quarta-feira, 29 de abril de 2026

Trump foi avisado, mas não sei se ele entendeu

Pessoal, nestes últimos dias tivemos três fatos bastante inusitados envolvendo a figura do Presidente do EUA, Donald Trump. O mais espalhafatoso foi a tentativa de atentado falhada durante jantar do Presidente e seus mais altos correligionários, com jornalistas, e altas autoridades nacionais e estrangeiras.

O segundo foi a divulgação de que Trump teria sido expulso da sala de comando durante operações no Oriente Médio, para evitar o constrangimento de ter uma ordem ilegal ou irresponsável não cumprida durante operações em andamento, ainda mais depois de outra divulgação bastante constrangedora, que foi o fato de o General Comandante do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, ter negado códigos nucleares ao Presidente.

Vamos destrinchar isso do fato mais distante ao mais próximo de nosso momento.

Quando um General se nega a entregar códigos nucleares a um Presidente isso significa muitas coisas, mas as mais importantes são que:

1- ele não confia nesse Presidente e em sua capacidade de discernimento e decisão;

2- ele teme o que esse Presidente possa tentar fazer de posse desses códigos;

3- no fundo esse Presidente tem um poder muito limitado sobre as Forças Armadas de seu país;

4- Essas Forças Armadas trabalham minimamente dentro de regras, ainda que elas às vezes não estejam tão claras.

A segunda situação, que foi a expulsão da sala de Comando, mostra que essas Forças Armadas querem evitar uma situação extremamente constrangedora, e que esse Presidente não tem poder para impor sua vontade, diferente do que muitos pensam.

A terceira situação, do suposto atentado, mostra uma condição bem mais delicada. Acreditar que um dos serviços de segurança presidencial mais bem treinados do mundo cometeriam tantos erros em sequência, que vão desde uma inspeção prévia do hotel mal feita, até a retirada do local de risco do Vice-Presidente antes do próprio Presidente é no mínimo ingênuo. Foram tantos que o Irã soltou um vídeo curto gozando com a situação.

Claro, sempre há essa possibilidade de erros em série, mas é algo dificílimo de ocorrer. Um primeiro erro já o seria, e ocasionaria o corte de pelo menos algumas cabeças nesse serviço de segurança, mas tantos erros em sequência?

No fundo tudo isso soa mais como um grande aviso a Donald Trump, de que ele precisa deixar de confundir seu histrionismo verborrágico discurso voltado para um público cada vez menor, com poder de fato. Como diria o final de uma antigo programa sensacionalista de bizarrices: Trump governa, “acredite, se quiser…” 

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