terça-feira, 8 de setembro de 2026

No Leste europeu a escalada é grande

Após mais de 4 anos cozinhado o conflito na Ucrânia em banho Maria, agora os russos começam a se soltar, e o resultado é um massacre, principalmente na capital Kiev, além de avanços em todas as frentes e destruição em outras áreas também.

Quem imaginaria que seriam os próprios ucranianos, junto com a OTAN, que iriam provocar a ira dos russos. Após iniciarem ataques a alvos civis, e os russos terem mantido as retaliações estritamente em alvos militares, isso criou a crença da fragilidade russa, e mobilizou forças que pressionaram Putin a retaliar mais duro.

E é duro, agora atingindo instalações civis, mas evitando horários de trabalho, de forma a minimizar vítimas civis diretas. Supermercados, armazéns, postos de gasolina, pontes, ferrovias e trens, refinarias, fábricas, aeroportos. A retaliação russa é cada vez mais forte, mais ampla, mais prejudicial à população, a ponto de Kiev estar sendo evacuada espontaneamente.

Toda essa situação levou Trump a agir, e seus estranhos negociadores, Witkoff e Kushner, pousaram semana passada em Moscou, e ofereceram, a grosso modo, a rendição aos russos. Sim, todas as exigências mínimas russas do início do conflito foram oferecidas, mas há vozes que indicam que houve mais exigências dos russos, resultado do que o último ano de conflito apresenta em termos de controle de terreno. Na sequência os norte-americanos pousaram em Kiev e fizeram a proposta a Zelenski, que já faz depoimentos no sentido de negociar a paz, numa tentativa de fazer parecer que não é uma capitulação.

Como vimos dizendo há alguns meses, o Ucrânia agoniza, e cada vez mais. A questão é saber quando irá finalmente capitular, e pelas movimentações geopolíticas dos últimos dias, parece que isso já está bem próximo. E os russos estarão em posição de impor suas condições.