sábado, 6 de abril de 2019

Ele e seus ministros vivem em que planeta?

De duas uma, ou o atestado médico do Exército era real, e Bolsonaro tem sérios problemas mentais, ou ele é muito cara-de-pau. Tendo pela primeira opção, mas aí teríamos que incluir seus Ministros e grande parte de seus eleitores.


Mas também há a opção de que eles vivem em outro planeta, e suas aparições são apenas projeções holográficas. Fantasioso, mas explicaria a falta de conexão com a realidade.

Mesmo com dificuldades para colocar em votação no Congresso e aprovar a reforma da Previdaência, seu principal desafio, e com o desemprego crescendo, presidente acredita que esteja cumprindo metas; ele só não especificou quais
Bolsonaro diz que completará 100 dias de governo com 95% das metas cumpridas

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta quinta-feira (4) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que completará 100 dias de governo com “95% das metas cumpridas”.


“95% da meta vai ser atingida, com 5% restantes parcialmente atingida, estamos lutando para cumprir 100% da meta”, afirmou, ao lado dos ministros Sérgio Moro (Justiça) e Augusto Heleno (Segurança Institucional).

Bolsonaro só citou, no entanto, como exemplo das metas cumpridas, a instituição do 13º salário para beneficiários do programa Bolsa Família que, segundo ele, será anunciada na semana que vem. Ele não deu nenhum detalhe de qual outra meta teria sido cumprida por seu goerno.

Ainda em dezembro do ano passado, antes de tomar posse, Bolsonaro havia anunciado 35 medidas que seriam tomadas nos 100 primeiros dias. Como o próximo dia 11 de abril já marcará o centésimo dia, ele precisará, até semana que vem, anunciar a concretização das outras 34 ações que tinha como meta.


A reforma da Previdência, principal pauta de seu governo, evidentemente, não entrou no pacote. Isso porque a proposta segue em discussão na Câmara sem qualquer previsão de quando será votada. O presidente, no entanto, se mostrou otimista. “Eu acredito que o parlamento brasileiro vá fazer sua parte”.


A questão da economia a da geração de empregos também ficou de fora da lista de metas estabelecidas, vide o último relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostra um aumento do número de desempregados.

Confira, abaixo, a íntegra da lista com 35 metas estabelecidas pelo governo para os 100 primeiros dias.

1.    Estímulo à agricultura familiar (Agricultura)

2.    13º benefício do Bolsa Família (Cidadania)

3.    Modernização do Bolsa Atleta (Cidadania)

4.    Implantação do Centro de Testes de Tecnologia de Dessalinização (Ciência e Tecnologia)

5.    Programa Ciência na Escola (Ciência e Tecnologia)

6.    Plano Nacional de Segurança Hídrica (Desenvolvimento Regional)


7.    Combate às fraudes nos benefícios do INSS (Economia)

8.    Redução da máquina administrativa (Economia)

9.    Intensificação do processo de inserção econômica internacional (Economia)

10.    Vinculação da autorização de concursos públicos à adoção de medidas de eficiência administrativa (Economia)

11.    Sine aberto (Economia)

12.    Alfabetização Acima de Tudo (Educação)


13.    Privatizações no Setor de Transportes (Infraestrutura)

14.    Decreto de facilitação da posse de armas (Justiça)

15.    Projeto de Lei Anticrime (Justiça)

16.    Apoio à Operação Lava Jato (Justiça)

17.    Aprimorar o Sistema de Recuperação Ambiental (Meio Ambiente)

18.    Plano Nacional para Combate ao Lixo no Mar (Meio Ambiente)

19.    Viabilizar o leilão de excedente da cessão onerosa (Minas e Energia)

20.    Campanha nacional de combate ao suicídio e à automutilação de crianças, adolescentes e jovens (Mulher, Família e Direitos Humanos)

21.    Regulamentação de partes da Lei Brasileira de Inclusão (Mulher, Família e Direitos Humanos)

22.    Educação domiciliar (Mulher, Família e Direitos Humanos)


23.    Redução tarifária do Mercosul (Relações Exteriores)

24.    Retirada do Brasil do padrão de passaporte do Mercosul e retomar o brasão da República como identidade visual nesse documento (Relações Exteriores)

25.     Fortalecer a vigilância e aumentar a cobertura vacinal (Saúde)

26.    Melhorar o ambiente de negócios do turismo e potencializar a atração de investimentos para o Brasil (Turismo)

27.    Reestruturar a Empresa Brasileira de Comunicação (Secretaria de Governo)

28.    Racionalizar e modernizar estruturas e processos ministeriais (Secretaria-Geral)


29.    Regras e critérios para ocupação de cargos de confiança no governo federal (CGU)

30.    Programa “Um por Todos e Todos por Um!” pela ética e cidadania (CGU)

31.    Criação do comitê de combate à corrupção no governo federal (CGU)

32.    Sistema Anticorrupção do Poder Executivo Federal (CGU)

33.    Atendimento eletrônico de devedores dos órgãos federais (AGU)

34.    Independência do Banco Central (BC)

35.    Critérios para dirigentes de Bancos Federais (BC)
FONTE: Revista Fórum

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Paulo Guedes perdeu a calma

Ou como também ficou conhecido, Paulo Tchutchuca perde a linha. Isso aconteceu quando ele foi defender a indefensável Destruição da Previdência, que ele mandou para o Congresso, e de onde ele depende dos votos para fazer seu plano passar.

Quem conhece o interior do país, ou mesmo as periferias das grandes cidades brasileiras, sabe perfeitamente que os recursos vindos da Previdência são fundamentais para o sustendo de inúmeras famílias, e quando falamos dos municípios, isso representa a base do consumo de mais de 3.500 deles. A destruição da Previdência significará também a ruína desses municípios, e o agravamento da miséria entre os brasileiros, inclusive das grandes cidades. Aumentará também a violência.

A Previdência realmente precisa de ajustes, a economia, mais que a Previdência, precisa de sérios ajustes. É imprescindível desonerar a produção, tributar investimentos financeiros, lucros e dividendos, voltar a tributar remessas de lucros para o exterior, tributar as empresas estrangeiras do setor de petróleo e gás (só nessas empresas já da R$ 1 Tri pro Tchutchuca), etc.

Ou seja, precisamos urgentemente incentivar produção e colocar o setor financeiro para exercer seu papel, que é financiar essa produção, a juros aceitáveis.

De resto é só forma de produzir concentração absurda de renda e miséria. A proposta de Destruição da Previdência de Guedes, é parte desse processo nefasto.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Ciro Gomes já tinha avisado

Ciro já diz isso há anos. Não que correções não devam ser feitas, que desvios não devam ser corrigidos e evitados, já que é fundamental se dar também exemplos e indicar tendências, mas a verdade é que o grande custo brasileiro não está diretamente no funcionalismo, ou na quantidade de Pastas Ministeriais que o Governo mantenha.

O grande custo, a grande sangria de todo o sistema fiscal brasileiro são os juros exorbitantes pagos aos bancos, que inibem a capacidade de investimentos do Estado, e também de suas prestações obrigatórias de serviços, como a Saúde, a Educação, ou a Segurança.

Enquanto isso não for exemplarmente atacado, e o Estado não se voltar a privilegiar a produção, ao invés da especulação, o país seguirá patinando em índices econômicos patéticos, no que toca ao crescimento do PIB e na distribuíção de riqueza, que tem consequência direta no IDH.

Redução de 29 para 22 órgãos poupará R$ 20,5 milhões por ano com despesa de pessoal em um total que ultrapassa os R$ 300 bilhões

15 MAR2019
10h21
atualizado às 15h23


O governo federal prevê uma economia de R$ 20,5 milhões ao ano com a reorganização da estrutura ministerial. Uma das principais medidas do presidente Jair Bolsonaro no começo de seu mandato, a diminuição do número de ministérios de 29 para 22 representa, financeiramente, uma redução de apenas 0,006% do total de despesas com pessoal do Executivo, com base nos R$ 316,7 bilhões de 2018. O número foi calculado pelo Ministério da Economia, a pedido do Terra, por meio da Lei de Acesso à Informação 
Presidente Jair Bolsonaro, durante evento no Palácio Planalto 15/1/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro, durante evento no Palácio Planalto 15/1/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters
A extinção de 21 mil cargos, funções e gratificações, conforme o Decreto nº 9.725/2019, publicado na última quarta-feira (13), fazem a economia de gastos com pessoal crescer para R$ 195 milhões no total. Mesmo praticamente multiplicado por dez, o impacto no orçamento continua baixo, passando para 0,06% em um universo de montantes anuais na ordem dos bilhões.
“Esse dado não surpreende”, diz o professor do Insper Sérgio Lazzarini, que pesquisa estratégias e organização no setor público. “Existe essa percepção da população de que tem um monte de gente empregada em Brasília, que é só cortar da estrutura inchada, mas a gente sabia que esse não era o problema”.
Para o especialista, as medidas têm um caráter simbólico. Lazzariniaponta que as ações fazem parte da construção do discurso político do presidente eleito. “É um ‘mise-en-scène’, uma estratégia. Não que ela seja irrisória ou desnecessária. Tem um efeito importante. Mostra que o governo está se preocupando com seu próprio gasto”.

As despesas de pessoal do governo crescem gradativamente a cada ano. Há cinco anos, em 2014, o total gasto foi de R$ 238 bilhões. Subiu para R$ 255 bi em 2015 e para R$ 276 bi em 2016. Em 2017, chegou a R$ 304 bi até atingir os R$ 316,69 bi de 2018.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Capitalismo ameaçado?

Abaixo temos uma matéria muito interessante sobre as previsões de Raghuram Rajan. Ele afirma que o capitalismo está ameaçado em sua sobrevivência, devido a suas contradições internas e a total falta de controle sobre suas atividades, o que somente acentua essas contradições.

E o capitalismo financeiro, baseado em estúpidas, incompletas e insensíveis planilhas, apenas acelera e acentua essas contradições e os problemas advindos deles.

Rajan foi apenas o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, e diz a mesma coisa que digo sempre, e que já disse aqui no Blog dos Mercantes.

Isso não é inveja alguma. Acredito apenas que as pessoas têm o direito de terem "luxos", apenas isso não pode ser feito a custa da miséria de milhões e milhões. Não há explicação ou justificativa lógica para tal situação.

Rajan parece ter observado a mesma coisa, e alertado para as consequências que isso pode ter.



Capitalismo está 'sob séria ameaça', alerta economista que previu crise global de 2008






Raghuram RajanDireito de imagemAFP
Image captionRaghuram Rajan destaca que os governos não podem mais ignorar a desigualdade social em suas políticas econômicas

O capitalismo está "sob uma séria ameaça" porque "parou de prover as massas".
E, "quando isso acontece, as massas se rebelam contra o capitalismo", adverte Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em 2005, Rajan também alertou que a complexidade dos produtos financeiros havia ampliado o risco de um "colapso catastrófico".
Na época, a elite financeira não levou em consideração suas preocupações. Mas, três anos depois, a crise econômica global provou que ele estava certo.
E agora Rajan, que também é ex-diretor do Banco Central da Índia, faz outro alerta.
"Acho que o capitalismo está sob grave ameaça porque não conseguiu atender às necessidades de muitos, e quando isso acontece, há muitas revoltas contra o capitalismo", disse ao programa Today da BBC Radio 4.
"Acredito que isso pode acontecer mais cedo do que se imagina."

Os defeitos do capitalismo

Rajan, que foi apontado como um possível sucessor do canadense Mark Carney à frente do Banco da Inglaterra, acaba de publicar o livro The Third Pillar: How Markets and the State Leave the Community Behind ("O Terceiro Pilar: Como os Mercados e o Estado Deixam a Comunidade Para Trás", em tradução livre), em que adverte sobre as deficiências do capitalismo.
O economista enfatiza que os governos não podem mais ignorar a desigualdade social em suas políticas econômicas.




Corretor de Wall Street preocupado com a crise financeira em 2008Direito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEm 2005, Rajam havia alertado sobre o 'colapso catastrófico' que acabou ocorrendo em 2008

No passado, era possível conseguir um emprego de classe média com uma "educação mediana", exemplifica Rajan, que agora é professor da Universidade de Chicago, nos EUA.
Mas o panorama mudou na esteira da crise financeira global de 2008 e da adoção de medidas de austeridade.
"Agora, se você realmente quer ser bem sucedido, precisa de uma boa educação", diz ele.
"E, infelizmente, as mesmas comunidades que são afetadas pela globalização do comércio e da informação tendem a ser as comunidades com escolas em más condições, onde há aumento da criminalidade, aumento das mazelas sociais e não é possível preparar seus membros para a economia global", disse ele à BBC.
É por isso que Rajan acredita que o capitalismo está desmoronando: porque não oferece igualdade de oportunidades.
"Não está proporcionando oportunidades iguais e, de fato, as pessoas estão ficando em uma situação muito pior."
O que não significa, no entanto, que o capitalismo não possa ser salvo, esclarece Rajan.




Manifestantes protestam em Londres pelo fim das medidas de austeridade que acreditam afetar suas oportunidades econômicasDireito de imagemSOPA IMAGES
Image captionManifestantes protestam em Londres pelo fim das medidas de austeridade que acreditam afetar suas oportunidades econômicas

Na opinião dele, regimes autoritários surgem "quando todos os meios de produção são socializados".
"O que você precisa é de um equilíbrio, você tem de melhorar as oportunidades."
A democracia, enxerga ele, desempenha um papel importante nesse processo de renovação do capitalismo.
"É por isso que a democracia de livre mercado era um sistema equilibrado, mas precisamos recuperar esse equilíbrio novamente", insiste.

Outras ameaças

De qualquer maneira, não é apenas o futuro do capitalismo no longo prazo que preocupa Rajan.
Um relatório da agência de avaliação de risco S&P Global Ratings indica que é possível haver outra crise de crédito global, devido ao aumento de 50% na dívida mundial desde a crise passada.
O informe explica que, desde 2008, a dívida dos governos cresceu em 77%, enquanto a dívida corporativa subiu em 51%.
Analistas argumentam, no entanto, que é improvável que a próxima recessão seja tão séria quanto a causada pelo terremoto financeiro de 2008.
Mas Rajan aconselha estar sempre alerta em relação à próxima crise, porque "essa é a única maneira de evitar que isso aconteça".




Impressão de notas de US$ 100Direito de imagemGETTY IMAGES
Image caption'Há muito dinheiro fácil', diz Rajan

Ele diz ainda que uma de suas preocupações é "a enorme quantidade de acomodação ou relaxamento monetário que ocorreu desde a crise global, e a quantidade de liquidez que se espalhou pelos mercados".
Em outras palavras, taxas de juros muito baixas e muita impressão de dinheiro.
"É dinheiro fácil. E o que acontece quando você recebe dinheiro fácil é que fica mal acostumado", diz ele.
"Há mais alavancagem [técnica usada para multiplicar a rentabilidade por meio do endividamento]. Endividamento que depende do dinheiro fácil para o refinanciamento. E, no final, isso acaba quando o dinheiro fácil acaba", acrescenta.
O que permanece nesses casos, no entanto, é o endividamento, que ele considera a fonte das dificuldades do setor financeiro.
Por essa razão, o economista acredita que a próxima crise poderia ser causada pelas mesmas medidas que foram impostas para nos salvar da última.
"Chega um ponto em que temos de dizer: 'Precisamos normalizar as coisas'. Porque se não normalizarmos, o sistema é redefinido para um estado em que se torna vulnerável a mudanças nas condições financeiras", explicou.

terça-feira, 2 de abril de 2019

A aventura venezuelana e a falta de visão de Nação

Maria Cristina Fernandes escreveu um texto bastante interessante algum tempo atrás sobre a "aventura" Venezuelana tentada por Jair Bolsonaro. Ela começa com a nomeação de um general brasileiro para ser o segundo na cadeia de comando de um dos braços do exército de Tio Sam, mas não para por aí, justamente porque o atual chefe do governo brasileiro insiste em se aliar ao Gigante do Norte, numa empreitada que não está nas condições de um país semifalido embarcar, e ainda menos consta dos interesses desse país.

Até agora o chefe de governo foi detido pela ala militar de seu próprio governo, que conhece as debilidades bélicas do país, sabe das mazelas que afligiriam o país, e têm nitidez da total falta de interesse da nação numa empreitada desse tipo.

Mas o texto está relativamente defasado, porque depois disso tudo esse chefe de governo, de um país semifalido, já saiu numa viagem internacional, onde não só voltou a afirmar apoio a uma empreitada que não interessa, como visitou e teve reuniões em agências de espionagem e segurança do Gigante do Norte.

A aventura venezuelana pode ter sido o assunto tratado nessas agências, mas não cabe ao chefe de Estado ter esse tipo de reunião, muito menos com funcionários dessa categoria, então não posso me furtar a fazer 3 perguntas:

1 - Qual o assunto tratado nessas reuniões?

2 - Porque o Chefe de Estado se rebaixou a ter reuniões desse nível e com esse nível de funcionários de uma potência estrangeira?

3 - Ou essas reuniões seriam apenas a reação apaixonada de um adolescente espinhento, que idolatra essas agências devido a propaganda vinda de Hollywood, e nada foi tratado, como por sinal tudo nesse governo até agora?

Tudo isso pode apenas ser resumido da total falta de entendimento e visão de Nação de nosso chefe de Estado.



segunda-feira, 1 de abril de 2019

Os Cavaleiros de Malta ainda vivem

Você provavelmente já ouviu falar dos Cavaleiros Templários, ordem da qual derivou a ordem dos Cavaleiros de Cristo em Portugal, e que foi responsável por boa parte dos esforços que levaram às grandes navegações iniciadas em finais do Séc. XV, e que iriam levar os europeus às Américas, e a descoberta de novas rotas e terras ao redor do planeta. O movimento foi tão importante que é considerado o início da globalização por muita gente.

A ordem dos Templários foi dizimada no início do Séc. XIV, quando Filipe IV de França, quando seus principais líderes, Tiago de Molay, Hughes de Piraud, Geoffroy de Charnay e Geoffroy de Gonneville, entre outros, foram levados à fogueira.

Mas os Templários não foram os únicos a se aproveitarem dos movimentos das Cruzadas para se firmarem como ordem militar católica, embasados e avalizados pelo próprio Papa, E tem ao menos uma que ainda existe, que é a Ordem Soberana e Militar de Malta. Veja abaixo como vive seu último cavaleiro, as mudanças profundas pelas quais a Ordem passou, e se quiser o artigo completo, basta clicar no título abaixo.

Agora, cá entre nós, Fra Johm Critien, que aparece na última foto da postagem, não parece Geraldo Alkimim?

Sozinho na fortaleza: como vive o último cavaleiro de ordem milenar em Malta

  • 11 fevereiro 2019


fortaleza Sant'AngeloDireito de imagemFORGET-GAUTIER / ALAMY STOCK PHOTO
Image captionA fortaleza Sant'Angelo, em Valletta, abriga um único cavaleiro desde 1998

Eram 21h de um domingo quando liguei para Fra John Critien, e ele não ficou nada contente. Um cavaleiro não liga do nada para outro cavaleiro numa hora tão inoportuna, afirmou. A conversa acabou ali.
Em seguida enviei-lhe um email explicando que tinha ido a Malta exatamente para aprender a me comportar como os célebres cavaleiros da Soberana Ordem Hospitaleira Militar de São João de Jerusalém de Rodes e Malta, também conhecida como a Ordem Militar Soberana de Malta. Na manhã seguinte, então, ele me respondeu com mais boa vontade.
"Bem, imagino que ser um cavaleiro também signifique atender aos outros mesmo quando se é pego de surpresa num domingo à noite", ele escreveu.
E assim eu o encontrei numa terça à tarde no Forte de Sant'Angelo, no Grande Porto da capital maltesa de Valletta, onde ele é o único habitante da isolada fortaleza desde 1998. Vestido com camisa polo creme e mocassim, ele me cumprimentou com um caloroso sorriso e flutuou sua mão para cima. "Por aqui", disse o cavaleiro, e subimos a muralha.
A Ordem de Malta, fundada por volta de 1099 em Jerusalém, é uma sociedade de cavalaria católica romana. Em 1530, a ordem recebeu as Ilhas Maltesas em uma concessão perpétua por Carlos 1º, da Espanha, em troca da promessa de um falcão maltês por ano.
O grão-mestre Jean de la Valette, juntamente com seus cavaleiros, inaugurou a nova capital do país, que mais tarde seria descrita pelo ex-primeiro ministro britânico Benjamin Disraeli como "uma cidade construída por cavaleiros para cavaleiros".
Fra Critien é hoje o único cavaleiro no arquipélago que fez os votos da ordem, o que o torna o último verdadeiro Cavaleiro de Malta em Malta.
Nós caminhamos pela parte alta da Fortaleza de Sant'Angelo, um bastião medieval em tons de mel reconstruído no século 16. Ela serviu como sede maltesa do chefe da ordem e sede da ordem durante o Grande Cerco de Malta em 1565, quando os otomanos tentaram invadir o arquipélago.
A maior parte da fortaleza está sempre aberta a visitação. No último ano, exclusivamente, um limitado número de viajantes também pode visitar a seção mais isolada da construção, já que Valletta se tornou a Capital Europeia da Cultura de 2018. Mas Fra Critien está negociando com o Malta Heritage Trust para ampliar o acesso de visitantes para além de 2018. E espera inaugurar um pequeno museu dedicado aos recentes projetos dos cavaleiros.
Durante o tour, paramos numa espaçosa sala de estar cujas paredes eram adornadas com pinturas a óleo de grandes mestres, e eu endireitei os ombros copiando a nobre postura de Fra Critien. Dada à intenção de la Valette de criar uma cidade de cavaleiros, perguntei a Fra Critien o que exatamente significaria ser um cavaleiro aos olhos da ordem.


Brasão da ordemDireito de imagemIMAGEBROKER / ALAMY STOCK PHOTO
Image captionA Ordem Militar Soberana de Malta foi fundada em 1099 em Jerusalém como uma sociedade de cavalaria católica romana

O lema oficial da ordem, Tuitio fidei et obsequium pauperum ("Defesa da fé e assistência aos pobres"), define sua dedicação à religião e à caridade. "No passado, a defesa da fé estava andando a cavalo, lutando contra inimigos", disse Fra Critien. "Agora defendemos a fé sendo exemplo para os que nos rodeiam".
Doações, trabalho em hospitais e programas para jovens são parte das ações dos cavaleiros de Malta. Segundo Fra Critien, eles seguem uma característica fundamental: o orgulho humilde.
"Até espero que haja uma reação de 'uau!' quando usamos nossos uniformes ou trajes da igreja", afirmou Fra Critien. "Mas rezo para eu não me levar muito a sério por causa disso".
Hoje, ele explicou, a ordem tem cerca de cem cavaleiros e damas (como as mulheres-membro são conhecidas) em Malta, porém estes não fizeram os votos da ordem. No mundo, de Nova York a Londres e Roma, há em torno de 13.500 cavaleiros e damas na ordem. Mas muitos consideram difícil fazer votos de pobreza, castidade e obediência como fez Fra Critien - por isso ele mantém o status de solitário cavaleiro em Malta e um dos 55 da ordem no mundo.
"O cavaleiro é uma raça em extinção?", perguntou retoricamente. "Bem, até certo ponto, sim".
Mas Fra Critien não acredita que é necessário ser um cavaleiro para agir como tal: "Para ser honesto, não vejo grande diferença entre ser cavaleiro e cavalheiro".


Fra John CritienDireito de imagemKURT FARRUGIA
Image captionFra John Critien é o último cavaleiro de Malta com votos de pobreza, castidade e obediência à Ordem

No dia seguinte, quando cheguei à Casa Rocca Piccola, em Valletta, assegurei-me de manter minha postura ereta como a de um cavaleiro. A residência pertence ao Marquês Nicolau de Piro, membro da Ordem de Malta e procedente de uma das famosas famílias aristocráticas do país. A construção mantém sua elegância barroca do século 16, com uma fachada de calcário que brilha em tom dourado com o sol da tarde. Atualmente, o marquês e sua esposa abrem o labirinto de quartos à visitação.

https://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-47005219?ocid=socialflow_facebook

sábado, 30 de março de 2019

Brasil tem salário dos mais altos do mundo?

Bolsonaro disse que é. Mourão disse que é.

Só que a verdade nua e crua é que não, o salário dos brasileiros não está entre os mais altos do mundo. Na verdade não está nem entre os mais altos na comparação com as Nações no mesmo nível de desenvolvimento, embora algumas categorias, principalmente de funcionários públicos, como políticos, juízes e procuradores, recebam vencimentos bem acima de seus pares, até mesmo de Nações desenvolvidas.

O salário do ainda funcionário público Bolsonaro, por exemplo é , provavelmente, o mais alto entre os presidentes do mundo, mesmo levando-se em conta Nações desenvolvidas, afinal, acumula legalmente, mas imoralmente duas boas aposentadorias.

Mas se levarmos em conta o custo benefício, o salário dele é o mais alto do mundo em qualquer comparação, com qualquer trabalhador, estrela do Rock, Cinema, Futebol, ou com quem você quiser comparar.


Bolsonaro diz no Chile que salário no Brasil é um dos mais altos do mundo

Em meio à discussão sobre a Reforma da Previdência, que prejudicará principalmente os trabalhadores mais pobres, o presidente Jair Bolsonaro deu mais uma declaração polêmica e contra os assalariados brasileiros neste sábado 23, durante um café da manhã com empresários no Chile. Ele disse que o brasileiro ganha muito e defendeu que o sistema do Brasil ’beire a informalidade’.

A equipe econômica nossa também trabalha uma forma de desburocratizar o governo, desregulamentar muita coisa. Tenho dito à equipe econômica que na questão trabalhista nós devemos beirar a informalidade porque a nossa mão-de-obra é talvez uma das mais caras do mundo", declarou.

Ele já havia dito algo parecido antes de tomar posse, em dezembro, quando declarou que "ser patrão é um tormento" no Brasil e que a lei tem que se aproximar da informalidade. Em outra ocasião, um dia após o ministro Onyx Lorenzoni anunciar o fim do Ministério do Trabalho, o então presidente eleito disse que "é horrível ser patrão no Brasil com essa legislação que está aí".

Na fala com os empresários, ele também voltou a falar em ideologização nas escolas e também na imprensa. "Nos preocupa também, começou no governo Fernando Henrique e se agravou nos governos Lula e Dilma, a questão ideológica que tomou conta das universidades e inclusive das escolas de ensino fundamental e também da grande mídia. É difícil encontrar um jornalista da grande imprensa que possa discutir conosco de igual para igual. Sempre tem um viés de esquerda nas discussões e parece que eles não querem enxergar ou foram doutrinados demais", afirmou.