domingo, 4 de agosto de 2024

Quando aprovaram o Brexit profetizei isso

Pois é, há alguns anos, quando aprovaram o Brexit, profetizei que o "poderoso" Reino Unido entraria em crise profunda. Aos poucos ela foi se instalando, mas não tão lentamente que o sapo fosse cozido sem sentir. Ao contrário, ele sentiu e agora se debate e tenta fugir. Não sabe como, então acaba por criar ainda mais feridas, enquanto o "cozinheiro" segue com a tampa da panela fechada. Mas essa panela é de pressão, e pode explodir na cara desse "cozinheiro".
A ver.

Conflito no Reino Unido ✍️ Ricardo Nuno Costa  🇬🇧 A crise estalou no Reino Unido, em particular nas regiões desindustrializadas do Norte. É o regresso dos anos 70, sem o IRA, mas com um potencial de conflito intracomunitário ainda maior, derivado do crescimento de sociedades paralelas, fruto de meio século de políticas de imigração imprudentes, consentâneas com o paradigma económico vigente, orientado unicamente para o lucro rápido e a concentração da riqueza. O mesmo se passará previsivelmente um pouco por toda a Europa ocidental, toda ela a braços com os mesmos problemas em algum grau. O pior é que não se vislumbra uma solução para um problema para o qual se oferecem somente receitas superficiais, demagógicas e barricadas em dois polos radicalizados. Aqui, mais que nunca faz falta a responsabilidade e o discernimento da terceira posição. O que se viu este fim de semana no RU é só a ponta do véu daquilo que podemos vir a ver. O rastilho foi a morte de três crianças esfaqueadas por um menor (17 anos), de nacionalidade britânica, filho de imigrantes do Ruanda. Não era muçulmano, como se veiculou profusamente no Twitter, mas também não era britânico segundo a percepção da maioria da população do país. O assassino é da categoria B2 (negro africano), segundo a lista de 19 definições étnicas do Home Office, o Ministério do Interior britânico. Cenas de confrontos entre a polícia e centenas jovens britânicos de raiz (categoria W1) e de irlandeses do Norte (categoria W2), com comércios a serem pilhados, esquadras da polícia incendiadas, e tentativas de incêndio de mesquitas e residências de imigrantes, corresponderam a ajuntamentos de muçulmanos igualmente radicalizados, aos gritos de “Takbir, Allahu akbar!”, prontos para a guerra nas ruas da Inglaterra. Quem leu sobre as operações secretas da rede Gládio da NATO desde os anos 70, pode facilmente imaginar que por de trás disto se escondam os serviços de inteligência, com intenções terceiras. O episódio destapa uma crise económica, política e social profunda, com o país em recessão e quatro governos no espaço de dois anos e meio. No caso da UE, o potencial de problemas relacionados com a imigração e a crise que já se sente, agrava-se pela exclusão metodicamente organizada da Rússia do concerto europeu e da arquitetura de segurança do continente. Sem mais, a pedido de Washington, a Europa ocidental decidiu retirar das suas relações o país do qual dependia em grande medida, não só da energia, fertilizantes, grão e minério, como das exportações e turismo para e de um mercado de 150 milhões de pessoas. As origens geopolíticas da crise que acaba de se manifestar no RU é outro assunto, porquanto à imigração, que se tornou num problema, corresponde também a política neocolonial de Londres com os países de onde provêm essas massas populacionais. A irrupção destas tensões não acontece sem aviso: já em 2011, o país tinha conhecido problemas de desordem civil graves, com epicentro nas populações de origem imigrante, tal como a França em 2007 e no ano passado. Tanto Londres como Paris, logo após a Segunda Guerra Mundial, fingiram que deixaram de explorar as suas ex-colónias, concedendo-lhes as independências formais, ao mesmo tempo que se desfaziam de uma dispendiosa presença militar e administrativa, delegando nas novas elites – por vezes violentamente enfrentadas em terríveis guerras civis –, o futuro daquelas terras da Ásia e sobretudo da África, sem jamais abandonarem a extração das suas matérias-primas. Esta relação mutuamente corrupta garantia às indústrias de transformação europeias mais meio século de vantagem competitiva sobre o Sul através de uma serie de mecanismos de controle e manipulação de preços das matérias-primas. A industrializadíssima Alemanha também se beneficiou deste tipo de esquemas, mais ou menos nos mesmos moldes. Tudo isto obedeceu a uma lógica, primeiro enquadrada no âmbito dos acordos de Bretton Woods, e depois com a revogação do padrão dólar-ouro no princípio dos anos 70 e o advento do modelo neoliberal. A contrapartida para este predomínio do Norte sobre as economias de um terceiro mundo que desejava prosperar fora dos grilhões do Ocidente e das suas instituições globais, das quais dependia, foi a abertura das portas da Europa a milhões de refugiados de conflitos e crises no terceiro mundo nas quais as elites europeias tinham claras responsabilidades. Nos EUA sucedeu um processo análogo. A quantidade de imigrados para Norte é mínima em relação à totalidade daqueles que aspiram ainda hoje a alcançar o sonho europeu, mas suficiente para gerar tensões sociais nas terras de acolhida. Mesmo que muitos imigrantes se tivessem integrado ao longo das décadas e alguns até voltado às suas terras, as comunidades extraeuropeias em geral reproduziram-se a níveis notavelmente mais altos que os europeus nativos, fazendo desequilibrar a demografia, os usos e valores e a vida quotidiana do continente de acolhida. A isto, acrescente-se a abertura deliberada das fronteiras da Alemanha dos governos Merkel, com o seu apogeu em 2015-17, coincidente com a guerra na Síria para a qual Londres, Paris e Berlim apostaram fortemente pela retirada do governo legítimo. A presente crise só vem se agravando desde a crise financeira de 2007-08, depois com a crise das dívidas soberanas, e mais tarde com a Covid-19 e com os atuais conflitos na Ucrânia e Médio Oriente. A facilmente previsível proletarização, empobrecimento e desemprego de vastas fasquias da população, prevê também o aumento da delinquência e a criminalidade violenta. Nestas condições a culpabilização mútua entre comunidades que coexistem, mas que não se misturam, como são o caso de várias no continente europeu, é um caldo de cultura fértil. Este episódio de confrontação entre comunidades, toscamente divididas entre “autóctones-cristãs” e “exógenas-muçulmanas”, vem na sequência da guerra de Israel em Gaza, que destapou a cara mais brutal do regime sionista aos olhos do mundo. As classes políticas europeias não souberam ou não quiseram exigir o cumprimento da lei internacional e preferiram alinhar de forma bastante clara mas desajeitada com um governo particularmente extremista e com um genocídio transmitido em direto para todo o mundo. A União Europeia, e em particular a Alemanha, perderam quase todos os créditos de seriedade angariados ao longo de décadas aos olhos da maioria global. Também as populações muçulmanas na Europa, mas não só elas, viram o papel malicioso das elites europeias. Aliás foi aí que começaram os problemas nas ruas, com a repressão das autoridades alemães e da desinformação da grande imprensa sobre os atos de simpatia com a causa palestiniana, frequentemente classificados com má fé como “antissemitas”. A estas demonstrações, já começaram a aparecer outras, de signo contrário, empunhando bandeiras de Israel, confundindo o público numa dicotomia errónea que importa para a Europa um conflito que não é dos europeus. A situação de crise atual revela a falência do modelo neoliberal em que a Europa, e primeiro o Reino Unido, apostaram durante décadas, enquanto continuam a insistir nos jogos geopolíticos para a forçar a prevalência do dólar em redor do qual as suas economias especulativas orbitam. O atual quadro ameaça ruir completamente, se o Ocidente (os EUA, admita-se) não entender que o mundo mudou e que não vale a pena enfrentar-se à nova realidade, mas sim encarar os seus desafios. Querem estes erros das elites europeias dizer que os seus povos têm de tolerar ver os seus bairros a mudarem a sua essência por alguma forma de caridade com povos fugidos de zonas de conflitos? Antes pelo contrário, os europeus têm direito a escolher quem admitem em casa e a atual situação da imigração deve ser revertida, sob pena de os europeus perderem o controlo do seu futuro e verem as suas sociedades descaraterizadas para sempre. Os europeus, ingleses incluídos, independentemente dos erros do passado, têm direito de mandar nas suas terras, da mesma forma que os palestinos ou qualquer ouro povo autóctone no seu território. É uma época de grande angústia, em que estamos a ver coisas que julgávamos impossíveis chegarmos a ver, mas também de grandes possibilidades para um futuro melhor. Num mundo mais justo e equilibrado, os conflitos, as perseguições, e, portanto, as grandes migrações nem sequer terão de existir.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Mais do que um atentado, polarização em estado máximo

O atentado a Donald Trump deixam claras as fissuras no modelo político-social norte americano, e mais uma vez mostram o caráter anti-democrático de sua assim chamada, "democracia".


 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Caro lunático, não liberalizamos o suficiente.

Até quando os países periféricos da América do Sul seguirão atendendo às cartilhas neoliberais impostas do Ocidente do Norte e de uma "elite" econômica mofada, entreguista e profundamente subserviente aos interesses estrangeiros, ficando com as migalhas que sobram do banquete das elites dos países mais avançados economicamente?

Sim, a pergunta procede e precisa ser respondida além de precisarmos também de sérias reflexões sobre as respostas que tenhamos. Esse procedimento precisa ser tomado com urgência, porque dele depende o futuro a médio prazo de toda a região.

A explicação para isso é muito simples. Após um início de Séc. XXI promissor, em que algumas políticas neoliberais conseguiram conviver de forma mais ou menos harmoniosa com o que ainda restava dos períodos desenvolvimentistas da região, isso acaba já na segunda década deste Séc., quando a sanha acumuladora e excludente das "elites" locais não pôde mais ser aplacada ao dividir as atenções do Estado com as necessidades das populações e os interesses de desenvolvimento dos países da região. Revoluções coloridas, campanhas de desestabilização política, perseguições a políticos que buscavam acomodar as duas visões de mundo, ainda mais aos que buscam enfrentar o neoliberalismo, e até mesmo golpes de estado foram usados.

O resultados desse processo foi a deterioração generalizada das condições de vida das populações de praticamente todos os países da região (apenas uns 2 ou 3 que não foram atingidos conseguem se sustentar). Um países importante como o Brasil escorregam sem sair do lugar há anos, mesmo após terem tido uma recessão profunda no meio da década passada (após esse tipo de situação espera-se sempre uma recuperação robusta), outros como a Argentina estão cada vez mais enfiados em recessão e crise. Esses são os maiores exemplos, mas a métrica é aplicada, em maior ou menor grau, a quase todos os países. Mesmo nos casos como o do Brasil a verdade é que o pouco que se cresce é apropriado quase que exclusivamente por essa "elite" rapineira.

Alguns dirão que esses são expedientes useiros e vezeiros das "elites" locais, mas a verdade é que isso, mais cedo ou mais tarde, precisará ser enfrentado. E qualquer enfrentamento precisará se iniciar com a resposta à pergunta acima. A região é sem dúvida uma das mais ricas do mundo, tem um povo empreendedor, trabalhador e capaz, mas que é sistemática, e constantemente sabotada por essas "elites". Mas para que todo esse potencial seja colocado em andamento precisamos que esses interesses de uma minoria ínfima, mas influente sejam contrariados.

E quanto antes pudermos fazer isso melhor para todos, inclusive para essa "elite", porque o pacote completo imposto à região em que a resposta é "não liberalizamos o suficiente" precisa ser revisto. O jogo só é bom quando todos brincam, não quando só uma minoria ínfima o faz.

Compare o desempenho da América Latina com o de países que não se submetem a esses dogmas do Ocidente do Norte.








segunda-feira, 8 de julho de 2024

Alemanha fazendo besteira: de novo!

Ao terminar a Segunda Guerra Mundial a Alemanha se rende incondicionalmente à Tríplice Entente, mesmo que tivesse fôlego para mais muitos meses, talvez anos de guerra. A rendição incondicional foi seguida do Tratado de Versalhes (1919), que impôs pesadíssimas condições aos "derrotados", que muitas delas foram solenemente ignoradas por Hitler (mas isso é outra História). Bem, essas condições deixaram a Alemanha e seu povo em condições absolutamente deploráveis no pós-guerra, e isso foi um dos fatores que possibilitaram a ascensão do Nazismo, e a todo o desdobramento advindo desse fato. Esse período da História alemã, que durou cerca de 5 anos, ficou conhecido como República de Weimar (o termo foi difundido pelo Bigodinho).

E porque eu entrei nessa introdução rápida de fatos que aconteceram a quase 100 anos atrás?

Simples. O mesmo pensamento idiota que propiciou a criação da República de Weimar impera novamente na Alemanha. Sim, um enorme sentimento de culpa e decisões absolutamente estúpidas, que levaram à pior guerra já vivida pela humanidade está novamente controlando as rédeas do poder por lá. Isso já se espalhou por outros países importantes também, e há sério risco de que essa estupidez acabe novamente em uma guerra generalizada, ainda que ela venha a ser absolutamente desnecessária.

O que vale é que até agora o que muitos têm comparado ao líder alemão mais nefasto da História têm sido muito mais próximos do equilibrismo de Chamberlain do que do radicalismo que saiu da Alemanha e de alguns outros países.

LIKES CONTRA ISRAEL NAS REDES SOCIAIS PODEM DITAR EXPULSÃO DA ALEMANHA 🇩🇪🇮🇱 A ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, a socialista conhecida por em tempos ter escrito artigos para panfletos do movimento Antifa, apresentou na passada quarta-feira um projeto para a deportação de imigrantes após a divulgação de uma única infração terrorista. Assim, a difusão de conteúdos, na acepção do projeto, inclui não só a criação de tais conteúdos, mas também, por exemplo, a rotulagem de uma publicação através de um “like” nas redes sociais como o YouTube, o Instagram ou o TikTok. O plano do governo alemão é justificado como resposta às “mensagens de ódio publicadas na internet” contra Israel e o “crescimento do antissemitismo” nos últimos meses. No entanto a lei não é clara e parece ter somente como denominador comum a crítica a Israel, justificada ou não. Desta forma, um 'like' a qualquer acção da resistência palestiniana ou libanesa, mesmo que seja somente contra o presente genocídio em Gaza, poderá vir a ser considerado uma “divulgação terrorista”, se a lei é aprovada. O presidente do Grupo de Trabalho sobre Direito de Migração da Ordem dos Advogados Alemã (DAV), Thomas Oberhäuser, considera que o projeto agora aprovado pelo Conselho de Ministros não é oportuno. “É preciso ter muita imaginação jurídica para definir a publicação de um 'like' como divulgação”, afirma o advogado. Oberhäuser acrescenta que seria “completamente insano” acreditar que as autoridades de imigração seriam capazes de verificar as mensagens marcadas com 'like' nas redes sociais em grande escala no futuro. Seria melhor se alguém aplaudisse um ato de terrorismo online e usasse isso como uma oportunidade para um representante das autoridades de segurança falar com o estrangeiro "para determinar se ele é perigoso". “O facto de o ministro do Interior, Faeser, estar agora aparentemente a planear a deportação de pessoas por causa de um post nas redes sociais” é o culminar preliminar de um desenvolvimento preocupante, diz Clara Bünger, porta-voz de política jurídica do Partido da Esquerda no Bundestag. Quando se trata de estados autoritários, como a Turquia ou a Rússia, os políticos alemães ficam, com razão, indignados com o facto de as pessoas poderem ser perseguidas ou mesmo presas por causa de um 'like' nas redes sociais – “no entanto, a própria Alemanha há muito que caminha nessa direção”. O vice-chanceler Robert Habeck (dos Verdes), por outro lado, tem uma visão positiva do plano. “É uma grande conquista e força do nosso país que as pessoas perseguidas possam encontrar proteção na Alemanha. No entanto, quem troça da ordem básica liberal, aplaudindo o terrorismo e celebrando assassínios, perde o direito a ficar. É por isso que o direito de residência está agora a ser alterado em conformidade. “O Islão pertence à Alemanha, o islamismo não”, acrescentou o vice de Olaf Scholz. A vice-presidente do grupo parlamentar CDU/CSU, Andrea Lindholz (CSU), teria preferido uma reforma mais abrangente. “Tendo em conta o antissemitismo em massa e as manifestações do califado nas ruas alemãs, todas as ofensas anti-semitas e anti-democráticas devem levar regularmente à deportação”, afirmou. O presidente do Sindicato Federal da Polícia, Jochen Kopelke, congratulou-se com a decisão do governo, que descreveu como um sinal claro para os simpatizantes do terrorismo. No entanto, disse que a polícia e todas as outras autoridades também devem ser equipadas de forma a que se possa criar uma pressão notável para a ação penal. O mais preocupante é que a ministra sempre foi defensora da política de portas abertas a todos durante décadas, e já depois do ataque do Hamas a Israel e da brutal reação israelita sobre os civis de Gaza, permitiu abertamente que se dessem pelo menos três manifestações de grupos radicais salafistas apoiantes do Estado Islâmico, que apelavam à formação do Califado.



sábado, 6 de julho de 2024

Wole Lotta Love

Grande sucesso do Led Zeppelin na voz de Kayla Reeves vindo do canal Ken Tamplin Vocal Academy. Mais um excelente cover de uma excelente música.




domingo, 30 de junho de 2024

Assange solto ajuda os democratas

Julian Assange foi solto, e isso ajuda a candidatura Biden, ou quem o partido Democrata venha a indicar para a corrida presidencial americana.




segunda-feira, 10 de junho de 2024

Governo neoliberal busca acabar de vez com o Brasil

Sim, um dos últimos bons avanços da Constituição de 88 está prestes a ser destruído, e justamente pelo partido que se recusou a assiná-la. As garantias constitucionais mínimas para a Saúde e a Educação estão prestes a serem retiradas da Carta Magna justamente por iniciativa e ação do PT. Tal projeto não deve ser concretizado esse ano, mas há grande probabilidade de o ser até o final desse governo.

Para que se compreenda, quando o Governo se move no Congresso para acabar ou diminuir (sabemos como esses processos começam, mas não como acabam) os mínimos constitucionais, isso significa que o Estado terá menos poder de intervenção nessas áreas, terá menos poder para atender a população mais carente, e aumentará ainda mais o abismo que já existe entre as camadas mais abastadas da população e as mais carentes.

Significa também que a cada vez menor e mais achatada Classe Média precisará recorrer aos serviços privados nessas áreas, enquanto esses serviços se concentram cada vez mais nas mãos de umas poucas grandes empresas, sejam de Educação, seja de Saúde.

Os sucessivos governos (não é uma iniciativa exclusiva desse) vêm desregulando e possibilitando às empresas aumentos que excluem clientes "indesejados", e um maior lucro em suas atividades, ao mesmo tempo em que possibilitam a obtenção de maiores ganhos em suas atividades empresariais, seja pela maior procura de seus serviços, seja por uma maior precariedade nos serviços prestados, ou na seleção de prestar tais serviços apenas àqueles que possibilitarão os maiores lucros às empresas.

Nesse sistema a tendência é que a grande massa da população seja cada vez mais entregue a própria sorte, sem que tenha condições mínimas de acesso a serviços básicos de cidadania.

Um país cada vez mais aos moldes de uma colônia.




quinta-feira, 30 de maio de 2024

E o Relógio do Fim do Mundo anda

Já tinha um tempo que eu não aparecia por aqui, e infelizmente volto a fazê-lo com um texto triste, mas absolutamente realista de Wellington Calasans. A verdade é que, apesar de parecer sensacionalista e catastrofistas, o texto de Calasans é apenas espelhado pela apreensão da realidade e o desenvolvimento da situação no Leste Europeu, e das ações entre os lados.

Explico: os países do Bloco Ocidental se veem protegidos de retaliações russas devido ao fato de apoiarem as ações ucranianas no que eles chamam de "guerra contra uma invasão injustificada", como se o assassinato de cerca de 14.000 russos étnicos no Dombas e o planejamento de uma invasão massiva à região, com claro objetivo de aumentar a execução dessa etnia não fosse motivo suficiente para uma intervenção Russa. Isso depois de terem sido assinados os chamados Acordos de Minsk, cerca de 8 anos antes, de os ucranianos, incentivados pelo Bloco Ocidental jamais terem cumprido tais acordos, e os russos terem passado todo esse tempo clamando pelo seu cumprimento, além de ter solicitado a seus oponentes europeus conversas com vistas a um acordo de segurança na Europa, o que foi respondido com um rotundo silêncio.

Aparentemente os russos não queriam o conflito armado, e o que corrobora tal entendimento é justamente a história do conflito. A exiguidade e inexperiência das tropas usadas no início do conflito. Soldados que faziam um treinamento grande, mas que correspondiam a cerca de 1/3 do exército ucraniano que então já se posicionava próximo às regiões ora em disputa, e já bastante equipados com material e equipamento Ocidental, além de toda a herança da era soviética. Os russos tentaram um rápido xeque-mate com os poucos mais de 110 mil homens que iniciaram o conflito. Cercaram Kiev e quase conseguiram novo acordo, que dessa vez teria sua aplicação forçada pelas armas. Mas Boris Johnson (ex-premier britânico) desceu em Kiev e selou o acordo que já levou os ucranianos a terem mais de um milhão de baixas (entre mortos, feridos, amputados, desaparecidos, etc.), sua infraestrutura destruída, parte substancial de sua população dizimada ou espalhada por Europa, Rússia e alguns outros países, e uma situação econômico-financeira totalmente arrasada.

Lembram que no início eu disse que o Bloco Ocidental se sente protegido ao não participar diretamente do conflito. Pois é, talvez essa proteção desapareça se os ucranianos realmente começarem a usar as armas Ocidentais de longo alcance para atacarem com frequência o território ancestral russo. Sim, as áreas em disputa também são consideradas russas por Moscou, mas elas estão em disputa. Após o envio de armas em enorme quantidade, de recursos financeiros enormes, sequestros de divisas e propriedades russas no exterior, e de tropas disfarçadas de mercenários (quem os paga é o Ocidente e vários deixaram seus exércitos para estarem na Ucrânia), além de técnicos treinados para operarem equipamentos mais sofisticados, ao menos havia o freio puxado para que o território anteriormente russo não fosse atacado. Quando o Ocidente autoriza e incentiva que este território seja atacado, aí é muito possível que os russos entendam um ataque direto a sua soberania, e ainda mais direto a sua existência. 

Se até agora os russos mantiveram o conflito confinado a uma "guerra civil russa", a cessão de armas e o incentivo de usá-las para um ataque direto à Rússia pode mudar a posição de Moscou, e o conflito pode ser levado aos países ocidentais. Não vejo os russos usando uma arma nuclear de cara, mas um míssil hipersônico com uma bomba muito potente pode acertar uma base militar, ou um centro de comando. A resposta do Ocidente pode dar o tom do próximo passo russo, e é aí que entra o texto de Wellington. Estamos a poucos passos do jardim de rosas mais horrível que o homem pode cultivar.

E ao que ele fala dos políticos ocidentais, eu acrescento que nenhum deles tem compromisso com seus países ou seus povos, atendendo tão somente aos interesses de suas elites financiadoras, e a seus interesses carreiristas e à possibilidade de acumular alguma riqueza com isso. Se pensarmos que estão aliados a Zelensky, cujo mandato expirou e agora age como um usurpador do poder, já que se recusa a chamar eleições em seu país, aí a coisa piora ainda mais.



A escalada nuclear é o último recurso do "Clube do Nero" que (des)governa os países membros da OTAN. Se a tampa do esgoto da corrupção for retirada, haverá uma implosão nesses países. Por isso, a guerra é a salvação deles. "Líderes" (pausa para rir) que chegaram ao poder sem voto ou através de eleições altamente questionáveis querem queimar todos vivos. É a queima de arquivo vivo, pois a derrota dos países membros da OTAN já está assegurada. Nem mesmo a propaganda consegue mais convencer do contrário. Aos russos caberá agir com antecipação. De acordo com o que sempre falei no 
com o Rubão, o Reino Unido vai virar churrasco e depois será testada a lealdade dos demais. Quem revidar por "solidariedade", ocupa o próximo lugar na fila. Todas as derrotas estão calculadas. A Rússia terá 30% do seu território arrasado. Os países que desafiarem os russos, muito mais. Os pequenos e ousados vão sumir do mapa. Eu trabalho pela paz e sempre promovo o diálogo, o entendimento. Sou verdadeiramente pacifista. Esta descrição é apenas uma análise de acordo com o cenário real, levando em consideração a capacidade bélica, domínio da tecnologia hipersônica, etc. dos países envolvidos. NA IMPRENSA ALTERNATIVA Jens Stoltenberg, chefe da OTAN, defende ataques à Rússia a partir da Ucrânia com armas de longo alcance. Ele alega que isso não levará a uma escalada do conflito, mas sim a um apoio à Ucrânia. Outros políticos, como Antony Blinken e Lord David Cameron, apoiam essa medida, assim como figuras religiosas e diplomatas. A Ucrânia já tem como alvo regiões russas com armas da OTAN, e pede permissão oficial para atacar profundamente a Rússia. A Rússia alerta sobre possíveis retaliações, incluindo o uso de armas nucleares táticas. Exercícios militares e ataques a sistemas de radar russos indicam uma escalada perigosa, liderada por figuras não eleitas e apoiada por elites ocidentais. A maioria mundial deve agir antes que a situação chegue a um ponto sem retorno. NOTA DESTE OBSERVADOR "NO OLHO DO FURACÃO" Pensem nas crianças mudas, telepáticas Pensem nas meninas cegas, inexatas Pensem nas mulheres, rotas alteradas Pensem nas feridas como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam da rosa, da rosa Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária A rosa radioativa, estúpida e inválida A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada

sábado, 4 de maio de 2024

Evanescence - My Heart Is Broken - Cover by Halocene

Já faz um bom tempo que não publicamos música aqui no Blog dos Mercantes, e voltamos hoje com um grande sucesso do Evanescence na boa voz de Addie Nicole.