segunda-feira, 25 de março de 2019

Brasil entrega tudo e ganha banana

Vejam bem, o ser que ocupa a presidência da república foi aos EUA e entregou várias coisas aos yankes. Liberação de visto, ajuda a cassar e deportar brasileiros que porventura vivam ilegais por lá, a entrega da base de Alcântara, entre outras coisas. De quebra fez uma visita à fábrica de golpes de estado americana, sabe Deus para que.

Trouxe em retorno aos brasileiros uma banana. Não daquelas que se comem, mas daquelas que mostram a total falta de importância e respeito que alguém pode lhe atribuir.

Enquanto isso os idiotas comemoram os recordes da bolsa.

Ora, isso só é bom para os investidores e especuladores da organização financeira. Isso significa muito pouca gente. 

Se você que me lê não é nenhum dos dois (e provavelmente não é), então você não tem absolutamente nada a comemorar. 

Mas você tem muito a lamentar, porque absolutamente todas as medidas tomadas até o momento irão piorar a sua vida.

E não é para melhorar mais a frente, porque as próximas medidas que ele pretende irão piorar sua vida ainda mais.


Viagem de Bolsonaro frustra negociadores e traz poucos avanços comerciais

Apesar de acordos na área de inteligência e segurança, país voltou sem parcerias sobre entrada sem condições na OCDE e exportação de carne

Washington – Esperada como o grande avanço na relação Brasil-Estados Unidos, a viagem presidencial deixou um gosto de frustração para os negociadores brasileiros, que saíram de Washington com poucos avanços nas áreas comercial e agrícola, de acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters.
“Se é para avançar desse jeito, melhor até que fique como está’, disse à Reuters uma das fontes envolvida diretamente na tentativa de abrir o mercado americano para novos produtos agrícolas brasileiros.
O Brasil leva para casa o acordo de salvaguardas para uso da base de Alcântara pelos Estados Unidos e outros na área de segurança pública e inteligência, mas não conseguiu nada além de promessas vagas nas áreas que interessavam –uma solução para a questão da exportação de carne in natura e um apoio sem condições à entrada do país na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por exemplo.
Ao final da visita, ao lado de Bolsonaro, Trump declarou apoio ao pleito brasileiro mas, na declaração conjunta, o apoio está condicionado ao Brasil abdicar de estar na lista de países com tratamento especial e diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC). Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado que o apoio à entrada na OCDE não podia depender de uma troca.
“Quem está preocupado com uma parceria estratégica somos nós, não eles. Eles estão preocupados com o varejo”, reclamou um dos negociadores brasileiros.
De acordo com a fonte, a reunião entre Guedes e o representante de comércio norte-americano, Robert Lighthizer, não foi boa e incomodou o ministro brasileiro. O duro discurso feito por Guedes na Câmara de Comércio, na tarde de segunda, foi um reflexo disso.

domingo, 24 de março de 2019

Eurythmics "Here Comes The Rain Again" live 46664 THE EVENT

Se I Saved the World Today foi um grande sucesso do Eurythmics, outro foi Here Comes The Rain Again. E na minha opinião o maior deles, pois regravado por outros artistas, como Marcy Gray e até, quem diria, Madonna, além de, vira e mexe, aparecer nos atuais programas de calouros.

sábado, 23 de março de 2019

Maia abandona articulação pela Reforma da Previdência

Em mais uma trapalhada do governo brasileiro, o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que abandonou qualquer articulação política pela Reforma da Previdência, e aguardará que o governo o informe quando tiver a os votos que garantam sua aprovação, para que esta seja pautada.

A Reforma é ruim, mal planejada, e apenas criará mais miséria e problemas a um povo que já as tem de sobra, mas é inegável que há necessidade de se alterar a Previdência brasileira, de forma a torná-la sustentável e eficiente no longo prazo.

Mas é inegável que a família presidente não faz ideia de como articular nada, de como fazer política de alto nível, e nem tem ideia do que seja administrar um país, ou o que é prioridade ou não para a Nação. Mais uma vez repetindo, não faz ideia do porquê, ou de como acomodar os diversos interesses e anseios, muitas vezes antagônicos, que disputam a primazia das atenções do governo e das diversas instituições.

A crise com Maia foi criada após as ações de Sérgio Moro e das postagens, dele e do filho n°3 nas redes sociais. Mas a crise com Maia é apenas mais uma de muitas que já tivemos. E observem que ainda não completamos 3 meses de governo.

Lamentável, mas ou temos uma reviravolta acentuada, ou esse governo será um desastre maior do que o previamente esperado.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Nunca se foi tão baixo

O ex-presidente Lula tinha a mania de dizer que, "nunca na História desse país ", quando queria se referir a um fato relevante alcançado por seu governo.

Pois bem, parafraseando Lula, "nunca na História desse país" fomos tão humilhados, por uma pessoa despreparada, puxa-saco e servil, que ocupa a presidência da república no momento.

A reportagem abaixo aponta a forma jocosa e desrespeitosa com que ele, e por extensão o Brasil, estão sendo tratados nos EUA, após mais uma viagem internacional desastrosa. Mas isso não para por aí, porque na Europa o mesmo cenário acontece.

Para piorar. vários órgãos da imprensa internacional já ligam os Bolsonaro  às milícias.

Mas se você quiser uma cereja nesse bolo de desgraças, também ligam os Bolsonaro e a morte de Marielle.

Enquanto isso o despreparado e seu posto Ipiranga para a economia, que é tão despreparado quanto o chefe, vão destruindo o país, o que por sinal, foi algo que o próprio presidente declarou ser sua tarefa; "destruir".

Os idiotas aplaudem.

Trump também.

Viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos é tratada com deboche pela imprensa norte-americana;
Mídia americana ridiculariza Bolsonaro












A imprensa dos Estados Unidos não pouparam adjetivos para definir a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao país. Para a rede CNN, por exemplo, disse que o brasileiro "puxou o saco" do presidente Donald Trump, prevendo sua reeleição em 2020 e elogiando seu combate a "fake news".Já para o New York Times, no encontro, era como se Trump estivesse olhando para um espelho.

"Como outros líderes autoritários que Trump abraçou desde que assumiu o cargo, Bolsonaro é um eco do presidente americano: um nacionalista ousado cujo apelo populista vem em parte de seu uso do Twitter e sua história de fazer declarações grosseiras sobre mulheres, gays e grupos indígenas", escreveu o jornalista Michael Shear.

Na noite de segunda-feira, antes de uma entrevista com o mandatário brasileiro, a rede ligada a direita americana Fox News, reforçou os laços de Bolsonaro com milicianos e ainda lembrou suas declarações contra minorias, como mulheres e LGBT, além de perguntar a posição do presidente sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).
FONTE: Brasil 247

quinta-feira, 21 de março de 2019

Reforma da Previdência

Vejam que vídeo interessantíssimo de Eduardo Moreira. Fala muito sobre a destruição da Previdência que Bolsonaro e Paulo Guedes tencionam promover no país. Entenda o que todos perdem, e defendam seus direitos à vida e à dignidade.


quarta-feira, 20 de março de 2019

R$ 2,5 BI?

Isso é no mínimo imoral, mas pode se estender a muito mais do que isso, e extrapolar a crime contra a economia, contra empresa de capítal misto, crime contra o patrimônio público, além de nitidamente se caracterizar como se utilizar do cargo para ganhos irregulares do setor público.

Para começar.

E se alguém acha que é exagero, Deltan Dallagnol já se apresenta aos bancos como gestor da impressionante fortuna rapinada da Petrobrás. Por sinal, segundo alguns especialistas, bem maior do que o dinheiro desviado da empresa a "título" de propina.

Ou se colocam os freios nessa turma agora, inclusive com ressarcimento aos cofres públicos pelos excessos e prejuízos causados, sem excluir as penas criminais cabíveis, ou o país cairá definitivamente nas mãos das milícias armadas e jurídicas.




Xadrez da tacada de 2,5 bilhões da Lava Jato, por Luis Nassif

E, como sempre ocorre com poderes exercidos de forma absoluta, criou-se uma larga cadeia improdutiva da Lava Jato, permitindo ganhos expressivos em várias modalidades de negócio




Peça 1 – os delatores da OAS

A delação da OAS foi central para a condenação de Lula. Agora, executivos da empresa revelam que houve pagamento de R$ 6 milhões para diretores que aceitaram combinar versões com a empresa. Quem definia as condições para a delação era a Lava Jato, procuradores e o juiz Sérgio Moro. E as versões invariavelmente foram no sentido de condenar Lula.
Lula se transformou no toque de Midas da Lava Jato, a condição para indulto plenário a qualquer abuso cometido e a qualquer suspeita levantada. A perseguição a ele teve alguma dose de motivação política pessoal da Lava Jato. Mais que isso, foi a oportunidade para, em um primeiro momento, garantir poder e projeção ao grupo. Em um segundo momento, para abrir mercados promissores.

Peça 2 – o negócio Lava Jato

Graças ao antilulismo, permitiram-se todos os abusos. E, como sempre ocorre com poderes exercidos de forma absoluta, criou-se uma larga cadeia improdutiva da Lava Jato, permitindo ganhos expressivos em várias modalidades de negócio.

terça-feira, 19 de março de 2019

Não para?

Quem achou que Bolsonaro governaria com lisura, tendo cuidado em suas escolhas, pode estar certo que, no mínimo, ele está pior que o PT, e olha que o PT abusou no direito de nomear pessoas suspeitas, até por isso mesmo perdeu credibilidade. E olha também, que minha opinião é que o PT se perdeu nisso que passou a chamar de "pragmatismo", e abusou do direito de fazer acordos nefastos.

Mas Bolsonaro exagera nessas nomeações, porque elas não estão sob suspeitas não comprovadas em obscuras diretorias e terceiro escalão, mas nos primeiro e segundo escalões da administração pública, e cercadas de provas e indícios, todos muito mais fortes dos que os que condenaram Lula, e parte substancial dos condenados da Lava-Jato.

Claro que muitas vezes focinho de porco não é tomada, é apenas focinho de porco. Mas precisava indicar apenas gente envolvida com escândalos diretos?

Vejam a matéria de O Globo clicando aqui.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Capacho

Isso é o cúmulo da servidão na diplomacia internacional: a não exigência de visto para entrada de estrangeiros em seu país, enquanto a reciprocidade não é colocada para seus próprios cidadãos. Em resumo, é a não reciprocidade nas relações, quando apenas um lado abre mão de suas posições e o outro lado apenas tem benesses dessa atitude, sem dar absolutamente nada concreto em contrapartida.

Pois é isso que esse governo patético, incompetente, servil, ideológico, com complexo de vira-latas, horroroso, vem fazendo na política externa brasileira. O país, além de perder mercado no comércio internacional, além de estar deixando de ser destino de investimentos estrangeiros em áreas que criem empregos, e de ser levado seriamente em conta em negociações e na diplomacia internacional de alto nível, agora resolve assumir um papel de colônia subserviente, acabando com qualquer resto de respeito que poderia ainda ter.

Mas não dá para esperar que alguém que não se dá ao respeito seja respeitado ou entenda o que é isso.



Brasil planeja fim da exigência de visto a EUA, Canadá, Japão e Austrália

Os ministros do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se reúnem nesta quinta-feira para discutir detalhes da proposta


2º Estados Unidos - 10,3% dos turistas
Brasília – O governo Jair Bolsonaro planeja dar isenção completa de vistos, sem exigir reciprocidade, a um grupo de quatro países considerados estratégicos para o turismo no Brasil – Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália. Os ministros do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se reúnem nesta quinta-feira, 17, para discutir detalhes da proposta, na lista de prioridades para os primeiros cem dias de governo.
Os ministros já conversaram informalmente sobre o tema e, segundo o titular do Turismo, houve sinal positivo por parte do chanceler. Em governos anteriores, havia resistência na diplomacia à liberação unilateral. “Tive uma conversa preliminar com o ministro Ernesto, e ele vê com muito bons olhos esse caminho de acabar com a política de reciprocidade. A minha proposta inicial é que nesses países onde já foi implantado o visto eletrônico – Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália -, a gente já consiga promover a isenção completa de vistos”, disse Antônio.

sábado, 16 de março de 2019

Eurythmics - I Saved the World Today (Official Video)

Eurythmics. Dueto britânico formado por Annie Lennox e Dave Stewart, é a primeira vez em nosso Blog dos Mercantes, e já chega arrasando, com um dos grandes sucessos. O dueto foi muito ativo na década de 80 do século passado, e emplacou alguns grandes sucessos, sendo I Saved the World Today um dos grandes.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Taí o que você queria!

O vídeo é auto-explicativo.

Apenas um aparte meu; a única técnica que neoliberal domina é de fazer banqueiro ganhar um monte de dinheiro sem trabalhar. Até porque não sabem trabalhar.

 Mas Bolsonaro não ia resolver tudo com arminha e neoliberalismo?

E agora, como é que fica?


quarta-feira, 13 de março de 2019

Ministro Marco Aurélio

O texto de Tales Faria é auto-explicativo, e você pode acessá-lo clicando no trecho abaixo. Mas apesar de ser bastante claro, o texto deixa duas questões no ar, e absolutamente sem respostas. A primeira é; por que ninguém fez nada para deter esse processo absurdo que está destruindo um dos últimos bastiões de credibilidade da população brasileira.

A segunda é tripla e mais atual: quando vão deter esse processo, colocar criminosos travestidos de agentes do Estado na cadeia, reaver os valores desviados e negociados em causa própria por eles, e permitir que o país retome o caminho correto do desenvolvimento e da justiça social?

Teoria da Evolução na Física

E Darwin extrapola a Biologia, indo agora parar na física, e explicando a evolução de uma forma mais "The Big Bang Theory", o seriado onde cientistas consideram a Física a mãe de todas as ciências.

Brincadeiras à parte, vejam o artigo abaixo, e digam se a teoria de Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade de Duke, nos EUA, e que já foi transformada em Lei da Física, não coincide com a Teoria da Evolução de Darwin, formulada pelo britânico lá no Séc. XIX?

E agora Sheldon Cooper, quem é a mãe das ciências?

A lei da física que controla discretamente sua vida - e pode ajudar a melhorá-la


Cânion nos EUADireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionCom sua teoria Constructal, Bejan diz poder explicar 'a evolução de tudo'

Por que um cacto tem a forma ideal para viver em um habitat sem água? Por que muitos rios formam curvas ao avançar rumo à sua foz?
Há uma teoria da física que explica isso. Na verdade, não só isso, mas também o comportamento de qualquer coisa em movimento, seja inanimada ou animada.
Trata-se de uma lei da física bem recente e ainda pouco conhecida pelo público em geral: chama-se Lei Constructal e foi formulada em 1996 por Adrian Bejan, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Duke, nos Estados Unidos.
Bejan quis torná-la o mais acessível possível para as massas em seu livro A Física da Vida: A evolução de tudo, publicado em 2016. Mas como ela pode explicar praticamente tudo?

Tudo flui sob o mesmo princípio

A essência da teoria é que todo processo em movimento, seja de um ser vivo, como uma planta, ou algo mais intangível ou inanimado, como uma rota migratória ou a comunicação entre computadores, avança rumo a uma maior eficácia.
Esse avanço gera mudanças morfológicas e ajustes que respondem ao mesmo princípio de otimização, da evolução rumo a algo melhor. E isso, segundo escreveu Bejan em seu livro, se aplica a fluxos tão díspares como o "trânsito de uma cidade, o transporte de oxigênio dos pulmões e a fluidez dos pensamentos na arquitetura do cérebro".

Ilustração de matéria em movimentoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para fuir melhor

Bejan diz que toda a natureza é formada por sistemas de fluxo que mudam e evoluem com o tempo para se tornarem melhores. Assim, segundo a Lei Constructal, a tendência é sempre a uma fluidez mais fácil e, com o tempo, os fluxos se tornam maiores. E, quanto maiores o fluxos, mais inerentemente eficazes eles se tornam.

Lei ou teoria?

Na física, há muitas teorias, tantas quantas a mente puder imaginar, mas poucas leis. Uma lei deve explicar ou resumir um fenômeno universal, como as leis da dinâmica de Newton. Além disso, segundo o engenheiro, uma lei deveria ser "obedecida" por qualquer sistema imaginável: corpos, rios, máquinas.
Por sua vez, as teorias são previsões sobre como algo deve se dar e estão baseadas em uma lei. Para Bejan, a Lei Constructal explica o funcionamento de qualquer sistema dinâmico e é o motor de campos tão distintos como a evolução, a engenharia e o design.
O engenheiro se inspirou para concebê-la enquanto desenhava um sistema de refrigeração de computadores portáteis: ele se deu conta que as canalizações se ramificavam como se fossem árvores e, a partir daí, nasceu o conceito de sua lei.
Agora, sua proposta está ganhando grande aceitação nos círculos científicos e, segundo disse Bejan em entrevistas, até o momento não foi refutada por publicações especializadas.

Mulher correndoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA inação interromperia o fluxo e deteria o processo de otimização natural

Ele acaba de receber a prestigiosa medalha Benjamin Franklin, em parte por sua "teoria constructal, que prevê o design natural e sua evolução nos sistemas engenharia, científicos e sociais". Segundo o engenheiro, entender melhor essa lei pode nos ajudar a antecipar mudanças, por exemplo, em dinâmicas sociais, nos governos ou na economia.

E como pode melhorar sua vida?

Se uma dinâmica se torna mais eficaz quanto mais fluida e livre for, então, a moral para nossas vidas bem que poderia ser "não pare".
Bejan, que nasceu e cresceu na Romênia sob um governo comunista, diz que sua Lei Constructal, se aplicada de maneira prática ao nosso dia a dia e ao nosso trabalho, sugere que quanto mais livres, flexíveis e dinâmicos nos tornamos, mais eficazes somos. Da mesma forma, a inação interromperia esse fluxo e deteria o processo de optimização natural.
Segundo disse Bejan há alguns anos à revista Forbes, sua teoria tem incontáveis aplicações, "porque coloca o design biológico e a evolução dentro do campo da física, junto a tudo mais até agora existia sob o guarda-chuva da 'ciência dura': a economia, as dinâmicas sociais, os negócios e o governo".
Uma das frases que ele mais gosta de repetir em conversas e entrevistas, também recorrente em seus livros, é que "a liberdade é boa para o design". Assim, a mensagem que ele passa é que devemos fluir mais e melhor para nos tornarmos melhores.

terça-feira, 12 de março de 2019

O que Bebianno esconde?

Vejam abaixo o que venho sempre dizendo, que o maior problema para a governabilidade de Bolsonaro é a briga entre os grupos que compõem a base de sua sustentação política, e que aos poucos vão se tornando a base de sua falta de sustentação política, já que Bolsonaro não tem nenhuma capacidade de negociação, articulação política, e não consegue acomodar os interesses de todos esses grupos.

E que fique claro que nesses grupos não está o seu, trabalhador, seja de baixa renda, seja da classe média brasileira. Apenas grupos muito específicos, como os militares, ou o pessoal da Justiça, estariam entre seus grupos de apoio.

Mas uma coisa é interessante. Foi ventilado que Bebianno teria distribuído cartas a amigos, e dito para abri-las somente em caso de sua morte, ou algum outro infortúnio. Ora, muito "cinematográfica" tal atitude, mas isso não cala a pergunta:

O que Bebianno esconde?

Queda de Bebianno vai além de um filho mimado e do laranjal do PSL

bebianno bolsonaro queda marinho
O obscuro secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, caiu. O motivo teria sido o escândalo dos candidatos laranjas do PSL desvelado pela Folha de São Paulo, seguido de um entreveiro com o filho Carlos Bolsonaro do presidente Jair. Segundo a narrativa que ganhou a grande mídia e as redes sociais, Carlos, um filho mimado que protagonizou a cena ridícula do Rolls Royce na posse presidencial, é desafeto de Bebianno, e teria influenciado o pai a demitir um ministro estratégico diante de um escândalo que a princípio não compromete o governo. A Globo, no Fantástico deste domingo(17), massificou essa versão com uma matéria ironizando o caso através de cenas de seu programa adolescente Malhação, como se a crise fosse um problema de fofocas e desmentidos no Whatsapp. No núcleo militar do governo e no Congresso, o clima é de perplexidade pela reação destrambelhada do presidente, porque gera desconfiança nos aliados que temem ser os próximos a serem descartados dessa forma, e dificulta as negociações com o parlamento, bem quando o governo está prestes a apresentar a reforma da previdência.
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Carlos Bolsonaro no banco de trás do Rolls Royce no desfile de posse do pai.
Gustavo Bebianno foi um dos articuladores partidários de Bolsonaro, e por isso ascendeu à presidência do PSL no período eleitoral, mas o cacique que presidia antes e voltou a presidir o partido depois da eleição, é o deputado federal por Pernambuco, Luciano Bivar, que conquistou a vice-presidência da Câmara dos Deputados no acordo com Rodrigo Maia. Bivar foi o maior beneficiário do fundo eleitoral do PSL, a segunda maior foi uma candidata laranja em seu estado, e era de Bebianno a responsabilidade de liberar os recursos a pedido dos diretórios estaduais. No entanto, há questões mais profundas envolvendo o ex-secretário-geral da Presidência do que apenas a liberação de fundo eleitoral para candidatos laranjas ou sua mentira desmentida pelo vazamento de áudios de Whatsapp do presidente.
Segundo matéria da revista Exame, Bebianno é o responsável por aproximar o então candidato a presidente Bolsonaro do empresário Paulo Marinho, que é nada menos do que o suplente do outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro. Marinho tornou-se figura central na campanha e na formação do governo. Sua casa chegou a ser “sede” de reuniões da equipe de transição, e seu filho, André Marinho, também passou a fazer parte do círculo do presidente, tendo servido como intérprete da primeira conversa entre Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump. Além disso, os Marinho (não confundir com os donos da Globo) tem outras conexões políticas importantes; como João Doria, o filho André inclusive preside o setor “jovem” da empresa de lobby do governador paulista, a Lide; e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, de quem Paulo é conselheiro informal, segundo a Folha.
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O empresário Paulo Marinho e seu filho André Marinho com o presidente Jair Bolsonaro
A indicação de Paulo Marinho a suplente de Flávio Bolsonaro por Bebianno foi feita a contragosto da família presidencial e, ainda por cima, os Bolsonaro desconfiam que Bebianno teria vazado para a empresa dos outros Marinho, a Globo, as investigações do COAF sobre o laranja Queiróz do gabinete de Flávio, quando este era deputado estadual na ALERJ. Para piorar, Bebianno marcou uma reunião com o vice-presidente de relações institucionais (proxy para lobista) da Globo, Paulo Tonet Camargo, que foi cancelada após bronca do presidente: “Como você coloca nossos inimigos dentro de casa?”. Como se sabe, Bolsonaro antagoniza a Globo nas redes sociais e dá clara preferência em suas relações de comunicação a outras emissoras de TV, como o SBT (mas também Record ou Rede TV), que além de entrevistas exclusivas, recebe furos de reportagem importantes negados à gigante Globo, como a própria demissão de Bebianno.
Diante disso, fica claro que Gustavo Bebianno não é uma figura descartável do arranjo político-empresarial que levou Bolsonaro e seus filhos ao poder e ao mesmo tempo representa um setor com contradições internas a esse arranjo, mas não pelos motivos mais repercutidos sobre sua atuação como presidente do PSL quando era responsável pela liberação de verbas eleitorais. O risco de Bebianno resolver implodir o governo com tudo o que sabe é real, e por isso Bolsonaro já ofereceu uma saída “honrosa” como embaixador para apaziguar o ex-secretário. As disputas dos grupos de interesse que levaram Bolsonaro ao Palácio do Planalto estão só começando, e tendem a se agravar quando o governo for efetivamente negociar com o Congresso a dificílima reforma da previdência.