quarta-feira, 15 de maio de 2019

Excesso de estudo pode ser prejudicial a saúde?

Parece ambiguidade, já que ontem publiquei postagem contra o corte dos recursos destinados a Educação de Nível Superior e se possível até que se aumente, e usei o exemplo da Alemanha, país líder nos quesitos de produtividade, poder aquisitivo, valor dos salários, e entre os que mais avança nas ciências e no desenvolvimento de novas tecnologias.

De forma alguma o texto abaixo, veiculado no El País, tem a intensão de ser ambíguo, mas apenas de alertar que seres humanos não são máquinas, mesmo quando gostam do que fazem, ou quando simplesmente se usa seu recurso mais poderoso, o cérebro.

Então é necessário que se equipe o entorno das pesquisas com toda uma infraestrutura, que lhes de as condições necessárias para o desenvolvimento de suas pesquisas, e o consequente avanço tecno-científico que costuma vir atrelado a esses estudos. Entre essa infraestrutura estão incluídas as assistências psico-sociais que este tipo de trabalhador necessita.


O doutorado é prejudicial à saúde mental

Estudo diz que doutorandos são seis vezes mais propensos a desenvolverem ansiedade ou depressão

Estudantes da Universidade de Barcelona estudam na biblioteca do edifício histórico da instituição.
Estudantes da Universidade de Barcelona estudam na biblioteca do edifício histórico da instituição. ALBERT GARCIA

Nos últimos anos foram publicadas diversas pesquisas que alertam sobre o estado de saúde mental dos alunos de doutorado. Um exemplo recente é o trabalho que acaba de sair na Nature Biotechnology, apontando que os doutorandos são seis vezes mais propensos a desenvolverem ansiedade e depressão em comparação com a população geral. Segundo esse trabalho, dirigido pelo pesquisador Nathan Vanderford, da Universidade de Kentucky (EUA), isto significa que 39% dos candidatos a doutor sofrem de depressão moderada ou severa, frente a 6% da população geral.
Poderíamos pensar que esses resultados se devem a cortes nas condições de trabalho, ou que sejam algo intrínseco a empregos altamente competitivos, sejam ou não doutorados; entretanto, outro estudo, este realizado pela Universidade de Gent (Flandres, Bélgica), conclui que os doutorandos, em comparação com outros grupos profissionais com alta formação, sofrem com maior frequência sintomas de deterioração na sua saúde mental. “Esta é uma publicação muito importante, porque progressivamente estamos compreendendo que existem problemas de saúde mental entre os doutorandos, e estudos como este nos ajudam a entender melhor suas causas”, afirma Vanderford.
Para aprofundar esse tema, Katia Levecque, pesquisadora da Universidade de Gent e primeira autora do estudo belga, reuniu uma amostra de 3.659 doutorandos de universidades flamengas, que seguem um programa muito similar ao do resto da Europa e Estados Unidos, e quantificou a frequência com que os alunos afirmaram ter experimentado nas últimas semanas algum entre 12 sinais associados ao estresse e, potencialmente, a problemas psiquiátricos (especialmente a depressão). Entre essas características estão sentir-se infeliz ou deprimido, sob pressão constante, perda de autoconfiança ou insônia devido às preocupações.

Os resultados foram que 41% dos doutorandos se sentiam sob pressão constante, 30% deprimidos ou infelizes, e 16% se sentiam inúteis. Além disso, metade deles relatavam conviver com pelo menos 2 dos 12 sinais avaliados no teste.
“Fomos os primeiros a estudar os doutorandos como um grupo à parte, usando um tamanho de amostra adequado e comparando-os com outros grupos de população altamente formados”, enfatiza Levecque. Os resultados mais chamativos desse estudo aparecem quando se comparam pessoas fazendo uma tese doutoral com outras populações (um grupo de população geral, outro de trabalhadores e um de estudantes), todas elas com um alto nível educativo (de alunos da graduação universitária a doutorados): em todos os casos, o grupo de pessoas que estavam fazendo doutorado tinha com muito mais frequência sinais de deterioração em sua saúde mental, chegando por exemplo a que 32% dos doutorandos relatassem pelo menos 4 dos 12 sintomas, frente aos 12%-15% das pessoas dos grupos controle.
O estudo também examina se entre os doutorandos existem condições que aumentem as possibilidades de ter ou desenvolver um problema psiquiátrico. Levecque conclui, por exemplo, que o desenvolvimento desses sintomas é independente da disciplina do doutorado, sejam ciências, ciências sociais, humanidades, ciências aplicadas ou ciências biomédicas. Não ocorre o mesmo quanto ao gênero, já que as mulheres que fazem doutorado têm 27% mais possibilidades de sofrerem problemas psiquiátricos que os homens.
Outro fator que pode influir na saúde do estudante, nesse caso tanto negativa quanto positivamente, é o tipo de orientador: a saúde mental dos doutorandos era melhor do que o normal quando tinham um mentor cuja liderança lhes inspirava. Pelo contrário, outros estilos de liderança eram neutras, ou no caso dos orientadores que se abstinham de dirigir ou guiar o doutorando — um tipo de liderança laissez-faire — seus orientandos tinham 8% mais chances de desenvolverem sofrimento psicológico. “Mas, além do estilo de liderança, há outros fatores importantes, como o nível de pressão no ambiente profissional, o próprio controle sobre o ritmo de trabalho ou quando fazer pausas, que também estão relacionadas com o orientador. Por isso o orientador é relevante tanto direta como indiretamente para a saúde mental dos doutorandos”, detalha a pesquisadora.~
A conciliação familiar é outro tema importante, já que quem tem uma situação conflitiva entre sua família e o trabalho fica 52% mais propenso a desenvolver um problema psiquiátrico. E o mesmo ocorre com a carga de trabalho, que pode chegar a aumentar em 65% a aparição de distúrbios psiquiátricos.
Todo esse trabalho feito pela Universidade de Gante deixa claro que mesmo em países como a Bélgica, onde as condições econômicas são favoráveis, o desenvolvimento do doutorado expõe os alunos a situações tóxicas para sua saúde mental, acima do que é habitual em outros ambientes similares. Sobre isto, Levecque enfatiza o valor de melhorar a assistência em saúde mental aos doutorandos, já que eles são um dos pilares da produção científico-tecnológica em nível mundial; e dá três conselhos básicos: “Em primeiro lugar, forme-se e dedique tempo a conhecer sua própria saúde… e a de outras pessoas. Em segundo lugar, fale de um modo explícito sobre a saúde mental. E finalmente, no nível das organizações, estas deveriam se preocupar com o bem-estar dos seus empregados tanto por razões humanitárias como financeiras: o bem-estar do funcionário e sua eficácia trabalhista estão altamente correlacionados”

A Favor de um Brasil Educado e Avançado

Hoje teremos manifestações por todo o país a favor de um Brasil com Educação de Qualidade e, por conseguinte, Avançado. Principalmente Estudantes, Professores e seus Familiares deverão estar presentes, mas você também pode engrossar os protestos.

Participe Você também, e garanta seu futuro e dos seus filhos.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Bolsonaro ataca jornalista que investiga milícias

Em março o Presidente Jair Bolsonaro usou das chamadas fake news para atacar jornalista que investiga e denuncia as ligações de seu filho com milícias fluminenses. O ataque foi vil, mas acima de tudo foi irresponsável, e foi criminoso.

Não cabe a um Presidente da República se utilizar de uma rede social para atacar profissional algum, nem mesmo outros políticos, ainda mais se faz uso de inverdades para atingir sua meta. Uma coisa é se defender de uma acusação, que no caso não foi feita a ele, com argumentos lógicos, dados válidos e verdadeiros, com sua versão sobre um caso específico.

Outra completamente ilegítima e inaceitável é tentar deslegitimar, seja quem for, para buscar escapar e desviar o foco de acusações sérias, mas que não são diretamente contra ele.

Inaceitável tal conduta. O problema é que é apenas mais uma de um pacote delas.

Bolsonaro partilha fake news para atacar imprensa. E volta a falar-se de impeachment

Presidente usa conteúdo manipulado por site de apoiantes para acusar jornalista de parcialidade no escândalo de lavagem de dinheiro que envolve o filho mais velho. E menos de uma semana depois do "golden shower" volta a falar-se em falta de decoro e na possibilidade de sua destituição.

João Almeida Moreir
11 Março 2019 — 17:29

O Twitter de Jair Bolsonaro voltou a causar uma tempestade política no Brasil. O presidente da República usou o seu perfil na rede social para partilhar o conteúdo de um site de apoiantes seus em que supostamente uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo dizia numa entrevista que pretende arruinar Flávio Bolsonaro, o seu filho mais velho envolvido em caso de suspeita de lavagem de dinheiro, e o governo por si liderado. Na gravação, no entanto, não só a jornalista não afirma o que lhe é atribuído como a edição da entrevista revela manipulações. Associações de imprensa e colunistas já responsabilizaram Bolsonaro por eventuais ataques à profissional em causa. E um juiz, sob anonimato, afirma que depois do caso "Golden Shower" há, mais uma vez, matéria para impeachment por falta de decoro.

Bolsonaro escreveu por volta das 21.00 de domingo (meia-noite, no horário de Lisboa), que "Constança Rezende, do 'O Estado de SP' diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otávio, profissional de 'O Globo'. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos".

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Resumo da semana - 06-12/05

O grande tema da semana foi ligado a Educação, e se divide em duas partes. E voltamos a ter problemas com os militares.

A primeira a patética trapalhada do Ministro da Educação e do Presidente da República, que protagonizaram um vídeo ridículo nas redes sociais, onde encontramos erros de contas básicas como percentagens simples, desinformação ao embolar custeio com verba livre para investimentos nas Universidades Públicas, etc. Essa parte foi piorada quando o Ministro da Educação voltou a veicular um vídeo, em que tenta explicar de onde tira seus conceitos e suas conclusões. O problema é que esse segundo vídeo foi desmentido por seu próprio Ministério, e o que ficou foi a impressão de que, no mínimo, o Ministro fala de temas simples e básicos de sua área, mas não tem a menor ideia sobre eles. Isso tudo acompanhado de erros sobre cultura e conhecimentos básicos, que são inadmissíveis a um Ministro da Pasta da Educação, e vemos o descaso de Bolsonaro com a Educação.

Rodriguez era fraco, Weintraub é pior.

Mas isso não passa mais despercebido, e o setor diretamente atingido começa a reagir. Várias manifestações começam a ocorrer, e elas têm mobilizado alunos, professores, pais, etc. As Universidades Públicas já agendaram as primeiras paralisações, e eles têm apoio de outros setores e trabalhadores no país, e pasmem, Universidades estrangeiras também já se movimentam em apoio ao Ensino Superior brasileiro

Tudo indica que Bolsonaro e seu atrapalhado governo estarão cada vez mais isolados e fragilizados. É verdade que a destruição da previdência pública ainda move alguns apoios nas câmaras, em alguns setores econômicos e na grande imprensa, mas mesmo essa está cada vez mais debilitada, vez que o governo perde apoio popular e representatividade rapidamente. Até mesmo as Forças Armadas, fiéis aliadas desse governo, se afastam a passos largos de todo esse desmando, ao terem seus líderes vilipendiados, e as próprias instituições enxovalhadas por gente ligada direta e intimamente ao Presidente da República, e por esse apoiados.

Tudo isso tem pinta de que não acabará bem.

Lucio Mauro fez a passagem

No final da noite do último sábado o ator Lucio Mauro fez sua passagem, após 2 meses internado. Segundo seu próprio filho, um merecido descanso.

O blogueiro deu muitas boas risadas com os vários personagens que o ator e comediante Paraense interpretou, e lamenta a passagem de mais uma fera que marcou sua infância, adolescência e juventude. Também se solidariza com familiares e amigos nesse momento.

Que Mauro tenha seu descanso.

domingo, 12 de maio de 2019

Feliz Dia das Mães!

Que todas as Mães tenham um dia muito especial, com seus filhos, familiares, e amigos, em harmonia, paz, e muito amor.

sábado, 11 de maio de 2019

Another Rock Singers in the Voice Kids Worldwide

Acho incrível como tem crianças talentosas pelo mundo. Sequencia de 4 talentosas meninas, de quebra, 4 grandes músicas.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Desemprego Marítimo

Tenho um amigo que está num grupo de zap com mais de 300 oficiais marítimos desempregados. Numa rápida pesquisa ele perguntou quem aceitava embarcar por R$ 5.000,00. Pasmem, mais de 90% aceitariam um salário ridículo desses. Mas não se enganem, porque as escolas seguem jogando oficiais no mercado de trabalho, que não irá se recuperar como esperam, já que as operações não tendem a aumentar tanto assim, os salários já caem sensivelmente, e os oficiais batem cabeça a procura de empregos.

Verdade que parte irá buscar outras formas de ganhar a vida, e boa parte jamais irá voltar a pisar o convés de um navio. Mas isso não significa que o oficialato mais alto esteja protegido, porque os que conseguem embarcar evoluem, se desenvolvem, e já começam a pressionar em várias áreas do Comando e Chefia.

Salários e condições de embarque tendem a piorar ainda mais.

Parabéns aos envolvidos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

E o Brexit, heim?

O Reino Unido votou por deixar a União Europeia há cerca de dois anos, e desde então tem sido uma novela chegarem a um acordo para sua saída da união político-econômica que "governa" praticamente toda a Europa. Inclusive tem sido um problema interno também, já que a outros países que compõem o Reino Unido já se pronunciaram contra a saída.

Engraçado que o governo Bolsonaro também quer tirar o país da coalisão que lhe dá real força internacional para negociar e disputar mercado com outros centros do mundo.

O Brexit vitorioso foi patrocinado por uma extrema direita xucra e tacanha. A ideia da saída do Brasil do Mercosul também é.


Ministro do Brexit admite eleições europeias no Reino Unido

Ministro do Brexit admitiu esta quinta-feira a participação do Reino Unido nas eleições de maio para o Parlamento Europeu. Polícia britânica diz estar a preparar-se para eventual agitação em caso de um No Deal Brexit. Projeto e lei foi aprovado, na quarta-feira à noite, por uma diferença de apenas um voto.


Ministro do Brexit, Stephen Barclay, na câmara dos Comuns

A Câmara dos Lordes do Parlamento britânico deverá começar esta quinta-feira a considerar um projeto de lei aprovado por apenas um voto na Câmara dos Comuns na véspera para forçar o governo britânico a pedir um novo adiamento do Brexit.
O texto foi aprovado ao final da noite de quarta-feira por 313 votos a favor e 312 contra graças à contribuição de 14 deputados conservadores, que desafiaram a orientação do partido do governo.
O projeto de lei submetido pela trabalhista Yvette Cooper com o apoio de vários deputados conservadores passou as várias fases de validação da lei em menos de 12 horas devido à forma como a proposta foi introduzida no parlamento na quarta-feira.
Na prática, a lei obriga a primeira-ministra, Theresa May, a comparecer na Câmara dos Comuns na próxima semana, quando o texto receber o selo real, com uma moção propondo uma extensão ao Artigo 50.º, embora a duração da extensão ainda possa ser alterada pelos deputados através de uma votação.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Entre Vistas com Luiz Carlos Bresser Pereira

Excelente a entrevista com o Prof. Luiz Carlos Bresser Pereira. Muito lúcida, muito centrada, e muito atual. Entrevistadores e entrevistados trocaram informações de primeira e nos brindaram com elas.

Do meu lado apenas um aparte. Claro que precisamos fazer o país voltar a se desenvolver, mas há que se ter cuidado quando dizemos que isso é condição sine qua non para a distribuição de renda. Essa é a história que se escuta há pelo menos 50 anos, de que temos que fazer o bolo crescer, para depois distribuir a renda.

O bolo já cresceu, mesmo com toda a recessão dos últimos anos, ainda somos a 8ª, talvez 9ª economia do mundo, o país criou uma classe de bilionários que estão entre os mais ricos do mundo, mas a distribuição de renda segue adiada sob essa mesma alegação.

Está na hora de ricos e classe média realmente alta começarem a dar sua contribuição real no desenvolvimento do país, porque não há mais sangue a se tirar do povo para isso.

E justamente por não se fazer isso que o país não avança.

terça-feira, 7 de maio de 2019

E o Governador do Rio, heim?

O Governador do Rio se enrola com "presentinhos" para a família nesse final de semana, mas principalmente cometeu um ato hediondo, e ainda fez questão de gravar vídeos sobre isso e colocar na internet. Não bastasse, vários analistas afirmam que os atos são crime contra a humanidade, imprescritíveis e ultrapassam fronteiras.

Absolutamente lamentável tudo o que se passa no Palácio Guanabara. Estivemos mal com Garotinho, com Cabral, mas nada chegou a nível tão assustador quanto o atual. E não adianta querer dizer que foram enganados, porque a campanha foi feita com base nessas premissas. Tal qual no governo federal.

domingo, 5 de maio de 2019

Resumo da semana 29/04-04/05


Recuperação de renda tem seu pior momento na História. Essa foi a manchete da Folha, mas ela é falsa. Renda não é PIB, ainda que possam estar relacionados. O PIB brasileiro teve levíssimo crescimento, ainda mais tendo em vista a recessão dos últimos anos, mas nem de longe isso se reverteu em renda para os brasileiros, porque ficou totalmente concentrado em bancos e nos donos do agronegócio.

A Senadora Kátia Abreu entregou documentos sobre a última fronteira agrícola ao Vicepresidente Mourão. Cada vez mais o Presidente Bolsonaro se põe e é colocado em situação de coadjuvante. Mourão é "agressivo"? Sim. Mas Bolsonaro é muito mais fraco, despreparado e incompetente do que a "agressividade" política de seu Vice.

Em São Tomé e Príncipe tivemos um naufrágio, que deixou mortos e desaparecidos. Lamentamos profundamente pelas vítimas, e nos solidarizamos com famílias e amigos. Mais do que regras, precisamos recompor tripulações e atentar corretamente ao descanso dos envolvidos com as operações de navios. A média de trabalho tem estado em 12h ou mais diárias, e isso é absolutamente incompatível com a segurança.

Esquerda de lavada na Espanha. Segundo alguns analistas, o receio de aparecer um "Bolsonaro" por lá, e preventivamente tanto a extrema-direita, como a direita palatável, perderam flagorosamente na Espanha. Que a esquerda agora apresente propostas que recoloquem o país ibérico no ritmo do crescimento e do bem-estar de sua população.

Tentativa de Golpe na Venezuela. Juan Guaidó liderou uma tentativa de golpe contra o presidente eleito Nicolás Maduro. As ações golpistas foram controladas em seu início, e em alguns casos antes de efetivamente começarem. Leopoldo López, líder oposicionista venezuelano, que estava em prisão domiciliar e participou ativamente da tentativa de derrubada de Maduro está exilado na Embaixada Espanhola. Após a tentativa de levante militar, Guaidó tentou um levante popular, fracamente respondido pela população, e também rapidamente desbaratado.

A situação no país é tensa. Não é segredo para ninguém que os americanos estão se lixando para o povo venezuelano, e seu único interesse é colocar as mãos nas imensas reservas de petróleo do país sulamericano. Mas a Rússia não parece muito inclinada a aceitar isso sem dar combate. 

Com isso as duas potências, EUA e Rússia, irão se encontrar para tentar diminuir o clima beligerante que reina, e talvez se encontre uma solução negociada, com o chamado "recal" das eleições presidenciais, e a suspensão imediata do embargo comercial à Venezuela.






Como otimizar o gasto de energia do cérebro

Informações importantes, e aproveitamos para ajudar a divulgar o bom trabalho que um amigo começa. O vídeo não é longo, mas as informações são de primeira.

sábado, 4 de maio de 2019

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Muita coisa pode ser adaptada

Muito boa a reportagem da BBC sobre o parlamento sueco, sobre a forma com que os parlamentares são tratados, como precisam se portar, sobre as "facilidades" que o Estado lhes fornece, etc. Claro que eles estão muito mais próximos a um ideal que nós não estamos, e eles vivem uma situação muito distinta àquela que nós vivemos, mas muito do que vemos nessa reportagem poderia ser adaptado ao Brasil, de forma a tornar a atividade política muito mais vocacional, e muito menos uma atividade de auto-melhoria financeira e patrimonial.

Para isso precisaríamos cortar gorduras, e olha que temos é gordura para cortar.

Se você acha que os políticos brasileiros ganham muito e entregam pouco, leia o artigo completo, e lembrem-se, na imensa maioria dos países, vereadores não recebem salários.

Como sempre o link para a matéria completa está no título abaixo.

Suécia, o país onde deputados não têm assessores, dormem em quitinete e pagam pelo cafezinho

Deputado Per-Arne Håkansson no bandejão do Parlamento sueco


Direito de imagemJONAS ESBJÖRNSSON
Image captionNo país escandinavo, deputados como Per-Arne Håkansson encaram fila para almoçar no bandejão

Para os deputados suecos do novo Parlamento, eleito em setembro passado, a realidade é a austeridade de sempre: gabinetes de sete metros quadrados, apartamentos funcionais pequenos e rígidos limites para o uso do dinheiro dos contribuintes no exercício da atividade parlamentar.
Não são oferecidos a deputados suecos benefícios extras como aqueles concedidos a parlamentares no Brasil, a exemplo de verbas para fretamento de aeronaves; aluguel e demais despesas de escritório político na base eleitoral; alimentação do parlamentar; contratação de secretária e entre 25 e 50 assessores particulares; ressarcimento de gastos com médicos; auxílio-creche pago por cada filho até os seis anos de idade; auxílio-mudança para se transferir para a capital; fundos para contratação de consultorias; assinatura de publicações e serviços de TV; além de verba para divulgação de mandato.
E imunidade parlamentar é um conceito que não existe na Suécia.
"Somos cidadãos comuns", diz à BBC News Brasil o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata, em seu gabinete no Parlamento sueco.
"Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país", acrescenta Håkansson.

A cada início de mandato, o que os 349 deputados suecos recebem – assim como o Presidente do Parlamento – é um cartão anual para usar o transporte público. E também um robusto código de ética, que vem acompanhado ainda por um conjunto de informações sobre o restrito uso das verbas públicas e normas de conduta para a atividade parlamentar.
Carros oficiais são poucos, e para uso limitado. O Parlamento possui apenas três veículos, modelo Volvo S80. Esta frota de três está à disposição somente do Presidente do Parlamento e seus três vice-presidentes, para eventos oficiais.
"Não é um serviço de táxi", diz René Poedtke, do setor administrativo do Parlamento. "Os carros não estão disponíveis para levá-los para casa ou para o trabalho."
Na Suécia, o único político que tem direito a carro em caráter permanente é o primeiro-ministro. O carro pertence à frota da polícia secreta sueca, a Säpo (Säkerhetspolisen). Ministros podem requisitar veículos "quando têm fortes razões para precisar de um", segundo diz um assessor do governo: "Por exemplo, quando vão fazer um discurso em um subúrbio distante".

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Neo Nazismo não

Vejam que fato inusitado e interessante aconteceu nos EUA. Não demora muito e é capaz de virar filme, até porque lá o que eles não perdem é a oportunidade de um argumento para ganhar dinheiro.

E bem que isso podia começar a ser copiado em alguns casos no Brasil, não é?

Afro-americano se torna líder de grupo neonazista nos EUA e acaba com ele

Ativista californiano James Stern ganhou a confiança do dirigente do Movimento Nacional Socialista, com sede em Detroit, até conseguir que ele lhe cedesse o cargo


O que aconteceu recentemente em Detroit, nos Estados Unidos, poderia perfeitamente ser a cópia de um roteiro tragicômico de Hollywood, o último do Spike Lee sem ir mais longeInfiltrado na Klan, aquele que conta a história do policial afro-americano que nos anos setenta conseguiu penetrar até a medula da Ku Klux Klan. Mas é real, como provam os documentos atestando que novo líder do Movimento Nacional Socialista (NSM, na sigla em inglês), um dos grandes grupos neonazistas do país, é um homem negro chamado James Stern. A notícia começou a circular de forma meio confusa na imprensa norte-americana na quinta-feira passada. Na sexta, Stern começou a conceder entrevistas para anunciar sua primeira medida à frente da organização: acabar com ela.

Fazendo um paralelo político, é como se Stern tivesse dado um golpe de Estado; no jargão financeiro, teria feito uma aquisição hostil; mas, na verdade, o assalto ao grupo radical com sede na grande cidade do automóvel foi consentido pelo próprio neonazista que o dirigia até então, Jeff Schoep. Stern, um veterano ativista de 54 anos da Califórnia, conquistou a confiança do militante ao longo dos anos, e em meados de janeiro, conforme consta no registro de corporações e entidades do Estado de Michigan, conseguiu que lhe cedesse formalmente a presidência do grupo.

O NSM enfrenta uma séria ação judicial por sua participação na grande marcha racista de Chalottesville (Virgínia) em 2017, que acabou com graves distúrbios e no qual um jovem supremacista atropelou deliberadamente manifestantes antifascistas, matando uma mulher branca. Este assunto deixava Schoep muito inquieto por causa das repercussões pessoais e econômicas que poderia ter, de modo que o seu cargo se tornou uma batata quente. “Ele sabia que tinha os membros mais vulneráveis e imprevisíveis que a organização já havia tido”, contou James Stern numa entrevista publicada nesta sexta-feira pelo The Washington Post. “Percebeu que alguém cometeria um crime, e que ele acabaria sendo considerado o responsável por isso.”


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Se aplica a qualquer um

Vejam que interessantíssimo texto de Mafalda Anjos. O link para o artigo está no título abaixo, mas esse eu coloquei completo. Primeiro porque não é longo, e segundo porque vale muito a pena ser lido.

Com o texto não quero dizer de modo algum que não se deva trabalhar, e nem que se deva trabalhar pouco, apenas que há um limite para corpo e cérebro produzirem, a além desse limite a produtividade cai e os erros acontecem. Muitas vezes isso acaba por impactar negativamente as empresas, e claro, os trabalhadores.

Como se pode ver também, o texto é português, mas no Brasil esse problema pode ser ainda mais sério.

Por último ainda reduz vagas de emprego, atrapalha a distribuição de riqueza, e o dinamismo da economia.

Pense nisso.

Feliz dia do trabalho!


O culto do excesso de trabalho

DR

Sair antes das 18h é malvisto, aos olhos dos colegas ou dos chefes, mesmo que parte do tempo seja passado em “conversetas” e cafés

Este mês, estive em Copenhaga para um fim de semana prolongado. O que mais me impressionou, no modo de vida da cidade, foi o facto de ali se trabalhar tão pouco. Ou melhor, muito menos horas do que por cá. As pessoas saem dos empregos às 16h – até as lojas têm horários apertados (funcionam normalmente das 10h às 16h, e apenas à sexta até mais tarde) – e vão, pasme-se, alegremente para as suas vidas. E ainda têm cinco semanas de férias pagas. Extraordinariamente, a Dinamarca está no topo dos rankings de produtividade, ao mesmo tempo que cultiva o hygge, a receita para ser feliz que já vendeu milhões de livros, de forma exemplar: o país bate, há anos, todos os índices de felicidade.
Sair às 16h é algo inimaginável para a maior parte dos portugueses que eu conheço. Sair antes das 18h é malvisto, aos olhos dos colegas ou dos chefes, mesmo que parte do tempo seja passado em “conversetas” e cafés. E, ao contrário do que acontecia há 30 anos, quanto mais bem pagos são os trabalhadores, maior é a probabilidade deste horário ser uma miragem. Falava este fim de semana com uma bem-sucedida amiga advogada que me dizia que trabalhava sempre, todos os dias, 12 horas. Dizia-o sem qualquer queixume, é simplesmente assim que é suposto ser num grande escritório de advogados. A mesma coisa na consultoria ou alta finança, e numa série de outras áreas de atividade em que o índice de sucesso está indexado ao tempo passado nos escritórios. Com uma agravante: a tecnologia que existe hoje e que nos liga 24 horas, sete dias por semana, e nos obriga a estar sempre em modo on. Em 2002, menos de 10 por cento dos funcionários diziam ver o email fora do emprego, hoje mais de 50% fazem-no em casa, muitas vezes antes de se levantarem da cama. Ou temos uma enorme autodisciplina ou podemos estar, das 7h da manhã às 24h, sempre a tratar de trabalho, sem fronteiras nem limites.
Não é preciso grandes estudos – embora eles existam aos magotes – para se perceber que este tipo de estratégia dá, a médio prazo, inevitavelmente maus resultados para a saúde dos trabalhadores e para as empresas, e, em última análise, para as economias. Está provado que jornadas longas diminuem a qualidade e a produtividade: nos trabalhadores industriais dão mais azo a erros e a problemas de segurança, nos trabalhadores qualificados há uma redução da eficiência graças a níveis cognitivos reduzidos. Ainda que o trabalho possa ser absolutamente prazeroso e recompensador, os efeitos fazem-se sentir à mesma na saúde: depressão, ansiedade, hipertensão e problemas do sistema imunitário e do coração.
Lembro-me de Elon Musk e do seu culto do “workaholism”: o chefe da Tesla orgulha-se de trabalhar 120 horas semanais e chega a dormir na empresa, privilegiando os funcionários que seguem o seu exemplo. O resultado está à vista: na entrevista que deu ao New York Times, em agosto, mal conseguia articular-se e confessou sofrer de exaustão e de problemas de sono. Todos, menos provavelmente o suposto génio, viram um burnout a acontecer.
Como se sai daqui, eis a questão. Uma mudança de cultura empresarial não se faz da noite para o dia, e pode ter custos laborais imediatos com retorno apenas mais adiante. Mas é, para bem de todos, urgente repensar este culto do excesso de trabalho nas empresas portuguesas que começa, muitas vezes, nos próprios trabalhadores. Até porque as novas gerações são cada vez menos adeptas destas práticas: querem, acima de tudo, um emprego e uma vida com significado. Mas só há significado se existir, antes de mais, uma vida.
Eu, workaholic me confesso, acho que vou colar este texto na parede: pode ser que assim me lembre de pensar duas vezes antes de verificar o email na cama.
(Editorial da VISÃO 1338, de 25 de outubro de 201

terça-feira, 30 de abril de 2019

Beth Carvalho faz sua passagem

A chamada "Madrinha do Samba", a carioca Beth Carvarlho fez sua passagem nesta terça-feira, 30 de abril, aos 72 anos. Internada desde a semana passada no Hospital Pró-Cardíaco, a causa morte não foi informada. 

A cantora tentou vários gêneros, como Bossa Nova, Jazz, Toada, mas foi no Samba que encontrou sua vocação, e onde se consagrou como uma das maiores do Brasil. Intérprete de grandes sucessos como Folhas Secas, As Rosas não Falam, O Mundo é Um Moinho, e Andança.

O Blogueiro lamenta a passagem e presta sua solidariedade e seus sentimentos à família e amigos.