Já que estamos rodando pela MPB das antigas, O trem tá feio com Teodoro e Sampaio é uma das grandes composições dos anos 80.
sábado, 16 de janeiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Resgate no Mediterrâneo
A vida no mar é dura, difícil, e perigosa. Isso para quem anda em navios modernos e dentro de todas as condições e regras de segurança da navegação e de operacionalidade. Mas imaginem para quem se arrisca em embarcações precárias, e sem cumprir nenhuma dessas regras?
Por isso o Blog dos Mercantes gostaria de parabenizar a Marinha do Brasil pela participação no resgate de refugiados que buscavam adentrar a Europa de forma irregular, na tentativa de conseguir melhores condições de vida.
Se os "imigrantes e legais" irão conquistar e se beneficiar das benesses que esperam, eu não faço ideia. Mas uma coisa é certa, suas vidas foram preservadas, e com isso eles ao menos terão a chance de conquistar melhores condições de vida.
Solidariedades no mar é o lema, e a Marinha do Brasil expressou isso em sua maior magnitude.
Portos e Navios – Reportagem – 08/09/2015
Marinha do Brasil realiza resgate, salvando 220 migrantes no Mar Mediterrâneo
Neste momento em que tantos líderes europeus envergonham seus países, a Marinha brasileira nos dá razões para nos orgulharmos.
Nesta sexta-feira, cerca de 13h30 (18h30 na Itália), a corveta “Barroso”, da Marinha do Brasil, navegava no Mar Mediterrâneo, a 170 milhas da Sicília, Itália, com destino a Beirute, no Líbano, quando recebeu um comunicado do Centro de Busca e Salvamento Marítimo italiano, sobre a existência de um barco com risco de afundar com cerca de 400 migrantes, rumo à Europa.
O Centro de Busca italiano solicitou ao navio brasileiro que se aproximasse da embarcação, a cerca de 150 milhas de Peloponeso, na Grécia. Ele chegou ao local após uma hora de navegação.
Dois navios-patrulha italianos de pequeno porte se juntaram a eles e, impossibilitados de receberem os migrantes a bordo, a Guarda Costeira italiana solicitou o apoio da Marinha do Brasil para efetuar o resgate e seu transporte para o porto italiano de Catânia.
O comandante da Marinha do Brasil prontamente autorizou a prestação desse apoio, a fim de salvaguardar a vida daquelas pessoas e a transferência dos migrantes para a corveta brasileira acaba de ser completada, tendo sido recebidas 220 pessoas: 94 mulheres, 37 crianças e 4 bebês de colo, muitos deles extremamente debilitados. Já é noite no local, porém o mar está calmo, facilitando a operação em curso.
Com uma tripulação de 191 militares a bordo, a corveta “Barroso” saiu do Rio de Janeiro em 8 de agosto para substituir a Fragata “União” na Força-Tarefa Marítima da ONU no Líbano, a fim de atuar como Navio Capitânia do comandante da Força-Tarefa, cargo exercido por um almirante brasileiro desde 2011, e realizar tarefas de interdição marítima e capacitação da Marinha libanesa.
O navio permanece no Líbano até fevereiro de 2016.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Ciro Gomes no programa Mariana Godoy entrevista
Mais uma ótima entrevista de Ciro Gomes, dessa vez no Mariana Godoy entrevista. Vale a pena gastar 32 min e acompanhar o que o ex-Governador do Ceará e ex Ministro da Fazenda disse sobre impeachment, Brasil e política.
sábado, 9 de janeiro de 2016
Amor nas Estrelas - NARA LEÃO
Nara Leão fez sua passagem ainda muito nova, com apenas 47 anos. Oriunda e musa da Bossa Nova, era dona de uma voz suave e aveludada, e de um belíssimo repertório. Esse foi um de seus últimos sucessos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Utilidade Pública - Aedes Egypts
Verão na área, muita chuva, e a dengue mais viva do que nunca. Com esse quadro pensamos em usar esse espaço para alertar as pessoas também: cuidem para que o mosquito não se prolifere e que a epidemia seja definitivamente banida de nosso país.
Por que o Brasil não consegue combater o mosquito da dengue?
Camila Neumam
Do UOL, em São Paulo
Do UOL, em São Paulo
Casos de dengue, chikungunya e zika, todos vírus transmitidos pelo mosquitoAedes aegypti, aumentam no país a cada ano, apesar das inúmeras campanhas de conscientização e mutirões de combate a focos. Em 2015, mais de 1,5 milhão de pessoas foram infectadas com um dos três vírus no Brasil.
Por que isso acontece? Por uma série de fatores, cujo culpado está longe de ser o mosquito. O acúmulo de água parada em recipientes e no lixo somados ao clima tropical favorável fazem o problema ser tanto do governo, que precisa investir em políticas públicas de combate, quanto da população, que deve estar atenta ao acúmulo de água parada em casa.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Mais uma embarcação operando, mas é muito pouco
Não é novidade para ninguém do meio que o setor de Marinha Mercante está em crise. O Sindmar e outros órgãos de classe de Marítimos, bem como o Blog dos Mercantes, alertaram durante muito tempo para o fato de as encomendas do setor naval não se concretizavam, nem com o ritmo, nem com a quantidade necessária para absorver o grande número de marítimos que as Escolas de Formação recrutavam para treinamento, e começavam a lançar no mercado todos os anos.
O resultado disso é o desemprego que já alcança índices elevados, muito acima da média nacional, já que o setor de Marinha Mercante apresenta um mercado ainda muito restrito, e o subsetor de offshore é m dos mais atingidos pela crise que presenciamos no país. E a cada dia que passa, infelizmente as previsões e dados fornecidos pelos representantes dos trabalhadores se concretizam.
O caso do Promef é emblemático nessa questão. Extremamente atrasado, e ameaçado de ser reduzido pela Petrobrás, está longe de oferecer as vagas de emprego que deveria.
E se a ideia dos empresários era assoberbar o mercado de trabalho com marítimos para com isso reduzir salários e direitos sociais, sinto mais uma vez informar que o tiro é de curto alcance, porque a grande maioria dos jovens recém formados e atualmente desempregados, irá procurar outros meios de sobrevivência, e dificilmente voltarão a buscar embarque.
Esperamos que o pais comece a analisar e projetar melhor suas necessidades, sem ceder às pressões políticas que atendam a uma minoria (no caso meia dúzia de armadores), em detrimento dos interesses da grande maioria da população brasileira.
Esse é um dos motivos porque hoje estamos em crise: planejamento feito para cobrir interesses particulares de poucos, não necessidades de muitos.
Valor Econômico – Reportagem – 25/09/2015
Transpetro coloca em operação 12ª embarcação do Promef
O navio Marcílio Dias foi entregue à Transpetro ontem, quinta-feira, após cerimônia no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE). Esta é a 12ª embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a entrar em operação. A viagem inaugural do petroleiro será para a Bacia de Campos, onde fará sua primeira operação de carregamento.
Em nota, a Transpetro informou que o Marcílio Dias é o sexto da série de dez navios do tipo suezmax encomendados ao EAS. Atualmente, há quatro embarcações do Promef em construção no estaleiro, das quais uma se encontra no estágio de acabamento. Os navios suezmax são destinados ao transporte de óleo cru na exportação e cabotagem, com capacidade de transporte de carga de cerca de 1 milhão de barris de petróleo, o equivalente a quase metade da produção brasileira diária.
Além do Marcílio Dias, os outros navios do Promef que já estão operando são o gaseiro Oscar Niemeyer; os suezmax André Rebouças, Henrique Dias, Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares e João Cândido; o panamax Anita Garibaldi e os navios de produtos José Alencar, Rômulo Almeida, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado.
sábado, 2 de janeiro de 2016
Adriana Calcanhotto - Inverno
Diferente de nossa última potagem, essa música é um dos primeiros sucessos da excelente Adriana Calcanhotto, ótima cantora, que segue nos brindando com suas maravilhosas interpretações.
sábado, 26 de dezembro de 2015
Sérgio Reis - Serafim e Seus Filhos - Sérgio Reis e Filhos
A música e gravação original é de Ruy Maurity & Trio, mas gostei muito dessa interpretação de Sérgio Reis. E assim seguimos em nosso mergulho na ótima MPB dos anos 80.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Música Portuguesa de Natal
É Natal, e nossa tradição em comemorar esta data vem de nossos colonizadores portugueses. Como será a versão portuguesa para "Noite Feliz", uma das mais tradicionais canções natalinas? Confira o vídeo abaixo.
E com isso desejamos...
E com isso desejamos...
UM FELIZ NATAL A TODOS!
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Disputa ao vivo e a cores
Hoje em dia não vemos em nenhum outro setor campanha e disputas tão grandes entre capital e interesses nacionais x capital e interesses estrangeiros.
Claro que parte das ações que são tomadas nesse setor específico, não são tomadas somente para prejudicar os interesses brasileiros na exploração do óleo bruto em nossas águas de exploração econômica exclusiva, mas com certeza têm esse interesse também.
Mas colocar a culpa única e exclusivamente em uma campanha, ou em uma luta entre interesses nacionais e estrangeiros é muito pouco para explicar os problemas pelos quais passam a exploração petrolífera no país, e a economia como um todo. Muitos erros foram cometidos, na condução da economia nacional. Esse processo começou no final do segundo governo Lula, mas se intensificou muito no primeiro governo Dilma.
Os remédios agora são amargos, mas não são garantia de sucesso, porque mais do que fatores econômicos interferem no andamento de nossas forças produtivas. Num país em que a eleição de 2014 não terminou, e a de 2018 já começou, muita coisa interfere na economia.
E se há algo nisso tudo que podemos lamentar é a política do quanto pior melhor, praticada por boa parte dos políticos, dos partidos, e da imprensa brasileiros.
É um país que ainda precisa evoluir muito para aprender o que é democracia e como viver com ela.
Claro que parte das ações que são tomadas nesse setor específico, não são tomadas somente para prejudicar os interesses brasileiros na exploração do óleo bruto em nossas águas de exploração econômica exclusiva, mas com certeza têm esse interesse também.
Mas colocar a culpa única e exclusivamente em uma campanha, ou em uma luta entre interesses nacionais e estrangeiros é muito pouco para explicar os problemas pelos quais passam a exploração petrolífera no país, e a economia como um todo. Muitos erros foram cometidos, na condução da economia nacional. Esse processo começou no final do segundo governo Lula, mas se intensificou muito no primeiro governo Dilma.
Os remédios agora são amargos, mas não são garantia de sucesso, porque mais do que fatores econômicos interferem no andamento de nossas forças produtivas. Num país em que a eleição de 2014 não terminou, e a de 2018 já começou, muita coisa interfere na economia.
E se há algo nisso tudo que podemos lamentar é a política do quanto pior melhor, praticada por boa parte dos políticos, dos partidos, e da imprensa brasileiros.
É um país que ainda precisa evoluir muito para aprender o que é democracia e como viver com ela.
Valor Econômico – Reportagem – 15/09/2015
Cunha acelera projeto que revoga regime de partilha no pré-sal
Em meio a discussões sobre novo corte nos investimentos da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pautou para esta semana a análise de requerimento de urgência assinado por sete líderes partidários para revogar o regime de partilha do petróleo e por fim à exigência de que a estatal participe da exploração de todos os campos. O item precisa apenas de maioria simples para ser aprovado.
Os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), defenderam na semana passada, em jantar com Cunha e a cúpula do partido na residência do vice-presidente Michel Temer (PMDB), mudanças no regime de partilha para a retomada dos investimentos no setor de petróleo e gás, que enfrenta sérias dificuldades com os problemas de caixa da Petrobras.
O pedido de urgência é assinado pelos líderes de quatro partidos de oposição - DEM, PSDB, PSC e PSB - e três da base - PMDB, PRB e PSD, sendo que o líder pemedebista, Leonardo Picciani (RJ), representa um bloco composto ainda por PP e PTB. O requerimento foi protocolado em março, mas Cunha só incluiu na pauta esta semana.
Se aprovado, o que depende apenas de maioria simples (o voto de metade dos deputados presentes, mais um), o projeto ganha urgência e pode ser votado direto em plenário, sem precisar passar pelas comissões da Câmara - onde tramita há dois anos sem sequer um parecer aprovado.
O projeto acaba com a exclusividade da Petrobras como única operadora de todos os blocos de extração sob o regime de partilha, criado em 2010 e uma das bandeiras do governo do PT. A estatal, que enfrenta problemas de caixa, também ficaria desobrigada da participação mínima de 30% em todos os consórcios de exploração de petróleo.
Para o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), autor do projeto que ganharia urgência, o fim do regime de concessão foi um "claro equívoco" que provocou perdas para o país. "Propomos o retorno ao modelo anterior, que garante maior competição e, consequentemente, maiores possibilidades de ganhos para o Tesouro", disse.
sábado, 19 de dezembro de 2015
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Sindmar no Monitor Mercantil
O Primeiro Presidente do Sindmar, Severino Almeida, deu entrevista interessante ao Monitor Mercantil, que foi veiculada em 24 de novembro último. Os temas tratados vão desde a crise político-econômica que vem solapando a economia nacional no último ano, e que no setor de Marinha Mercante vem sendo mais severa que em outros segmentos, passando por treinamento de pessoal, crise da Lava Jato, e chegando ao problema dos navios de Cruzeiro, que entra ano, sai ano, navegam por nossas costas e causam problemas ao meio-ambiente, passageiros e tripulantes, ficando quase que impunes, devido a falta de um marco legal que regule o sub-setor no país.
Vale uma lida.
Monitor Mercantil – Reportagem – 24/11/2015
Crise é política e fictícia
Marcelo Bernardes
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida Filho, um dos gargalos que o segmento enfrenta é o de infraestrutura. O setor portuário, por exemplo, apesar de ter recebido investimentos em sua estrutura, segundo ele, ainda necessita de investimentos para ser competitivo. “Nós ainda sofremos muito as consequências de uma mentalidade 'rodoviarista', sob o ponto de vista político ainda não eliminada no modal de transporte no Brasil. Nós temos dificuldades que não são pequenas, são históricas e difíceis de se corrigir”, disse, ressaltando que o excesso de burocracia na atividade afugenta investidores. Além disso, frisou que o setor carece de um órgão regulador.
Em entrevista ao MONITOR MERCANTIL, Severino Almeida fala sobre o setor, inclusive sobre a falta de treinamento de profissionais para atuarem em navios de cruzeiros, e afirma que o país passa por uma crise fictícia – por interesses políticos – e que não há indefinição no Congresso, apenas uma política de dificultar.
Como o Sindmar analisa o atual momento político/econômico do país?
– Estamos vendo de forma preocupante. Os interesses políticos, aparentemente, estão bem acima dos nacionais. Essa crise que nós estamos vivendo, apesar de fictícia, é muito séria porque está difícil de se governar dessa forma. Não acredito nessa campanha “Fora, Dilma!”, que não vai sair, mas tem prejudicado o nosso setor. Prefiro Dilma a sem ela.
O que quer dizer com fictícia?
– Quero dizer que é uma disputa política. As eleições foram vencidas pelo partido da Dilma, com uma diferença muito pequena, o que estimulou muito a criação de toda essa ficção.
Em sua opinião, essa indefinição política no Congresso está ou não prejudicando vários setores, inclusive o da Marinha Mercante?
– Acho que não há indefinição. Acho que há uma política de dificultar. O Brasil não está assim. Isto para mim está muito definido, muito claro. Não vejo indefinição. Agora, por que está efetivamente atrapalhando o nosso setor? Porque o nosso setor cresceu ao longo do Governo Lula e depois com a Dilma em cima de condições políticas bastante estáveis e vários investimentos foram necessários. E hoje, nós não vemos condições para isso. O principal ator no nosso setor é a Petrobras, e todos sabem disso, e a estatal petroleira está sofrendo as consequências da política que está se fazendo em cima dessa Operação Lava Jato. Nós, como consequência disso, estamos sofrendo bastante.
O setor tem registrado demissões?
– Sim. Tem havido bastante. Na Marinha Mercante, por conta dos desinvestimentos da Petrobras, no nosso setor, pelo menos, 3 mil já foram demitidos.
Quanto a variação cambial, o dólar nas alturas beneficia ou não o setor?
– Há aspectos positivos e negativos. Por exemplo, os nossos salários e nossos gastos em termos de impostos sobre mão de obra brasileira, nós ficamos mais baratos, porque a referência que o armador costuma fazer – já que o armador nacional praticamente inexiste – a referência de custo sempre é o dólar. Porém, as empresas que fizeram alguns investimentos tendo o dólar como referência estão hoje numa situação difícil. A coisa só não está pior porque o “bunker” (consumo de óleo das embarcações) reduziu bastante. Nós estamos com preço extremamente baixo, considerando o que tínhamos há pouco tempo. No horizonte, o preço do “bunker” não demonstra que vai subir. Isso é um aspecto bastante positivo.
Quais são os gargalos do setor?
– Acho que o principal gargalo é de infraestrutura, apesar de ter havido bastante investimentos na estrutura portuária, mas ainda há muito o que desejar nessa área. Acho que a gente sofre com isso. Nós ainda sofremos muito as consequências de uma mentalidade “rodoviarista”, sob o ponto de vista político ainda não eliminada no modal de transporte no Brasil. Nós temos dificuldades que não são pequenas, são históricas e difíceis de se corrigir. Nós ainda temos em nossa atividade, por exemplo, um excesso de burocracia terrível que assusta muito os interessados nessa atividade. Nós não temos em nossa atividade um órgão governamental efetivamente que regulamente estritamente o setor. Pelo contrário, nós temos muito cacique para pouco índio. É muito complicado e o setor sofre muito com isso.
Como está a qualificação profissional no segmento?
– Esse é o lado bom porque tem se desenvolvido. Nós temos feito, pelo menos no Sindmar, melhoria na qualificação. Nós temos, anualmente, atingido em torno de 1.400 oficiais mais bem treinados em nossos cursos. A Marinha do Brasil continua fazendo uma formação digna de reconhecimento. Acho que o Brasil, nesse aspecto, não tem esse problema.
Como o Sindmar está analisando esses incidentes que estão ocorrendo em navios de cruzeiros?
– Como sempre analisou. É um absurdo o setor de cruzeiros. O nosso país ainda não tem aquele olhar crítico, maduro, para pensar nas vantagens que este setor pode trazer para o país. Infelizmente a navegação de cruzeiro no Brasil ainda atrás mais prejuízos do que vantagens. A carga nesse tipo de navio é o passageiro. Contêineres não sentem dor, não morrem afogados, mas a carga de navio de cruzeiro sofre consequências terríveis, seja por intoxicação, seja por acidente que possa acontecer que levam ao falecimento. Essa carga necessita de uma quantidade imensa de tripulantes específicos de hotelaria e outros ramos para poder atender às necessidades dessa carga. Infelizmente, ainda estamos muito longe de um tratamento adequado para esse profissional, que cuida dessa carga tão valiosa a bordo da navegação de cruzeiro. Nesse setor, o Brasil ainda está a anos-luz de termos o que comemorar. Por enquanto, temos muito o que lamentar.
Então, falta fiscalização por parte do governo nesse setor?
– A fiscalização falta não só nesse setor. O Brasil está muito mal. Sou admirador desse setor de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, porque com tão pouca gente eles ainda conseguem fazer um trabalho elogiável, mas é muito pouco. Se multiplicarmos o que temos por dez, diria que nós iríamos começar num tamanho razoável. Hoje, o país, sob o olhar da Organização Internacional do Trabalho, nós não temos condições de cuidar bem da relação de trabalho com menos de 5.600 especialistas na segurança de trabalho. No nosso setor atua cerca de meia centena, número ridículo. E não é só o setor cruzeiros, mas em todas as relações de trabalho que existe no Brasil. O Estado, infelizmente, não está atendendo às necessidades. Deixa a desejar. E, com essa junção de ministérios, acho que não irá melhorar. As dificuldades vão continuar.
Nesse sentido, qual seria o primeiro passo do governo para começar a ver uma luz no fim do túnel?
– Do mesmo jeito que temos na cabotagem (a Lei 9.432), nós deveríamos ter uma legislação específica para cruzeiros que pudesse reunir em um coisa única um farol para o Executivo poder atuar mais eficientemente nesse setor.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Será que perdemos algo?
Em dois editoriais de direita e extremamente reacionários vemos a defesa do mandato de Dilma Roussef contra o golpe que se quer perpetrar através do Congresso Nacional Brasilerio. Não a toa isso acontece, porque muito pior do que uma Presidente incompetente e péssima gestora da economia do país, é a ruptura do processo democrático, através de um golpe. E isso mesmo que esse golpe tenha "ares de legalidade", como é o que tentam aplicar através de um impeachment.
Sendo assim, O Globo no Brasil e o New York Times na Meca do Capitalismo mundial, fizeram editoriais com tons bastante parecidos, e ambos defendendo a manutenção do mandato de nossa Presidente, incluindo as explicações de que o processo que visa retirar a Presidente do Cargo no momento apenas atrapalha a retomada da economia (ao contrário, piora o cenário ainda mais), e de que até o momento não há justificativa legal para retirar a Presidente do Poder.
Gostaria de relembrar alguns pontos aqui. Primeiro que as chamadas "pedaladas fiscais" não são crimes, e mesmo que o fossem, não seriam imputados diretamente à Presidente. Segundo, que elas se deram em 2014, ou seja, em outro mandato, e seus efeitos para impeachment, não se alongo ao atual mandato. Terceiro, o fato de o país estar em crise, e a Presidente parecer não ter competência para gerir o país, não se resolve com impeachment. Por sinal, todos os problemas aqui citados se resolvem nas urnas, e essas somente daqui 3 anos.
Os editoriais também vêm na linha do que nós temos falado aqui no Blog dos Mercantes.
O trecho abaixo foi retirado do sítio do Pragmatismo político.
Em editorial surpreendente, Globo pede sustentação ao governo Dilma
Em editorial surpreendente, Globo acusa PSDB de inconsequente e pede esforço pela governabilidade de Dilma. Também causou espanto a edição do Jornal Nacional desta sexta-feira. O que teria levado a família Marinho a cravar posição contra o impeachment da presidente e chamar de irresponsáveis os que querem tirá-la do cargo para o qual foi eleita até 2018?
O Jornal Nacional da noite desta sexta-feira causou estranheza: longa sonora favorável à Dilma, crítica à Eduardo Cunha e matéria sobre o aeroporto de Claudio, de Aécio Neves
Em editorial publicado nesta sexta-feira (7), O Globo surpreendeu os observadores da política nacional e cravou posição contra o impeachment de Dilma Rousseff. O texto Manipulação do Congresso Ultrapassa Limites, que chama o PSDB de ‘inconsequente’, também faz críticas às ‘manipulações’ do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Petróleo é um dos motivos
O que Ciro Gomes falou quando lançou a campanha contra o impeachment da Presidente Dilma Roussef, junto com o presidente do PDT, Carlos Luppi, e o Governador do Maranhão, Flávio Dino, o Blog dos Mercantes já havia colocado. Não como ele, que colocou a queda da Presidente atrelada exclusivamente a isso, mas voltamos a afirmar, também a isso.
Porque existem outros motivos, como ter permitido que investigações sejam feitas, e que políticos e empresários influentes sejam presos (que absurdo!), ou ter promovido distribuição de renda, ou talvez ter tentado privilegiar a economia e o capital nacionais, entre outras.
De qualquer forma, a imediata reação que está havendo à tentativa de processo de impeachment, mostra o que afirmamos semana passada: precisará de muito mais do que isso para que Dilma Roussef deixe a Presidência da República, mas isso já é suficiente para atrapalhar e atrasar ainda mais o país. Talvez chegue mesmo a inviabilizar de vez uma vitória da chamada "esquerda" nas próximas eleições.
E isso também mostra a mesquinhez de boa parte de nossas elites, que descaradamente se utilizam de dispositivos criados para serem usados de forma democrática e por motivos e momentos de exceção, para perpetrar um golpe nessa mesma democracia, e assim criarem o momento de exceção.
Esse é um país que ainda tem que avançar e aprender muito sobre democracia. Um dia chegaremos lá.
O ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula afirmou que o processo de impeachment tem sido tocado por um "grupo de mafiosos" que estão se utilizando de "protocolos formais" para derrubar a democracia brasileira. Para ele, o "golpe" não tem sido orquestrado apenas pelo PMDB, mas por grupos internacionais de interesses conservadores e reacionários que "cobiçam o petróleo brasileiro". Nesse contexto, Ciro defendeu que é preciso "engolir" os "abusos" do governo atual, em nome da preservação da democracia.
sábado, 12 de dezembro de 2015
SÁ & GUARABYRA - SETE MARIAS
Esses dois já passaram pelo nosso Blog dos Mercantes. Os maiores representantes do chamado Rock Sertanejo, fizeram sucesso com essa música também.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
A casa vai cair?
Costumo fazer apenas duas postagens por semana, mas a situação no Brasil ultimamente vem pedindo uma atenção maior de nossa parte, pelos desdobramentos que a crise política vem tomando. A última é que Cuunha está ameaçado de perder seu cargo de Presidente da Câmara antes do que pensava. O joguinho político que vem executando com alguns correligionários, que visa embarreirar o andamento das decisões do Conselho de Ética da Câmara, e criar dificuldades para a Presidente Dilma Roussef, incluindo aí a aprovação do pedido de impeachment contra ela, vem chamando a atenção pela baixeza e pelo desvio de propósito de suas ações.
Não sem razão o Procurador Geral da República deverá pedir seu afastamento do cargo de Presidente da Câmara ao STF. Se o Tribunal irá atender a essa solicitação é outra história, mas a julgar pelas decisões tomadas até o momento, não parece que o Terceiro Poder esteja disposto a ver mais uma vez o joguinho baixo da "politicagem" deixar o país enveredar por caminhos tortuosos.
Esperemos para ver se tudo isso se concretiza, e se os corruptos e corruptores irão realmente ser punidos a partir de agora, principalmente com a perda de seus ganhos ilícios, que é o principal em todo esse processo, não apenas por interesse da nação, mas também por obstruir os interesses dos ladrões. Isso além da cadeia, é claro.
PGR poderá pedir afastamento de Cunha a qualquer instante
O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, investiga as manobras de Cunha e de seus aliados para adiar a votação sobre a admissibilidade do processo de cassação do deputado
Por Redação – de Brasília
A Procuradoria-Geral da República (PGR) está prestes a concluir a coleta de provas suficiente para pedir o afastamento do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo fonte indicou ao Correio do Brasil, em condição de anonimato, já há elementos suficientes sobre a ação de Cunha para impedir o funcionamento da Casa, principalmente, do Conselho de Ética da Câmara. O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, investiga as manobras de Cunha e de seus aliados para adiar a votação sobre a admissibilidade do processo de cassação do deputado.
Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot estuda medidas contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Procuradores que atuam nas investigações de autoridades com foro privilegiado enxergaram no gesto do deputado de aceitar o pedido de impeachment de Dilma uma tentativa de vincular seu pedido de afastamento por Rodrigo Janot a um ato pró-governo. Além de apresentar o pedido de afastamento do líder da Câmara junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador estaria prestes a concluir a denúncia contra o deputado por crimes de evasão de divisas, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, no caso das contas bancárias mantidas na Suíça.
Os promotores da PGR também investigam o envolvimento da família de Cunha nos ilícitos denunciados. Juntos, ele, a mulher a filha são formalmente acusados de receber e manusear US$ 5 milhões em propina, a partir de contratos da Petrobras para operação de navios-sonda da Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato.
Cunha articula
Enquanto não é afastado, Cunha conseguiu afastar do cargo, ainda nesta quarta-feira, o líder do PMDB, o deputado Leonardo Picciani (RJ). Cunha, que havia feito campanha para que Picciani assumisse o posto, articulou para que ele perdesse a posição na qual negociou com o governo a nomeação de três ministros. Na noite passada, deputados tinham em mãos as assinaturas de 35 peemedebistas favoráveis à substituição de Picciani por Leonardo Quintão (MG). A negociação para derrubar Picciani teve a participação do vice-presidente da República, Michel Temer, e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), segundo parlamentares ouvidos pelo CdB.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Sindmar se consolidando como referência internacional
O Sindmar vem cada dia mais se firmando como referência no sindicalismo internacional, e liderança inconteste no sindicalismo marítimo. Isso não se dá fortuitamente, mas é resultado de muito trabalho, de dedicação e capacidade de todos os envolvidos na condução do Sindicato e dos serviços prestados pelo mesmo.
O mais novo êxito da representação dos Oficiais e Eletricistas Mercantes é a elaboração do modelo matemático, que servirá para simular as operações das novas comportas do Canal do Panamá, e com isso ajudar a apontar falhas de projeto e perigos operacionais nas mesmas, bem como da navegação pelo próprio Canal.
É o movimento sindical marítimo brasileiro dando mostras de sua importância no cenário internacional também.
Guia Marítimo– Reportagem – 17/09/2015
Sindmar fará Estudo de Segurança para o Canal de Panamá
FHM e sindicato estão preocupados com recentes rachaduras na estrutura, o que levou a dúvidas sobre suas condições
A FHM (Fundação Homem do Mar), braço educacional do Sindamar (Sindicato dos Oficiais da Marinha Mercante), firmou contrato com a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (International Transport Workers’ Federation – ITF, na sigla em Inglês), visando à construção de um modelo matemático que servirá para avaliar as características e capacidades de manobra nas novas comportas do Canal do Panamá, tendo como foco a segurança do tráfego de embarcações.
O Canal do Panamá, cuja construção completou 100 anos em 2014, está passando por uma grande obra de expansão. O canal terá uma nova faixa de tráfego, que permitirá a passagem dos super cargueiros, hoje os mais usados no comércio internacional.
No entanto, as novas comportas têm sido alvo de expectativa porque a sua construção foi adiada diversas vezes. Testes recentes detectaram várias rachaduras na estrutura, levantando dúvidas sobre suas condições, já que a mesma foi projetada para resistir a terremotos. Este fato gerou outras preocupações sobre a data em que as comportas estarão, de fato, em condições totalmente operacionais. Além disso, o baixo nível do Lago Gatún reduziu significativamente o calado operativo do Canal, antes mesmo de as novas comportas encherem.
O secretário-geral do Sindicato de Capitães e Oficiais de Náutica de Rebocadores do Panamá(Sindicato de Capitanes y Oficiales de Cubierta), Iván de la Guardia, disse que, durante vários meses, a entidade tentou participar da criação dos procedimentos para operar as novas comportas, mas teve suas solicitações negadas pelo Administrador do Canal. “Alguns deputados denunciaram que a frota de rebocadores tem sérias deficiências que precisam ser corrigidas”, destacou la Guardia.
O também secretário-geral da (Unión de Ingenieros Marinos – UIM), Luis Yau, destacou que, mesmo se as comportas estivessem prontas hoje, um ano após a data prevista, ainda não seria possível operar de modo seguro e eficiente.
Diante da polêmica, o presidente da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes, Paddy Crumlin, declarou que a ITF está comprometida em recorrer a todos os meios, incluindo os modelos matemáticos mais avançados, para garantir que as operações sejam seguras para as tripulações a bordo dos rebocadores e demais usuários do Canal. Ele lembrou que qualquer operação inadequada pode trazer graves consequências para comércio marítimo internacional e para os marítimos.
Link: http://www.guiamaritimo.com/gm_wp/noticias/sindmar-fara-estudo-de-seguranca-para-o-canal-de-panama/
Reproduzido por Commander Logística Internacional
Link: http://www.commander.com.br/
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Golpismo barato e covarde não é o mesmo que com Collor
É de conhecimento público que foi autorizado a abertura do processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Roussef, pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Como afirmou o jurista Adilson Dallari, a decisão de Cunha é legal, mesmo que seja absolutamente anti-ética. O Presidente da Cãmara recebeu um pedido de abertura de processo de impeachment, e cabia a ele decidir por abrir ou não o processo. O fato se torna anti-ético pois vem exatamente na sequência da decisão do PT em votar pela cassação de Cunha no Conselho de Ética da Câmara.
A atitude de Cunha vem apenas corroborar a decisão petista, mesmo que ela não seja ilegal.
A decisão de Cunha coloca Dilma na possibilidade se ser a segunda presidente a ter seu mandato abreviado por um processo de impeachment. Mas diferente do que o ex-Presidente e atual Senador Collor afirmou em entrevista, as duas situações são completamente distintas. Collor era um presidente com uma representação parlamentar insignificante, precisava de acordos com praticamente todos os partidos grandes para manter uma base parlamentar, mas sua própria fraqueza o colocava no lado fraco da corda. Os vôos do "Morcego Negro", junto com pressão popular, crise econômica, da esmagadora maioria da classe política, da imprensa, e da própria elite brasileira, rapidamente fizeram essa aliança se desfazer em pó: Collor caiu.
Dilma não tem a maioria no Congresso, mas ao contrário de Collor, tem um partido, que se não é mais o maior, ainda é um dos três maiores, e empresta a ela bastante peso nessa balança. Sua base aliada, de modo geral, também não está com Dilma devido a acordos precários, mas principalmente por convicção ideológica, não de implantação de um regime comunista no país, mas sim de um estreitamento da distância entre os mais pobres e os mais ricos. Tal qual durante o período de Collor, hoje também vivemos uma crise econômica, mas diferente daquela, a atual foi atiçada e aprofundada por disputas políticas que visam projetos de poder, e não o melhor para o país.
Dilma também já recebeu apoio público de boa parte da liderança política brasileira, consolidada pela nota em apoio à Presidente, emitida em conjunto por todos os Governadores do Nordeste, e que denúncia o golpismo, o egoísmo e a miopia política do Presidente da Câmara ao aceitar o processo de impeachment. Fora isso ainda deverá receber apoio de vários estados do Norte, Sudeste e Centro-Oeste do país, que devem mobilizar suas bancadas para apoiarem a legalidade, e a ordem normal e democrática da alternância de poder no país.
Tudo isso além de seguir tendo expressivo apoio popular, mesmo com a crise econômica, a campanha midiática da imprensa brasileira contra a figura da Presidente, de Lula e do PT, e as seguidas denúncias de corrupção e tentativas infrutíferas de ligar os nomes de Dilma e Lula a ela.
Como se vê e coloquei acima, a situação é bastante diferente. Claro que Dilma e seu governo não estão em uma posição confortável, mas acredito que o pior que irá acontecer, é um acirramento das tesões políticas, com uma maior paralisação dos trabalhos parlamentares, e consequente aprofundamento das crises econômica, política e institucional que vivemos.
Não vejo o atual processo com chance de êxito, e acredito que os próprios iniciadores do mesmo tenham a mesma visão que eu. Mas com certeza o processo já será o suficiente para piorar drasticamente a situação brasileira.
As esperanças da oposição devem repousar nisso, e no achismo de que após um período tão negro na vida do país. não restará opção à população, que não seja a mudança no poder.
A opção imediatista seria bem mais difícil e traumática, porque passaria por uma prova concreta de corrupção por parte da presidente, ou pelo esfacelamento da base política que a apóia, Qualquer uma das duas opções poderia ser suficiente para promover a vitória da oposição no processo de impeachment. Mas acho essas opções bastante difíceis de se concretizarem.
Então o que temos é um cenário bastante sombrio, em que as disputas políticas em torno do processo de impeachment irão dominar a vida do país, e deverão refletir de forma bastante negativa em nossa economia, e dependendo da evolução dos fatos, nas ainda frágeis instituições democráticas do país.
Seria muito bom que alguns setores de nossa sociedade aprendessem um pouco sobre o que é democracia, e que pudéssemos ter um embate político macro mais voltado aos interesses nacionais, e menos a individuais.
Utopia minha? Talvez. Mas ainda acho que Dilma não cai, e que o desenrolar disso será ruim para o país, mas seu final poderá trazer algo de positivo.
A nota abaixo foi retirada do sítio Brasil 247
"Diante da decisão do Presidente da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a Exma Presidenta da República, Dilma Roussef, os Governadores do Nordeste manifestam seu repúdio a essa absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional. Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas. O processo de impeachment, por sua excepcionalidade, depende da caracterização de crime de responsabilidade tipificado na Constituição, praticado dolosamente pelo Presidente da República. Isso inexiste no atual momento brasileiro. Na verdade, a decisão de abrir o tal processo de impeachment decorreu de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade. Diante desse panorama, os Governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária ao impeachment nos termos apresentados, e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam. Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda."
sábado, 5 de dezembro de 2015
Lô Borges - Clube da Esquina II - 1979
E também temos Lô Borges, com o Clube da Esquina II, que fez retumbante sucesso no final dos anos 70, início dos 80.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Jornalismo ou campanha publicitária?
Antes de tudo gostaria de deixar duas coisas bastante claras. Primeira que não sou Lulista, Petista ou algo que o valha. Segundo que o significado de publicidade é fazer algo conhecido, e isso não tem a ver com juízo de valor ou qualidade.
Dito isto gostaria de afirmar que entendo a ridícula campanha da grande imprensa contra o PT e Lula, afinal de contas, historicamente estão ligados ao capital internacional, financeiro, a especulação, e a exploração das riquezas brasileiras por países e interesses estrangeiros. Mas entender não significa aceitar.
E é por não aceitar que venho alertar, que o que está correndo nos veículos de comunicação brasileiros hoje em dia não é jornalismo. Longe disso, não passa de campanha publicitária para denegrir as imagens de Lula, Dilma, do PT, e de todos aqueles que estão ligados a eles.
Não que não tenham culpa no cartório, mas por que só eles?
Se todo o moralismo, a seriedade e lisura do que vem acontecendo no país hoje em dia fosse sério, teríamos muito mais políticos e partidos estampando as capas dos jornais, e falo daqueles que pouco ou nada são citados são citados em reportagens e investigações.
E eu disse isso antes de ler o texto de Paulo Nogueira, que por sinal é bastante interessante. Não se deixe enganar, nem por um lado, nem por outro.
Quem quiser ler o texto de Paulo Nogueira completo é só clicar aqui.
A Folha reinventou o conceito de jornalismo com a foto de Lula na 1.a página.
Por Paulo Nogueira
Postado em 27 nov 2015por : Paulo Nogueira
Neojornalismo
A Folha reinventou o conceito de jornalismo em sua primeira página de hoje.
Sobre a manchete que tratava da prisão de Delcídio, o jornal publicou uma enorme foto de Lula, de autoria de Jorge Araújo.
Não um Lula qualquer, naturalmente. Um Lula abatido, sombrio, com ar de derrotado. Dando, diria um poeta parnasiano, adeus às ilusões.
O bom blogueiro Mario Magalhães, do UOL, conseguiu ver na foto uma imagem histórica, épica.
Quanto a mim, vi uma espetacular demonstração de antijornalismo. Lula não tinha nada a ver com a manchete de Delcídio.
Que outro objetivo poderia haver, ali, se não o de associar Lula a Delcídio e, portanto, à sujeira e à corrupção?
Foi o triunfo da manipulação e, também, da preguiça. Suponha que a foto seja, de fato, extraordinária, como disse o blogueiro MM.
Então, senhores, tirem a bunda da cadeira e produzam um texto que dê contexto a ela.
Assinar:
Postagens (Atom)
