segunda-feira, 4 de maio de 2026

Rússia, China e Irã se juntam para enfrentar escalada Ocidental

Pessoal, quem acompanha a geopolítica sabe que a última semana foi bastante intensa, não em ações bélicas, mas na movimentações das peças, que se posicionam cada vez de forma mais clara no tabuleiro global.

Começamos com a visita do Ministro das Relações Exteriores do Irã à Rússia. A visita incluiu uma conversa direta de hora e meia com o Presidente Putin, o que rendeu declarações do líder russo de que este mantém contato direto com o Líder Supremo do Irã, e de estima, apreço e consideração ao povo iraniano e ao que ele chamou de “impressionante luta por sobrevivência e soberania”.

Mais importante, houve um telefonema de Putin a Trump, e apesar da amabilidade habitual, principalmente no início da conversa, fontes do próprio governo russo indicam que Putin foi bastante duro durante a conversa, cobrando o estadunidense de promessas não cumpridas sobre a situação na Ucrânia, e insinuando que um ataque ao Irã colocaria a Rússia diretamente na defesa dos persas.

Outra situação bastante inusitada foi a reação da China, que ao ter 5 refinarias privadas que importam petróleo iraniano sancionadas pelo EUA, simplesmente acionou seus mecanismos legais e jurídicos, e informou a todos os agentes econômicos chineses que qualquer um que alegasse tais sanções para interromper negócios com essas refinarias iria responder frente as cortes chinesas por violações de contrato e indenizariam e responderiam de acordo com a legislação do país. Ou seja, ignoraram as sanções estadunidenses, e disseram em alto e bom som que na China mandam os chineses.

Outra situação bastante inusitada vem de Charles III, Rei da Inglaterra, que após o anúncio feito em conjunto pelo Presidente da França, Macron, e pelo Primeiro Ministro da Inglaterra, Starmer, em que anunciaram que enviariam esforço militar para desbloquear o Estreito de Ormuz, agora vem andando pelo mundo tentando juntar uma força tarefa internacional para fechar o comércio russo pelo Báltico. Sim, o Rei Charles III tenta juntar países para bloquear o comércio russo pelo Norte da Europa.

Os embates entre o Oriente e o Ocidente seguem escalando, e a viagem de Trump à China, que está programada para 14 e 15 de maio, não indica que haverá nenhum tipo de distensão nas relações entre os dois blocos. Na verdade, dependendo da forma que Trump se comporte durante as conversas, essa visita pode mesmo estressar ainda mais a situação.

Dois grande pontos de conflito internacional (Oriente Médio e Ucrânia), um Ocidente cada vez mais enfraquecido, desesperado, e cada vez mais mal governado, um Oriente que tenta administrar tudo isso sem escalar a um confronto com armas de destruição em massa, mas também pressionado internamente para que dê fim a tantos conflitos. Esse é o quadro atual, e nada indica que ele se acalme decisivamente nos próximos meses.

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