 2025
USAID já vai tarde
O texto de Wellington Calasans é um pouco extenso, mas completo e alto-explicativo. Por esse motivo apenas vou complementar abaixo de forma muito rápida e com um exemplo.
Sim, Trump tem um país falido e desgovernado nas mãos. A verdade é que busca cortar todos os custos que tem, e com isso recuperar minimamente a governabilidade e as rédeas do próprio país. Mas o fim da USAID não é o fim das interferências e/ou intervenções americanas. Elas seguirão ocorrendo, só que agora de forma direta (como faz na Ucrânia), ou através da coação militar (América Latina). Ele focará mais em alvos mais fáceis, enquanto tentará isolar a China e desgastá-la. Esse é o motivo de sua reaproximação com a Rússia, a tentativa de atraí-la ao G(8), e de já ter retirado o apoio americano à política de uma só China do sítio oficial do governo Ianque. Mas toda essa política não deve significar dispêndio de grandes somas de dinheiro, já que o EUA não o tem, a não ser que haja um ganho muito alto e praticamente garantido nisso.
Mas para isso dar certo ele precisa ultrapassar os obstáculos internos que enfrentará (e não serão poucos). Por isso sua política externa será voltada para o menor esforço com ganho máximo.
E mesmo que consiga vitórias em todos os campos será muito difícil que o MAGA seja realmente vitorioso. Não se corrigem 50 anos de erros em apenas 4, ainda mais quando a concorrência já te ultrapassou em praticamente todos os campos.
A Atuação Criminosa da USAID: Invasão, Manipulação, Traição e Perversão
Nos últimos anos, o debate sobre a ingerência estrangeira em questões internas de países soberanos ocupa cada vez mais espaço e tem sido um forte aliado na busca do resgate do Direito Internacional e das Relações Internacionais.
Nos primeiros dias de Trump como presidente dos EUA, as revelações sobre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) apontam para a existência de uma sistemática cadeia de crimes e sabotagens, pagas com o dinheiro do contribuinte norte-americano.
Documentos revelados por whistleblowers, investigações jornalísticas e denúncias oficiais mostram que a USAID não apenas ultrapassou suas funções declaradas, mas também se envolveu diretamente em atividades clandestinas, subversivas e até criminosas.
Agora sabemos, com provas incontestáveis, como as práticas ilegais da USAID, em diferentes partes do mundo, atingiam órgãos de comunicação social, jornalistas, influenciadores digitais, políticos e pessoas públicas.
Todos eles cooptados ou corrompidos para servir aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, em prejuízo aos princípios da ética e deontologia das suas profissões e áreas de atuação.
A traição à própria pátria, muitas vezes motivada pelo dinheiro, é um tema central neste contexto. Corruptores e corrompidos fizeram da USAID um sindicato de crimes, sabotagens e perversão.
USAID: Mais do Que Ajuda Humanitária
Fundada em 1961, durante a administração de John F. Kennedy, a USAID foi criada com o objetivo de fornecer assistência técnica, financeira e humanitária a países em desenvolvimento.
No entanto, desde sua fundação, a agência sempre teve laços estreitos com outros braços do governo norte-americano, incluindo a CIA e o Departamento de Estado. Essa proximidade levantou suspeitas sobre suas verdadeiras intenções.
Documentos desclassificados ao longo das décadas mostram que a USAID frequentemente atuou como uma fachada para operações encobertas de inteligência, destinadas a minar governos considerados hostis pelos EUA.
Em alguns casos, a agência financiou movimentos de oposição, treinou líderes políticos pró-EUA e manipulou narrativas midiáticas para criar condições favoráveis à intervenção militar ou política norte-americana.
Um exemplo emblemático ocorreu na América Latina, onde a USAID esteve profundamente envolvida em golpes de Estado e tentativas de desestabilização contra governos populares eleitos democraticamente.
Países como Brasil, Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia sofreram intensamente com essas estratégias da USAID. No caso do Brasil, chama a atenção a facilidade para o recrutamento pela USAID daqueles que trabalharam contra o próprio país.
Os Agentes Locais: Quem Traiu Seus Povos?
Tão preocupante quanto a interferência externa dos EUA é o papel desempenhado por cidadãos e organizações locais que aceitaram recursos da USAID para promover agendas contrárias aos interesses nacionais.
Políticos, sindicatos, jornalistas, órgãos de imprensa, influenciadores digitais, militares, juízes, índios, ONGs e figuras públicas diversas tornaram-se peças-chave no jogo geopolítico conduzido pelos EUA.
Jornalismo Comprometido
Em vários países, veículos de comunicação receberam milhões de dólares da USAID sob a justificativa de "promover liberdade de imprensa".
Na prática, esses meios passaram a publicar reportagens tendenciosas, difundir notícias falsas (estrategicamente atenuadas pelo eufemismo do anglicismo fake news) e desacreditar governos legítimos.
Exemplo recente, na Venezuela, redes de televisão e jornais apoiados pela USAID ajudaram a construir uma narrativa de crise humanitária, mesmo quando dados independentes contradiziam a versão difundida.
Influenciadores Digitais Como Ferramentas de Propaganda
Com o advento das redes sociais, a USAID expandiu suas táticas de influência digital. Influenciadores e blogueiros foram contratados para espalhar mensagens anti-governamentais e pró-EUA nas plataformas online.
Em muitos casos, essas campanhas visavam desestabilizar regimes indesejados e preparar o terreno para intervenções estrangeiras. No Brasil, o caso da "Operação Lava Jato" é emblemático.
Políticos Vendidos
Líderes políticos também não escaparam da rede de corrupção montada pela USAID. Promessas de financiamento, cargos em organismos internacionais e até refúgio nos EUA foram oferecidas em troca de apoio explícito às políticas norte-americanas.
Esses acordos secretos frequentemente resultaram em traições flagrantes, colocando os interesses nacionais em segundo plano. Uma rápida busca sobre quem mudou dos seus países de origem para viver nos EUA e muitos pontos podem ser interligados.
Casos Específicos de Intervenção
Brasil: Do Golpe Militar de 1964 ao Golpe da Democracia Contra os Militares
Por mais de dez anos, discutir a participação dos EUA no golpe militar de 1964 era visto como teoria da conspiração. Em 1976, isso mudou com a divulgação de uma comunicação entre o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, e seu governo. A USAID recrutou brasileiros de diferentes áreas de atuação para a implementação de uma agenda "contra a corrupção e o comunismo" e houve o golpe de 64. O Ato Institucional 5 (AI-5), publicado em 1968, foi um duro golpe nos planos dos EUA. Esse ato levou ao surgimento de um movimento militar nacionalista que tinha uma agenda de promoção do desenvolvimento do Brasil. O "golpe dentro do golpe" usou as estruturas criadas com ajuda norte-americana para a construção de uma agenda própria. Isso fez com que a USAID e os EUA mudassem suas estratégias e iniciassem uma campanha contra os militares e "em defesa da 'democracia'". O resultado disso é o Brasil que conhecemos desde 1985 até os dias de hoje.
Cuba: Uma História de Décadas de Subversão
Após a Revolução Cubana, em 1959, os EUA encabeçaram diferentes métodos para a sabotagem daquela ilha. Desde da a sua fundação, a USAID é usada pelos norte-americanos para tentar derrubar o governo cubano. Operações como a criação de redes sociais falsas (como ZunZuneo) e o financiamento de grupos dissidentes são exemplos claros dessa estratégia. Embora apresentada como "ajuda humanitária", a verdadeira intenção sempre foi minar a economia cubana e enfraquecer seu sistema político.
Venezuela: Guerra Híbrida Sob Disfarce de Ajuda
Na década de 2000, a USAID investiu bilhões de dólares para financiar a oposição venezuelana. Projetos culturais, educacionais e sociais eram usados como cobertura para operações políticas mais amplas. Documentos divulgados pelo Wikileaks mostram que a agência colaborou diretamente com a CIA na tentativa de destituir Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Ucrânia: Da Corrupção à Guerra
Antes do conflito atual, a USAID gastou mais de US$ 2 bilhões na Ucrânia, financiando programas que, supostamente, visavam "fortalecer a democracia local". No entanto, investigações subsequentes revelaram que grande parte desse dinheiro foi direcionada para grupos políticos alinhados com os interesses ocidentais, contribuindo para a escalada de tensões que culminaram na guerra.
USAID - Legado de Traição
A revelação dessas práticas da USAID fomenta o debate sobre questões éticas e morais. Enquanto os Estados Unidos defendem publicamente valores como democracia, transparência e respeito à soberania nacional, suas ações através da USAID mostram uma realidade muito diferente.
Além disso, a participação de cidadãos e organizações locais, dos países eleitos como alvos, nessas conspirações evidencia um fenômeno preocupante: a traição à própria pátria em troca de benefícios pessoais.
Esses casos devem servir como alerta para todos os povos que valorizam sua independência e autodeterminação.
É fundamental que governos e sociedades civis redobrem seus esforços para identificar e combater essas formas sutis de colonização moderna.
A luta contra a interferência estrangeira não pode ser deixada apenas nas mãos de líderes políticos; ela requer a mobilização de toda a população.
NOTA DESTE OBSERVADOR DISTANTE
No Brasil, a "democraCIA" da USAID substituiu a construção da nação pela privatização de tudo, banalização das instituições e abandono do povo.
Os trabalhos coordenados entre justiça, imprensa, partidos políticos e a devoção aos EUA revelam as consequências de décadas de atuação da USAID. Por isso, o crime organizado prospera tanto no Brasil.
A atuação criminosa da USAID em diferentes países demonstra que a diplomacia moderna muitas vezes caminha lado a lado com a intriga e a manipulação.
Para enfrentar esse desafio, é necessário fortalecer mecanismos de controle e fiscalização, tanto dentro quanto fora das fronteiras.
Acima de tudo, é imprescindível preservar o compromisso com a verdade, a honestidade e a lealdade ao próprio país.
Os cidadãos devem ter um envolvimento maior com as questões políticas dos próprios países. Só assim será possível construir um mundo mais justo e equilibrado, livre das amarras da dominação externa.
Trump não está revelando os podres da USAID por ser bonzinho com ninguém. Ele sabe que herdou um país falido e terá que lutar contra o relógio para cortar os gastos e evitar o caos interno nos EUA.
sábado, 15 de fevereiro de 2025
Lula dispara contra Marina Silva
Lula mais uma vez age como ombudsman do próprio governo. Sim, apesar de estar bastante correto nas críticas (não de todo), ele está absolutamente errado na forma de fazê-las. Vamos entender melhor isso.
Para começar o Ibama não é um órgão de governo, mas de Estado. Há diferenças entre os dois, mas a principal é que um órgão de governo busca a realização dos interesses políticos deste, enquanto um órgão de Estado busca os interesses do Estado e da sociedade, da Nação.
Difícil de entender, porque os dois às vezes se misturam, e com certeza se conectam em muitas esferas. Para começar é bem comum que os governos aparelhem órgãos de Estado, já que suas lideranças costumam ser indicadas politicamente pelos governos. Por isso muitas vezes os interesses de Estado são escanteados por interesses de ocasião dos governos.
E daí vêm muitas confusões mais, já que decisões podem ser tomadas que desencontram laudos técnicos bem fundamentados, ou desafiam regras e Leis estabelecidas. O contrário também pode ocorrer.
O problema de Lula não é o Ibama, nem Marina Silva; o problema de Lula é Lula. Sim já que ele mobilizou uma frente ampla absolutamente desnecessária. Não que ele não necessitasse de apoio, mas ele juntou apoio em forças que são antagônicas, outras que nada têm a ver com os interesses do Brasil, e muito menos eram necessárias para sua eleição. Marina Silva é um desses casos. Mas não o único.
Só que a solução está nas mãos do próprio Lula. Ele precisa tomar as rédeas de seu governo nas mãos, mudar radicalmente os rumos de seu governo.
Essa mudança poderia começar com essa reunião com o Ibama, e já que ele a considera tão importante, então que convoque o presidente do órgão, da Petrobras e a própria Ministra do Meio Ambiente. E que ele resolva isso sem essa palhaçada de ficar expondo publicamente os erros acumulados há décadas.
Sim, quem passa o tempo todo entregando tudo sem resistência e a quem quer que seja, quem passa o tempo todo fazendo um discurso diametralmente oposto à própria prática, quem passa o tempo todo tentando terceirizar a própria culpa, bem, esse não pode esperar nada diferente de perder o poder que tem.
Só que ele tem como reverter isso. Precisa tomar as rédeas do próprio governo nas mãos, colocar gente comprometida com avanços pro país e pro povo, atender interesses desde que esses sejam gerais ou promovam real crescimento do país.
A propósito, ele poderia incluir nesse pacote a recuperação real do controle da Petrobras, da Eletrobras e de outras empresas absolutamente estratégicas. Isso é algo que ele prometeu fazer, criticou, ou ele mesmo entregou, mas quando tem a oportunidade ele prefere agir como sw não fosse o Presidente do país.
Há tempo de mudar e salvar sua biografia e credibilidade, mas até agora ele não fez nada por isso.
Ante o naufrágio de seu governo, Lula atira Marina ao mar
A convicção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a ministra do Meio Ambiente Marina Silva representaria um trunfo para o seu governo parece estar abalada. Na verdade, a impressão é que ele se prepara para atirá-la figurativamente ao mar, na disputa sobre a concessão da licença ambiental à Petrobras para a perfuração de um poço exploratório no litoral do Amapá, que se arrasta sem solução desde o início de seu governo.
Em uma entrevista a uma rádio de Macapá, na quarta-feira 12, Lula disparou um duro ataque ao Ibama, cuja protelação na concessão da licença só pode ser descrita como uma sabotagem à exploração de hidrocarbonetos, em linha com a conhecida oposição de Marina aos combustíveis fósseis. Disse ele: “Na semana que vem, ou esta semana ainda, vai ter uma reunião da Casa Civil com o Ibama e nós precisamos autorizar que a Petrobras faça a pesquisa. É isso que nós queremos, se depois a gente vai explorar, é outra discussão. O que não dá é para a gente ficar nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo, parecendo que é um órgão contra o governo.”
Ora, a posição antidesenvolvimentista do Ibama contra projetos de desenvolvimento e infraestrutura é notória e antiga, mas Lula já leva mais de dois anos no governo e tem coonestado por omissão todas as decisões arbitrárias do órgão, e não só na exploração da Margem Equatorial Brasileira, a nova fronteira petrolífera do país.
E não se diga que o Ibama é um órgão “técnico”, pois decisões como as dificuldades para a exploração da Margem Equatorial Brasileira, a dragagem do rio Paraguai, o derrocamento do Pedral do Lourenço no rio Tocantins, o asfaltamento da rodovia BR-319, a renovação da licença de operação da usina hidrelétrica de Belo Monte e numerosas outras, nada têm de técnicas, mas são ostensivamente ideológicas e políticas.
Na verdade, Lula nunca quis contrariar Marina, que até agora vinha sendo uma fiadora de seu governo junto aos governos de Joe Biden nos EUA e à União Europeia (UE), para os quais o apoio à agenda verde e à poderosa ministra constituía um eficiente instrumento político para manter o Brasil enquadrado na agenda globalista.
Com a chegada de Donald Trump e sua firme agenda “antiverde” à Casa Branca e as reações cada vez maiores às pautas verdes e identitárias na UE, reduziram-se consideravelmente as chances de que Lula possa capitalizar o seu compromisso com a agenda da “descarbonização” da economia mundial e do “desmatamento zero” na Amazônia, para a qual a conferência climática COP30, em Belém (PA), em novembro próximo, deveria ser a consagração. O veto à exploração no Amapá era ponto de honra para Marina e seus prosélitos da “Igreja Fundamentalista do Santuário Amazônico”.
Lula contava com tudo isso para atrair os bilionários “investimentos verdes” com os quais acenavam os globalistas. Agora, diante do indisfarçável esvaziamento da agenda verde-identitária, das pressões políticas para a liberação da exploração petrolífera e dos problemas crescentes do seu governo, ele se vê compelido a atirar ao mar a sua outrora intocável sumo-sacerdotisa verde, em uma tentativa de evitar um naufrágio catastrófico.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
"Países também se suicidam"
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
Pequenos países entre a disputa dos gigantes
O mundo passa por profundas transformações e pequenos países são afetados pelas disputas das grandes potências.