Pessoal, os dois grandes conflitos que vemos no mundo estão aumentando de intensidade na violência, na frequência, e no alcance dos ataques. Em outras palavras, vemos escaladas preocupantes em ambos.
No Irã tivemos algumas escaramuças na última semana, e a última foram 5 navios que tentaram furar o controle iraniano no Estreito de Ormuz, e acabaram sendo alvejados pela Guarda Revolucionária do Irã. Detalhe que o EUA escoltava os navios, e ainda assim eles acabaram bastante avariados por drones. Isso foi um rompimento do Momorando de Entendimento, como previsto que ocorreria e entre vários outros. A diferença é que desta vez os norte-americanos bombardearam fortemente e amplamente o território iraniano, atingindo vários alvos civis, incluindo uma ferrovia que liga o Irã à China, e que já foi reparada. Em resposta os iranianos bombardearam bases americanas no Bahreim, Kwait, Jordânia e Emirados Árabes.
Também vemos as tensões entre os Houthis e a Arábia Saudita voltam a aumentar após o bombardeio da pista de pouso destinada ao pouso do avião que trazia a delegação que acompanhou o sepultamento do líder iraniano Ali Khamenei. Ainda há dúvidas sobre quem realmente realizou o atentado, mas os Houthis retaliaram a Arábia Saudita, e espera-se um retorno do conflito que estava congelado por um Memorando de Entendimento já há alguns anos.
O problema maior neste fronte é que tudo indica uma escalada bastante massiva nos enfrentamentos, com o Irã voltando a bombardear Israel, e ameaçando deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e desenvolver sua bomba atômica. Já Trump mais uma vez indica que pode utilizar armas nucleares. É bom que ele pense duas vezes, porque ele não é o único a tê-las.
Lá no Leste europeu a coisa também começa a sair do controle. O fornecimento por parte dos europeus e estadunidenses aos ucranianos de drones e insumos para montá-los possibilitou aos últimos aumentarem a intensidade e o alcance de seus ataques no território russo. Isso ainda não causa grandes problemas aos russos, ainda que já se observem alguns problemas de abastecimento, principalmente na Crimeia. O EUA também prepara a abertura direta de hostilidades aos russos com mais sanções, numa tentativa de asfixiar o regime de Putim economicamente
A resposta da Rússia foi um aumento considerável de ataques a alvos militares, fábricas ligadas ao setor militar, e até a postos de combustíveis no território ucraniano, já que estes estão sendo usados para abastecer caminhões lançadores de drones, que se aproximam da fronteira russa para realizar seus ataques. Kiev e seus arredores também têm sido bastante castigados, até porque parte considerável dessas fábricas se localizam nesta região. E os russos prometem aumentar ainda mais os ataques. O problema é saber como a NATO irá reagir, porque aos poucos eles vêm aumentando a escala do conflito, e a Rússia segue dando duras respostas, mas sempre em cima dos ucranianos.
Já na parte econômica a Rússia apresenta alguns problemas, parte derivado dos ataques à sua infraestrutura, principalmente de petróleo, mas parte devido a uma inflação que vem corroendo o poder aquisitivo da população. Os ataques a alvos civis, incluindo residências, tem minado a popularidade de Putim, que segue sendo alta em relação aos líderes Ocidentais, mas apresenta baixa substancial frente aos mais de 80% que obteve nas últimas eleições.
O líder russo já percebeu que precisa dar respostas à população, e elas vieram com um aumento considerável de ataques a alvos militares, fábricas ligadas ao setor militar, e até a postos de combustíveis no território ucraniano, já que estes estão sendo usados para abastecer caminhões lançadores de drones, que se aproximam da fronteira russa para realizar seus ataques. Kiev e seus arredores também têm sido bastante castigados, até porque parte considerável dessas fábricas se localizam nesta região. E os russos prometem aumentar ainda mais os ataques. O problema é saber como a NATO irá reagir, porque aos poucos eles vêm aumentando a escala do conflito, e a Rússia segue dando duras respostas, mas sempre em cima dos ucranianos.
Seja no Oriente Médio, seja no Leste europeu, os conflitos crescem. Indiretamente eles já envolvem países de todo o mundo, mas há possibilidade de vermos esse envolvimento se tornar direto, já que vemos discursos, e até algumas ações, que tendem a levar a um embate direto entre as forças antagônicas.