Pessoal, os últimos textos não chegam a estar desatualizados porque a situação para Trump e Putin segue igual, mas no Oriente Médio a situação já apresenta níveis de violência bem próximos dos dias que antecederam o cessar-fogo. Após mais um navio mercante ter tentado furar o bloqueio de Ormuz através de interferência Ocidental, e ter sido alvejado pelos iranianos por se recusar a retornar após os avisos recebidos por rádio, o EUA bombardeou posições iranianas, principalmente junto a costa, mas não só. A resposta iraniana foi forte e ao menos oito bases estadunidenses foram bombardeadas na região, e houve alguns danos colaterais, normalmente causados por problemas na defesa anti-aérea que defende essas bases.
Acontece que a coisa não para por aí. No Líbano o governo fantoche colocado pelas potências Ocidentais assinou um tratado de cessar-fogo com os israelenses, mas esse tratado garante a presença das Forças de Defesa de Israel nas terras no Sul do Líbano, e que são ocupados ilegalmente pelo Estado de Israel. Só que a população líbia se revoltou e fortíssimos protestos foram vistos nas ruas, o Hezbollah já avisou que não reconhece o acordo, e o Irã seguiu o mesmo caminho.
Ao mesmo tempo o EUA tenta envolver o ISIS, também conhecido como Estado Islâmico, um grupo terrorista e que é apoiado por EUA e Israel, para que se envolvam em escaramuças com o Hezbollah, numa tentativa de enfraquecer a resistência ao expansionismo israelense. Até agora não foi bem sucedido nessa empreitada, mas até quando?
Já o Irã ainda não voltou a bombardear posições israelenses como havia prometido, mas isso pode mudar nos próximos dias, caso a situação não volte a arrefecer.
Pelo lado Norte-americano voltamos a ver um aumento do tráfego militar em direção ao Oriente Médio, e segundo as informações que vazam, tudo indica que haverá uma tentativa de invasão terrestre dessa vez. Mas o Congresso do EUA aprovou regra que diz que o Presidente precisa de autorização para qualquer ataque ao Irã. Como Trump resolverá isso? Até porque um ataque sem autorização pode significar seu afastamento, principalmente se este ataque falhar.
Como eu havia dito, era uma questão de tempo até que o Memorando de Entendimento entre EUA e Irã fosse rompido e que a situação voltasse a escalar. Mas uma coisa há que se ressalvar, e é o fato de que, como eu disse, a intensidade dos ataques já se aproxima muito da intensidade vista nos últimos dias antes do cessar-fogo, mas não acontecem na mesma frequência. Mas tudo indica que o confronto não apenas pode atingir o mesmo nível pré cessar-fogo, mas chegue a outros níveis também, incluindo ações terrestres de grande escala.
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