sábado, 7 de março de 2026
Operação no Oriente Médio complica mais pra Trump
Sim, os países do Oriente Médio já estão todos envolvidos, agora a situação começa a transbordar para o Mediterrâneo e alguns outros países próximos ao Irã, como Turquia e Armênia. Quando falo desse envolvimento é no sentido de atuarem ativamente no conflito.
E enquanto o conflito segue com bombardeios brutais, com muitos indícios de baixas pesadas de ambos os lados, e com o EUA enviando mais um grupo de ataque de porta-aviões para a região, o que totalizará 3 grupos de ataque na área, e começam a transferir equipamentos de outras regiões do Planeta, incluindo a Ucrânia, e mostra que a ação não está sendo esse passeio no parque que eles dizem ser, vemos muitas manifestações por importantes capitais europeias, asiáticas, Canadá, e até algumas cidades no EUA.
Enquanto tudo isso acorre, a UE se divide entre apoios declarados e tímidos à ação estadunidense, ações isoladas para resolver seus próprios problemas energéticos e oposições declaradas a essas ações.
Internamente Trump se enrolou ainda mais. A resistência iraniana caiu como uma bomba, e há forte oposição popular, o que já reflete politicamente, a ponto de já haver movimentação no Congresso do EUA para cobrar o Presidente por iniciar uma guerra sem a devida autorização, e de estados contra a nova rodada de tarifas. Claro, tudo isso irá evoluir de acordo com a evolução no enorme campo de batalha que se tornou o Oriente Médio, mas até agora ela não é favorável a Trump, apesar de toda a bravata e distorção que coloca em seus pronunciamentos.
segunda-feira, 2 de março de 2026
Ataque ao Irã foi erro estratégico imenso
Pois é pessoal, o EUA, junto com Israel, atacou o Irã e iniciou um momento de caos no Oriente Médio. Diferente de 8 meses atrás, quando o Irã contra-atacou Israel cerca de 18 horas depois do primeiro ataque, dessa vez o contra-ataque iraniano levou menos de meia hora. Alguns fontes falam em algo entre 10 e 15 min para que o Irã lançassem seu contra-ataque. Outra mudança importante também foi a diferença entre o contra-ataque, que se concentrou apenas em Israel e em bases israelenses, e desta vez o contra-ataque foi amplo e incluiu alvos estadunidenses e israelenses por todo o Oriente Médio.
E essas diferenças são importantes para entendermos o porquê da situação estar se desenrolando desta forma, e das estranhas reações de lideranças Ocidentais. Sim, a maioria, principalmente as lideranças políticas estão com o já esperado discurso ufanista, com a já conhecida ladainha de bomba atômica do Irã, ameaçando o Irã para que se renda, e outras bobagens que repetem de forma quase automática. Mas algumas lideranças militares deixam escapar que a situação escapou completamente às projeções feitas para o desenvolvimento do conflito.
Muita coisa pode ter contribuído para essa “surpresa”, mas entre os principais fatos estão não terem escutado o próprio ex-Chefe do Estado Maior Conjunto do EUA, que avisou a Presidência do país de que um ataque desencadearia uma reação difícil de ser detida, e por isso foi demitido; de não contemplarem o fato de que o Irã aprenderia com as experiências passadas; de subestimarem as capacidades dos iranianos, e de esperar que eles se renderiam aos primeiros ataques às instalações civis.
Essa confusão começou com o bombardeio conjunto do território iraniano por EUA e Israel. O ataque atingiu algumas autoridades persas, sendo o Aiatolá Khamenei, o líder supremo do país, a principal vítima. Alguns líderes militares também pereceram no ataque.
Mas também foram atingidos alvos civis totalmente indesculpáveis, como uma escola de ensino fundamental para meninas, levando à morte de ao menos 80 meninas, e pelo menos 100 feridas. Scot Ritter fala de mais uma escola do mesmo tipo bombardeada no segundo ataque a Teerã.
Como eu disse, o contra-ataque do Irã foi amplo, e está sendo realizado de forma praticamente ininterrupta, já tendo ocasionado a destruição completa ou parcial de mais de 10 bases estadunidenses na região. Também há relatos da destruição de alvos como uma usina de dessalinização em Israel, de alojamentos de oficiais de alta patente do EUA, de escritórios de agências de espionagem estadunidenses, empresas prestadoras de serviço às forças armadas de EUA e Israel, o Porto de Haifa, edifícios e instalações de forças armadas, um navio de guerra do EUA e um de Israel, base naval em Israel, o porta-aviões Abraham Lincoln, que está em retirada, ataque direto a outros navios da frota, entre outros alvos militares, mas desta vez também há relatos de ataques a áreas civis de cidades israelenses, principalmente em Tel Aviv. Economicamente tivemos o imediato fechamento dos estreitos de Ormuz e de Bab Al-Mandab, o que inviabiliza a exportação dos hidrocarbonetos da região, e interrompe a principal rota de comércio marítimo entre Europa e Ásia, o que já começa a elevar preços dos hidrocarbonetos e logo levará ao aumento de preços de produtos.
Já os ataques de EUA e Israel têm se concentrado prioritariamente em Teerã, e além de alvos civis, atingem alguns alvos militares, no estilo que já foi utilizado antes para a mudança de regimes. Foram destruídos os prédios do quartel general da polícia, da guarda revolucionária iraniana, da sede da TV estatal e da rádio estatal do país, além de seguirem buscando a decapitação de lideres iranianos.
E como eu disse num texto de 30 de janeiro, um ataque ao Irã levaria a uma guerra regional praticamente imediata, e tinha a tendência de se espalhar além da região. Logo no primeiro dia já tínhamos mais de 10 países envolvidos no conflito, alguns envolvidos diretamente em ações bélicas, fossem ativas, fossem passivas, e alguns em apoio estratégico e material: além de EUA, Israel e Irã, também já tínhamos China e Rússia em apoio aos persas, e logo no primeiro dia foram envolvidos Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia, Iémen e Iraque. No segundo dia já tivemos a inclusão de Síria, Líbano, Turquia, Reino Unido, França, e Itália tivemos o trio europeu, Reino Unido, Alemanha e França declarando que devem se juntar a EUA e Israel contra o Irã. Além disso tudo vemos a adesão das milícias armadas regionais Hamas, Hezbolla e Houthis ao Irã, e de ISIS e Estado Islâmico a EUA e Israel.
No meio de toda essa confusão eclode uma série de protestos em capitais do Oriente Médio, com protestos contra a intervenção e presença dos EUA na região, contra Israel, em apoio ao Irã e que chega à tentativa de invasão de embaixadas estadunidenses na região, e fortes confrontos com as polícias locais.
Como eu disse, a tendência era o conflito se espalhar além do Oriente Médio, e se o conflito não for desescalado urgentemente, há a possibilidade de outras potências se alinharem aos atuais envolvidos, levando a uma guerra mundial pior do que a ocorrida nos anos 40 do Século XX, com enorme potencial de se tornar uma guerra atômica.
Trump parece ter percebido isso, e estimulado por vários bilhões de dólares já perdidos em material e equipamento, e algo em torno de 600 baixas de pessoal militar, e já no segundo dia pediu a intervenção de Omã, e algumas fontes também falam da Itália, para conseguir um armistício com o Irã. A princípio a resposta persa foi um sonoro não, mas podemos esperar a intervenção de outras potências para que haja um armistício e nos próximos dias as hostilidades cessem, apesar de isso ser apenas mais uma parte de um conflito mais amplo que já ocorre entre Ocidente e Oriente, inclui o conflito na Ucrânia e várias escaramuças na África.
E aqui quero chamar a atenção para um fato interessante. Se pegarmos os dois principais conflitos atualmente, vemos uma linha justamente onde se considera que, politicamente, Oriente e Ocidente se tocam. A Ucrânia é a terra do meio, um contato entre Oriente e Ocidente, e por onde grandes invasões ocorreram da Ásia à Europa. Já o Oriente Médio é considerado o ponto de transição ente Europa e Ásia mais ao Sul, também tendo sido região em que exércitos de ambos os lados passaram para conquistar terras de um lado ou outro. Os próprios persas chegaram à Grécia, e Alexandre o Grande chegou à Índia.
Mais uma vez os dois lados estão em choque, mas dessa vez ambos possuem armas que não acabam com o planeta, mas podem tornar a presença humana sobre ele uma coisa rara.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Começa a guerra no Oriente Médio
Pessoal, começou a guerra no Oriente Médio. Bem a seu estilo traiçoeiro, mas que já não engana mais ninguém, Trump disse há 2 ou 3 dias atrás que estavam negociando e que se as negociações não avançassem eles iriam agir contra o Irã. Pois bem, a próxima reunião entre as equipes estava marcada para a 2ª semana de março, mas Trump ordenou o ataque na noite da última sexta, 27 de fevereiro.
Como eu disse, isso não engana mais ninguém, o Irã estava tolmente preparado e em alerta, e seu contra-ataque foi rápido, forte, e como avisado, amplo. As informações dão conta de que atingiu instalações militares estadunidenses em 8 ou 9 países da região, mas seja qual for o número, Israel está incluída.
O Estreito de Ormuz está fechado, assim como o Mar Vermelho também. Tudo promete uma guerra regional pesada, e que não será resolvida em 12 dias, salvo uma retirada imediata e completa da frota estadunidense e de todo o equipamento e material levados para a região nos últimos meses, o que dificilmentente ocorrerá.
Amanhã farei um texto mais detalhado, com bem mais informações que estou coletando, e uma análise melhor da situação na região e seus possíveis desdobramentos.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Vitória contra Irã pode ser a única saída possível para Trump
sábado, 7 de fevereiro de 2026
No Oriente Médio a tensão aumenta
Pessoal, a situação segue bastante comoplicada no Oriente Médio. A frota estadunidense presente ao Sul da Península Arábica passou a derrubar os drones de observação iranianos e os chineses incluíram um navio de observação e controle eletrônico, que provocativamente estaria operando próximo à frota estadunidense.
Por seu lado o Irã já tentou apreender um petroleiro de bandeira estadunidense, o que foi impedido por um navio de guerra do EUA nas proximidades, e já apreendeu ao menos outros dois navios petroleiros, sem bandeira ou nacionalidade das tripulações divulgados, mas foi divulgado que os tripulantes foram entregues à justiça. Esse ato tenta mostrar uma forte disposição em fechar o Estreito de Ormuz.
Enquanto isso ocorre o EUA segue enviando material e equipamentos para a região. Também já vemos comentarista falando que os norte-americanos não estão enviando mais um grupo de ataque de porta-avião, mas sim dois grupos de ataque, concentrado uma força de ataque aéreo gigantesca na área.
Em resposta Irã, China e Rússia intensificaram o envio de material e equipamento para Teerã, e gigantescos aviões de carga são frequentes em várias ocasiões diárias.
O Laranjão, no fundo, é um daqueles valentões que vemos em comédias românticas adolescentes da sessão da tarde. Ele é grandalhão, agressivo, e vive ameaçando e batendo nos meninos mais fracos que ele, mas quando vê alguém do mesmo porte ele recua.
Com toda essa descrição, vemos que os dois lados estão tentando pressionar, acossar o outro, seja com a derrubada de drones, seja com a apreensão de petroleiros. A princípio o Irã não parece interessado numa guerra e está tentando evitá-la mostrando forte poder de dissuasão, e o EUA só partirá para o ataque se perceber que tem poder militar suficiente para sobrepujar o inimigo com sobras. Se levarmos em conta que ambos consideram a situação existencial, então isso ainda se prolongar por um bom tempo, ou alguém comete algum erro importante que defina a situação.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Doomsday ameaça o Planeta
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
EUA recua no Irã e mostra queda de capacidade
Pessoal, o Presidente do EUA divulgou um twitter em que informou que não iria mais bombardear o Irã, e num momento que muitos torciam por uma notícia dessas, no fundo ela surpreendeu, e aqui rapidamente entenderemos o porquê disso.
Há meses Trump vinha ameaçando os persas de uma ação bélica com vistas a mudança do regime dos Aiatolás. Algo mais pesado do que o executado na Venezuela. Para isso ele tomou algumas ações.
1- Deslocou tropas e uma enormidade de equipamentos, principalmente maios aéreos de bombardeio, como caças, bombardeiros estratégicos, mísseis de cruzeiro de longo alcance, aviões de carga e reabastecimento aéreo;
2- Enviou as frotas capitania das pelos porta-aviões Roosevelt e Lincoln para o Oriente Médio,
3- Junto com outros países que têm interesse na região, chegou a promover uma tentativa de revolução colorida, mas está falhou,
4- Chegou a anunciar um ataque iminente.
Mas ele recuou e 4 foram os motivos principais.
1- Os países da região pediram para que não houvesse o ataque, negaram o uso de seus espaços aéreos para isso e também ajuda para a defesa das bases estadunidenses da região. Entre esses países estão Turquia, Arábia Saudita e até Israel. Russos e Chineses também interferiram decisivamente,
2- O Irã bloqueou os sinais usados pelo sistema Starlink, impedindo o prosseguimento das manifestações e deve ter interferido em outros sistemas que fazem uso de sinais eletrônicos também,
3- A reação de alguns países que aos poucos percebem que as ações estadunidenses visam o bem exclusivamente de suas próprias elites.
4- A possibilidade de um conflito na Groelândia.
A verdade é que o cobertor bélico comandado pela Casa Branca está cada vez mais curto. Não há recursos financeiros, humanos, e apesar de ainda terem muito equipamento, este está defasado além de ser muito caro. O aumento de orçamento para USD 1,5 trilhão não garante a inversão dessa situação nem a médio prazo, muito menos no curto. E quanto mais eles têm tomado essas ações desastrosas, mais o mundo se vira contra eles. A queda tem sido mais rápida do que o previsto, mas ela será mais dolorosa também, e para todos. Mas isso não garante que o Irã esteja seguro.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Mais conflitos no horizonte
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Putin interrope negociações com EUA
Pessoal, um desenvolvimento no conflito no Leste Europeu indica não apenas o prolongamento das hostilidades, mas também a perda de paciência por parte dos russos em negociações absolutamente infrutíferas e que nitidamente buscavam apenas tentar impor uma derrota a quem está vencendo. Sim, após reunião com seu Conselho de Segurança, o líder russo decretou o fim das negociações. Três são os motivos principais para isso:
1- A tentativa insistente do Ocidente em usar fundos russos congelados para a reconstrução da Ucrânia.
2- A tentativa insistente de impor um cessar-fogo, mesmo que disfarçado, para que a Ucrânia seja rearmada e treinada para o retorno do conflito.
3- A tentativa mal disfarçada de incluir a Ucrânia na OTAN, através de uma garantia de segurança inspirada no art. 5 da organização militar.
Outro ponto, e que não foi mencionado até o momento para a decisão, é que o EUA, que sob a liderança trumpista tenta posar de neutro e parte não beligerante no conflito, não apenas participa ativamente nas ações, com o fornecimento de armas, logística, estratégia e inteligência, como foi o mentor e maior instigador das hostilidades no Leste Europeu.
Além do fim das negociações, Putin também usará o exclave de Kaliningrado para posicionar armas nucleares, provavelmente em Oreshniks, que ameaçarão a Europa ainda mais de perto.
Mas isso não quer dizer que não se chegue a um acordo negociado para o conflito, e basta que os Ocidentais cheguem com uma proposta que contemple plenamente as condições mínimas russas. Só que isso ainda está um pouco longe de acontecer, afinal, é até o último ucraniano.
domingo, 4 de janeiro de 2026
Maduro extraído. O Imperio contra-ataca?
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Olha 2026 na nossa cara.
FELIZ ANO NOVO!
2026 está aí, na nossa porta, batendo pra entrar. Que ele chegue trazendo a Todos saúde, paz, amor, alegria, realizações e sucesso. Um Feliz 2026!
FELIZ ANO NOVO!
domingo, 28 de dezembro de 2025
Como eu disse, reposicionamento das peças no xadrez global
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Mais Um Natal Juntos
sábado, 20 de dezembro de 2025
Agricultores europeus emparedam governos
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Ataques ao Comércio Mundial Podem Acirrar os Conflitos
Pessoal, há uma situação que vem se tornando cada vez mais comum nesse mundo conturbado: a tentativa de interromper o comércio aos países considerados hostis.
Isso começou alguns anos atrás, quando o EUA pressionou e conseguiu a detenção de um petroleiro iraniano em Gibraltar. Após os iranianos terem apreendido um petroleiro britânico o barco iraniano foi liberado e o britânico também. Alguns anos depois a pressão foi na Grécia, que ainda roubou a carga do navio. O Irã deu o troco num navio americano. Na atual crise de Gaza os Houthis fecharam o Mar Vermelho ao trânsito de navios do chamado Ocidente Coletivo, ou com destino a alguns países e a Israel. A pressão militar estadunidense não surtiu efeito, e vários cargueiros foram avariados, ao menos 2 foram afundados. Pouco depois os países da OTAN passaram a tentar impedir a exportação de petróleo russo, e o trânsito de petroleiros ligados aos russos por águas próximas a seus países, mesmo que fossem águas internacionais ou protegidas por tratados de navegação. Houve incidentes no Báltico, e no Mediterrâneo os franceses chegaram a abordar um petroleiro e prender alguns Oficiais.
Na semana passada houve ataques Ocidentais no Mar Negro a petroleiros ligados aos russos, e por último o EUA apreendeu um petroleiro iraniano em águas territoriais venezuelanas. As respostas vieram rápidas, com os russos bombardeando cargueiros Ocidentais no Porto de Odessa e decretando o fechamento do porto e promovendo o cerco à cidade. No Irã um petroleiro com diesel destinado ao EUA foi apreendido.
O perigo é que tais ataques ao comércio mundial vêm crescendo, e o comércio é o sangue que mantém a economia dos países funcionando, ainda mais em uma era "globalizada". Se pensarmos que um dos principais motivos do ataque japonês a Pearl Harbour foi o boicote estadunidense ao fornecimento de petróleo ao País do Sol Nascente, aí começamos a ver os riscos envolvidos no acirramento desses ataques ao comércio. O mundo com certeza já mudou, mas ele pode mudar mais e pior se essas ações de pirataria não cessarem. E sim, isso é pirataria.
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Os conflitos seguem, mesmo com mudanças mínimas
terça-feira, 25 de novembro de 2025
A paz na Ucrânia ainda precisa de ajustes
terça-feira, 18 de novembro de 2025
Manifestação mexicana não é Revolução Colorida
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
Caso Epstein volta a assombrar Trump
Pessoal, enquanto os russos seguem avançando no Leste europeu e estendendo seus tentáculos por outras partes do mundo junto com a China, enquanto os estadunidenses tentam arranjar uma desculpa plausível para atacar a Venezuela e Irã, Trump vê sua situação se deteriorar ainda mais internamente.
Na quinta-feira, dia 13, circularam emails vazados de Epstein, aquele do caso Epstein, que envolve uma ilha e políticos, empresários e artistas de grande influência e poder. Esses emails se referem ao Presidente do EUA, Donald Trump, e algumas ligações com Jeffrey Epstein. Isso mais uma vez encurrala Trump, que havia negado contatos com Epstein, ou participação em suas atividades. Pois é, os emails derrubam o não contato entre eles, e por analogia as participações nessas atividades.
Com isso Trump passou a redobrar esforços para que se retire o projeto de lei que corre no Congresso estadunidense para que os arquivos Epstein sejam liberados.
Como eu já disse, a situação não está nada favorável a Trump, mas tudo isso pode ser revertido, a depender das articulações das forças que se antagonizam na classe dominante estadunidense.
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
Trump entre o Olimpo e o Submundo
Pessoal, enquanto Donald Trump busca uma mudança de regime na Venezuela com uso de pressão militar e possível intervenção bélica direta, internamente a posição trumpista faz água por todos os lados. Isso se deve porque o orçamento estadunidense para o ano já foi totalmente consumido. Com isso milhões de funcionários públicos federais estão há mais de 40 dias sem receber seus salários, e vários serviços públicos essenciais estão paralisados.
Num país onde a grande maioria da população vive de salário em salário, sem reservas financeiras para eventualidades, os funcionários já faltam ao trabalho por falta de recursos para se deslocarem às repartições. Para se ter ideia, mais de 800 voos têm sido cancelados diariamente por falta de controladores, e mesmo as trilionárias Forças Armadas estão sem salários e até sem comida, e isso por todo o Globo. Civis e Militares têm sido aconselhados a buscar alimentação em postos de auxílio social, e o governo alemão irá dispor 40 milhões de euros mensais para pagar os salários dos funcionários civis das forças estadunidenses estacionadas no pais europeu, para posterior ressarcimento quando a situação for resolvida na América.
Enquanto um Senado de maioria do partido de Trump se debate para autorizar um aumento do orçamento estadunidense, Trump vê sua popularidade despencar e chegar a 69% de rejeição, sofre derrota eleitoral importante em Nova Yorque, e patina em vários cenários internacionais, inclusive na Venezuela, onde o porta-aviões Harry Truman chegou, mas também chegaram navios de guerra russos, complicando uma já enrolada situação. Tudo isso corrobora a previsão de uma derrota acachapante nas mid terms do próximo ano, e o controle do Congresso pelos democratas.
Os estadunidenses não gostam muito da solução do impeachment presidencial, mas devido às ações mal pensadas, e ainda mais mal executadas por seu governo nesses primeiros meses, não descarto que apliquem esta solução, ainda mais se os democratas tiverem um controle suficiente para isso no Congresso. Mas há o reverso, e se Trump, contra todas as possibilidades, ganhar, então ele virará um herói. A aposta é alta, e o prêmio é o Olimpo, mas a punição é o Submundo.