Mais um grande sucesso com o Coldplay, agora com palhinha de Richard Ashcroft. A apresentação foi no Live 8.
sábado, 14 de julho de 2018
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Vamos deixar o estado de exceção?
Vejam que interessante, após várias conduções coercitivas ilegais, aí vem o STF e diz que isso é ilegal. Dá até esperanças de que o país começaria a voltar à normalidade democrática, mas o mesmo STF segue insistindo em manter pessoas presas sem prova.
E apesar das últimas decisões monocráticas, que libertaram Dirceu e deram um pequeno puxão de orelhas em Moro, isso não significa uma mudança significativa de rumos. O STF já teve a oportunidade de livrar Lula da cadeia por duas vezes, e em ambas foi absolutamente conivente com a prisão política do ex-presidente. Na terceira provocação o Ministro Edson Fachim manobrou para procrastinar e se blindar contra uma possível soltura do virtual candidato petista.
E apesar das últimas decisões monocráticas, que libertaram Dirceu e deram um pequeno puxão de orelhas em Moro, isso não significa uma mudança significativa de rumos. O STF já teve a oportunidade de livrar Lula da cadeia por duas vezes, e em ambas foi absolutamente conivente com a prisão política do ex-presidente. Na terceira provocação o Ministro Edson Fachim manobrou para procrastinar e se blindar contra uma possível soltura do virtual candidato petista.
Parece que ainda não é dessa vez que o país volta ao rumo.
Mas se você acha pouco, vou repetir o que já disse antes. Lula tem o direito de ser candidato, ainda que eu não vote nele, ainda que ache que ele faz um desserviço ao país se exercer esse direito, porque não abre espaço para novas lideranças, porque não abre espaço para outras ideias, e as dele já se esgotaram. Só que de forma alguma é aceitável evitar sua candidatura através de um golpe, através de sua prisão por motivo político, e principalmente, sem absolutamente nenhuma prova.
Mas se você acha pouco, vou repetir o que já disse antes. Lula tem o direito de ser candidato, ainda que eu não vote nele, ainda que ache que ele faz um desserviço ao país se exercer esse direito, porque não abre espaço para novas lideranças, porque não abre espaço para outras ideias, e as dele já se esgotaram. Só que de forma alguma é aceitável evitar sua candidatura através de um golpe, através de sua prisão por motivo político, e principalmente, sem absolutamente nenhuma prova.
Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA
14 Junho 2018 | 19h37

Ministro Marco Aurélio durante sessão do STF. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/ST
Após o julgamento do Supremo Tribunal Federal que nesta quinta-feira, 14, vetou a condução coercitiva para interrogatórios, o ministro Marco Aurélio Mello disse ‘não ser possível’ que o êxito da Operação Lava Jato dependesse da medida.
O comentário foi feito sobre um eventual impacto que a proibição da condução coercitiva poderia gerar no andamento de grandes operações e investigações no Brasil, como a Lava Jato.
“A decisão não opera em nada. Paga-se o preço para viver um estado democrático de direito. Ele é módico e está ao alcance de todos. Em Direito, se eu posso chegar a um resultado, eu chego. Se eu não posso, eu tenho que recuar. Agora, é claro que não repercute. Não é possível que o êxito da Lava Jato dependesse da condução coercitiva”, disse o ministro, que votou para proibir o instrumento, um dos seis votos que formou a maioria na Corte.
A condução coercitiva está prevista no Código de Processo Penal, em vigor no País desde 3 de outubro de 1941. Em julgamento finalizado nesta quinta, o STF atendeu aos pedidos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Partido dos Trabalhadores, entendendo que a medida viola a Constituição. Para a maioria do STF, a condução coercitiva para interrogatório afronta princípios como o direito ao silêncio, da não autoincriminação, da presunção de inocência e de ir e vir.
“Na minha visão prevaleceu a Constituição, sempre importante para esse tribunal, preservando a Lei das leis. Agora, evidentemente, se tratar-se de uma situação jurídica de prisão temporário ou preventiva, que se diga qual é a base para um ato desse”, disse Marco Aurélio.
A decisão do STF vetou a condução coercitiva tanto para quando o investigado não comparece ao interrogatório mesmo após intimação, como para ocasiões em que juízes substituíam prisões preventiva ou temporária pela coercitiva, também para tomar um depoimento.
“Não me parece que nós, que buscamos a prevalência da Constituição, somos lenientes, a favor da corrupção. Não, não é isso. Somos contra a corrupção e queremos correção de rumos, mas sob a observância da Constituição”, afirmou Marco Aurélio.
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Só para confirmar
No último domingo e na última segunda-feira eu havia dito que não existia nenhum conflito de competência, e que é da competência do desembargador plantonista emitir HC.
O que não é da competência é o juiz de primeira instância dizer que vai consultar outro desembargador para saber se vai ou não autorizar cumprir a sentença. Pior, ele não era o juiz da pena, não tinha nada a ver com o cumprimento da pena.
Em qualquer país sério esse juiz de primeira instância seria severamente punido, e perderia o cargo.
Aqui não vai acontecer nada. No máximo ele vai vir de novo com a história esfarrapada de que se enganou, e que pede desculpas.
Um juiz não pode se enganar, cometer crimes com esses enganos, e viver pedindo desculpas.
Isso não é uma questão de ser ou não ser jurista para criticar. Isso é uma questão de ser cidadão, porque os direitos que se ferem são dos cidadãos.
LUIZ MOREIRA: THOMPSON FLORES RESOLVEU CONFLITO DE COMPETÊNCIA INEXISTENTE

"Reparem no seguinte: a força das decisões judiciais é apenas simbólica. Se elas podem não valer para soltar, por que devem valer para prender?", questiona o jurista Luiz Moreira, professor de direito constitucional
9 DE JULHO DE 2018 ÀS 05:49 // INSCREVA-SE NA TV 247 

Por Luiz Moreira, professor de direito constitucional – Na decisão que cassa a liminar do Desembargador Rogério Favreto, o Desembargador Thompson Flores sugere que "conflito positivo de competência em sede de plantão judiciário não possui regulamentação específica e, por essa razão, cabe ser dirimida por esta Presidência", pois "é a disciplina do artigo 16 da Resolução n. 127 de 22/11/2017 desta Corte: Art. 16. Os casos omissos serão resolvidos pela Presidência deste Tribunal para o plantão de segundo grau e pelo Corregedor Regional para os casos de plantão do primeiro grau".
Trata-se de conflito inexistente, vez que, por óbvio, só haveria conflito positivo de competência se outro Desembargador plantonista decidisse contrariamente. Desse modo, se dois Desembargadores de plantão prolatassem decisões conflitantes ou pretendessem dirimir questões semelhantes, aí sim haveria conflito positivo de competência, entre plantonistas, o que careceria solução.
O Desembargador Favreto, plantonista, é o juiz natural desse Habeas Corpus e João Gebran, portanto, que não está de plantão, não tem jurisdição sobre esse HC. Logo, não há falar em conflito positivo de competência.
Desse modo, a decisão do Presidente do TRF 4. Região segue o mesmo padrão de contorno à ordem judicial e perpetua o decisionismo judicial.
Reparem no seguinte: a força das decisões judiciais é apenas simbólica. Se elas podem não valer para soltar, por que devem valer para prender?
terça-feira, 10 de julho de 2018
Interessante o artigo de Afrânio Silva Jardim.
Depois de condenar por sem provas, agora não solta por princípio que não existe? Bem, não existia. Agora temos novo princípio jurídico. Parece que os juristas terão novo campo para pesquisar e discutir. Veja no artigo abaixo.
Lula está preso em razão de um inexistente princípio jurídico. Por Afrânio Silva Jardim

Publicado no Facebook de Afrânio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal pela Uerj.
Na verdade, o Habeas Corpus do ex-presidente Lula deixou de ser julgado procedente em razão de algo que não existe no mundo jurídico.
Como se sabe, a ministra Rosa Weber invocou o “princípio da colegialidade” para votar contra as suas próprias convicções, vale dizer, para manter alguém preso inconstitucionalmente (princípio da presunção da inocência).
Entretanto, no “mundo do Direito” não existe tal princípio. No “mundo da ética”, ele é bastante discutível. No mundo da lógica, ele é uma desgraça.
Na verdade, no Direito Processual Penal, não existe qualquer norma jurídica – constitucional, ordinária ou regimental – que obrigue ou recomende a um ministro ou um desembargador a julgar contra as suas convicções em razão de uma decisão anterior daquele mesmo colegiado. No processo penal, mesmo as Súmulas não criam este dever, salvo as Súmulas Vinculantes.
O julgador pode dissentir até mesmo quando está votando com a maioria do colegiado, através da chamada “declaração de voto”. A independência dos magistrados, no processo penal, há de ser plena,
A toda evidência, o sistema de precedentes judiciais, previstos no Código de Processo Civil de 2015. Não pode ser transportado para o Direito Processual Penal, que se funda em outros valores. Em nosso sistema processual penal, não existem lacunas a este respeito, que possam justificar esta imprópria analogia com o processo civil.
Como se sabe, no processo penal, não está em jogo o patrimônio das pessoas, mas a sua liberdade de um lado e, do outro, o interesse público de punir com justiça aqueles que pratiquem crimes.
Ademais, a independência dos magistrados, no atuar de sua atividade jurisdicional, é assegurada na própria Constituição da República, vale a pena repetir.
Por derradeiro, é importante ter sempre presentes as peculiaridades do processo penal, onde haverá sempre de predominar a realização do valor justiça, mormente no Estado de Direito Democrático.
Por isso, em razão da tutela da liberdade individual, temos a amplitude da ação de Habeas Corpus e a imensa flexibilidade da coisa julgada penal, quando se encontra em jogo a liberdade do condenado.
Enfim, no processo penal, o que deve prevalecer é o PRINCÍPIO DA JUSTIÇA e não o falso princípio da “colegialidade”. O primeiro é inerente ao nosso processo civilizatório. O último não tem eficácia ou força jurídica !!!
Dias melhores ainda virão.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
E Lula permanece preso, porque nada mudou
Depois do solta-prende desse último domingo, Lula permanece preso, numa situação surreal, em que um juiz de primeira instância julga o valor de uma decisão de segunda instância, em que juízes de férias tentam interferir na decisão de um plantonista, e onde o presidente do tribunal atropela o plantonista para suspender sua decisão ainda durante seu plantão.
Lula também permanece preso devido uma situação que já ocorria antes, uma vez que está preso sem provas, e os motivos de sua prisão são outros, e não passam por corrupção ou aquisição de bens sem lastro.
E não sou eu quem o digo, mas uma série de juristas, que apontam inúmeras falhas nas decisões contra Lula nas primeira e segunda instâncias.
E você me dirá que há os que dizem que as sentenças são boas. Sim, existem, mas eles tampouco apontam as provas dos crimes alegados, sem contar que o ex-Presidente foi acusado de um crime e condenado por outro, e mesmo assim, sem provas. Com isso baseiam suas defesas na boa argumentação do magistrado.
Ora meus caros, sentença judicial não é concurso literário. Óbvio que precisa ser escrita de forma clara e dentro das boas normas da língua, mas têm que ser baseadas em provas, fatos, e no bom exercício do direito, amparadas nas Leis, Jurisprudência e Constituição.
Algo que não ocorreu.
Como não ocorrerá a libertação de Lula antes das eleições.
E a forma como o PT e alguns correligionários trataram o tema ontem beirou a irresponsabilidade, colocando milhares de pessoas nas ruas para comemorar uma decisão que, mesmo que fosse cumprida, não se estenderia a mais do que algumas poucas horas.
E nada mudou, inclusive o fato de o PT seguir agindo como se o país estivesse na normalidade, após chamar o impeachment de golpe, e seguir propagando essa visão no exterior. Ou age como se fosse golpe, ou age respeitando a normalidade. Não dá para ser os dois.
E o Brasil sangra.
domingo, 8 de julho de 2018
Brasil de pernas para o ar
Apesar de a decisão do Desembargador Rogério Favretta ser legítima (sem entrar no mérito da causa) por ser plantonista, ela coloca o país no meio de uma grande fogueira. As tentativas de Moro e do desembargador Gebran é que estão fora do rito da Justiça.
Sobre Leis e provas, isso já não vale mais no país.
Mas a decisão de conceder o Habeas Corpus abre muito espaço para muita confusão às vésperas de iniciarmos a corrida eleitoral que indicará o sucessor do usurpador, isso se deixarem ter eleições.
No momento em que escrevo isso já temos imagens de milhares de pessoas às portas da PF a espera da liberação do líder petista, e já tivemos notícias de brigas entre manifestantes contra e a favor da soltura do ex-presidente. A questão é: como isso vai acabar?
No momento em que escrevo isso já temos imagens de milhares de pessoas às portas da PF a espera da liberação do líder petista, e já tivemos notícias de brigas entre manifestantes contra e a favor da soltura do ex-presidente. A questão é: como isso vai acabar?
Pobre Brasil!
sábado, 7 de julho de 2018
Coldplay feat. Alicia Keys - Clocks (Live 2008)
E se Shakira já tinha dado canja em Manchester, agora foi a vez de Alicia Keys no Japão. Também ao vivo, também muito bom.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Quanta bobagem
Tenho lido um monte de bobagens sobre o governo estar usando a Copa do Mundo para passar leis e promover o desmonte da máquina e patrimônio públicos enquanto o povo se distrai com os jogos na Rússia.
Reforma trabalhista, reforma no ensino, reforma nos planos de saúde, isenções e renúncias fiscais inúmeras a grandes empresários e aumento de impostos constantes para a classe média e os pobres. Tudo antes da Copa.
Desde quando os golpistas precisam de Copa para trazer a desgraça ao povo brasileiro?
E abram o olho, porque passada a eleição vão tentar enfiar o desmonte da previdência goela abaixo e a toque de caixa.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Mudanças a vista na UE
A Europa não está fora do mundo, e dentro desse está muito próxima a zonas de conflito e interesses internacionais e nacionais poderosos. Se próxima a tais interesses, eles também se apresentam dentro da própria UE, o que não se poderia esperar diferente. E dentro da Europa essas forças são frequentemente antagônicas.Pois bem, tantas forças políticas e sociais se contrapõem num jogo de pesos e balanços, interesses e objetivos.
Bom lembrar que o chamado Estado de Bem-estar Social difere de país a país dentro da própria Europa. Além disso, Alamanha e França representam dois dos mais relevantes interesses, devido ao tamanho de seus países e economias, mas outras vozes estatais também se levantam, além das vozes sempre presentes de movimentos sociais e trabalhistas.
No meio de tudo isso procura-se novo ponto de equilíbrio que permita o continente seguir em frente unida, que hoje é, sem dúvida, o maior motor de seu desenvolvimento.
Abaixo alguns dos temas que estão em debate atualmente no Velho Mundo.
Internacional
União Europeia
As ideias de Macron e Merkel para reformar a Europa
França e Alemanha divergem em várias áreas. Entenda ponto a ponto o que será discutido na próxima cúpula regional
Montagem/Ludovic Marin/Miguel Riopa/AFP

Meses após Macron, Merkel apresentou suas propostas para revitalizar a União Europeia
Por Daniel Heinrich
A três semanas de uma cúpula cercada por expectativas, sobre os rumos futuros da União Europeia, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, respondeu às propostas do presidente francês, Emmanuel Macron, para reformar o bloco econômico e político formado por 28 países.
Em editorial, o diário francês Le Monde avaliou as declarações de Merkel, publicadas em longa entrevista ao diário alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung (FAZ) no domingo 3, como pouco ambiciosas para a "nova fundação da Europa", se comparadas às propostas do chefe de Estado francês apresentadas em setembro último, em discurso na Universidade Sorbonne, em Paris. "Fiel a sua reputação, Merkel deu uma de Merkel: ela avança, mas a passos pequenos."
As respostas da premiê alemã vêm sendo esperadas há meses, e, de acordo com o Le Monde, demonstraram a cautela de Merkel no cenário internacional, depois que duas medidas "audaciosas" lhe custaram capital político interno, fazendo com que seu quarto mandato se revelasse "mais árduo que os anteriores": o abandono da energia nuclear e o acolhimento maciço de refugiados em 2015.
Leia também:
"Evidentemente é a sua resposta sobre a reforma da zona do euro que será considerada a mais decepcionante em Paris. [...] essa prudência não está mais à altura do jogo", critica o jornal francês. Por outro lado, é no contexto da defesa e da segurança que Merkel mais se aproxima de Macron. "É uma aproximação positiva, que prova o engajamento europeu da chanceler federal e de seu governo", comentou o governo francês, em declaração publicada após a entrevista.
Veja abaixo quais são os principais pontos de concordância e de dissensão entre os dois países:
Política de imigração e refugiados
No âmbito da crise migratória, Merkel e Macron concordam em integrar sistemas de armazenamento de dados dos Estados-membros da UE, além de intensificar a cooperação com os países de origem dos imigrantes. Ambos consideram necessário melhorar principalmente as perspectivas de futuro para os jovens nesses países.
Eles enfocam principalmente o continente africano, para o qual está sendo elaborado uma espécie de "plano Marshall", nos moldes da reconstrução dos países aliados europeus após a Segunda Guerra Mundial. Os vizinhos mais próximos da UE ou às margens da zona do euro, assim como os países de trânsito, também precisam ser mais envolvidos nas políticas de imigração e para refugiados.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Ciro oferece resistência
Bem, outro dia falamos em desenvolvimento do país e compromisso com interesses da população. Temos alguns pré-candidatos que defendem essa bandeira, como Manuela D'Ávila ou Guilherme Boulos, mas apenas um até agora ofereceu análises claras do país e seu problema, e ofereceu soluções também claras: Ciro Gomes.
Além disso, enquanto os outros vêm com candidaturas claudicantes, até mesmo tímidas, a de Ciro vem crescendo, e busca apoio em vários estratos da sociedade brasileira. Um deles é o empresariado ligado à produção.
Nada contra o setor financeiro em si, mas dinheiro não gera dinheiro sem trabalho. Está na hora de o Brasil parar de trabalhar para sustentar um setor financeiro insaciável e que vem impedindo que o país se desenvolva e se emancipe efetivamente como nação soberana.
Mais um ótimo artigo da revista Carta Capital.
Política
Eleições 2018
A aposta desenvolvimentista de Ciro Gomes
Pré-candidato do PDT convoca o empresário Steinbruch para vice e aumenta a chance de as eleições não serem um passeio para o neoliberalismo
Cynthia Vanzella

Ciro Gomes em uma das escalas do seu périplo por universidades europeias e dos Estados Unidos
A revelação da pesquisa CNT/MDA divulgada na segunda-feira 14 de que Ciro Gomes, do PDT, teria força para disputar o segundo turno da próxima eleição presidencial fez o dólar subir 0,77%, para 3,62. No patamar dos 9% das intenções de voto, o pré-candidato está agora em empate técnico com Marina Silva, da Rede.
Uma conclusão possível é que, mesmo com o candidato campeão das pesquisas, Lula, encarcerado, a disputa talvez não seja um passeio para os candidatos neoliberais, queridinhos do sistema financeiro. Isso, cabe destacar, antes de o petista anunciar sua recomendação de voto, caso opte por esse caminho.
No plano econômico, significa que a alternativa desenvolvimentista conta ao menos com um espaço inicial de competição diante dos proponentes de mais cortes de gastos, mais privatizações, mais desnacionalizações, portanto mais desemprego.
Haveria uma chance, no entanto, para uma tentativa de alguma harmonização entre o capital e o trabalho do tipo proposto pelos Pactos de la Moncloa, firmados em 1977, na Espanha, no governo Adolfo Suárez.
Entre os empresários, é preciso diferenciar a grande massa de empreendedores de uma parcela mais esclarecida. O primeiro grupo finge estar convencido de que a situação econômica do País é mesmo aquela quase sempre rósea mostrada pela mídia, jamais a dura realidade do seu dia a dia de vendas difíceis, capacidade ociosa e financiamentos impossíveis de obter ou de pagar.
Já os mais lúcidos, porque mais bem informados, percebem a dissonância crônica entre o que a mídia diz e aquilo que de fato é. O apoio a Ciro em ambos os segmentos tende a aumentar, presume-se, com a sua intenção declarada na quarta-feira 9 de buscar um candidato a vice no setor produtivo, no caso o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, Benjamin Steinbruch.
“Quero um vice de produção ligado ao Sudeste do País”, disse aos jornais, replicando a fórmula vencedora do também nordestino Lula na dobradinha de 2002 com o empresário José Alencar, ex-presidente da Coteminas morto em 2011.
O atual presidente da companhia, Josué Gomes da Silva, filho de Zé Alencar, seria outra alternativa, admite o pré-candidato. Contribuinte histórico das campanhas de Ciro e seu amigo há 30 anos, Steinbruch contratou-o em 2015 para presidir a Ferrovia Transnordestina Logística, controlada pela CSN.
As articulações da candidatura no meio econômico vão além da busca da adesão de Steinbruch. No mês passado, Ciro e o coordenador do seu programa econômico, Nelson Marconi, da FGV, o mentor acadêmico deste, Luiz Carlos Bresser-Pereira, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o economista José Márcio Camargo reuniram-se no escritório do ex-ministro Delfim Netto, colunista de CartaCapital.
A pauta contemplou, segundo Haddad, “aspectos econômicos de um programa de governo de centro-esquerda”. Um dos efeitos da inclusão do centro ou de parte dele num acordo é o aumento da probabilidade de realização do próximo pleito presidencial, hipótese posta seriamente em dúvida desde o início do cerco político-judicial a Lula.
Marconi cumpre agenda própria e manteve debates recentes na FGV com Roberto Gianetti, que colaborou na elaboração do programa econômico de Geraldo Alkmin, e na Casa do Saber com Paulo Guedes, principal economista da campanha de Jair Bolsonaro.
sábado, 30 de junho de 2018
Coldplay & Shakira A Sky Full of Stars | Live at Global Citizen Festival...
Se nossa última postagem o Coldplay fez um ótimo cover do Oasis, agora ganhou uma palhinha de Shakira. Também ao vivo, também muito bom.
sexta-feira, 29 de junho de 2018
E não é que está havendo Copa do Mundo?
Eu vejo os jogos que posso. Isso de ser contra é uma grande, enorme bobagem mesmo.
E a Copa passa rápido, tão rápido que já terminamos a "confraternização de entrada", e ficaram apenas os "chefes" para decidirem o "grande cappo" do futebol.
Agora começam os mata-mata, e as emoções aumentam.
Agora começam os mata-mata, e as emoções aumentam.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Neoliberalismo destruindo o país
Apesar de agonizante, desde pela forma como assumiu o poder, passando pelo fato de estar executando uma agenda rejeitada seguidamente pela população, e pelo fato de estar em final de mandato, o governo do deus mercado está claudicante. Interessante que não satisfeito, o deus mercado tenta de todas as formas avalizar novo golpe sobre a população, com a introdução do parlamentarismo (Carmen Lúcia), ou do semi-parlamentarismo (Gilmar Mendes).
Mas apesar de essas tentativas de golpe não conseguirem espaço para avançar, o governo golpista e usurpador segue tentando dilapidar a base que pode alavancar novo ciclo de desenvolvimento ao país. Bancos públicos, Energia, Universidades e Ensino, Pesquisa. Tudo sendo dilapidado, ou destruído sem a menor cerimônia.
A verdade é que a greve dos caminhoneiros foi ocasional, muito mais provocada pelo absurdo preço do combustível devido a metodologia aplicada pelo governo golpista, do que efetivamente por uma conscientização da população.
Esperemos que tenhamos eleições, e que alguém realmente comprometido com o desenvolvimento do país e com o bem-estar da população venha a vencê-las.
Agora, contar com a própria população para garantir tais feitos, não acredito que seja o caso.
O editorial da Carta Capital, abaixo, não está completo, e como sempre basta clicar no título para acessar o artigo diretamente no site.
Política
Opinião
O desmonte da economia nacional: muito mais que uma ópera bufa
O governo, agônico, é duplamente ilegítimo: deriva de uma fraude e executa um programa econômico rejeitado quatro vezes pelo eleitorado
Marcelo Camargo/Agência Brasil

'Michel Temer, nosso pato manco, já chegou à Presidência como mamulengo, ator sem voz própria'
Os norte-americanos grafaram a expressão lame duck (pato manco) para designar o presidente que já está com os dias contados no cargo e nele permanece guardando a cadeira de seu sucessor. Poder esvaziado, nada mais lhe sobra senão arrumar as gavetas.Normalmente, esse esvaziamento se observa entre as eleições e a posse do novo presidente, quando o antigo titular vê crescer a grama na soleira de seu gabinete. É também um período de vácuo, pois o novo presidente é, ainda, apenas uma potência de poder.Michel Temer, nosso pato manco, porém, já chegou à Presidência como mamulengo, ator sem voz própria, tentando desempenhar papel escrito pelos deuses do mercado. Foi sempre um farsante empolado, falso jurista e falso intelectual, sem brilho, sem carisma, sem liderança, sem voto, um intruso rejeitado pela opinião pública, que lhe dedica desprezo e rejeição em níveis até aqui inéditos.O presidencialismo, qual o praticamos desde 1889, não se compadece com a ausência de poder, e hoje o atual presidente é um mero estorvo – que, no entanto, em face das circunstâncias, e tendo em vista as expectativas que se criam com as eleições de outubro próximo, precisará continuar fazendo de contas que ainda preside a República, conduzindo solenidades e fugindo do contato popular.A quatro meses de eleições distantes de qualquer resolução (quando nem o quadro das candidaturas está definido, à direita e à esquerda), a seis meses da transmissão do cargo ao qual ascendeu ilegitimamente, Michel Temer é mera figuração na farsa da presidência tomada de assalto em 2016.A peça que nos é impingida por uma governança ilegítima, seria apenas uma ópera bufa, encenada e cantada por atores menores, não vivêssemos, quase sem reação, o planejado desmonte da economia nacional, a destruição de nossa soberania, o desmonte da escola pública e da universidade, e, nela, da ciência e da tecnologia, as restrições aos direitos trabalhistas, a desindustrialização e o desemprego, a depredação do Estado, o fim da proteção social, em síntese, uma deliberada política de terra arrasada.Leia também:Fica o pato manco, porque manco, mas a destruição do país precisa ser contida.O governo, agônico, é duplamente ilegítimo, porque tanto deriva de uma fraude, o golpe do impeachment, quanto executa (sob o comando do mercado e em aliança com um Congresso em fim de mandato) programa econômico rejeitado pelo eleitorado em quatro pleitos presidenciais sucessivos.Mas, não obstante a irrelevância do presidente, prossegue a súcia no desmonte da economia. Em pleno agravamento da crise interna (política e econômica), e surda e cega diante dos anúncios da crise internacional, insiste na privatização da Eletrobras e na fragilização dos bancos públicos, a começar pelo BNDES, nossa principal agência de desenvolvimento.Ainda é cedo para o inventário dos desdobramentos da greve-locaute de caminhoneiros, mas, de logo, deve-se tributar a essa quase insurreição a denúncia da incompatibilidade do neoliberalismo com os interesses nacionais.A Petrobras pode ser um bom ‘estudo de caso’.A tal propósito, nada mais exemplar do que a administração do Dr. Pedro Parente, cuja herança, de par com o desfolhamento dos ativos da Petrobras, deixa, ainda intocada, uma política de preços que majora os custos internos da produção e os preços ao consumidor, levando o desassossego a uma população de mais de duzentos milhões de pessoas, depois de penalizar dois milhões de caminhoneiros, entre autônomos e assalariados.Para a greve dos caminhoneiros, vitoriosa inclusive do ponto de vista político, independentemente de seus objetivos originais, muito concorreu o apoio da população, tão importante quanto a logística em que se apoiou o movimento paredista, oferecendo caminhos e lições para quem quiser aprender com a experiência, o que justifica o pânico que tomou conta do Planalto e suas adjacências.
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