Pessoal, como eu disse no meu texto em que comentei rapidamente o encontro entre Trump e Lula, o norte-americano não iria cumprir acordo, e muito menos atender a algum pedido do brasileiro. Isso já começou. A questão aqui é a inclusão de PCC e CV como grupos terroristas.
Entendam, não há um risco, ao menos não imediato, de que Trump ou seu sucessor venham a atacar o Brasil militarmente. Além de uma ação complicada, isso exigiria gastos e riscos que muitos líderes de ambos os partidos da dualidade política eleitoral estadunidense têm observado e buscado evitar. Ações como as da Ucrânia e no Irã cada vez mais são vistas como problemas, e talvez não acreditem que uma ação contra o Brasil venha realmente a ser proveitosa.
Mas os brasileiros podem esperar sanções, retaliações comerciais, financeiras, e até mesmo a busca de isolar o país do sistema de pagamentos Ocidental, o famoso SWIFT, além do confisco de propriedades e valores financeiros ou físicos que estejam em território do EUA ou em de seus vassalos mais fiéis.
E lamento informar, mas a saída para isso não é negociar com o EUA. Como eu disse, não está no DNA de formação do país e de sua egrégora negociar e cumprir acordos, mas tão somente impor condições. Então o Brasil tem que buscar outros relacionamentos internacionais, e com uma aproximação distinta à que foi feita com os norte-americanos. Se a classe dominante brasileira irá entender isso, aí já é outra história.
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