segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Imprensa estrangeira parece saber mais sobre o país que a nacional


A diferença em se ter uma imprensa isenta e uma altamente tendenciosa, que teimar em fingir que é isenta, é o conteúdo das matérias veiculadas. Não há dúvida alguma do que acontece no país, e que isso será péssimo, inclusive para a classe média, que terá direitos incorporados há muito, retirados de forma abrupta e violenta, de forma a garantir sobras no orçamento do Estado, a fim de garantir o repasse dos recursos a uma elite econômica que não necessita deles para viver.

Mas essa classe média ainda não entendeu isso, quando o fizer será tarde.

E também terá que conviver com uma realidade infinitamente mais difícil e com um futuro muito mais tenebroso.

Porque a "ponte para o futuro" nos remete diretamente ao Século XIX, quando aos trabalhadores não havia direitos.




Impeachment de Dilma não irá salvar Brasil, diz imprensa estrangeira


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  • Ueslei Marcelino/Reuters
    Senado deverá aprovar o impeachment de Dilma Rousseff nesta quarta-feira (31)
    Senado deverá aprovar o impeachment de Dilma Rousseff nesta quarta-feira (31)
No dia em que o Senado deverá aprovar o impeachment de Dilma Rousseff, jornais no exterior destacam que o afastamento definitivo da presidente está longe de resolver os problemas do país.
Para o jornal americano "The Washington Post", o longo processo de impeachment, que se estende por nove meses, pode servir apenas para "alienar mais ainda eleitores desencantados com o sistema político".
A publicação afirma que o processo desorganizou a esquerda no país --como exemplo disso, cita a baixa adesão aos protestos pró-Dilma em Brasília nesta semana e a postura "desapaixonada" de congressistas do PT em defesa da presidente afastada.
O jornal aponta que o presidente interino, Michel Temer, se revelou tão impopular quanto Dilma --segundo pesquisa Ibope de julho, apenas 13% dos brasileiros consideravam o governo bom ou ótimo.
Diz ainda que o atual processo expôs fraquezas no sistema político do país, em que o presidente depende de acordos com "inúmeros partidos sem ideologia clara", em arranjos que "incentivam a corrupção".
Para a publicação americana, um "vácuo de poder" está se abrindo na política nacional --e sendo preenchido por siglas menores de esquerda e candidatos evangélicos.

Incerteza na economia

Em texto sobre as perspectivas econômicas do país, o "Wall Street Journal" afirma que "investidores podem estar dando muito crédito a políticos do país e desconsiderando os problemas".
O diário lembra que o real se apreciou mais de 8% ante o dólar --é a moeda que mais se valorizou no mundo neste ano-- e o Ibovespa avançou 9,9% desde o afastamento provisório de Dilma em maio, mas desde então Temer "fez muito pouco" para enfrentar o rombo nas contas públicas do país.
Afirma que propostas neste sentido --como uma possível reforma da Previdência e um limite constitucional aos gastos públicos-- provavelmente não passarão no Congresso, enquanto as "primeiras ações" de Temer no cargo vão em sentido oposto: carência a Estados endividados com a União e "aumentos para servidores públicos muito bem pagos".
"É difícil imaginar uma medida pior", disse ao jornal Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica no governo Luiz Inácio Lula da Silva e diretor-presidente do centro de ensino e pesquisa Insper.
Em texto de opinião na revista "Fortune", João Augusto de Castro Neves, diretor de América Latina da consultoria Eurasia Group, diz que o impeachment não irá solucionar "meses de turbulência política e econômica".
O consultor descreve a permanência, no Brasil, de um cenário de "tempestade perfeita": economia global menos favorável, recessão profunda, desequilíbrio fiscal, escândalo de corrupção em curso e o usual embate político.
Ele afirma que os dois principais desafios de uma eventual gestão Temer serão reordenar as finanças e recuperar a confiança de investidores, em meio à "sombra" da Operação Lava Jato. "Com poucos fundos públicos à disposição, Temer terá que recorrer ao setor privado para elevar investimentos e estimular uma recuperação econômica."

'Buraco negro'

O "Clarín", da Argentina, destaca um artigo do editor de política internacional do jornal, Marcelo Cantelmi, para quem o Brasil caminha para um "buraco negro" ao "contornar as eleições".
O jornalista diz considerar que Dilma reagiu tardiamente à queda na economia e que o Congresso barrou medidas de austeridade que ela tentou implementar em 2015, e afirma que "todos são culpados" pela situação atual.
"Aqui são todos culpados. Mas o erro institucional de ter tirado Rousseff à força deste modo e o precedente inquietante de fragilidade democrática que derrama sobre a região têm um só agravante. O de não ter aprofundado o caminho para convocar eleições antecipadas, que elegeriam um governo eleito para pilotar uma tempestade que não terminará amanhã e se agravará inevitavelmente", conclui.

sábado, 10 de setembro de 2016

Britain's Got Talent S08E01 Collabro Amazing Classical / Musical Boy Band

Collabro. Cantando "Stars" do "Os Miseráveis". Um show de voz, talento e precisão. Mais uma boa surpresa saída dos programas estrangeiros.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Boa análise, mas incompleta

A análise de Wanderley Guilherme dos Santos sobre o que está acontecendo no país é muito boa, mas incompleta. A informação que falta é que não apenas políticas sociais específicas de um governo estarão sendo assaltadas e destruídas, mas também direitos consolidados há décadas, tanto por Leis, quanto pela própria Constituição.

O discurso de Roberto Requião foi muito claro nesse sentido.

As mídias alternativas têm sido muito claras nesse sentido.

Mas a população brasileira segue com a cabeça baixa, aceitando passivamente a imposição de interesses que não são seus.

E o Brasil segue em sua sina de golpes e imposição de políticas que apenas atendem a interesses externos e de uns poucos brasileiros. 

Enquanto isso uma parte significativa da população brasileira aplaude e comemora a queda que haverá em sua qualidade de vida, em prol de uma casta que não precisa melhorar em nada.



'Governo Temer é profundamente antinacional. É pior que 64'

Segundo Wanderley Guilherme dos Santos, há um trabalho junto ao subconsciente da sociedade para mostrar o que vem sendo feito desde 2002 como algo maligno.


Marco Weissheimer - Sul 21Antonio Cruz / Agência Brasil
“O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar”.

Esse é o resumo da obra que será exibida no Brasil nos próximos meses, talvez anos, na avaliação do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, professor aposentado de Teoria Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador sênior do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Em um artigo intitulado “O grande salto para trás de Michel Temer”, publicado em seu blog “Segunda Opinião”, o cientista político prevê dias sombrios para o país e aponta algumas características do bloco que apoia Temer e que pretende implantar uma nova agenda política e econômica no país, sem ser referendada pelo voto popular, com a confirmação da derrubada da presidenta Dilma Rousseff.

Em entrevista ao Sul21, Wanderley Guilherme dos Santos fala sobre essa agenda, destacando o seu caráter profundamente antinacional. Para ele, o movimento golpista pretende recolocar o Brasil no fluxo normal das relações do capitalismo que havia sido interrompido com a eleição de Lula em 2002. “O que vai acontecer agora, e já começou a acontecer, como tem ocorrido em várias democracias sociais no mundo inteiro, uma redefinição programática drástico dos contratos de solidariedade social com uma hegemonia desabrida da lógica do interesse do capital”, assinala. Para tanto, acrescenta, a esquerda foi expulsa do jogo político legal por algum tempo. “Eles não deixarão Lula ganhar a eleição em 2018 em hipótese alguma. Não sei como vão fazer, mas não deixarão”, diz, advertindo que a tentativa de prisão do ex-presidente Lula é uma possibilidade real neste cenário.

Sul21: Como você definiria a atual situação política do país e, mais especificamente, o que está acontecendo no Senado nos últimos dias, com o julgamento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff?


Wanderley Guilherme dos Santos: Eu não tenho acompanhado o Senado e nem o Supremo Tribunal Federal porque, já há algum tempo, tenho a convicção de que está tudo essencialmente resolvido. É uma peça cuja primeira montagem, para a minha sensibilidade, teve alguma emoção. Agora, virou algo mecânico. Por isso não estou acompanhando o que ocorre no Senado. Não vai daí nenhuma depreciação das pessoas. Elas estão cumprindo o protocolo, mas, no fundo, todos sabem que está resolvido.

Sul21: Com a confirmação do afastamento de Dilma, quais podem ser as repercussões políticas e sociais no país?

WGS: Acho que ocorrerão desdobramentos e aprofundamentos do telos, da finalidade deste movimento que pretende recolocar o Brasil no fluxo normal das relações do capitalismo que havia sido interrompido com a eleição de Lula em 2002. A inserção do Brasil no sistema capitalista evoluiu muito durante os governos de Fernando Henrique Cardoso, quando foram construídos laços explícitos com o modelo internacional. Previamente a isso, havia uma indefinição sobre o rumo que o país iria tomar. Mesmo durante o período militar, havia uma disputa permanente entre os nacionalistas e os mais, digamos cosmopolitas. Isso foi resolvido, primeiro, com a vitória de Collor e, depois, com a de Fernando Henrique, quando tivemos oito anos de ajustamento da dinâmica brasileira ao modelo capitalista internacional. Isso foi interrompido em 2002.

O que vai acontecer agora, e já começou a acontecer, como tem ocorrido em várias democracias sociais no mundo inteiro, uma redefinição programática drástico dos contratos de solidariedade social com uma hegemonia desabrida da lógica do interesse do capital. Esse processo já está em curso.



“Os assalariados, de modo geral, com a ameaça de desemprego, estão muito pouco dispostos a participar de manifestações com pautas universais, generalizantes. Só farão isso por questões específicas”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)



Sul21: Na sua opinião, pode ocorrer uma reação na sociedade a esse processo, especialmente entre os setores que devem ser mais atingidos por essa redefinição programática? Há uma aparente calmaria na sociedade hoje, considerando a gravidade de tudo o que está acontecendo. O que essa calmaria expressa? Apatia? Indiferença?

WGS: Acredito que temos aí uma composição de percepções. Em primeiro lugar, há o reconhecimento da falta de recursos. Os assalariados, de modo geral, com a ameaça de desemprego, estão muito pouco dispostos a participar de manifestações com pautas universais, generalizantes. Só farão isso por questões específicas. Essa postura obedece a razões materiais compreensíveis. Em segundo lugar, por uma avaliação, na minha opinião bastante sensata também, de que esse esquema de redefinição programática e de reajustamento reacionário é muito forte e pouco vulnerável a pressões externas. Ele tem algumas instabilidades, como essa briga agora entre Gilmar Mendes e o Ministério Público Federal, mas elas não transbordarão para uma associação com quem está de fora. Assim, acredito que essa aparente apatia não é, na verdade, uma apatia, mas sim uma avaliação bastante pessimista, porém racional.

Sul21: Em que medida a Constituição de 1988 está sendo afetada pelo que está acontecendo agora no Brasil?

WGS: A Constituição, propriamente, não está sendo atingida. O texto da Constituição consagra uma série de votos de boa vontade. O que aconteceu, de 2002 até aqui, foi uma tradução desses votos constitucionais em políticas específicas sérias e sistemáticas. Como essas intervenções sociais não foram constitucionalizadas, como ocorreu, por exemplo, com a Consolidação das Leis do Trabalho, elas ficaram muito vulneráveis a mudanças ministeriais e de governo. Então, o que está ocorrendo agora é um desmanche das políticas sociais construídas a partir de 2002 e a instalação de uma forma diferente de ler os votos constitucionais que não são específicos, mas sim declarações de intenções. O que está sendo atingido é a gramática que traduzia essas declarações de intenções em políticas sociais específicas.

Sul21: Qual é, na sua avaliação, a capacidade do PT e da esquerda brasileira de um modo geral, de resistir a esse processo e de enfrentar o período que se abre agora na história do país?

WGS: Há um trabalho que vem sendo realizado há alguns anos junto ao subconsciente da sociedade para cultivar a impressão de que tudo o que vinha sendo feito desde 2002 era algo paliativo, populista e maligno para comprar o apoio das classes mais desfavorecidas. Foram anos de condicionamento da subjetividade nacional e grande parte dela ficou bastante hesitante no que pensar diante de uma lava jato. Não obstante a execução efetiva dos procedimentos legais que até agora condenaram empresários, burocratas, marqueteiros e alguns políticos, o único grande nome do PT condenado neste processo é o Vaccari (João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido).



“Desde o início da Lava Jato, os vazamentos, delações, declarações são sempre em relação ao PT. Isso causou uma devastação”. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)



Desde o início da Lava Jato, os vazamentos, delações, declarações são sempre em relação ao PT. Por isso não cessa a Lava Jato. Toda semana tem uma ameaça nova sobre a prisão de fulano ou de sicrano. E não acontece. Não acontece porque não tem base e as coisas não colam. Há alguns meses, o Lula seria preso por causa do sítio em Atibaia ou por um apartamento no Guarujá. Isso era martelado diariamente como se fosse verdadeiro e suficiente para tornar alguém incomunicável. A Lava Jato colheu os frutos desses 13 anos de cultivo de uma subjetividade disposta a aceitar determinadas coisas. E a devastação produzida por isso foi muito grande. A imensa maioria das forças de esquerda não tem nada a ver com o número de pessoas denunciadas e condenadas pela Lava Jato. Há uma discrepância absoluta aí e ninguém está se dando conta disso.

Há dois processos em curso. Há um processo teatral e um processo real. Os personagens reais estão lá na lista de denunciados e sentenciados pela Lava Jato, da qual não constam políticos do PT, com exceção de Vaccari e Delcídio, que era um recém-chegado ao partido. A Lava Jato continua produzindo essa devastação na esquerda. Então, é natural que o eleitorado de esquerda esteja, não digo intimidado, mas aguardando os acontecimentos, pois foi colocado sobre seus representantes um véu generalizado de suspeição, o que faz com que ninguém se arrisque a por a mão no fogo por ninguém. A situação de meio paralisia que vemos hoje é uma situação de intimidação. Tudo contribui para um curto e médio prazo não muito róseo para a esquerda brasileira.

Sul21: Você acredita que a Lava Jato, uma vez confirmado o afastamento da presidenta Dilma, tende a terminar?

WGS: Não. Pode até ser que eles tenham pensado nisso em algum momento do processo, mas acho que tomaram gosto pela coisa. É um poder que, agora, o Gilmar Mendes identificou. É um poder excepcional esse de ter informações sigilosas sobre as pessoas, de saber quem faz o quê, em um contexto em que acusação e difamação se confundem. É um poder tirânico, aparentemente dentro da lei. Eu duvido que isso termine tão cedo.

Sul21: Em que medida esse bloco que está apoiando Temer e a derrubada da Dilma é um bloco coeso e sólido, considerando especialmente as relações entre PMDB e PSDB?

WGS: Pode haver algumas rusgas internas, mas acho que o bloco reacionário é sólido. A esquerda foi expulsa do jogo político legal por algum tempo. Lamento, mas eu leio o que está escrito. Posso estar lendo errado, mas tento ler o que está escrito.

Sul21: Como avalia a possibilidade do movimento sindical e dos movimentos sociais resistirem à agenda de políticas defendidas pelo bloco político e social de Temer, que inclui propostas como a flexibilização da CLT e a precarização de direitos?

WGS: Os movimentos sociais podem resistir um pouco, mas dentro do sistema político legal atual, lá entre eles, a situação não é tão fácil assim. Nem todos são reacionários de alfa a ômega. Há representantes dentro do Legislativo e da burocracia que tem interesses a defender e estão envolvidos com uma série de políticas. Então, acho que não será tão fácil para eles e não cumprirão 100 por cento do que gostariam os mais radicais deles, mas isso por conta de resistências dentro do próprio bloco deles. Esse bloco é muito sólido no seu veto à esquerda. O consenso básico deles é: esquerda fora. Esse é o denominador comum que os unifica.



“Em certo sentido, o golpe atual é pior que o de 64, pois tem um compromisso antinacional e reacionário muito mais violento”. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)



Tudo isso que estou dizendo não significa que nós vamos ficar olhando para tudo isso de braços cruzados, sem fazer nada. O que estou fazendo é procurar ver essa conjuntura com um olhar realista, inclusive para não criar expectativas falsas. As lideranças da esquerda não podem ficar levantando expectativas falsas que sabem que não poderão cumprir. Isso é ruim. O que não quer dizer que vamos ficar parados. Nós ficamos parados durante a ditadura? Não e tampouco ficaremos parados agora. Na ditadura, não acreditávamos que, em 48 horas, iríamos derrubar os generais. Nem por isso ficamos parados.

Em certo sentido, o golpe atual é pior que o de 64, pois tem um compromisso antinacional e reacionário muito mais violento que o dos militares daquela época. Estes tinham uma seção autoritária, mas comprometida com interesses nacionalistas. Não é o caso agora. Cerca de 90% desse bloco que apoia Temer é profundamente antinacional. Isso não está acontecendo só aqui, vem acontecendo pelo mundo inteiro depois da crise de 2008.

Sul21: Você vê alguma possibilidade de Lula vencer a eleição em 2018 e retornar ao governo?

WGS: Eles não deixarão Lula ganhar essa eleição em hipótese alguma. Não sei como vão fazer, mas não deixarão. A esquerda não ganhará a eleição em 2018 de jeito nenhum. O que não quer dizer que a gente não vá mostrar a cara. Dependendo do andar da carruagem e se as eleições fossem livres, hoje eu acho que eles perderiam. O governo Temer é muito ruim e está afetando todo mundo. Se houvesse uma eleição para valer, eles perderiam. Como é que eles vão fazer eu não sei. O compromisso que eles estão assumindo, em nível nacional e internacional, é de tal envergadura que eles não podem perder a eleição em 2018.

Sul21: Na sua opinião, o tema da prisão de Lula ainda é uma possibilidade?



“Eles não deixarão Lula ganhar essa eleição em hipótese alguma. Não sei como vão fazer, mas não deixarão”. (Foto: Divulgação)



 WGS: Acho que sim. Estão preparando o ambiente e o farão quando avaliarem que isso provocará apenas alguns protestos impotentes. Há um ano, eles não fariam, pois não daria certo. Eles não estão para brincadeira e vêm trabalhando sistematicamente para “acostumar” a opinião pública com a ideia da prisão de Lula. Eles vêm realizando sucessivas ameaças, às quais reagimos, para ir criando o clima. A ideia é que, ao longo dessas sucessivas ameaças, a nossa reação vá perdendo força na sociedade.

Sul21: Como definiria a atuação do STF neste processo? Há setores do Supremo que fazem parte orgânica desse bloco de Temer?

WGS: Sim, fazem. A maioria do Supremo é servil. Os que não são, se acomodam e se acovardam. Só esboçam alguma reação em coisas secundárias. Na hora de decidir sobre temas essenciais, isso desaparece.

Sul21: Outra instituição que vem sendo apontada como uma protagonista do golpe é a chamada “grande mídia”. Como definiria o papel desse setor?

WGS: É claro que também faz parte desse mesmo bloco. Não há nenhuma dúvida quanto a isso. Esse encontro entre Legislativo, Judiciário, Supremo, empresariado e mídia é uma circunstância que aconteceu. Não é fácil de acontecer, mas aconteceu. Acho que nem foi o resultado de uma coisa totalmente planejada, pois é muito difícil planejar algo dessa natureza. Mas acontece e, quando acontece, eles têm consciência de que aconteceu. Eles sabem o que aconteceu e, por isso, estão à vontade para cometer as maiores barbaridades como se fossem verdades. Hoje, se alguém ligado à esquerda entra com um habeas corpus ou algo do gênero no Supremo, eles negarão o pedido. Pode parecer exagerado, mas é isso mesmo. O que está acontecendo não é brincadeira. A gente esquece como isso tudo começou. Há alguns anos, o que estamos vendo agora era algo impensável. Hoje acontece como se fosse algo normal.

Sul21: Considerando o bloco político social que apoia Temer hoje é possível fazer uma comparação com aquele bloco que apoiou o golpe de 64?

WGS: Não, é uma realidade bem diferente. Em 64, não havia uma sociedade organizada e diversificada como hoje. Os militares obtiveram uma maioria conjuntural, mas depois as coisas foram ficando mais complicadas. Não tem nada a ver com 64. Como disse, acho que o que acontece agora, em certo sentido, é pior em função do caráter profundamente antinacional desse bloco.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Práticos regulamentados?

Sempre foram, mas corre na Câmara um Projeto de Lei que altera as regras para o serviço de praticagem no Brasil. Para isso ocorrem audiências públicas, que visam ouvir todas as partes, e discutir todas as possibilidades e repercussões possíveis que as mudanças poderiam acarretar.

O PL 2149/15 traria alterações importantes, e pode afetar seriamente o setor para os Marítimos brasileiros, Ou para melhorar, ou para piorar, dependendo do que se decida durante o processo de construção da Lei.

Devemos estar atentos ao desenvolvimento do PL.




Regulamentação do trabalho de prático é tema de audiência nesta manhã

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara vai realizar audiência pública nesta quarta-feira (24) para discutir o Projeto de Lei 2149/15, que modifica a legislação que regula o trabalho de praticagem – atividade que consiste em manobrar navios para que atraquem de forma segura nos portos.

A proposta altera a legislação vigente (Lei 9.537/97), conhecida como LESTA - Lei de Segurança do Transporte Aquaviário.

A audiência será realizada às 10 horas, no plenário 11.

O projeto

Pela proposta, os comandantes de navios de bandeiras brasileira poderão ser habilitados a conduzir suas embarcações até o ancoradouro, sem a necessidade da ajuda de um prático. O projeto define também que a atividade de praticagem é de natureza privada, devendo os preços dos serviços serem fixados livremente.

Caberá à autoridade marítima, exercida pelo comandante da Marinha, estabelecer o rodízio entre os profissionais que atuam em uma zona de praticagem, de acordo com o volume de embarcações, para evitar a sobrecarga ou a falta de atividade entre os práticos. Anualmente, a autoridade marítima fixará o número de práticos necessários em cada Zona de Praticagem, de forma a atender às necessidades do tráfego marítimo, fluvial e lacustre.

Outro ponto previsto no projeto é o que permite à autoridade marítima, mediante requerimento prévio e fundamentado, permitir que o serviço seja condicionado ao pagamento prévio. Isso ocorreria, por exemplo, no caso de repetidas faltas de pagamento por parte das empresas contratantes.

O autor do requerimento para a realização da audiência pública, deputado Edinho Bez (PMDB-SC), alertou que a proposta, de autoria do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), altera legislação vigente há quase duas décadas e, por isso, precisa ser bem analisada antes que o relatório seja votado na comissão."O projeto pratica uma certa mudança, e nada melhor do que nós debatermos com as áreas envolvidas para depois eu me posicionar."

Convidados

Foram convidados para participar da audiência:
- o chefe de gabinete do assessor especial da Secretaria de Portos, Marcos Mesquita Mendes, representando o ministro dos Transportes;
- o diretor de Portos e Costas da Marinha do Brasil, vice-almirante Wilson Pereira Lima Filho;
- o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Anatq), Adalberto Tokarski;
- o diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Gustavo Martins;
- o presidente da Federação Nacional dos Práticos (Fenapráticos), Otávio Fragoso;
- o diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação (Centronave), Claudio Loureiro de Souza; e
- o presidente-executivo da Clia Abremar Brasil, Marco Ferraz.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Brasil sem presidente

Após a derrubada da legítima Presidente da República, Dilma Roussef, através de um processo de impeachment para lá de suspeito, em que as próprias testemunhas de acusação assumiram que não houve o crime de responsabilidade por parte da Presidente da República, e onde vícios foram encontrados até na origem do processo, o Brasil perde o direito a ter um presidente, e tem apenas um líder.

Gostaria de lembrar que os mais de 100.000 protestos na página do G20 no facebook, além de centenas de milhares de pessoas nas ruas desde que foi sacramentada a derrubada de Dilma Roussef, mostra que o líder não é de todo o Brasil.

Uma triste notícia, para o dia 07 de setembro, dia da pátria brasileira.


Ministry of Foreign Affairs Releases the Attendance List of Foreign Leaders and Heads of International Organizations to the 11th G20 Summit

     Date of publication: 2016-08-28 10:58:00      Source: Ministry of Foreign Affairs official website
Foreign Ministry Spokesperson Lu Kang announces:

The 11th G20 Summit will be held in Hangzhou, Zhejiang on September 4 and 5. The following leaders from G20 members, guest countries and international organizations will attend the summit at the invitation of President Xi Jinping: President Mauricio Macri of Argentina, Brazilian leader, President Francois Hollande of France, President Joko Widodo of Indonesia, President Park Geun-hye of the ROK, President Enrique Pena Nieto of Mexico, President Vladimir Putin of Russia, President Jacob Zuma of South Africa, President Recep Tayyip Erdogan of Turkey, President Barack Obama of the US, Prime Minister Malcolm Turnbull of Australia, Prime Minister Justin Trudeau of Canada, Chancellor Angela Merkel of Germany, Prime Minister Narendra Modi of India, Prime Minister Matteo Renzi of Italy, Prime Minister Shinzo Abe of Japan, Prime Minister Theresa May of the UK, President Donald Tusk of the European Council, President Jean-Claud Juncker of the European Commission, Deputy Crown Prince, Second Deputy Prime Minister and Minister of Defense Muhammad bin Salman Al Saud of Saudi Arabia, President Idriss Deby of Chad, President Abdel Fatah al-Sesi of Egypt, President Nursultan Nazarbayev of Kazakhstan, President Bounnhang Vorachith of Laos, President Macky Sall of Senegal, Prime Minister Lee Hsien Loong of Singapore, Prime Minister Mariano Rajoy of Spain, Prime Minister Prayut Chan-ocha of Thailand, UN Secretary-General Ban Ki-moon, World Bank President Jim Yong Kim, IMF Managing Director Christine Lagarde, WTO Director-General Roberto Azevedo, Director-General Guy Ryder of the International Labor Organization, President Mark Carney of the Financial Stability Board, Secretary-General Angel Gurria of the OECD, etc..

Estão querendo lhe enganar

O texto do Senador Paulo Paim é bastante claro no que concerne às contas da Previdência Social, e mais claro ainda quando mostra que não há nenhum motivo para estarmos cortando gastos da Previdência, devido a esse suposto e inexistente deficit tão apregoado por todos os governos que passaram pelo país nos últimos anos.

Chega a ser patético que estejamos discutindo deficit da Previdência, quando há inúmeros estudos que comprovam exatamente o que está escrito abaixo. Eles variam um pouco no montante, mas todos chegam à casa dos muitos R$ bilhões por ano.

Acontece que o dinheiro que deveria cobrir sua aposentadoria, e garantir uma velhice tranquila ao brasileiro, vem sendo absurdamente desviado para cobrir custos com juros e dívida pública.

Ciro Gomes já alertou o mesmo, embora acrescente que há dois fatores a mais a serem considerados nessa história. Um é o aumento da expectativa de vida do brasileiro, e o outro é o fato de estarmos tendo cada vez menos trabalhadores empregados, sustentando o sistema previdenciário.

Com isso há necessidade de fazermos pequenos ajustes, como forma de evitarmos um problema sério no futuro.

Em alguns estados brasileiros, por exemplo, a expectativa de vida não chega aos 70 anos. Por isso nada justifica aposentadoria aos 70 anos, ou vários outros dos absurdos que o senhor interino vem buscando implantar sobre os trabalhadores brasileiros. Melhor dizendo, nada justifica a busca de retirada de direitos sociais, que por sinal são pagos pelos trabalhadores.

Ah, sim nada justifica, mas existe uma explicação. E esta é que o que se busca é privatizar a previdência, para aumentar ainda mais o lucro exorbitante dos bancos, e de preferência sem que o trabalhador venha a fazer uso do que pagou.

E esse é mais um motivo pelo qual devemos resistir, porque lidar com o governo pode ser ruim, mas com uma empresa privada com certeza é muito pior, principalmente quando se trata de receber um direito seu.

Porque existe uma grande diferença entre estar vivo e ter condições de trabalhar.


O governo interino de Michel Temer sinaliza uma série de medidas que vão de encontro aos direitos sociais trabalhistas do povo brasileiro. Aos poucos — ainda com a indefinição se Dilma Rousseff volta ou não a assumir a Presidência — ele vem "costeando o alambrado".

Recentemente, foi publicado no Diário Oficial da União a Medida Provisória 739/2016, com o objetivo de fazer alterações na Lei 8.213/1991, que prevê o Plano de Benefícios da Previdência Social. Neste momento, ela tramita em uma comissão mista de senadores e deputados.

A intenção é, dentre outras medidas, revisar os benefícios do auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, concedidos administrativa e judicialmente há mais de dois anos, através da convocação dos segurados para a realização de nova perícia médica. Importante lembrar que, em 2014, foi promulgada a Lei 13.063, advinda de projeto de minha autoria, que isenta o aposentado por invalidez acima de 60 anos de exame médico-pericial.

O argumento usado para realizar estas mudanças é a retórica de que a Seguridade Social está falida. Temos que ter muita calma e expressos cuidados neste momento. É de suma importância fazer alguns esclarecimentos para que todos possam fazer suas conclusões.

Levantamento da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), através do estudo "Análise da Seguridade Social", aponta que não há déficit e, sim, superávit. Isso mesmo. O leitor mais atento vai se perguntar: mas todos os governos dos últimos 20 anos não falavam em déficit?

Em 2006, o superávit da Seguridade foi de R$ 59,9 bilhões; 2007, R$ 72,6 bi; 2008, R$ 64,3 bi; 2009, R$ 32,7 bi; 2010, R$ 53,8 bi; 2011, R$ 75,7 bi; 2012, R$ 82,6 bi; 2013, R$ 76,2 bi; 2014, R$ 54 bi. Logo os valores de 2015 estarão à disposição.

Esses números são esclarecedores e demonstram, categoricamente, que a Seguridade Social é viável. Tanto que, depois de 15 anos de muita luta, fizemos um golaço e conseguimos derrubar o fator previdenciário, e aprovamos a fórmula 85/95 para aposentadorias.

Outra questão que não é levada em conta. Querem prorrogar a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até o ano de 2023, e ampliar de 20% para 30% o percentual que o governo pode retirar dos recursos sociais. Se a medida for aprovada, a perda dos cofres da Seguridade será de R$ 120 bilhões por ano. Como é possível abrir mão desse dinheiro?

Não sei qual a intenção, mas não podemos nos calar diante de tais medidas. Não é com a retirada de benefícios sociais trabalhistas que o país vai encontrar o rumo do crescimento e do desenvolvimento.
Há, sim, medidas que são convergentes na sociedade e que poderiam ser implantadas de imediato. Vejamos: a realização de uma ampla reforma tributária, a revisão do pacto federativo, o estabelecimento de taxa de juros que estimule o mercado sem empobrecer a população, a valorização do salário-mínimo, o combate à corrupção e à sonegação.

Aliás, segundo a ONU, o Brasil perde por ano R$ 200 bilhões em corrupção. Estudo do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita aponta que o país perde R$ 100 bilhões com o contrabando, por ano; em 2014 foram R$ 500 bilhões de sonegação; em 2015, somente no primeiro semestre, a sonegação foi de R$ 258 bi. Será que o Brasil precisa de reformas previdenciária e trabalhista se tudo isso for cobrado?

O certo é que todo esse montante poderia ser investido em saúde; educação; segurança pública; nas estradas, para o escoamento da produção; em aeroportos; portos; em projetos sociais; no aumento do salário-mínimo e dos proventos dos aposentados e pensionistas.

Há uma expressão que era usada por Leonel Brizola e que se adapta muito bem aos dias atuais. Quando ele via que a situação piorava de vez e que um vendaval se avizinhava, dizia: 'Preteou o olho da gateada'.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

É Cada Vez Pior, Cada Vez Mais Assustador

Veja bem, não sou contra o intercâmbio cultural e tecnológico, não sou contra que brasileiros façam cursos universitários ou especializações no exterior, também não sou contra que dividam suas experiências com aqueles que não tiveram a oportunidade de viverem essas valorosas conquistas.

Mas há que haver discernimento quando se apoia uma política dessas, principalmente quando um interino (mesmo sem representatividade nenhuma) vem a público pedir uma predileção por pessoas formadas no exterior.

Primeiro porque nem tudo que vem de fora é bom (haja vista os economistas formados com base nas teorias dos garotos de Chicago, ou da chamada escola austríaca).

Segundo porque daqui a pouco esse discurso vai ser usado como desculpa para contratarem profissionais estrangeiros, mesmo que esses não sejam tão profissionais assim.

Terceiro porque o intercâmbio é bom, mas precisamos antes consolidarmos um pensamento técnico-científico brasileiro. E isso é algo que ainda não temos, em muitos dos ramos de atividade econômica.

Porque se continuarmos assim, jamais deixaremos nosso complexo de vira-latas.

O entreguismo do interino e seus comparsas está absurdamente exacerbado.

Aonde isso vai parar?










Temer pede a empresários que priorizem formados no exterior

No momento em que o país enfrenta uma taxa de desemprego de 11,2%, o presidente interino, Michel Temer, pediu nesta sexta-feira (8) a empresários da área industrial que deem preferência à contratação de brasileiros que se formaram no exterior.
Em encontro promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o peemedebista ressaltou que a mão de obra formada no exterior pode trazer informações tecnológicas para o país.
Em reunião em maio com centrais sindicais, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) estimou que a taxa de desemprego pode chegar a 14% neste ano.
"Nas suas empresas e empresas outras que forem conectadas com os senhores, se puderem dar preferência muitas vezes àqueles que se formaram no exterior, porque, queremos ou não, talvez venham bem formados com informações tecnológicas que auferiram no exterior", pediu.
Em discurso, ele observou ainda que estudantes que participaram do Ciência Sem Fronteiras têm encontrado dificuldades em conseguir emprego no país e avaliou que o programa federal apresenta falhas.
"Tenho observado uma certa falha nesse programa, porque muitos vão ao exterior e, quando voltam, tendo em vista uma situação dramática que vivemos no país com mais de 11 milhões de desempregados, não conseguem emprego", disse.

DEPRESSÃO

No evento, ao citar iniciativas do governo interino, o peemedebista lembrou de medida provisória publicada nesta sexta-feira (8) no "Diário Oficial da União" que promove a revisão de benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.
O presidente interino demonstrou simpatia por proposta feita pelo presidente da CNI, Robson Andrade, da adoção de meio-período de trabalho para pessoas afastadas da atividade laboral por problemas de saúde.
Segundo o peemedebista, ao citar a ideia do dirigente da entidade empresarial, pessoas com depressão são capazes de ficar ainda mais deprimidos se ficarem em casa.
"Ele [Robson Andrade] me deu um exemplo claríssimo. Se ele está com depressão, se ele ficar em casa, é capaz de ficar mais deprimido. Então, quem sabe, em certos momentos, você pode usar essa fórmula. Enfim, são fórmulas, convenhamos, politicamente inovadoras e reveladoras de que a gestão pública tem que levar em conta esses fatos", disse.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Intransigência pede resistência

Recebido do Sindmar, o alerta de que as empresas se recusam terminantemente a negociar e a atender minimamente aos anseios de seus trabalhadores.



Rio de Janeiro, 30 de agosto de 2016.

Mensagem Circular SINDMAR – EMPRESAS OFFSHORE (NORSKAN) Nº 05/2016.


Aos Oficiais e Eletricistas

Prezados Companheiros e Prezadas Companheiras,

Estivemos reunidos com representantes das empresas de apoio marítimo para tratar do ACT 2016/2018.

As empresas apresentaram proposta de reajuste de apenas 5,65% sobre todos valores praticados até 31 de janeiro de 2016 do último ACT, sendo que a vigência dessas cláusulas econômicas seria de apenas um ano, ou seja, o reajuste para fevereiro de 2017 ficaria indefinido. Isto sinaliza de forma clara que as empresas desejam aplicar valores inferiores ao INPC acumulado no período de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017, acumulando assim perdas salariais no ACT 2016/2017 e no ACT 2017/2018.

Ratificamos às empresas o que já havíamos dito com clareza, não queremos, de forma alguma, perdas salariais, pretendemos simplesmente manter aquilo que possuímos e que foi conquistado ao longo de vários anos e para isso é necessário manter a reposição da inflação acumulada nos períodos dos ACTs.

Mesmo oferecendo esse novo percentual de reajuste, essa proposta das empresas representa cerca de metade da reposição inflacionária do período entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2016, e, caso aceitássemos a proposta, em um único ACT, teríamos perdas significativas sobre o que já conquistamos.

Pior do que a proposta de reajuste, é uma proposta de apenas um ano de vigência para as cláusulas econômicas. Além da perda deste ano, não haveria nenhuma perspectiva para o próximo. Fica evidente que a preocupação das empresas não engloba a valorização dos representados do SINDMAR, que são fundamentais para sua atividade.

Se aceitássemos essa linha de reajuste proposto pelas empresas seria extremamente perigoso. O acúmulo das perdas seria inevitável, já que as previsões para a inflação do próximo ano continuam superando o percentual proposto pelas empresas.

Temos nos mantido abertos ao diálogo e acreditando na possibilidade de chegarmos a um termo positivo em mesa de negociação. Nosso pleito é objetivo e simples, absolutamente lógico e factível. Porém, uma negociação para ser concluída de forma positiva necessita de vontade e disposição para fazer de ambas partes, coisa que não estamos vendo por parte das empresas. O discurso para justificar um percentual inferior à inflação acumulada no período 2015/2016 e dito por elas como “significativo” avanço em relação ao percentual proposto anteriormente é o mesmo de sempre, desnecessário repetir.

As empresas claramente seguem na direção contrária, postergando a negociação, arrastando as discussões por mais de um ano.

Desta forma não temos alternativa senão mobilizarmos nossos companheiros e companheiras para resistir à intransigência que as empresas têm demonstrado.

Temos que nos preparar para um movimento de resistência organizado, consciente e disciplinado que demonstre de forma contundente às empresas que precisam valorizar os representados do SINDMAR e reconhecer seu papel de extrema importância na construção de um setor que é fundamental para nosso país.

Estejam todos atentos para nossos informes sobre os próximos passos que daremos.

Permaneçam em sintonia com o SINDMAR.

UNIDADE E LUTA!
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Solicitamos que mantenham seus e-mails particulares atualizados junto ao nosso cadastro para que possam ser informados do andamento da negociação e divulguem nossas mensagens àqueles que puderem alcançar.

Queiram confirmar o recebimento desta mensagem.

Despedimo-nos com as já tradicionais Saudações Marinheiras.

Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante – SINDMAR

sábado, 3 de setembro de 2016

Caetano Veloso - Você não me ensinou a te esquecer

Um dos maiores ícones da música popular brasileira, Caetano Veloso, cantando um de seus grandes sucesso, um relativamente recente. Música da trilha do filme "Lisbela e o Prisioneiro", "Você Não Me Ensinou a Te Esquecer".




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

É sério que querem a volta da ditadura?


Estou cada vez mais convencido que fomos salvos do perigo comunista, e que todas as atrocidades cometidas foram absolutamente necessárias. Esses terríveis guerrilheiros eram muito perigosos, e nossos valentes militares muito corajosos em enfrentá-los.

Acho que realmente precisamos da volta deles, porque a próxima geração de crianças será ainda mais perigosa.
Ditadura Nunca Mais
O livro Infância Roubada: crianças atingidas pela Ditadura no Brasil, elaborado pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, será lançado na Câmara de Campinas, nesta terça-feira, 14, a partir das 14h30. O livro reúne relatos de crianças presas, torturadas e exiladas durante a ditadura no Brasil.

Resultado de audiências “Verdade e Infância Roubada” realizadas durante uma semana de maio de 2013, o livro contém histórias de mães e filhos de presos políticos, perseguidos e desaparecidos da ditadura.

O evento, promovido pelo vereador Pedro Tourinho (PT), terá a presença do deputado estadual e ex-presidente da Comissão, Adriano Diogo, além de Ñasaindy Barret e Ernesto Nascimento, vítimas da ditadura ainda na infância.

Ernesto Nascimento foi torturado quando tinha por volta de dois anos de idade, e chegou a ser considerado, nesta época, um preso político pelo regime ditatorial promovido pelos militares. Tudo porque seu pai era integrante da VPR, a Vanguarda Popular Revolucionária, organização política de combate à ditadura, liderada pelo capitão Carlos Lamarca. Ernesto foi uma das quatro crianças trocadas com outros 40 presos políticos, como resgate do sequestro do embaixador alemão, Ehrenfried von Holleben, em 1970.

No livro, os filhos de combatentes da ditadura, hoje adultos na faixa dos 40 a 50 anos, contaram as suas lembranças da prisão, do exílio, do desamparo, de questionamentos em relação às suas identidades, assim como o medo, a insegurança, isolamento, solidão e vazio que vivenciaram e que, em muitos casos, são traumas não superados. (Com informações de divulgação)

Evento acontece: no Plenário da Câmara Municipal, na Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66, Ponte Preta.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A lista dos senadores e seus votos

Nas próximas eleições lembrem-se de como eles votaram.

Veja lista de senadores que votaram a favor do golpe



SIM (a favor do impeachment)


Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
Alvaro Dias (PV-PR)
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-SP)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Dário Berger (PMDB-SC)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Amorim (PSC-CE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Fernando Collor (PTC-AL)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gladson Cameli (PP-AC)
Hélio José (PMDB-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Aníbal (PSDB-SP)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PSD-MT)
Lasier Martins (PDT-RS)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Pedro Chaves (PSC-MS)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Reguffe (sem partido-DF)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Ricardo Franco (DEM-SE)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romário (PSB-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PDT-RR)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zezé Perrella (PTB-MG)

NÃO (contra o impeachment)

Angela Portela (PT-RR)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Elmano Férrer (PTB-PI)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Gleisi Hoffmann (PT-RR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Capiberibe (PSB-AP)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Paim (PT-RS)
Paulo Rocha (PT-PA)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Roberto Muniz (PP-BA)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Enquanto Aqui se Fala em Aumentar a Jornada...

Vejam a diferença. Aqui vemos uma CNI defendendo, mesmo que de forma sutil, o aumento da jornada de trabalho, na Suécia vemos a redução da mesma, e melhoras em índices como produtividade,. Na Suécia eles resolvem isso diminuindo a jornada, e ainda mantêm o salário.

Na verdade, aumentar jornada apenas diminui produtividade, pelo simples fato de que ninguém consegue manter o ritmo de trabalho por tanto tempo.

E para conseguir um avanço desses, você precisa mudar o país, mudando a matriz de nosso trabalho, e a mentalidade das pessoas. Leva algum tempo, mas é ótimo para a população e o país de modo geral, e um dia a gente terá que fazer isso, porque matérias primas não são eternas. Embora fosse mais fácil agora, enquanto ainda temos fartura de matérias primas, essa mudança estrutural no espírito do Brasil pode vir no futuro também, só que será mais traumático, será mais doloroso para todos..

Mas explica isso para uma porta. É mais fácil ela entender do que nossos plutocratas, cujo sonho é revogar a Lei Áurea.



O bem estar da população é assunto sério na Suécia. Esforçando-se para se manter na vanguarda no que diz respeito aos direitos trabalhistas, a Suécia começou, em 2015, a testar reduzir a jornada de trabalho, de 8 para 6 horas diárias, sem redução de salário. E os resultados começaram a aparecer.

Passado um ano, as autoridades garantem que o saldo é totalmente positivo: redução de faltas, maior produtividade e melhora até mesmo na saúde dos empregados. “Tivemos 40 anos de uma semana de trabalho de 40 horas. Hoje temos uma sociedade com índices mais altos de faltas por motivos de saúde e de aposentadoria antecipada”, afirma Daniel Bernmar, líder do Partido da Esquerda na Câmara Municipal de Gotemburgo, responsável pelo experimento. Daniel espera em breve instituir oficialmente a nova carga.


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Algumas empresas tiveram de contratar novos funcionários, mas a maioria garantiu que o aumento da produtividade compensou o horário menor.

“Pensamos que a redução da semana de trabalho nos obrigaria a contratar mais funcionários, mas isso não aconteceu, porque todo mundo está trabalhando de modo mais eficiente”, disse Maria Brath, fundadora de uma startup em Estocolmo, que há três anos dobra sua receita e lucro anualmente – e o mesmo se deu com a jornada reduzida.

Empregados da Toyota em Gotemburgo garantem estar mais felizes, assim como seus patrões, pois o rendimento da empresa subiu em um ano. A jornada reduzida não é novidade no Suécia – somente um por cento da população trabalha mais de 50 horas por semana. Segundo as autoridades, não só a jornada menor como a flexibilização dos horários são o futuro do trabalho – ao menos na Suécia, um raro país onde o futuro parece sempre estar de fato logo ali.