sábado, 6 de agosto de 2016

Bleed It Out (Official Video) - Linkin Park

O Linkin Park já esteve em nosso Blog dos Mercante, e volta hoje com mais um sucesso, que mistura Rock com Rap.



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

E ele fala de ideologia...


Patético. 

Até quando eles vão insistir no fato de que estão seguindo leis? O príncipe do entreguismo já foi ridicularizado por um jornalista da Al Jazeera. Agora esse senhor. Para alguém que ocupa o cargo de chefe do Departamento de Relações Internacional e Comércio da Fiesp, esse Sr. é muito despreparado. Ele está mal informado, desinforma, é agressivo com pessoas que ele deveria cativar. 

Mas o pior não é isso, o pior é que realmente deve acreditar no monte de besteiras que fala. Ele deve realmente acreditar que combate uma ideologia que levaria o Brasil ao Comunismo. Ele deve realmente acreditar que os grandes lucros auferidos no Brasil nos últimos 12 anos por bancos, fábricas, comércio, e serviços foram a custa de uma ideologia Comunista. Ele está convicto que ele não tem ideologia, e que suas ideias, todas já ultrapassadas e excludentes, saem de sua "brilhante" cabeça, e não dos bancos de universidades norte-americanas e de algumas europeias. E ele também deve acreditar que o Brasil e os brasileiros existem para que ele ganhe um monte de dinheiro, nos mesmos absurdos moldes aplicados na China. Ele deve também acreditar que o mundo ocidental iria aceitar passivamente um golpe de estado na 7ª economia do planeta passivamente, dando risadas e apoiando as atrocidades que estão sendo preparadas de forma covarde e sem nenhuma aceitação popular.

Mas o melhor de tudo eu destaco aqui, que é quando esse sr. fala que foi criada uma rede "bolivariana" na Argentina, no Brasil e na Venezuela, onde os governos são absurdamente eleitos pelo voto, eleição após eleição. Que absurdo! Realmente inaceitável.

Mas ele é PATÈTICO.

Depois de FHC, agora é a vez de um diretor da Fiesp ser desmoralizado publicamente ao tentar defender o impeachment lá fora. Thomaz Zanotto, que chegou a relacionar Dilma a Al Capone, não resistiu às perguntas da plateia durante palestra, perdeu a linha e deu vexame internacional


zanotto-fiesp-golpe-impeachment

Depois do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) passar vergonha na entrevista à TV Al Jazeera (relembre aqui), mais um brasileiro é alvo de vexame no exterior.

Desta vez foi o chefe do Departamento de Relações Internacionais e Comércio da Fiesp, Thomaz Zanotto. Ele esteve em Viena no dia 27 de junho, palestrando na sede da Câmara de Comércio da Áustria. Foi escalado pela entidade de Paulo Skaf para “vender o Brasil”, mas começou mal, comparando a presidente eleita Dilma Rousseff ao gângster ítalo-americano Al Capone.

“Vocês têm que pensar em Al Capone. Ele não foi preso por causa dos assassinatos e crimes que cometeu, mas por causa de evasão fiscal. É a mesma coisa com Dilma Roussef. O impeachment é por causa de pedaladas fiscais”.

Nas primeiras perguntas de empresários austríacos sobre o golpe parlamentar em curso no Brasil, Zanotto foi ficando nervoso. “Nós estamos seguindo a Constituição”, repetia ele.

Quando uma mulher perguntou a Zanotto “que tipo de garantias ele poderia dar a uma empresa num país que não respeita suas leis”, ele começou a gritar e ofender os Europeus. “Não é golpe! Estamos seguindo a Constituição. A gente não é mais um laboratório de ideologias esquerdistas pra gente como você, sentados na sua cidade maravilhosa, nos seus palácios maravilhosos, para dizer a nós o que fazer!”

Zanotto bradou que o Brasil estava sob o comando de uma ‘teia bolivarianista’ e que a política de esquerda representava um atraso. Mas o diretor da Fiesp ficou ainda mais nervoso ao ser prontamente rebatido uma jornalista:

“Tudo o que levou o Brasil a se tornar uma potência econômica se deve às políticas adotadas nos últimos 12 anos. 40 milhões de pessoas foram tiradas da pobreza. O que você fala aqui não é verdade; o Brasil inteiro está contra Temer, o Mercosul não reconhece o governo interino; apenas a Fiesp apoia o governo interino (…)”

Assista ao vídeo:


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Terceirização de inspeção?

A denúncia levada pelo Sindmar não é algo novo. Há tempos que a Petrobrás se utiliza de serviços terceirizados para exercer inspeções em sua frota. Muitas vezes essas inspeções não seguem nenhum tipo de padrão, nem dos internacionais da IMO, nem de nacionais da DPC, e às vezes nem mesmo da própria Petrobrás.

Mas com certeza essa é apenas uma da mazelas que vêm afetando a estatal nos últimos anos.

A busca da empresa em privatizar ativos extremamente rentáveis, como é a própria Transpetro, deixam muito clara a falta de rumo que tomou conta de uma empresa gigantesca, que errou na falta de planejamento, e no estudo do mercado e da economia.

Está cometendo esses mesmos erros de novo.

E as duas vezes estão ligados a ideologias deturpadoras, e a política partidária que vem infestando a Nação nos últimos tempos.




Sindmar alerta sobre inspeção da Transpetro

Antonio Pietrobelli

O Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), entidade que representa os marítimos brasileiros, alerta que a terceirização da inspeção da frota da Transpetro – medida proposta pela direção da empresa – coloca em risco a segurança não apenas dos navios como dos terminais onde as embarcações atracam, em alguns casos localizados em pequenas cidades que poderiam sofrer impactos catastróficos, em caso de acidentes ou incidentes. O Sindmar entende que aspectos ambientais estão sendo relegados ao segundo plano, e também adverte que a terceirização da fiscalização potencializa a corrupção. Ao propor recentemente a medida, a Transpetro põe em risco o acordo prévio – firmado em audiência realizada em 17 de maio no TST – que suspendeu a greve dos marítimos.

Link:

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Sabotagem

Como eu sempre disse, o governo Dilma vem sendo sabotado sistematicamente pelo Congresso Nacional, desde o final de seu segundo mandato. Não que a presidente não tenha cometido erros. Ao contrário, foram muitos. Mas mesmo quando buscava acertar, acabava esbarrando em situações que a impediam de agir.

Agora vou voltar a repetir. A saída para o país é que ela volte, todos os corruptos acusados e delatados sejam devidamente investigados, presos, retornem ao erário público os valores roubados, e que Dilma convoque eleições gerais antecipadas.

Nenhum dos dois lados tem governabilidade no momento. O país não pode ficar parado e tendo suas reservas e riquezas sendo pilhadas, esperando que esse bando de sanguessugas resolva parar com suas briguinhas fúteis por poder e comecem a dirigir seriamente a Nação. 


EM DELAÇÃO, FUNARO PODE MIRAR 200 PARLAMENTARES

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Argentina passa por maus bocados com os neoliberais

Mauricio Macri se elegeu com uma fórmula um tanto quanto inusitada. Alavancado por um discurso neoliberal, enfatizado por boas gestões na frente do clube Boca Júniors, e apoiado por potências estrangeiras e boa parte da aristocracia "hermana".

Com essa fórmula alcançou o poder em nossa vizinha Argentina, promovendo reformas que agrediram, principalmente, o bolso dos mais pobres. De quebra permitiu ao Tio Sam a construção de bases militares em seu território, uma na Patagônia, e outra próxima a região da tríplice fronteira.

As medidas são no mínimo muito discutíveis. Mas ainda não havia chegado de forma muito dura na classe média, a que em última instância, sempre paga as contas em nossas nações "em desenvolvimento".

Agora parece que ele chegou nela, e a oposição a seu governo começa a se fazer se sentir de forma mais nítida.

Mas pelo menos Macri foi eleito de forma democrática.


Presidente da Argentina enfrenta 1º panelaço após reajuste de tarifas


Movimento levou uma multidão às ruas de Buenos Aires e das grandes cidades do país; presidente aumentou tarifas de água, luz, gás e telefone em até 2000%, o que aumentou a inflação

Panelaço contra o presidente Mauricio Macri em Buenos Aires – Foto: Movimiento Libres del Sur

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, enfrentou na última quinta-feira (14) o primeiro panelaço desde que assumiu o governo, em dezembro. Os manifestantes foram às ruas de Buenos Aires e de outras grandes cidades do país para protestar contra o aumento nas tarifas de água, luz, gás e telefone. Além da capital, os manifestantes foram às ruas em Córdoba, Rosario, Mendoza, San Luis, San Juan, Santa Fe, Paraná, La Rioja, Neuquén, Salta e Chubut.
Macri  retirou todos os subsídios que os governos de Néstor e Cristina Kirchner utilizavam para reduzir o valor dessas tarifas, o que provocou reajustes de preços de 200% a 2000%. Quem pagava uma conta de luz de 80 pesos, por exemplo, passou a despender 580. Muitos argentinos entraram com ações na Justiça contra os reajustes. Segundo pesquisa de Giacobbe Consultores, 70,7% dos argentinos reduziram o consumo de água, gás e luz por causa do tarifaço. 
De acordo com Macri, o governo precisa reduzir o déficit fiscal, que chegou a 6,1% do PIB em 2015. As medidas do novo governo, contudo, provocaram um grande aumento da inflação, que bateu em 30% nos seis primeiros meses do ano. Os manifestantes exigiam a demissão do ministro de Energia, Juan José Aranguren. Ele negou que vá deixar o cargo e disse que os aumentos não serão cancelados.
Em 29 de abril, Macri já havia sido alvo de um ato convocado pelas centrais sindicais contra a demissão de trabalhadores. Mas ainda não tinha sido objeto de nenhum panelaço. Na Argentina, os panelaços (“cacerolazos”) surgiram em 1996, para protestar contra o presidente Carlos Menem. Em 2001 esse tipo de protesto foi utilizado contra o presidente Fernando De La Rua, que renunciou ao cargo. Durante o governo de Néstor Kirchner, essas manifestações caíram em desuso.

O Que o Blog dos Mercantes Sempre Diz

A entrevista concedida por Franklin Martins vem resumindo o que o Blog dos Mercantes sempre afirma nesse espaço. Através de um golpe de estado, políticas de avanço e inclusão sociais foram interrompida, uma agenda muito pouco democrática e sistematicamente derrotada nas urnas pode ter um início de implantação, mas nada está perdido.

Vamos a luta.



Franklin Martins: Esse golpe foi organizado pela mídia

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Via Agenda Bafafa em 23/5/2016

O jornalista Franklin Martins começou o seu engajamento na política aos 20 anos como estudante de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (à época Universidade do Brasil), ao ser eleito presidente do DCE da Universidade e, logo depois, vice-presidente da União Metropolitana dos Estudantes. Com a ditadura, aderiu à luta armada como militante do grupo comunista MR-8 e da Dissidência Universitária da Guanabara. Ganhou notoriedade ao ser um dos articuladores do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrik, em 1969. A ação possibilitou a libertação de 15 guerrilheiros presos. Exilado em Cuba, Chile e França, voltou com a anistia 10 anos depois. Atuou como repórter em vários veículos até chegar à TV Globo como comentarista em 1996. Em 2002, foi indicado ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal durante o mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva onde ficou até dezembro de 2010.
Em palestra no Sindicato dos Engenheiros do Rio, Senge/RJ, Franklin Martins avaliou o momento político nacional, em especial o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Para ele, a ascensão de Temer é fruto de um golpe de estado. “Esse golpe foi organizado pela mídia, é um bombardeio de informação enviesada e partidarizada”, garante. Apesar de reconhecer que o ato foi uma grande derrota para o projeto político do PT e de Lula, Franklin acredita que o povo saberá encontrar os mecanismos para fazer prevalecer os seus interesses. “Temer vai tentar impor um programa de retrocesso que o povo brasileiro não aceitará”. E completa: “O futuro é nosso”.

Como está vendo a deposição de Dilma?
Esse processo de golpe de Estado nos impactou fortemente. Estou vivendo o meu segundo golpe. No primeiro, eu tinha 15 anos. Esse agora eu tenho quase 70. A primeira reação, repetindo o Chico Buarque, é golpe de novo não. Estou convencido que não é mais o mesmo tipo de golpe de Estado. O Brasil é um país muito mais maduro, consciente, organizado e disposto a lutar pelos seus direitos. Este golpe não vai ter a longevidade da ditadura. O primeiro ponto é a democracia. Queremos resolver através do voto. É assim que formaremos maiorias e minorias políticas e organizaremos as nossas instituições. Isso é uma conquista da luta contra a ditadura, da Constituinte e do processo político posterior. É isso que os golpistas estão atacando. Vamos ser claros: eles não estão só atacando os 54 milhões de eleitores de Dilma, estão atacando os 110 milhões de eleitores. Nós estamos vivendo um retrocesso, atingindo aquilo que está na base da agenda política que é o voto. Esse golpe foi organizado pela mídia. É um bombardeio de informação enviesada e partidarizada.

O que acha da reforma política e da regulação da mídia?
O Brasil é grande na sua diversidade e precisa reduzir as desigualdades regionais. Os avanços nos últimos anos foram excepcionais, mas algumas coisas ficaram pendentes, entre elas a reforma política e a regulação da comunicação. A votação proporcional não dá certo, porque estimula o dono do mandato ao invés do partido que o elegeu. Por isso, o Congresso é cada vez mais dominado pelo dinheiro. Virou um grande balcão. Não existe chance de melhorar nas próximas eleições desta forma. A reforma política não acontece porque quem vota ela é este Congresso elitista. A regulação da mídia é urgente. As rádios e televisões são concessões. Todas os setores da economia onde vigora o sistema de concessões têm obrigações. Isso vale para a energia, transporte público urbano, aviação. Todos têm regulação que precisa ser cumprida, caso contrário perdem a concessão. Na radiodifusão não. O nosso código geral de telecomunicações é de 1962. Ele não responde pelos problemas atuais. Naquela época tinham dois milhões de aparelhos de TV, hoje todas as casas têm. Sem regulação é a lei da selva. Sempre ganha o forte. É indispensável democratizar. Não é censura. Os governos Lula e Dilma ficaram devendo nessa área. É muito difícil aprovar isso no Congresso porque os deputados têm medo de ser bombardeados pela imprensa. Os blogs e portais estão gerando informação a partir da internet. Os grupos midiáticos não têm o monopólio total, só na radiodifusão. Mas, é pouco.

A inclusão social está ameaçada?
Só é possível ter democracia, moeda estável, crescimento, com inclusão social. Senão, nada disso é possível. Fragiliza. Temos que defender a agenda que estamos construindo, defender a democracia.

E a Soberania Nacional?
Nós não precisamos que os nossos ministros tirem os sapatos nos aeroportos dos Estados Unidos. Não precisamos consultar a Casa Branca para instituir um novo modelo de exploração do Pré Sal. Não precisamos ter o ok dos EUA para construir uma política de relacionamento, de integração regional, de solidariedade com a África. Ou seja: o Brasil não é o quintal dos EUA. Tem ainda uma questão geopolítica: o Brasil descobriu as maiores jazidas de óleo e gás dos últimos 30 anos. Eles estão nos atacando da forma que podem, não enviaram marines para cá, mas estão de olho na exploração.

O que acha de nossas elites?
As elites são dinheiristas predadores, não têm projeto de país. O povo para eles é um acidente geográfico. Elas sempre governaram para um terço das pessoas. Ao contrário do governo Lula que provou que é possível governar para todos. O povo não é um estorvo, uma carga, é energia, possibilidade de crescimento. Ele precisa ter condições de se desenvolver. As elites perderam quatro eleições seguidas e querem aplicar seu projeto com Temer e se impuseram ao país. Nós sofremos uma derrota muito forte. Estamos com desafios imensos pela frente. Esse ministério do Temer é cheio de filhos de políticos, é a cara da sessão da Câmara que derrubou Dilma. O seu governo é uma improvisação absoluta, não sabe o que fazer com o país.

O que fazer agora?
Vamos fazer política, construir maiorias, tentar reduzir o isolamento. É preciso oxigenar, gerar pensamentos com o que vem de novo. Nos últimos meses, a sociedade despertou. Hoje ela quer mais, a garotada tem pautas diferentes. Existe um Brasil novo pulsando, acho que vai reforçar a luta. Eu olho para o governo Temer e para a TV Globo e digo: nós perdemos, não vamos subestimar, a democracia foi seriamente atingida. Mas, sinceramente, o futuro é nosso.

Esse golpe era irreversível?
O futuro ao Deus pertence. Esse governo é fruto de um golpe. Ele rasgou o instituto do voto sem que Dilma tenha cometido nenhum crime de responsabilidade. Ela foi tirada do poder, posto um vice que vai aplicar um programa que foi derrotado nas eleições. É gravíssimo, mas acredito que o povo brasileiro vai resistir, vai defender a democracia. Esse golpe não prevalecerá por muito tempo.

Caminhamos para uma crise maior?
Esse governo vai sofrer uma instabilidade muito grande porque não é fruto do voto. É fruto de um golpe articulado pelas grandes corporações de mídia, pelos partidos de oposição, pelo Congresso, pelo Ministério Público, parte do judiciário que omitiu-se. O que vai sair do governo Temer? Não vai ter nenhum céu de brigadeiro não. Acho que vai tentar impor um programa de retrocesso que o povo brasileiro não aceitará.

Qual é recado para a sociedade?
O povo saberá encontrar os mecanismos para fazer prevalecer os seus interesses.

E o Supremo continuará omisso?
Nós temos Supremo?

E o papel da imprensa independente?
A imprensa independente sempre teve, nos momentos de grandes dificuldades, um papel muito importante, muito relevante. Ela tem que ser cada vez mais competente, profissional e mais leve que a mídia tradicional.

Quais são os pontos fundamentais para uma agenda nacional no país?
Depois da redemocratização, a partir da nova Constituição e da luta democrática, o país construiu uma agenda nacional de seis pontos. Primeiro ponto, a democracia, o voto. Segundo, a necessidade de uma moeda estável, terceiro é crescimento econômico, não basta ter moeda. O país tem que crescer para abrir oportunidades. Quarto é inclusão social, o Brasil é um país profundamente injusto do ponto de vista social. O quinto ponto é a redução das desigualdades regionais. Não pode concentrar todo o crescimento em São Paulo ou no Rio. Ele tem que ser distribuído para todo o país. Isso é até bom para paulistas e fluminenses, pois impede o inchaço das grandes cidades. Em sexto, a construção de uma política de soberania nacional. O Brasil não é o quintal dos EUA. Queremos boas relações com eles, mas não com o caráter de subordinação. Devemos construir relações fortes com a América Latina, a África, ter relações com outras grandes nações no mundo que não sejam os Estados Unidos. O Brasil tem de defender os seus interesses e seus valores. Esta agenda de seis pontos está ameaçada pelo golpe que levou Temer ao poder.

As utopias morreram?
Por que elas morreram? Continuam existindo.

sábado, 30 de julho de 2016

The Cult - She Sells Sanctuary

O The Cult nunca tinha aparecido em nosso Blog dos Mercantes, mas isso não é problema, mesmo porque já fez muita coisa boa. Nascida como uma banda de rock gótico, ela perdeu as raízes e acabou se tornando uma das grandes bandas de pop rock da história do rock. Embora tenha feito grande sucesso nos anos 80 e 90, e tenha tido várias formações, a banda segue ativa e gravando.

She Sells Sanctuary é uma canção de  1985, do álbum Love, e um dos grandes sucessos da banda.



quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quem paga a conta somos nós.

A carga de impostos no país é muito alta, primeiro para os poucos que pagam, segundo porque para esses os serviços que deveriam estar atrelados ao pagamento desses impostos não são entregues, e acaba que temos uma bitributação no país. Mas o que isso tem a ver? 

Vejam bem, não sou contra a redução de impostos, muito menos que rediscutamos o país, mas a questão é essa, vamos rediscutir o país. Como o texto de Kiko Noguira coloca abaixo, o pacto social que produziu a Constituíção de 1988 não está exaurido, a população brasileira segue querendo que saúde, educação, aposentadoria digna, segurança sejam responsabilidade do Estado, e que atinjam a todos igualmente.

A população também está conformada, mesmo não gostando, que ela pague os impostos que garantem tais serviços, e quem tem mais pague menos, embora venha a ter os mesmos direitos a esses serviços.

O que a população não aceita de forma alguma é que esses serviços sejam de péssima qualidade, e que ricos venham reclamar do excesso de impostos que eles não pagam, aumentando a carga em cima dos que pagam para desonerá-los ainda mais. Aceita ainda menos que eles o façam da forma sórdida que tem sido feita. E de jeito nenhum aceita que eles sejam desonerados de forma a aumentar os seus ganhos, em detrimento do resto da população.

O resultado das quatro últimas eleições é claro quanto a isso. Além disso, o Estado Brasileiro é perfeitamente capaz de entregar os serviços que precisamos, na qualidade que precisamos, e na abrangência suficiente para atender a toda a população. 

Para isso começar, basta a melhoria na gestão pública, e a redução da corrupção pública e privada. Depois a gente discute redução de impostos e quais impostos.

Quem não cabe no orçamento de um governo que não foi eleito nas urnas?



Postado em 27 Jun 2016

Eles
POR LAURA CARVALHO, economista

No levantamento realizado pelos pesquisadores Pablo Ortellado, Esther Solano e Lucia Nader em São Paulo, durante as manifestações pró-impeachment do dia 16 de agosto de 2015, dois temas chamaram a atenção. Entre os manifestantes, 97% concordaram total ou parcialmente que os serviços públicos de saúde devem ser universais, e 96% que devem ser gratuitos. Já sobre a universalidade e a gratuidade da educação, o apoio foi de 98% e 97% dos manifestantes, respectivamente. “Isso é um resquício de junho de 2013”, afirmou Pablo Ortellado a uma reportagem do El País de 18/08/2015.
O resultado deste tipo de levantamento, quando somado aos resultados nas urnas das últimas quatro eleições presidenciais, sugerem que o pacto social que deu origem à Constituição de 1988 não foi desfeito. Ao contrário, as demandas nas ruas desde 2013 e nas ocupações das escolas desde 2015 têm sido por melhorias nos serviços públicos universais, e não pela redução na sua prestação.
A regra Temer-Meirelles prevê que as despesas primárias do governo federal passem a ser reajustadas apenas pela inflação do ano anterior. Se vigorasse no ano passado, e outros gastos não sofressem redução real, as despesas com saúde teriam sido reduzidas em 32% e os gastos com educação em 70% em 2015. Pior. Se o PIB brasileiro crescer nos próximos 20 anos no ritmo dos anos 1980 e 1990, passaríamos de um percentual de gastos públicos em relação ao PIB da ordem de 40% para 25%, patamar semelhante ao verificado em Burkina Faso ou no Afeganistão. E se crescêssemos às taxas mais altas que vigoraram nos anos 2000, o percentual seria ainda menor, da ordem de 19%, o que nos aproximaria de países como o Camboja e Camarões.
“A Constituição não cabe no orçamento”, argumentam seus defensores, na tentativa de transformar em técnica uma decisão que deveria ser democrática. De fato, há uma contradição evidente entre desejar a qualidade dos serviços públicos da Dinamarca e pagar impostos da Guiné Equatorial. O que esquecem de ressaltar é que os que pagam mais impostos no Brasil são os que têm menos condições de paga-los. Se os que ganham mais de 160 salários mínimos por mês têm 65,8% de seus rendimentos isentos de tributação pela Receita Federal, fica um pouco mais difícil determinar o que cabe e o que não cabe no orçamento.
O fato é que as propostas do governo interino não incluem nenhum imposto a mais para os mais ricos, mas preveem muitos direitos a menos para os demais. Os magistrados conseguem reajuste de seus supersalários, mas a aposentadoria para os trabalhadores rurais é tratada como rombo. A cultura, a ciência e a tecnologia ou o combate às desigualdades deixam de ser importantes. O pagamento de juros escorchantes sobre a dívida pública não é sequer discutido, mas as despesas com os sistemas de saúde e educação são tratadas como responsáveis pela falta de margem de manobra para a política fiscal.
Essas escolhas estão sendo feitas por um governo que não teve de passar pelo debate democrático que só um processo de eleições diretas pode proporcionar. A democracia caberia no orçamento. O que parece não caber é a nossa plutocracia oligárquica.
 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Venda da Transpetro?

Vou ser muito curto, e ainda mais grosso.

Basta ver os números para ficar muito claro que nada justifica a privatização da Transpetro, a não ser, talvez, um entreguismo barato e covarde, que está muito alinhado com a forma como pensam e agem muitos desse país. 

Na verdade, a venda da Transpetro será um duríssimo golpe na Estatal brasileira e em projetos de soberania e desenvolvimento do país.

Se tem um desservirço que alguém pode fazer ao país e as vendas de ativos altamente rentáveis, e que permitam ao governo exercer a opção de regulamentação no "Deus Mercado" quando for necessário.

Não permitam que isso aconteça. Será um desastre para o país.




Transpetro deve ser dividida em duas para a venda

Com o ex-presidente Sérgio Machado no centro de escândalos ligados à cúpula do PMDB, a Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, é o próximo foco do programa de desinvestimentos da estatal. Com aval do governo interino, o novo presidente da petroleira, Pedro Parente, deverá acelerar o processo de reestruturação na empresa, com a divisão em duas áreas de negócio. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a Petrobras deverá abrir mão do controle da empresa.

Dois comitês, batizados internamente de ‘Olinda’ e ‘Ipanema’, analisam a venda de ativos da área naval e de infraestrutura terrestre, como terminais e a malha de dutos. Junto com a BR Distribuidora e a Liquigás, a Transpetro é um dos projetos considerados “prontos” para negociação, mas não há prazo definido.

A subsidiária é um dos principais ativos da área de abastecimento. Em 2015, repassou à estatal lucro de R$ 1,2 bilhão. Apenas a área de dutos e terminais, considerada de maior potencial, foi responsável por 78% da receita operacional da subsidiária em 2015, R$ 6,5 bilhões.

A Transpetro é dona de 14 mil km de dutos que interligam refinarias e terminais aos principais centros consumidores, além de 49 terminais de armazenamento, carga e descarga de petróleo, gás e derivados. Na área de serviços marítimos, a companhia administra frota de 55 navios, dos quais cerca de 20 integram uma lista de alienação prevista para os próximos cinco anos.

A dificuldade do negócio, segundo fontes, passa pelo controle da Petrobras. Os terminais pertencem à estatal e foram cedidos à Transpetro. Para incluí-los no projeto seria necessário uma reestruturação dos ativos. Outro empecilho é a dependência da subsidiária em relação à controladora – 98% do seu faturamento vem de serviços prestados à Petrobras.

“Se a Petrobras perde o controle, ou ela constrói outros terminais ou paga para usar os atuais a preços de mercado”, avalia o presidente do Sindicato dos Marítimos (Sindmar), Severino Almeida Filho. “Uma cláusula de uso reduziria o valor do negócio. E o que ela quer é valorizar”, completa o sindicalista, que espera grande mobilização de marítimos e petroleiros contra a venda.

Os estudos para a venda foram iniciados ainda em 2015, e um parecer de bancos envolvidos no negócio foi entregue no início deste ano. No período, a subsidiária criou uma gerência dedicada à prospecção de novos clientes. Há duas semanas, antes da troca de comando na Petrobras, o ex-presidente Aldemir Bendine se reuniu na sede da Transpetro com seu presidente, Antonio Rubens Silvino.

A primeira visita em 15 meses da gestão reforçou a apreensão interna sobre a venda. Funcionários relatam que a subsidiária está “paralisada” desde as primeiras citações na Operação Lava Jato, em 2014, que resultaram na saída do ex-presidente Sérgio Machado.

Link:

terça-feira, 26 de julho de 2016

Será que está mesmo?

Concordo com Walter Santos no conteúdo da coisa. Eticamente e até mesmo por força do cargo e da responsabilidade, nada mais correto, mais "justo", que Moro desse prosseguimento "real" à Lava-jato, investigasse e punisse todos aqueles contra os quais se encontrassem provas incriminando. Nada dessa baboseira de "domínio de fato", que é absolutamente contrário ao Estado de Direito, mas consigam provas concretas, que mostrem que os acusados e delatados promoveram os atos de desvios e corrupção, que reconhecidamente conheciam os fatos e nada fizeram para deter os acontecimentos, e acabaram por se beneficiaram diretamente deles.

Mas por tudo o que Moro já fez, por tudo que já disse, por tudo que não fez, não acredito que ele faça isso. A Lava-jato não foi criada para passar o Brasil a limpo, muito menos para colocar bandidos na cadeia, salvo os do PT, que não necessariamente precisam ser bandidos. Ao contrário, a cada dia que passa estou mais convencido de que ela foi criada com a única e exclusiva função de mais uma vez ligar o PT e seus membros a crimes de corrupção, como forma de criar comoção pública em apoio ao golpe.

Nada justifica que Senadores e Deputados de partidos como PSDB, PMDB, DEM, etc, flagrados em gravações de conversas, delatados, ou mesmo contra os quais já existam várias outras provas, sigam em seus cargos, circulando e articulando livremente. Alguns são apenas parentes e/ou amigos desses políticos, sem nenhum tipo de foro privilegiado, mas a atitude inerte é a mesma. Ok, Moro não é o responsável direto em conduzir investigações contra essas figuras políticas de República, mas poderia dar andamento e encaminhar ao Tribunal competente. Não o faz. Ao contrário, ignora solenemente tudo isso, sejam os acusados políticos ou não.

Talvez eu me engane, mas tudo indica que, ainda que no mundo ideal todos sejam iguais perante a Lei, no Mundo Encantado da República de Curitiba, alguns parecem ser mais iguais que outros.








LULA MARQUES: <p>Brasília- DF 09-09-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Juiz, Sergio Moro na ccj do senado.</p>
O processo denominado de “Lava Jato” iniciado lá atrás a partir da descoberta pela Receita Federal de volume assustador de movimentações financeiras pelo doleiro Yousseff, em Brasilia, nem de longe poderia imaginar que nas fases mais adiante estaria diante da desnudação de que o Sistema Público brasileiro envolvendo todas as instâncias de Poder está tomado de ações de desvios de recursos públicos atingindo renomados nomes do País. Em síntese, a corrupção tomou conta dos Poderes.
Na essência, ao ser constatado de que a cada dia ou semana novos fatos “cabeludos” são revelados envolvendo nomes poderosos da República, está mais do que claro que o conjunto de Poderes anda apodrecido.
A VEZ DO JUDICIÁRIO
Pelo que se comenta com insistência nos bastidores de Brasilia, o próximo alvo dos escândalos de desvios de recursos públicos será a cúpula do Judiciário Brasileiro, através de membros do Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.
Não é à tôa que, também em Brasilia, fala-se com frequência de que o STF só não decretou a prisão preventiva dos senadores Renan Calheiros, José Sarney e Romero Jucá porque isto implicaria em revelação pelos parlamentares de nomes do Judiciário envolvidos em tramas de desvios.
Da mesma forma dir-se-ia do pedido de prisão do deputado federal Eduardo Cunha não ser deflagrado porque ele ameaçou citar nomes de ministros e até do presidente interino Michel Temer em esquemas – algo que desabaria o “status quo” de quem comanda o Impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Cunha foi ao Palácio dizer isso a Temer, conforme fala-se na Capital Federal.
E tudo isto é um absurdo inominável porque cada vez mais fica explicito de que a derrubada e/ou afastamento da presidenta fazia e faz parte de uma tentativa de sufocar e acabar com os desdobramentos da “Lava Jato”, algo que agora nem o Juiz Sérgio Moro nem o STF tem mais condições de implodir.
FOCAR SÓ NO PT JÁ NÃO FUNCIONA
Qualquer observador mirim, mas atento, pode constatar que a esquematização entre setores do Judiciário, Ministério Público, PF com respaldo da Grande Midia para fulminar e extinguir o PT e sua maior liderança, o ex-presidente Lula, já não funciona na mesma intensidade.
Nem mesmo a imposição radical de prender desnecessariamente o ex-Ministro Paulo Bernardo como forma de evidenciar negativamente o PT,  consegue mais se manter com abrigo legal e efeito pretendido porque, também está evidente, a postura do Judiciário, em especial do Juiz Sérgio Moro, de omitir qualquer ação punitiva contra os lideres do PMDB, PSDB, DEM, etc – muitos envolvidos em delações, como o senador Aécio Neves, sem que haja uma só ação de Moro.
A cada dia que passa, o Juiz se vê abarrotado de graves denúncias envolvendo Figuras, então exponenciais da Política,  fazendo-o, irreconhecivelmente, negar o acatamento de delações muito especiais, a exemplo do empresário Marcelo Odebrecht porque em acontecendo mostrará ao Brasil a realidade de envolvimento de todos os Poderes na corrupção e desvios no País.
Mas, por incrível que pareça, Moro não quer aceitar a delação de Marcelo.
Ele, que faz de tudo para ficar na história como carrasco exclusivo do PT, também já não tem mais como segurar a onda em contrário, não dos petistas e de Lula, mas de denúncias escabrosas contra os partidos no comando do Poder.
Moro está obrigado a tocar para frente os processos contra “aliados” de pensamento ideológico, porque o Brasil precisa passar a limpo quem de fato são os ratos de porão do Sistema Público brasileiro.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Já havíamos comentado isso aqui


As maiores economias do mundo são também aquelas em que os governos mais intervêm em suas respectivas economias. O caso da China com os Valemax é emblemático, pois a China criou artificialmente uma falta de demanda para as embarcações, de forma a forçar a Vale do Rio Doce a abrir mão de operá-las, e repassando tranquilamente o controle das mesmas a armadores chineses, que agora podem impor e controlar o custo dos fretes para o minério de ferro.

Mas isso está escrito ai embaixo, no artigo retirado do Poder Naval, e que mostra exatamente aquilo que o Blog dos Mercantes vem dizendo há bastante tempo, ou seja, que a Marinha Mercante é peça fundamental no jogo econômico, como forma de possibilitar o escoamento da produção e o comércio internacional, e também como forma de aumentar a competitividade dessa produção e nesse comércio.

Mas o que todos se esquecem de dizer, é que o domínio dessas ferramentas não é simplesmente fruto das boas vontades do mercado, mas das articulações e intervenções de governos.

Os armadores chineses estão com o poder de controlar os preços dos fretes do transporte do minério de ferro, e isso graças à intervenção de seu governo.

Precisamos parar de acreditar nessas bobagens de livre mercado. Isso não existe, isso não se aplica. O crescimento e o desenvolvimento de nações são diretamente ligadas ao grau de intervenção de seus governos na economia. O que é diferente de o governo deter meios de produção.

E acima de tudo, um governo não pode retirar direitos de seus trabalhadores, de sua população.

Porque não existe crescimento econômico, se não houver avanço social de sua população e trabalhadores.



Com a compra de 30 navios Valemax, avaliados em mais de US$ 2,5 bilhões, a China ampliará seu controle sobre as exportações brasileiras de minério de ferro e terá poderes para regular as taxas de frete do mercado internacional nos próximos dez anos ou mais. O Valemax é o maior graneleiro do mundo, com capacidade para até 360 mil toneladas.

“Mais uma vez, a China mostrou como o Estado deve adotar uma visão estratégica e de longo prazo, que proporcione a abertura de novas oportunidades para suas empresas e seus trabalhadores”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida, ao comentar o significado da operação num momento em que o Governo e a Petrobras discutem a venda de ativos rentáveis da estatal.

O presidente do Sindmar ressaltou que a China dá provas de sua sabedoria ao investir em um setor fundamental para o desenvolvimento, como o de logística e transporte marítimo.
”O Brasil, ao contrário, recorre a ações de curtíssimo prazo, visando resultados imediatos e ignorando o interesse da Nação. A consequência é o desmantelamento de organizações, a eliminação de postos de trabalho e a falta de perspectiva de um ambiente econômico mais próspero.”

O Valemax foi lançado em 2010 pela Vale que, no entanto, entregou ao mercado apenas 18 das 60 unidades planejadas. A mineradora sofreu um grande revés quando a China proibiu os navios de atracar em seus portos, alegando falta de segurança. O embargo foi suspenso em julho do ano passado, quando a mineradora já havia vendido ou alugado as embarcações, inclusive para alguns armadores chineses que agora encomendaram novos Valemax.

sábado, 23 de julho de 2016

Raul Seixas - Eu nasci há 10 mil anos atrás

Esse era fera demais. Tido como brega, ao mesmo tempo pop, e ainda idolatrado por roqueiros. Quem consegue tudo isso?

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O interino pediu propina?

Bom, caso tenha feito será apenas mais uma. Ciro Gomes e Paulo Henrique Amorim, e outros também já mostraram alguns processos em que o interino está envolvido em propinas e desvios. Se isso for investigado e se comprovar, será apenas mais um.

E com tudo isso, só tenho uma pergunta a fazer: "QUANDO ELE SAI?" 


TEMER PEDIU PROPINA PARA SÉRGIO MACHADO

junho 16, 2016 12:39 am Comentários desativados em TEMER PEDIU PROPINA PARA SÉRGIO MACHADO A+ / A-
Em seu acordo de delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou que o presidente interino Michel Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita (ex-PMDB) à Prefeitura de São Paulo, em 2012. Machado afirmou que o acerto do repasse ocorreu em setembro daquele ano e foi pago por meio de doação eleitoral pela empreiteira Queiroz Galvão, contratada da Transpetro.
TEMER ENTRA NA LISTA DE PROPINAS DE MACHADO
Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que o presidente interino, Michel Temer, pediu a ele doações para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012; Temer é um dos 20 políticos citados por Machado que, segundo ele, receberam propina no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Lava Jato; de acordo com Machado, embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam que, ao procurá-lo, não obteriam dele doação com recursos próprios, nem da Transpetro, mas de empresas que tinham relacionamento contratual com a estatal; essas companhias, afirmou o delator, realizavam pagamentos mensais de propinas para políticos, parte em dinheiro vivo e parte por meio de doações oficiais
15 de Junho de 2016 às 15:05
SP 247 – Depois de toda a cúpula do PMDB, o presidente interino, Michel Temer, entrou na lista de propinas delatada por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e delator na Operação Lava Jato. O nome de Temer aparece entre 20 políticos que, segundo Machado, receberam propina no esquema de corrupção da Petrobras.
Michel Temer pediu a Sérgio Machado doações para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012, aponta o documento enviado pelo Ministério Público ao STF, que traz a delação premiada de Machado, tornada pública nesta quarta-feira 15 e cujos trechos vêm sendo divulgados aos poucos na imprensa.
Segundo Machado, embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam que, ao procurá-lo, não obteriam dele doação com recursos próprios, nem da Transpetro, mas de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro. De acordo com o delator, essas empresas realizavam pagamentos mensais de propinas para políticos, parte em dinheiro vivo e parte por meio de doações oficiais.
“O depoente disse que faria um repasse através de uma doação oficial no valor de R$ 1,5 milhão”, diz trecho do documento, sobre o acerto entre Temer e Machado para ajudar Chalita. O delator apontou o nome da empreiteira que teria feito o repasse. “Ambos acertaram o valor, que ficou em R$ 1,5 milhão; que a empresa que fez a doação – no valor ajustado – foi a Queiroz Galvão.”
Confira abaixo o trecho que cita Michel Temer e a íntegra aqui, pelo portal Jota:
“QUE os políticos responsáveis pela nomeação do depoente para a Transpetro foram Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, José Sarney e Edison Lobão; QUE estes políticos receberam propina repassada pelo depoente tanto por meio de doações oficiais quanto por meio de dinheiro em espécie; QUE além destes políticos o depoente também repassou propina, via doação oficial, para os seguintes: Cândido Vaccarezza, Jandira Feghali, Luis Sérgio, Edson Santos, Francisco Dornelles, Henrique Eduardo Alves, Ideli Salvatti; Jorge Bittar, Garibaldi Alves, Valter Alves, José Agripino Maia, Felipe Maia, Sergio Guerra, Heráclito Fortes, Valdir Raupp; que Michel Temer pediu ao depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo”. (Isadora Peron, Gustavo Aguiar, Julia Affonso, Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O Golpe Segue Sendo Denunciado no Exterior.

Nem a GloboNews consegue evitar de mostrar a forma com que foi tratado o golpe parlamentar-jurídico aplicado no Brasil. Mesmo que eles tenham nitidamente se sentido desconfortáveis com isso.

Há os que criticam as novas mídias, a internet, e a ampliação da informação de forma quase que indiscriminada. Mas posso afirmar, sem nenhum medo de errar, que uma matéria desse tipo na GloboNews, só é possível justamente pela presença maciça das novas mídias como propagadoras de informação e formadoras de opinião. Quanto mais gente se dispuser a sair da deturpação informativa-persuasiva que vem da grande mídia, e buscar informações em outras fontes, mais o poder de influência desse pessoal diminuirá, e a população terá condições de tomar decisões melhor embasadas.

Mas esse é um processo que ainda levará algum tempo, ainda mais num país onde as pessoas se recusam a ler, onde grandes órgãos de imprensa são considerados isentos de interesses, e tidos como propagadores da "verdade".

A fé desse blogueiro é que um dia isso acabe.



O nervosismo de Pontual, da GloboNews, ao falar sobre repercussão internacional negativa do golpe

Diante da enxurrada de notícias e declarações críticas da mídia internacional com relação ao afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff, o correspondente da emissora nos Estados Unidos foi obrigado a falar sobre o assunto e, ao noticiar o editorial do NYT que sai em defesa de Dilma, chega até a gaguejar. Vídeo viralizou nas redes. Assista
no Fórum
Na noite da última sexta-feira (13), apenas dois dias após o afastamento provisório, pela decisão do Senado, da presidenta eleita Dilma Rousseff, boa parte dos maiores jornais do mundo repercutiam negativamente o impeachment da petista e, principalmente, a formação do governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB).
Ignorando, até então, o golpismo e os interesses que permeiam o processo de afastamento de Dilma, a GloboNews foi obrigada, até pelo alcance das informações nas redes, a noticiar a repercussão internacional negativa que estava posta com a formação de um governo composto apenas por homens, brancos e, principalmente, apoiado e formado por figuras com forte envolvimento com corrupção.
A missão ficou à cargo de Jorge Pontual, correspondente da emissora em Nova Iorque (EUA). Ao tratar do que estavam dizendo os jornais europeus sobre a formação de um ministério totalmente branco, masculino e sem representantes de minorias, o jornalista mostra claro incomodo e nervosismo. Quando noticia, então, o editorial do The New York Times que sai em defesa da presidenta eleita Dilma e diz que o problema da corrupção pode piorar com seu afastamento, pontual chega a gaguejar.
Nas redes sociais, o vídeo viralizou e foi ironizado por internautas.