terça-feira, 18 de abril de 2017

Brasil precisa voltar a ser Nação

Excelente a entrevista com um dos fundadores do PSDB e ex-ministro dos governos Itamar Franco e FHC, Luiz Carlos Bresser Pereira. Nela fica clara a grande decepção do velho professor e político, não apenas com a situação atual do país, governado por golpistas de amplo espectro, mas também com o partido que ajudou a fundar, com a destruição total de um projeto de nação do Brasil, e da subserviência e entreguismo que tomaram conta da administração brasileira.

Urge que o Brasil volte a pensar num projeto de desenvolvimento, e que a população convirja em torno desse projeto. 

Os países que  conseguem enfrentar a crise neoliberal com o mínimo de perdas, e alguns até mesmo reagindo, são exatamente aqueles que empoderam o Estado, justamente para intervir na economia, que tratam suas finanças públicas de forma responsável e visando o crescimento da nação, e não o enriquecimento sem esforço de pequena parte dela, que distribuem renda como forma de garantir o próprio progresso econômico, que buscam dar bem-estar a seus cidadãos, não pelas vontades suspeitas e abstratas do livre mercado, mas pelas necessidades reais de seus cidadãos.

Muito boa a entrevista do Professor Bresser Pereira. Lúcida, direta, sem se desviar de sua visão de futuro de Nação e posição para o Brasil. Muito diferente de certas pessoas, que não enchergam os milhões que o rejeitam, tentando transformá-los numa minoria de "poucas dezenas", que errou em tudo o que fez até agora, mas acredita que foram acertos maravilhosos. 

Na verdade foram erros tão graves e profundos, que se nada for feito em contrário, o Brasil avançará ainda mais no lodaçal da depressão econômica, e permanecerá estagnado durante anos. Se levarmos em conta que o crescimento real da economia é uma relação entre a capacidade de gerar empregos, e a necessidade de se absorver mão-de-obra ociosa e aquela que chega no mercado de trabalho, a crise econômica brasileira levará muitos anos aterrorizando a vida de seus cidadãos.

Se nada for feito em contrário.

Bresser-Pereira: PSDB é um partido golpista, da direita e absolutamente antinacional

Para economista, "5% do PIB é roubado do patrimônio público e entregue a rentistas", mas governo Temer elegeu o povo e os trabalhadores como "privilegiados" e alvo das reformas
por Eduardo Maretti, da RBA publicado 10/04/2017 17h49, última modificação 10/04/2017 17h51
REPRODUÇÃO/YOUTUBE
Bresser-Pereira
Para economista, país passa por crise "construída pelo liberalismo econômico sem ideia de nação"
São Paulo – “O Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então”, diz o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira.
Pensando nisso, ele está redigindo um manifesto intitulado Projeto Brasil Nação, que pretende divulgar no fim do mês.  Nele, “conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial”, afirma.
Projetando as eleições de 2018, Bresser-Pereira acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder capaz de fazer compromissos e entendimentos “e voltar a transformar essa sociedade, não digo numa grande nação, mas pelo menos num país que volte a se repensar, com menos ódio e com mais ideia de cooperação e colaboração entre todos”.
Fundador do PSDB, ex-ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, o economista acredita que a legenda tucana “é o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e portanto é um partido golpista”.  “O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente”, diz, em entrevista à RBA.
No final de 2015 o senhor disse que o Brasil tem dois grandes problemas, a “alta preferência pelo consumo imediato” e a perda da “ideia de nação”. Depois do golpe, a ideia de nação se perdeu definitivamente?
Veja, o Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então, e liberalismo significa dependência, para nós. Houve nos governos Lula e Dilma uma certa retomada da ideia de nação. Nada muito forte, mas houve um esforço nessa direção. De repente vem o golpe, um golpe ultraliberal, absolutamente contrário à ideia de nação e que agravou profundamente a crise em que nós já estávamos, uma crise provocada por esse liberalismo.
O Brasil está dominado pelo liberalismo econômico desde 1990. Desde aquela época foi feita uma série de reformas que mudaram o regime de política econômica, de um regime desenvolvimentista para um regime liberal, que é inviável no país. De forma que o Brasil vai de mal a pior.
Qual sua avaliação do atual cenário e da conjuntura econômica, do futuro no curto e médio prazo?
Tivemos uma crise que se desencadeia no final de 2014 e que, se fosse contra-atacada com uma política expansiva, feita por um ministro competente, keynesiano, talvez o Brasil estivesse fora dela há bastante tempo. Mas não. Foi ainda a Dilma que chamou o Joaquim Levy e ele adotou uma política que afinal agravou a recessão substancialmente. Veio o Nelson Barbosa e tentou consertar a coisa dizendo: “Não, nós não podemos reduzir investimentos, podemos reduzir despesa corrente, mas em hipótese alguma investimento. Pelo contrário, devemos expandir”.
Foi o que eu também estava dizendo nesse momento, depois de equivocadamente ter apoiado a Dilma no comecinho da segunda gestão dela. Mas veio o golpe e outra vez veio o liberalismo econômico mais radical, a ortodoxia. O câmbio tinha ido para o lugar certo. Eu estava contando com isso para as empresas retomarem os investimentos, tornarem-se competitivas e a economia voltar a crescer. Não aconteceu, o câmbio voltou a se apreciar. Nós já estamos com o câmbio substancialmente apreciado, o consumo só diminui, com esse imenso desemprego. Estamos com mais de 13 milhões de desempregados. Realmente a crise se aprofundou. E é uma crise construída pelo liberalismo econômico, sem ideia de nação.
Se o dólar ideal seria em torno de R$ 3,80, segundo o senhor já disse, estamos muito longe disso...
Dada a inflação que houve aqui no Brasil e lá fora, o dólar que tornaria as empresas competitivas está próximo hoje de quatro reais. Estamos muito longe. Esse é o mal fundamental do Brasil, a irresponsabilidade cambial. Há um outro mal, e aí a esquerda também é useira e vezeira em praticá-lo, que é a irresponsabilidade fiscal. A Dilma foi a última experiência de irresponsabilidade fiscal. Agora, a irresponsabilidade cambial é principalmente da direita, dos liberais. Eles acham que ter déficit em conta corrente é bom porque seria poupança externa, que se transformaria em investimento.  É poupança externa, porque realmente ficamos devendo aos outros, mas essa poupança externa não é para financiar investimento, é para financiar consumo.
Apesar dos erros da Dilma que o senhor mencionou, considerando que a derrubada do governo foi, no mínimo, incentivada  por interesses internacionais, era possível ter evitado o golpe?
Sem dúvida que podia ter sido evitado. Foi uma decisão lamentável do Congresso, foi uma manobra de um grupo de oportunistas do PMDB, na qual o PSDB embarcou docemente, demonstrando que é um partido liberal, o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e que portanto é um partido golpista como era a UDN. Que o PMDB seja golpista... O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente. Isso ficou demonstrado quando eles se associaram ao golpe, que não os adiantou em nada.
Uma coisa muito curiosa é o seguinte: agora já começam a discutir quem serão os candidatos na próxima eleição. A Cristina Fernandes, do Valor, relatou uma festa na coluna dela em que os milionários do Brasil estavam lá reunidos, e mais os políticos de direita, e então conversava-se sobre quem seria o novo presidente. Quem enfrentaria o mal maior, que é o Lula? E chegaram à conclusão que era o (João) Doria, que é uma coisa quase ridícula.
O que aconteceu no Brasil, um pouco por culpa da Dilma e muito por culpa de uma direita ressentida, é que uma classe média de direita ressentida não se sentiu apoiada pelo governo; os ricos ficavam mais ricos, os pobres eram apoiados pelo governo e essa classe média ficava solta no ar. E aí houve uma  radicalização muito violenta na sociedade brasileira, e passou a haver no Brasil uma coisa que nunca tinha visto, que foi o ódio. Estamos nessa situação, semelhante, aliás, à triste situação em que estão os Estados Unidos também, completamente divididos. Não há nada pior para uma sociedade do que isso. Mas vamos ter eleição em 2018...
Se é que vai ter...
Vai ter. E o Lula possivelmente vai ser candidato. Não creio que eles consigam impedir que ele seja candidato. Digamos que o outro seja o Doria. Quem desses candidatos tem capacidade de reunir a sociedade brasileira? Quem tem capacidade de fazer os compromissos, entendimentos etc., e voltar a transformar essa sociedade, não digo numa grande nação, mas pelo menos num país que volta a se repensar, com menos ódio e com mais ideia de cooperação e colaboração entre todos? Certamente não é um Doria. E a meu ver, o Lula tem todas as condições para isso.
O Paulo Sérgio Pinheiro me enviou um manifesto que foi assinado em 1989 por um conjunto de intelectuais que não eram de partido e apoiavam o Lula, com essa ideia, de o Lula poder representar uma união nacional. Isso pode ser o destino dos grandes líderes. O Lula é um grande líder, não há dúvida. Vamos ver.
O Temer está introduzindo algumas reformas extremamente perversas, como a da Previdência. Diante da retirada de direitos e da enorme impopularidade, esse governo resiste até o fim?
Não nos termos em que foi colocada, mas acho que uma reforma da Previdência é necessária. É preciso fazer alguma coisa nessa direção. É preciso estabelecer uma idade de aposentadoria mais alta, é impossível se manter no Brasil pessoas se aposentando tão cedo. E é preciso igualizar o sistema público ao privado. Na minha opinião, há três grupos privilegiados no Brasil: o grupo dos rentistas, que vivem de juros e recebem quase 7% do PIB, quando deviam receber no máximo 2%. Tem 4%, 5% do PIB, uma barbaridade de dinheiro, que é roubado do patrimônio público e entregue a rentistas e financistas. O segundo grupo é o dos altos burocratas, que têm salários altos demais e aposentadorias excessivas. E o terceiro é o grupo dos interesses estrangeiros, porque tudo é feito aqui no Brasil em função dos interesses estrangeiros, e vamos nos  transformando aos poucos em meros empregados dos países ricos.
Agora, o governo que está aí é uma maravilha de governo, porque há um quarto grupo de privilegiados e esse é o objeto fundamental: é o povão, os pobres, os trabalhadores. Esses é que são os privilegiados, segundo o governo e segundo o PSDB. Segundo os liberais.
A questão da Petrobras, a entrega do pré-sal é simbólico disso?
Queremos ter déficit em conta corrente, porque achamos que isso é bom, lá no norte nos ensinam que é bom. Em Nova York, em Washington, em Londres e Paris eles dizem: “vocês precisam ter déficit em conta corrente porque isso permite que nós os ajudemos financiando vocês”. Nós acreditamos nisso, consumimos muito, ficamos devendo muito, não investimos, e aí precisamos começar e vender tudo o que temos. Já que não produzimos, a gente vai vendendo o que tem. É isso que estamos fazendo no Brasil há muito tempo.
O que dizer às pessoas hoje desiludidas, de várias gerações, que passaram a acreditar que o país podia ser autônomo, ter soberania, mas outra vez sofreu um golpe?
Não há nada mais importante do que isso. Devemos lançar até o final do mês um manifesto que chamo de Projeto Brasil Nação, e espero que seja seriamente lido, estudado e apoiado pelas pessoas, porque conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial.
As pessoas no Brasil estão se sentindo sem rumo. Vamos tentar nesse manifesto apontar um rumo. Não é nenhuma tábua de salvação, nenhuma solução mágica, mas é um programa mínimo, básico, na área econômica, em alguns valores fundamentais, que ou uma nação os partilha, ou não. Eu estava falando que era preciso refundar a nação, e minha filha me disse: “não, pai, a nação brasileira já foi fundada em 1822”. Eu falei: formalmente sim. Um grande ensaísta e filósofo francês, Ernest Renan, que no século 19 fez uma maravilhosa conferência sobre o que é uma nação, dizia que nação é um desafio e um projeto que a gente renova todos os dias. A nação você refunda todos os dias. A nossa nação se enfraqueceu muito a partir de 1990, a partir da crise da dívida externa e da crise do Plano Cruzado, e precisamos recuperá-la. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A base golpista luta sobre os escombros

A briga intestina que se inicia no cerne dos golpistas dá bem o tom do que vem acontecendo no país, pois após derrubarem o governo legitimamente eleito de Dilma Roussef, passaram a apresentar pautas absurdas contra a população mais pobre, e a classe média baixa, que deverão pagar pelos rombos que os próprios golpistas promoveram.

Mas isso que está no artigo abaixo é apenas parte do problema. Se lembrarmos bem, já tivemos quedas de correligionários de Temer, tanto por cobranças devido aos "deslizes" que cometeram durante o exercício de seus respectivos cargos, como também na busca de deixarem os holofotes da imprensa, por "desvios" cometidos em outras épocas, e/ou por estarem envolvidos nas delações da Odebrecht e outras.

Agora se somam os problemas que, aqueles que estiverem exageradamente ligados ao golpe, deverão ter nas eleições que se avizinham.

Parece ser esse último o motivo de Calheiros, e alguns outros Senadores do PMDB. O movimento tem a tendência de se alastrar, e ruir de vez a frágil base que proporcionou a tomada irregular do poder.

Bom que pelo menos haverá uma dificuldade extra, para entregarem a palta acordada com os financiadores do golpe. A verdade é que até o momento jogaram muito soltos. Só que alguns sinais se acendem de que a situação está mudando. A pífia adesão aos protestos fascistoides convocados pelos movimentos MBL e Vem Pra Rua, e uma adesão significativa àqueles convocados pela oposição dão o tom dessa mudança.

Mas enquanto isso o Brasil segue agonizando, não vemos perspectivas de medidas que incentivem a retomada econômica, e ainda estaremos fortemente travados pelas medidas estúpidas tomadas até o momento. Algumas de difícil reversão.

Seja quem for o próximo presidente, ele terá muito trabalho e dificuldade dm recolocar esse trem nos trilhos.




Renan dá nó em Temer, destrói imagem de grande articulador e presidente perde força com a base; ENTENDA!

Um dos mitos sobre Michel Temer, cultivado ao longo do processo de impeachment, era o de que se tratava de um político hábil, afável, inteligente — o antípoda da titular.
Elio Gaspari, entre outros cronistas, o definiu como “experiente, frio”, e conhecedor do “lado do avesso de Brasília”.
De Eliane Cantanhede a Ricardo Noblat, as supostas virtudes negociadoras do ex-vice decorativo foram cantadas aos quatro cantos, vendendo um Richelieu.
O rompimento com Renan Calheiros, cúmplice de décadas, veio enterrar de vez essa balela.
Temer sempre foi um operador de bastidores, viabilizando e distribuindo o butim do PMDB. Na presidência, continuou fazendo isso, além de cumprir com o serviço sujo dos patrocinadores do golpe no sentido de destruir o legado dos programas sociais do governo do qual participou.
Numa tentativa de parecer superior ao desprezo da população, assimilou o mote patético sugerido por Nizan Guanaes e passou a se defender: preferia ser impopular a populista.
Renan, que é qualquer coisa, menos bobo, está de olho nas eleições de 2018 em seu estado e não quer ficar ao lado de um presidente cuja popularidade despenca a cada pesquisa.
De que adianta um cargo para um apaniguado e outros favores se o homem é um tronco de enchente? Entre Temer e Lula, que cresce nas pesquisas, com quem ele gostaria de ser fotografado?
Michel, o habilidoso, o gênio da articulação, é refém de um detento, Eduardo Cunha, e da corriola da formação original de sua banda — Romero Jucá, Eliseu Padilha, Rodrigo Maia, Moreira Franco.
O jantar dos senadores governistas do PMDB na casa de Katia Abreu escancarou ainda mais a situação.
“Diziam que a Dilma não sabia onde ia, e o Temer não tem para onde ir”, tripudiou Renan. Dos 22 da bancada no Senado, doze estavam lá, mais Sarney e a filha Roseana.
“Na fritada de aratu, Temer também foi fritado”, falou um dos senadores.
Renan, o porta voz da insatisfação, pontuou que “estão nos propondo um suicídio” com as reformas. Sarney acha que Temer “tem que dialogar mais”.
Segundo o Valor, Michel escalou aliados para procurar “conter a ira” de Renan Calheiros. Tem medo de que as críticas contaminem a base de apoio e prejudiquem o andamento das reformas.
No meio tempo, enquanto o chão esfarela, MT vai disparando suas asneiras. “Deus me deu a graça de reconhecer o valor das mulheres”, discursou o cidadão que elogiou o sexo feminino pela capacidade de ver o preço da manteiga sem sal no supermercado.
A única saída para o caos é diretas já. Michel Temer, o homem que sabe da “mecânica de suas obras e suas pompas”, de acordo com Gaspari, não consegue combinar o jogo nem sequer com seus amigos, que dirá com os inimigos.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Acordo de cooperação?

Acordos de cooperação se fazem com a troca de tecnologia, ou treinamento de pessoal em determinadas áreas, ou a troca de serviços, etc, mas em hipótese alguma pode envolver altas somas em dinheiro, que correspondam ao valor de mercado do objeto em questão. 

Um exemplo do que digo foi a criação da auto Latina no final dos anos 80, quando a Ford cedeu tecnologia de acabamento de automóveis à Volkswagen, e esta cedeu tecnologia mecânica de automóveis à Ford.

Quando se troca ativos ou qualquer outra coisa por dinheiro, o nome é venda.

Engodo patético, com o único propósito de seguir cedendo riqueza nacional a estrangeiros. 

Já tivemos a venda de campos do pré-sal para a Statoil, de refinaria no NE, ambas com preços bem abaixo de seus valores de mercado. Agora mais campos. Não quero nem saber do valor de mercado, para não me decepcionar com o valor obtido.

E o TCU engole se quiser.




Petrobras assina contrato de venda de áreas do pré-sal para a francesa Total


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A Petrobras e a francesa Total assinaram nesta terça-feira (28) os contratos de venda de duas áreas do pré-sal e de participação em térmicas anunciados no final de 2015. A Petrobras receberá US$ 2,225 bilhões, dos quais US$ 1,675 bilhão à vista.
Em dezembro, as duas companhias anunciaram as transações como parte de uma aliança estratégia, que envolve ainda negociações sobre troca de tecnologia e participação em ativos no México e no norte do país. Na ocasião, a Petrobras já havia sido impedida pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a vender novos ativos.
O acordo prevê a transferência, à Total, de 22,5% da área de Iara, que contém três descobertas, e de 35% do campo de Lapa, que já está em produção. Ambos estão localizados no pré-sal da Bacia de Santos.
Além disso, a francesa terá 50% da Termobahia, empresa que controla duas usinas térmicas na Bahia, e acesso ao terminal de importação de gás no Estado. Com isso, pretende desenvolver mercado para suas operações de gás natural liquefeito.
Em nota oficial divulgada nesta quarta (1º), os presidentes da Petrobras, Pedro Parente, e da Total, Patrick Pouyanné, emitiram declaração conjunto na qual dizem que a parceria "criará sinergias e valor, combinando nossa excelência operacional e reduzindo custos em nossos projetos, em benefício de ambas as companhias".
Quando a operação foi anunciada, Parente defendeu que, por se tratar de parceria estratégica, o negócio não poderia ser impactado pela decisão do TCU —que suspendeu em dezembro operações de vendas de ativos da estatal. "É uma parceria estratégica, não é desenvolvimento. Neste momento, este tipo de acordo não está incluído na decisão do TCU", argumentou o executivo. .

sábado, 8 de abril de 2017

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Quem acompanha sabe

O PT não quebrou o país. Claro que cometeu erros, enfrentou uma crise econômica externa grave e longa, que mais cedo ou mais tarde atingiria o país, cometeu alguns erros na condução da economia, e acima de tudo, cometeu erros na condução da própria política.

O principal dos erros na condução da política foi a aliança com setores e agentes obscuros, que assim que perceberam a possibilidade, passaram a minar e boicotar as bases do governo petista.

Na condução econômica cometeu o erro de entregá-la nas mãos daqueles que agiam no sentido de desestabilizar seu governo, demonstrando fraqueza, ao invés de senso democrático.

Mas quem acompanha sabe disso. Para quem não sabe, segue um bom resumo aí embaixo.


A dimensão do desastre do golpe. Por Gustavo Castañon*

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FHC pegou o Brasil com uma dívida pública de 34% do PIB. Doou metade do patrimônio público sob a alcunha de “privatização”. Duplicou a dívida externa. Quebrou o país três vezes, precisando recorrer ao FMI. Entregou o país a Lula sem reservas e devendo 76% do PIB. Já a dívida líquida, que leva em conta os créditos (e não só os débitos) do governo e ele recebeu em 29,5%, deixou em 60,4% do PIB.
A imprensa diz que ele modernizou a economia.gc1
O PT pegou o Brasil com a dívida pública em 76% do PIB, recapitalizou a Petrobrás a transformando na segunda maior petrolífera do mundo, não privatizou nada, “pagou” a dívida externa (sim, transformando-a em interna), e entregou, no último ano do primeiro mandato de Dilma, a dívida pública em 63% do PIB. Já o resultado mais importante sobre o endividamento do país, a dívida líquida, diminuiu a 34,9% do PIB.
A imprensa diz que a gastança do PT quebrou o país.
gc2O déficit público de 2014 que motivou o desastre Levy e os jornais falando de “quebra” do país foi de somente 17 bilhões. Diminuir 0,5% os juros teria resolvido. O déficit dos golpistas só em fevereiro de 2017 foi de 26 bilhões.
A imprensa diz que Temer está consertando a economia.
Mesmo que você considere o último ano de mandato de Dilma, ainda assim o PT teria entregue a economia menos endividada do que recebeu do deus criado pela imprensa nacional, FHC. No final de 2015 a dívida estava em 73%.
Só que 2015 foi o ano de Cunha e Aécio vandalizando o país, em que o único ato de governo de Dilma foi nomear Levy para executar o programa que a oposição defendeu e a imprensa e a banca exigiam. Ela não governou e teve que enfrentar um congresso golpista criando despesas e proibindo aumentar receitas, destruindo as expectativas da economia de um lado enquanto a Lava-jato, de outro, só neste ano, afundava sozinha 2,5% do PIB.
Depois de um ano de governo temer fazendo tudo o que a mídia e a banca mandam, a dívida já passou, mesmo com a repatriação, os 76% de FHC (alcançados no final de 2016) e atingirá 81% este ano, no mínimo.
Temer é o maior desastre da história do Brasil, exatamente porque sua escola econômica é a Globo News.
Ninguém pode negar que esse desastre, no nível em que foi, começou em 2015 com o receituário suicida de austeridade combinado com os maiores juros do mundo de Levy, as pautas bombas do Congresso e a destruição da indústria nacional causada pela Lava Jato.
Só completos ignorantes podem achar que foi a “roubalheira” em obras que quebrou o país, com um governo que não investe nem 4% do PIB.
A única roubalheira que quebra esse país há vinte e dois anos são as taxas de juros mais altas do mundo.
*Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora

terça-feira, 4 de abril de 2017

Difícil recuperação

Mais uma previsão que acaba com as falácias de Temer e Meirelles. A julgar pelo que temos visto, não apenas ainda não chegamos ao fundo do poço, como a recuperação será lenta, bem lenta.

Mas nesse ponto, permita-me discordar. A análise seria correta, não fossem algumas condições que parecem não terem sido levadas em conta. A primeira delas é que a economia já teve o PIB almejado, sendo assim, ela apenas irá buscar recuperar um "espaço" que já foi dela. É uma demanda que estará represada.

Outro indicativo é que a economia demorará a se recuperar se as condições para isso forem as mesmas que o atual governo oferece, e como vimos apontando frequentemente aqui, essas condições são recessivas. Não há crescimento se as condições macro-econômicas são recessivas. Nada indica que essas condições se mantenham, muito menos que esse governo tenha uma sobrevida após 2018. Medidas adequadas podem acelerar a recuperação econômica.

Também temos que levar em conta que a economia está longe, muito longe de ser um "ente", uma "força da natureza", que se desenvolve ao bel prazer, onde o homem não pode e não consegue interferir. Ao contrário, são muitos os exemplos de que o homem pode e deve interferir na economia. Da mesma forma que interferiram agora para destruir os ganhos de 12 anos de governos desenvolvimentistas, as ações futuras podem ser na direção de retomar a riqueza perdida. E ela estará represada, esperando apenas que se abram as comportas. Tudo dependerá de quem venha a comandar os rumos brasileiros.

Brasileiro levará 10 anos para recuperar riqueza perdida com o golpe


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Luiz Guilherme Gerbelli, via Reuters em 25/2/2017
Os efeitos da crise prolongada e da expectativa de lenta retomada da economia do Brasil vão fazer com que a riqueza do brasileiro demore dez anos para se recuperar do estrago causado pela recessão.
Na projeção de economistas, o pico do Produto Interno Bruto (PIB) per capita alcançado em 2013 só será superado no início da próxima década, entre 2022 e 2023.

“Em 2022, o PIB per capita deve alcançar R$31 mil (em números deflacionados) e aí supera o patamar de 2013, quando estava em R$30,8 mil. É praticamente uma década perdida”, diz o economista e sócio da consultoria 4E, Bruno Lavieri.

A recessão enfrentada pela economia brasileira nos últimos anos fez com que o PIB per capita do Brasil acumulasse forte queda desde 2014, devolvendo os ganhos obtidos no período de forte crescimento da economia. Segundo Lavieri, esse indicador fechará 2017 a R$27,8 mil, voltando a crescer gradualmente apenas a partir de 2018.

A assistente administrativa Andréia Zanetti, de 34 anos, é um exemplo de como o brasileiro sente os efeitos dessa diminuição da riqueza. Desempregada por sete meses, ela até conseguiu nova colocação em novembro passado, mas o salário atual equivale à metade do que recebia no trabalho anterior.

Com isso, precisou reduzir consumo e readequar o orçamento doméstico à nova realidade. “Troquei as lojas em que comprava roupa, deixei de jantar e almoçar fora e cortei o telefone fixo de casa”, diz Andréia. “Mudei até a marca do leite que comprava para o meu filho.”

A economia brasileira vem sofrendo com a forte recessão e, segundo cálculos de especialistas, deve ter encolhido mais de 9% desde o início da crise, acertando em cheio a riqueza da população.
“No acumulado desde 2014 até agora, houve queda de 9,6% no PIB per capita. É uma redução do padrão de vida bastante expressiva”, afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Julio Mereb.
Lenta recuperação - A projeção de lenta recuperação da riqueza do brasileiro é explicada pela expectativa de baixo crescimento econômico nos próximos anos diante da queda do PIB potencial do país.
“A economia deve avançar no máximo em linha com o crescimento potencial, ao redor de 2,5%, nos próximos anos”, afirmou a economista da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro, para quem o PIB per capita do país só vai superar o resultado de 2013 em 2023.

O PIB potencial do Brasil perdeu fôlego na crise atual sobretudo por causa da forte queda do investimento e pelo lento crescimento da População Economicamente Ativa (PEA), cujo avanço mais forte em anos passados também ajudava a elevar a capacidade de crescimento do Brasil.

A PEA chegou a aumentar 2% ao ano, mas deve crescer a uma taxa inferior a 1% nos próximos anos por causa do envelhecimento da população.

Também fundamental para o enriquecimento do país, o desempenho da produtividade –que está estagnada nas últimas décadas- depende de mudanças estruturais na economia, que envolvam reformas para aumentar o investimento, desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios da economia brasileira.

“As reformas dão previsibilidade para a economia e puxam o ciclo virtuoso ao tornar o ambiente mais propício para negócios e trazer ganhos de produtividade”, afirmou o economista do Itaú Rodrigo Miyamoto.

Atraso - O estrago da recessão no padrão de vida do brasileiro também fica evidente quando se compara o PIB per capita do Brasil medido em dólar com o de outras economias.

Os últimos números do Fundo Monetário Internacional (FMI), que retiram os efeitos cambias e de inflação, mostram que o PIB per capita do Brasil deve encerrar este ano em US$15,5 mil, bastante distante de economias parecidas como a do Chile (US$24,7 mil) e a do México (US$19,5 mil).

O caso mais emblemático de comparação é o da Coreia do Sul, cujo PIB per capita era bastante parecido com o do Brasil na década de 1980. Hoje, no entanto, a riqueza média dos sul-coreanos é de US$39,7 mil.

“Foi um país que fez um investimento muito grande em educação e liberou a importação de tecnologia para diversos setores da economia, o que ajudou de alguma maneira a qualificar a mão de obra”, explicou o professor de economia do Insper Otto Nogami

sábado, 1 de abril de 2017

voz incrível ....e linda

Para começarmos abril com o pé direito, mais uma linda voz e interpretação vinda do X-Factor Rússia. Com Anna Khokhlova, Russian Rollet é interpretada no mínimo no  mesmo nível da original Rihanna.