Pessoal, mais uma vez vemos Lula cometendo um erro absurdo. Não satisfeito em ter sido detonado no Senado com o veto à indicação de Jorge Messias ao STF, Lula agora pegou um avião e foi ao EUA para uma reunião a portas fechadas com o Presidente Donald Trump. Na bagagem entrega de materiais absolutamente sensíveis para a economia atual e futura, as chamadas “terras raras”, em troca de uma não taxação de produtos brasileiros exportados ao EUA. Talvez ainda tenhamos uma negociação absolutamente sem sentido de uma não interferência do Irmãozinho do Norte nas próximas eleições presidenciais do Brasil. Provavelmente também tivemos algumas outras negociações, mas a verdade é que esses dois temas, um certo, ou outro provável, são dois erros enormes de Lula em sua política externa tortuosa e cheia de erros.
Vamos primeiro a um “suposto” acordo de não interferência nas eleições deste ano no Brasil. Antes de tudo precisamos lembrar que tratamos aqui de Donald Trump, um sujeito ainda mais errático do que Lula, cujos defeitos são muito mais exacerbados do que os do próprio brasileiro. Além do histórico de Trump, que não é em nada confiável, e quando você cede uma vez, se torna refém eterno de sua chantagem. Nada impede que Trump utilize as ferramentas que prometeu não usar, justamente para minar a reta final do governo Lula III e apoiar a oposição, que ele considera bem mais afável.
Outro ponto é a entrega das terras raras brasileiras. Como eu disse, matéria-prima fundamental na economia de ponta desse início de terceiro milênio. A única soberania que se vê nesse ato é o direito de entregar um recurso fundamental nas mãos de uma elite globalista e de potências estrangeiras de forma subserviente e covarde. Não há nenhum mérito nisso. E mesmo após essa decisão patética, que diga-se de passagem, é totalmente dividida com nosso Congresso, que tem o mesmo nível baixo do Presidente quando o assunto é soberania nacional. De consolo é que o grande rival de Lula faria exatamente a mesma coisa, talvez até pior.
Não adianta falar de BRICS, de soberania, de novos ares na política internacional, se na hora de agir efetivamente, você volta a se comportar como uma neocolônia. Espero que um dia os brasileiros consigam enxergar que tal qual um cão, seguem sempre correndo em círculos, tentando alcançar a própria cauda, mas não chegando a lugar algum. Mais uma vez temos uma penca de candidatos, quase todos desqualificados, quase todos elitistas, quase todos efetivamente de costas para o povo e suas necessidades. Apenas um difere um pouco dos outros. Mas o brasileiro acha que voto é igual futebol, que o importante é ganhar. Em política ganhar é meio, não finalidade. E é meio para mudar a realidade em prol da população de uma nação, não para grupelhos ou para quem não necessita disso.
Talvez um dia o brasileiro volte a entender isso.
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