terça-feira, 13 de agosto de 2019

Destruição pela Educação

Ou pela falta dela.

Vamos entender a fala de Weintraub: "já atingimos a meta". 

Aqui vem o primeiro questionamento: Existe meta final para o conhecimento?

"Desviar verbas para outras áreas."

Quais áreas? E porque precisa desviar verbas de outras áreas?

No final defende educação privada, mas financiada pelo poder público.

Ora, isso nada mais é do que apropriação de verbas públicas, e pior, com baixíssimo retorno de desenvolvimento para a sociedade, justamente porque o ensino privado não faz pesquisa, e portanto não gera desenvolvimento técnico-científico, ficando, quando muito, na manutenção do que já existe.

Mas isso tudo é parte de um projeto maior, em que o Brasil é uma grande fazenda ou mina, em que o desenvolvimento científico para essas áreas viria de fora, de acordo com os interesses externos, e de acordo com os objetivos externos.

Ou seja, uma grande neo-colônia com status de país.

Esse é o projeto desse governo nacionalista.

Como sempre o link para a matéria completa da Carta Capital no título abaixo.


O ministro da Educação Abraham Weintraub foi convocado para dar explicações na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 15, sobre os cortes de investimentos na área de Educação e principalmente em pesquisa, ciência e tecnologia.

Durante o debate, o ministro disse que há um excesso na formação de doutores no Brasil e, portanto, o Brasil não precisa mais financiar a pesquisa em doutorado: “Já batemos a meta do doutorado há tempos (…) quando você bate uma meta, você direciona as verbas para as outras que ainda estão aquém”, disse ao indicar o objetivo de cortar mais investimentos em pesquisa e não financiar mais bolsas de doutorado.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A Nova Teoria Monetária - entenda o que ela propõe

A MMT - Moderna Teoria Monetária - está viralizando entre muitos economistas. Ela é considerada pós-keynesiana, e vem conquistando cada vez mais apoio de economistas, incluindo em Terras Brasilis.

No vídeo abaixo, que foi divulgado no site GGN por Luís Nassif, você vai entender melhor o que é, e o que podemos esperar dela.

domingo, 11 de agosto de 2019

Resumo político da semana 05-11/08

Semana agitada. Não que tenhamos tido um fato novo bombástico, mas tivemos sim a reutilização de uma tática mais do que manjada, mas que dessa vez mobilizou a população e a classe política de forma muito mais ampla e uníssona: a tentativa de tranferência de Lula de Curitiba para o Tremembé. A decisão de manutenção do ex-Presidente em Curitiba foi decidida pelo STF por 10x1, sendo o único discordante o Ministro Marco Aurélio Mello, que como eu já tinha adiantado, começa a mudar seu voto. Vejamos se confirma a tendência. Outro fato interessante da decisão é que ela foi tomada após reunião de uma comissão de parlamentares com o Presidente do STF. A comissão foi formada por 12 partidos, paralisou os trabalhos parlamentares na Câmara, e foi para interceder contra a transferência do ex-Presidente.

Outro fato interessante gerado pelo advogado Gustavo Bebianno, que começou como homem-forte do governo ocupando a Secretaria Geral da Presidência, mas que foi rapidamente queimado, e aos poucos vai se colocando na oposição a Bolsonaro. Pois bem, Bebianno disparou contra a indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada Brasileira em Washington. Claro, apenas os mais fanáticos bolsonaristas apoiam uma aberração dessas, mas os apoios a Bolsonaro e seu governo vão derretendo, e por erros dos próprios.

Aí nós chegamos aos devaneios do Presidente Bolsonaro. Johnny Bravo, o personagem que fez sucesso no final dos anos 90 e início do Século foi usado como base de comparação pelo mandatário, que disse que ele seria Johnny Bravo. Bem, ele tem certa razão. O personagem fez sucesso ao ser criado como um idiota completo, o que causava risos e escárnio de todos os lados. O que o Presidente parece não ter entendido é que isso é bacana, é engraçado na TV, num personagem criado para ser grotesco, num ambiente controlado. Na Presidência da República não cabe um personagem como esse.

E como sempre acontece nas últimas semanas acabamos por cair na Lava-jato. Agora entra em cena também o El País, jornal espanhol de alcance mundial, e que tem uma edição em português. A tática de Glenn é interessante, porque acelera a divulgação das divulgações vazadas, mas já há a dúvida de que elas atinjam realmente alguns setores que, sabidamente, estão envolvidos no patrocínio e articulação desses problemas, principalmente o financeiro. É verdade que já resvalou em alguns bancos no caso da palestra da XP, mas isso se deu muito sutilmente, embora seja claro que, se há corrupto, há corruptor.

Mas o El País começou bem, com o vazamento das investigações ilegais dos lavajateiros contra Gilmar Mendes. Isso revoltou o Ministro (por óbvio que aconteceria), e criou certa harmonia na mais Alta Corte, que já mostra alguma tendência a  ter uma maioria disposta a coibir os abusos da República de Curitiba, e que pode vir a corrigir os abusos já cometidos.

Ainda na linha de ataques a Gilmar Mendes, o UOL revelou que Deltan Dalalgnol conseguiu convencer o partido Rede Sustentabilidade, através do Senador Randolfe Rodrigues, a entrar com ação contra o Ministro Gilmar Mendes, que em certa altura foi visto como o grande inimigo dos lavajateiros.







sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Marítimos deixam GT da Petros

A notícia abaixo veio do site do Sindmar, e diz respeito a saída do FNTTAA do Grupo de Trabalho da Petros, que busca uma solução às contribuições atrasadas da Petrobras ao plano de aposentadoria privada de seus trabalhadores. O motivo da saída é a perda de toda e qualquer expectativa de que se consiga uma solução negociada e exequível para o problema, o que apenas demonstra que a única coisa com que o governo brasileiro não se preocupa é com os trabalhadores brasileiros.

Com esse quadro sou obrigado a dizer que os marítimos são apenas parte desse todo maior, que são os trabalhadores brasileiros. Isso não se aplica às castas de operadores do Estado, que permanecem com seus direitos abusivos intactos, ou quase intactos.

Parece que a Justiça será a saída, mas a Justiça no Brasil tem faltado ao país com muita frequência, a seus trabalhadores com ainda mais frequência. Ou algum trabalhador aposentado tem como esperar 30 ou 40 anos por uma solução, que muitas vezes não se aplica porque a empresa já nem existe mais?


des2Notícias
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Afins – FNTTAA enviou ofício à Petrobras nesta segunda-feira, 5 de agosto, para comunicar a saída dos marítimos do Grupo de Trabalho – GT da Petros.
A entidade sindical que congrega os Sindicatos Marítimos Nacionais solicitou seu ingresso no GT buscando contribuir para que se cobrassem da Petrobras as garantias oferecidas aos participantes quando aderiram ao Plano Petros.
A FNTTAA esclarece que perdeu toda e qualquer expectativa de que os trabalhos do GT Petros sejam efetivamente considerados para encontrar uma solução possível diante do problema gerado com a não contribuição devida da Petrobras.
O SINDMAR informa aos seus associados que permanece acompanhando as questões relativas ao equacionamento do Plano Petros por meio de seu departamento jurídico.
O Sindicato reitera que obteve decisão liminar que continua vigorando para os seus representados, estabelecendo o fim do pagamento da contribuição extraordinária a partir de março de 2019 e devolução dos valores que tenham sido descontados após a concessão da liminar.
Acesse o ofício enviado pela FNTTAA à Petrobras.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Indústria brasileira despenca e emprego formal também

Interessantíssimo o texto de Paulo Gala, veiculado pela Folha de São Paulo, e que aponta para o mais sério problema estrutural da economia brasileira, a desindustrialização. Claro que em uma análise feita num artigo de jornal é impossível aprofundar nos temas, mas também claro que há erro de estratégia de economia política, e erros do próprio setor industrial, que se acostumou às benesses do Estado, e não partiu para aquilo que a própria burguesia tanto divulga: a meritocracia.

Por que digo isso?

Como Paulo Gala mostrou em suas rápidas e bem escritas linhas houve momentos em que a indústria brasileira esteve em condições de, ela mesma, expandir suas exportações, melhorar sua produtividade, aumentar sua competitividade a nível mundial. Mas ao invés disso, de modo geral, nossos empresários se acomodaram numa demanda interna super-aquecida, adaptaram apenas as planilhas financeiras para adequarem-se ao custo interno mais alto, mas não investiram em novas tecnologias produtivas, aumento da produção, ou conquista de novos mercados.

O resultado foi que, com apenas uma fonte de escoamento de sua produção, quando esta secou pelas razões expostas por Gala, a indústria brasileira seguiu lépida e fagueira em sua esteira.

E não se enganem quando se diz que ainda temos uma produção industrial 20% acima da registrada em 1980, porque de lá para cá o PIB cresceu pouco mais de 8 vezes, tendo ido de R$ 0,8 tri em 1980 para R$6,8 tri em 2018. Quando fazemos a análise não devemos fazê-la em valores absolutos, mas em valores relativos, o que significa que a indústria deveria ter crescido na mesma proporção, para que mantivesse sua relação com o PIB estável. Ao contrário, ela cresceu muito aquém do crescimento do PIB, e perdeu participação, o que significa que ela se retraiu fortemente em relação ao PIB.


A indústria brasileira implodiu, não será fácil resgatá-la

Nenhum país hoje rico se desenvolveu sem indústria


Paulo Gala


quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Bolsonaro, o Separatista

O Presidente Jair Bolsonaro volta a atacar o Nordeste. Não bastassem seus rompantes preconceituosos, suas ilações estapafúrdias, o Presidente também faz questão de cindir o país, e o faz da forma que melhor conhece, ou seja, a mais tosca possível.

A coisa começa com um boicote financeiro aos estados nordestinos, mas diferente do que diz a reportagem do 247, a ordem não vem da presidência da Caixa, mas sim da própria Presidência da República, ou vocês querem que ele assine um papel dizendo que ordenou isso. Por, sinal, ele mesmo já reafirmou a ordem.

Como tudo isso seria pouco, ele agora vem dizer que os governadores do Nordeste querem dividir o país, tentou se esquivar do uso pejorativo do termo "paraíba", e voltou a afirmar que seguirá atacando e agredindo aqueles que ele considera inimigos. Só para esclarecer, nenhum governador nordestino falou um disparate desses, e quem fala em separar o país é sempre Bolsonaro.

Com isso tudo ele também agride e desrespeita a Constituição em pelo menos 3 pontos. Além do discriminação quanto a toda uma parcela, e muito significativa da população e do próprio território nacional, também agride o princípio da impessoalidade da administração pública, e ainda ataca a integridade do território nacional.

Lembro que ele jurou proteger e cumprir essa mesma Constituição.

Motivos jurídicos para um impeachment já não faltam, na verdade abundam. Mas faltam os motivos políticos, e eles estão sendo construídos.


terça-feira, 6 de agosto de 2019

Prisão e Massacre; Massacre e Prisão

A semana passada foi tragicamente marcada pelo massacre no presídio de Altamira no Pará. O fato reacendeu o debate entre defensores do encarceramento, e do endurecimento das medidas contra infratores, que foram confrontados com defensores de medidas mais brandas, principalmente para os considerados crimes menores.

Os argumentos dos primeiros é que são todos criminosos incorrigíveis, que levaram terror e dor para muitas pessoas, que a sociedade precisa se livrar deles a qualquer preço. Entendo perfeitamente que não é nada agradável perder um telefone, a carteira, às vezes todo o salário do mês. Entendo também que isso é inaceitável, mas daí a pedir a morte dessas pessoas é um longo passo.

Pelo outro lado defende-se que são vítimas da sociedade, que precisam ser recuperados, que os praticantes de pequenos crimes apenas servem de exército de reserva ao tráfico e aos grandes criminosos,etc.

Como na maior parte das vezes os extremos estão equivocados, e provavelmente a resposta estaria no meio termo. Não podemos colocar esses pequenos criminosos em contato direto com os grandes criminosos que afetam definitivamente vidas e famílias, porque facilita o aliciamento. Ao mesmo tempo esses pequenos criminosos saem, normalmente, dos mesmos extratos sociais e das mesmas regiões que os grandes criminosos, e frequentemente já se encontram em contato antes de suas prisões.

Por outro lado não se pode deixar passar os pequenos crimes, porque a impunidade poderia incentivar ainda mais a realização desses desvios.

Mas é fato que muita coisa está errada no país, que está no top 3 mundial de população carcerária mundial, mas nem por isso sua população está protegida, ou os níveis de golpes, estelionatos, assaltos, roubos, e mesmo assassinatos estão em níveis altíssimos, mesmo para países com o mesmo nível de desenvolvimento econômico.

Então algo há que se fazer, e isso obrigatoriamente passa pela inclusão social, por reformas profundas dos sistemas jurídico, carcerário, e legal, e jamais será realizado em apenas um governo, mas sim ao longo de um período mais extenso de tempo, com atenção séria e constante dos governantes que passarem nesse período. Esse processo não é um projeto de governo, mas um projeto de Estado, um projeto de Nação. 

Talvez depois de mudanças profundas, que tenham por objetivo um real projeto de Nação, aí pode ser que massacres como esses não ocorram, que não tenhamos uma população carcerária tão significativa, nem que nosso povo esteja tão exposto a toda uma gama de crimes.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Bolsonaro não é bem-vindo em Portugal

O chamado Bloco de Esquerda, que apoia o governo do PSD de Marcelo Rebelo, e que vem levantando a Nação portuguesa após o desastre econômico-social promovido pelas políticas neoliberais que foram implementadas no país entre os anos 90 e primeira década do Séc. XXI, se manifestaram contrários a presença do Presidente Jair Bolsonaro em solo luso, chegando a pedir o cancelamento oficial da visita do Presidente brasileiro.

Isso acontece em Portugal, mas Bolsonaro não é "bem-vindo" na maioria dos países do mundo, e naqueles que o recebem, apesar de todos os protocolos que existem, e devem ser seguidos, não é raro que o Presidente brasileiro ofenda povos e setores inteiros das sociedades dos países visitados.

Apesar disso os interesses econômicos que envolvem o Brasil são grandes. O agronegócio e o estrativismo em suas diversas formas são de interesses de muitas outras nações e povos, assim como enquadrar o Brasil fora da disputa por mercado, por avanços tecnológicos, e no protagonismo político-econômico mundial também, por isso Bolsonaro ainda é recebido em muitas partes.

E seu maior aliado, Donald Trump, o trata como o que ele é, um capacho, que rapidamente se rende a todo e qualquer capricho insinuado por seu mestre, e disposto a servir candidamente a qualquer longínquo sinal de desejo dos americanos. A relação é quase de desprezo por parte do americano, e de total subserviência e veneração por parte do brasileiro

Mas na maioria dos casos a situação é outra, e é quase possível cortar com uma faca a atmosfera de mal-estar que existe por onde passa. Eles se encontram com o Presidente brasileiro por obrigação, mas não há nenhuma vontade de estar ali.


BE diz que Bolsonaro "não é bem-vindo" e visita a Portugal deve ser cancelada

ERALDO PERES

Bloco de Esquerda considera inaceitável visita do Presidente do Brasil

O BE considerou hoje inaceitável a visita a Portugal do presidente do Brasil, defendendo que o Governo português a deve cancelar porque Jair Bolsonaro "não é bem-vindo" ao país e mostra "constante desrespeito" pela democracia.
Numa nota do BE a que a agência Lusa teve acesso, o partido começa por se referir a afirmações de Jair Bolsonaro "a propósito da morte do ativista estudantil e militante político Fernando Santa Cruz, dado como desaparecido em 1974, em plena ditadura militar naquele país".
"Sabendo-se que está em preparação uma visita oficial do presidente da República do Brasil a Portugal, prevista para o início de 2020, o Bloco de Esquerda considera que esta, a concretizar-se, sinalizaria ao povo irmão do Brasil que o governo português é conivente com o constante desrespeito à democracia demonstrado pelo atual governo", critica.
Por isso, os bloquistas consideram "inaceitável a realização desta visita", deixando claro que "Jair Bolsonaro não é bem-vindo a Portugal e o Ministério dos Negócios Estrangeiros deve cancelar a visita o quanto antes".
Em 19 de julho, em entrevista à Lusa, na cidade cabo-verdiana do Mindelo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse que o presidente brasileiro deverá visitar Portugal no início de 2020.
No comunicado enviado à Lusa o BE lembra: "Interpelando diretamente o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, filho de Fernando Santa Cruz, Bolsonaro usou de ironia para dizer que ‘um dia' contará ao presidente da OAB como o pai desapareceu ‘no período militar', adiantando que Felipe Santa Cruz ‘não vai querer saber a verdade'".
Depois, numa rede social, Bolsonaro afirmou que Fernando Santa Cruz não foi morto pelos militares, mas, sim, pela sua própria organização, a Ação Popular.
"As afirmações de Jair Bolsonaro causaram uma onda de indignação generalizada, até partilhada por muitos que o têm defendido e apoiado em outras ocasiões", apontam os bloquistas.
Perante estes factos, na perspetiva dos bloquistas, "os portugueses e o Governo não podem ficar indiferentes face a um presidente que, como diz nota da OAB, parece ignorar os fundamentos do Estado Democrático de Direito, entre eles ‘a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos'".
"O Bloco de Esquerda recorda ainda que este é apenas o episódio mais recente envolvendo um governo que tem sido marcado pelo desrespeito às comunidades indígenas, pelo aumento descomunal do desmatamento da Amazónia, pelos ataques à Educação e aos direitos dos trabalhadores", elenca ainda.
Com Lusa

domingo, 4 de agosto de 2019

resumo político da semana 29/07-04/08

Mais uma semana agitada. Vamos começar com o mais sério a médio prazo. O que já comentei em redes sociais, e que até a Globo começa a mudar de posição, é que Bolsonaro está em sério risco de sofrer um impeachment. Claro que o processo não é imediato, mas as vozes em favor do impedimento crescem por todo o país, e alcança até aliados de primeira hora do Capitão. Como este não dá a menor mostra de mudar de rumo, e segue falando para uma parte minoritária da população, o processo deve se acirrar nos próximos meses, até porque a economia não dará nenhum sinal de recuperação.

A direita se mobiliza para pressionar o presidente da OAB a renunciar, em apoio a Bolsonaro. Em compensação outro tanto de advogados apoia Felipe Santa Cruz. Isso mostra que o país ainda está dividido, e que isso precisa acabar. Não será Bolsonaro quem irá reunificar o país. Ao contrário, ele apenas trabalha para agudizar esta situação.

Já a ABI reaparece no cenário político depois de muito tempo adormecida. Logo ela, que foi importantíssima na luta pela redemocratização, e que inacreditavelmente optou por se afastar da luta democrática, que no final das contas é diária. Por isso o ato de apoio a Glenn Greenwald é importante, porque marca um retorno da ABI à luta pelos grandes temas.

E como apenas uma polêmica não é suficiente nesse governo, terminamos a semana com as discussões sobre Lava-jato, Vaza-jato, Moro e Dallagnol. Começou com a inclusão de membros do STF em reuniões nada Republicanas com empresas financeiras, mas rapidamente evoluiu para as acusações a Dallagnol, que além de também participar nessas reuniões, ainda investigou Dias Toffoli ilegalmente. Isso gerou reação do STF, e Luiz Fux (in Fux nóis num trust mais) deu liminar do PDT impedindo a destruição de provas apreendidas com os hackers, e na sequência Alexandre de Moraes requisitou que estes documentos fossem enviados ao STF.

Dallagnol deverá ser afastado e torrado no futuro próximo. Moro também deverá ser queimado, mas irá demorar um pouco mais, afinal de contas, ele comprou briga com uma parte significativa do STF, e por sinal, a mais preparada também.

Mas não se enganem, porque toda essa briga acima ainda não significa retorno ao ritmo democrático normal. Ainda que as forças democráticas comecem a se articular, a grande briga ainda é pelos despojos do golpe de 2016.

sábado, 3 de agosto de 2019

Led Zeppelin - Immigrant Song (Live 1972) (Official Video)

Já tinha um bom tempo que a maior banda de rock n\roll de todos os tempos não aparecia por aqui. Então ela volta em grande estilo com Immigrant Song.


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

O que muda com 6% de juros da selic?

O vídeo de Eduardo Moreira é muito claro nos resultados que podemos esperar com a queda da taxa selic de 6,5% para 6% de juros anuais. Na verdade eu já conhecia esses dados, mas Eduardo colocou de forma muito clara, e bem didática.

De minha parte apenas acrescentarei alguns dados. 

A última vez que pesquisei os juros em tesouro direto, que é o que a taxa básica de 6% remunera a partir de agora, tínhamos também várias outras taxas, sendo que elas variam um pouco a depender do risco que está atrelado a ela. Uns 4 meses atrás esses juros podiam chegar a 24%, nos maiores riscos ligados ao câmbio.

Como Eduardo deixa muito claro, esses 6% irão pagar cerca de 30% dos investimentos em tesouro direto, e a média do valor pago ainda está em belos 10,5% anuais. Se tomamos como base uma taxa interna de retorno de 10% nos investimentos em produção, o que é uma taxa de retorno bastante boa na economia real, vemos que essa queda da taxa selic significa muito pouco, que ainda é muito mais interessante manter o dinheiro na especulação financeira, ainda mais porque a economia real implica em risco alto, e necessidade de trabalhar, enquanto os títulos da dívida ainda pagam mais, e incorporam um risco ridiculamente baixo.

A propósito, a taxa de juros cobrada pelo mercado para investimentos em produção ainda está em belos 40% anuais, o que significa uma diferença brutal em relação a selic. 

Nada irá mudar, até porque taxa de juros e equilíbrio fiscal são importantíssimos para a economia, mas estão longe de serem os únicos fatores envolvidos na equação que faz uma economia crescer, tanto é que a brasileira segue patinando, segue encolhendo, e nada indica que isso irá mudar.


7

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Mangabeira Unger | Projeto Nacional de Desenvolvimento e Economia do Conhecimento na FIRJAN

O vídeo começa efetivamente a partir dos 15 min. Como é longo sugiro passar para esse momento, e deixar de lado a musiquinha de espera de início do evento. O Prof. Mangabeira Unger fala de parte do projeto de desenvolvimento nacional, defendido por Ciro Gomes, mas ele vai além, ele explica como fugir da armadilha neoliberal, ou da armadilha da busca de uma industrialização do séc. XIX e XX, e ele explica os motivos de buscarmos tal desenvolvimento.

Vale muito a pena assistir a sua palestra na FIRJAN.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Navegação a matroca



Os governos petistas fizeram pouco, mas fizeram algo pela navegação em hidrovias, principalmente no final do primeiro, e início do segundo governos Lula. Depois as coisas foram sendo deixadas de lado. A partir de Dilma até a navegação de Cabotagem foi abandonada, Longo Curso nunca foi pauta. Só que mesmo com essência neoliberal, os governos petistas ainda tentavam dar um ar de progressismo, de busca de avanço, de modernidade.

Mas você realmente acredita que um governo que diz que sua função é apenas destruir tudo fará algo?

Há um caminho pouco ou nada explorado no Brasil. São mais de 41.000km de hidrovias mal aproveitadas para o transporte de cargas e de passageiros. A inversão de políticas públicas ao longo das últimas décadas leva o país a atrasar o desenvolvimento econômico, emitir mais gases de efeito estufa, ficar refém da insegurança e perder dinheiro. Tais fatores poderiam ser reduzidos caso houvesse um equilíbrio entre as modalidades e os veículos rodoviários, aeroviários e ferroviários. 
Ao longo do último mês, a reportagem do Correio visitou trechos de hidrovias nacionais e conversou com passageiros, marinheiros, comandantes, ambientalistas, empresários de pequeno e médio portes — ligados ou não a entidades sindicais —, acadêmicos e autoridades estaduais e federais. O resultado é um desenho de caminhos mal traçados e das contradições de um país. O esboço começa no próprio orçamento para o setor. Dados dos últimos 10 anos mostram o desequilíbrio entre os modais.
Os números revelam que o orçamento para as hidrovias não chegam a 3% do estabelecido para as rodovias, segundo números da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir de dados da Associação Contas Abertas. “Investimos muito pouco em hidrovias. É importante dizer que não defendemos restrições a outros modais, mas um balanceamento melhor”, diz Matheus de Castro, especialista em infraestrutura da CNI. “A navegação apresenta um número de acidentes menor, menos poluentes e uma capacidade de transporte vantajosa.”
A série de reportagens iniciada hoje apresenta o desafio de aprofundar o debate sobre as hidrovias, revelando inclusive eventuais danos ambientais caso não se tenha maiores cuidados na implementação. Se falta dinheiro, sobram problemas. Nas 12 regiões hidrográficas que compõem a malha hidrográfica brasileira há pirataria, brigas com hidrelétricas e toda a sorte de percalços. Em Barra Bonita, cidade a 300km da capital paulista, onde é possível navegar por um dos trechos da hidrovia Tietê-Paraná, o Correio presenciou a euforia de turistas com o transporte pelo rio, mas constatou o lamento de marinheiros com o descaso da infraestrutura, principalmente na manutenção de sinalizações. Ali funciona uma das eclusas — espécie de elevador de águas para barcos — inaugurada em 1973. Ao longo do curso de 2.400km, há outras quatro delas. 
Norte
No Amazonas, o transporte de cargas para exportação e a chegada de navios de outros países com produtos importados se mistura com pequenos e médios empresários. Estes, por sua vez, carregam víveres e outros produtos, para abastecer a população ribeirinha do maior estado do Brasil, além de passageiros portando bagagens e redes para atar sob o convés durante as várias noites que passam entre rios e a Floresta Amazônica.
Não à toa, a região é responsável por 62,9 milhões de toneladas dos 101,5 milhões transportados em todo o ano de 2018. Em Manaus, na região central, também conhecida como Manaus Moderna, o acesso aos barcos do Rio Negro se dá por meio de balsas. Ao longe, se vê empurradores e barcaças transportando toneladas de grãos, minérios, milhares de litros de combustível e outros produtos, enquanto uma profusão de outras embarcações de diversos tamanhos, cores e nomes disputam espaço e recolhem ou desovam cargas e passageiros em balsas enferrujadas e presas à orla.
Em algumas delas, o acesso se dá por tábuas. Em outras, não é possível entrar com os calçados secos. Carregadores levam colchões, eletrodomésticos, frutas e caixas, em meio a quiosques, vendedores e viajantes acompanhados de familiares. Há música em todo local e, de tempos em tempos, ouve-se o apito de um veículo que parte pelo rio. 
Quando o clima afeta as navegações
A hidrovia é o modal mais sensível aos efeitos das mudanças climáticas. Isso porque, para permitir que as embarcações naveguem, é preciso um nível mínimo de água nos rios, que diminui nas estiagens prolongadas, causando conflitos pelo uso da água entre a navegação e a produção de energia ou entre outros usuários.
Foi o que aconteceu na hidrovia dos rios Tietê-Paraná, quando a crise hídrica levou ao fechamento da hidrovia por quase dois anos entre 2014 e 2015, causando prejuízos ao setor de navegação e ao agronegócio. O rio São Francisco possui 1.300km navegáveis. Durante a seca, entre Pirapora e Juazeiro (BA), embarcações encalham em bancos de areia devido à redução do volume d’água.
O transporte por rodovias, lembra o biólogo Alcides Faria, da ONG Ecologia e Ação (Ecoa), também fica prejudicado quando há paralisação de caminhoneiros. “Não dá para colocar todas as fichas em um único modal. É preciso diversificar.” Para ele, a hidrovia que vale a pena é a chamada “hidrovia limpa”, ou seja, aquela que não muda o curso natural do rio e que não necessita de dragagens constantes para remover sedimentos acumulados. “O que é uma porta aberta para excesso de gastos públicos e corrupção”, afirma. Ele cita o exemplo da hidrovia do Paraguai, com cerca de 600km, mas com projeto de ampliação para mais de 1,2 mil km para chegar até Cárceres (MT), passando pelo Pantanal, um ecossistema muito sensível.
“Quando a hidrovia tem que destruir as condições naturais do rio, retirar as curvas, que controlam a velocidade da água, isso muda a vazão do rio, arrasta sedimentos de fundo, prejudica a reprodução dos peixes, entre outros efeitos negativos”, afirma. Ele conta que, quando o Pantanal está cheio, de dezembro a maio, a navegação entre Corumbá até o rio da Prata é perfeita. É lá que a Vale transporta minério nesse período. Depois de abril, o rio fica baixo e a navegação deve ser adaptada. Já no Norte, entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, onde está localizado o Parque Nacional e a Estação Ecológica Taiamã, é uma região muito alagada.
O Pantanal é uma grande depressão, localizada na bacia do Alto Paraguai, com uma elevação na borda onde passa a Ferronorte, paralela a hidrovia. Para ele, a extensão da hidrovia para o Norte do Pantanal seria uma redundância ruim, com desastroso impacto ambiental. “Lá, para ter navegação, conforme o projeto, é preciso retificar e dragar o rio Paraguai, o que seria um desastre ambiental, pois causaria o desaparecimento da fauna”, lamenta.
O projeto original da hidrovia previa tornar a região navegável para embarcações de até 3,3m de calado, em uma extensão de 3,4 mil km de Cárceres (MT) a Nueva Palmira, no Uruguai. A Bolívia se ligaria à hidrovia por meio do canal do Tamengo, em Corumbá (MT), mas com os estudos de impacto ambiental e o contingenciamento de recursos, está parado.
Segurança
O rio como passagem é feito há séculos. Os rios da Amazônia são navegáveis praticamente durante todo o ano, mas a boa forma de usar hidrovias é causando o mínimo de impacto possível sobre os ecossistemas aquáticos. Quanto menos intervenção, melhor”, afirma Carlos Durigan, da ONG WCS (Associação da Conservação da Vida Silvestre (WCS).
“É preciso ter cuidado com a biodiversidade aquática; com a poluição gerada pelas hidrovias; com a transformação dos leitos dos rios para aprofundamento de canais, o que revolve sedimentos do fundo dos rios e causa problemas hidrológicos. E é muito importante controlar os processos químicos, às vezes alterados por poluição, às vezes, por intervenções, tanto para garantir a produção dos peixes, como para quem consome o peixe e a água do rio”, afirma.
Para intensificar o fluxo de embarcações, é preciso ter estudos sobre a capacidade e suporte do rio, da capacidade de volume e de aumento do fluxo de embarcações, ter medidas de prevenção de acidentes e de contingência para vazamento de óleo. “Combustível em corpos d´água é um problema bem sério para a saúde das pessoas”, afirma.
O analista de Conservação da ONG WWF, Bernardo Caldas, lembra que há também uma preocupação cênica com o uso das hidrovias, pois, algumas localidades, como o Pantanal, por exemplo, são regiões turísticas. “Em regiões urbanas isso não é tão impactante, mas em regiões de turismo ecológico pode haver um impacto e pode levar à perda do interesse turístico, porque ninguém visita esses lugares para ver navios e conteiners passando”, diz.
Crise e progresso inibiram hidrovias
O crash da Bolsa de Nova York na quinta-feira negra, em 24 de outubro de 1929 e a construção da nova capital por Juscelino Kubitschek durante a década de 1950 ajudam a compreender a primazia das rodovias no Brasil, bem como o sistemático descaso com hidrovias e ferrovias. O primeiro evento resultou na crise do café e no abandono de grande parte da infraestrutura ferroviária. Já a construção de Brasília cumpriu o papel de trocar de vez os modais pelo asfalto. A opção de políticos atendendo ao forte lobby de empresas automobilísticas americanas e alemãs riscou o país de estradas e botou caminhões para rodar com carrocerias lotadas de produtos que iriam muito melhor de barco.
Quem explica é o mestre em engenharia de produção e professor de logística da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec), Marcos José Corrêa Bueno. “O crash de 1929 fez o preço do café cair, o que provocou o declínio da infraestrutura ferroviária. E o crescimento da estrutura rodoviária com JK, na década de 1950 favoreceu a automobilística”, conta. A predileção por estradas, já estava presente no governo de Washington Luiz (1926 a 1930), mas foi o mineiro de Diamantina, fundador de Brasília quem, implantou o rodoviarismo.
Marcos José destaca que não se trata de trocar rodovias por hidrovias e ferrovias. “Todos os modais precisam ser recuperados no país. Só 12% das nossas rodovias são asfaltadas. Por mais intermodalidade que você utilize. As duas pontas da cadeia produtiva vão depender da rodovia”, destaca Marcos José. “Agora, a infraestrutura portuária fluvial do país é precária. A gente devia utilizar mais. Temos grandes empresas aproveitando esses recursos, como a Nestlè, a Kibon e a Caixa”, pondera.
Influências externas
Doutor em logística e transporte e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufan), Antônio Jorge Cunha Campos está entre os que chamam a atenção para a história a fim de compreender as dificuldades logísticas de transporte de carga no país. “Em 1950, tivemos a vinda de grandes fabricantes de automóveis americanas e alemãs. Teve uma grande força para influenciar que o Brasil priorizasse o transporte rodoviário. Hoje, 62% do nosso transporte é por rodovia. Não integramos os outros modais. Agora, quando olhamos nossa matriz de exportação, exportamos produtos in natura e o modal aquaviário e ferroviário são os mais aconselháveis para isso. Hoje, no setor hidroviário, nossa matriz é em torno de 13,5%. No entanto, temos em torno de 60 mil km de rios navegáveis”, aponta. 
Consenso entre especialistas, o desenvolvimento integrado de hidrovias, ferrovias e rodovias (que nunca aconteceu no país), é fundamental para acelerar o crescimento e reduzir os impactos ambientais do progresso. E nesse processo, a navegação interna tem um papel crucial, pelo grande potencial de transporte de carga com menor desmatamento e reduzida emissão de gás carbônico na atmosfera, seguido pelas ferrovias e, por último, pelo asfalto, o que mais polui e menos transporta. “Quando falamos em meio ambiente, o transporte rodoviário emite muito mais CO2”, lembra Antônio Jorge. 

terça-feira, 30 de julho de 2019

Previdência: Repartição ou Capitalização?

A discussão sobre a Previdência não acabou. Na prática, o texto aprovado  em primeiro turno na Câmara, acaba com a Previdência para a maior parte da população brasileira, deixando quase toda a população dependente do chamado BPC, e/ou com vencimentos que, às vezes, será menor que um salário mínimo. Isso num país onde o salário mínimo é baixo, e está sendo achatado.

A opção para essa imensa massa de trabalhadores e trabalhadoras seria migrar para a previdência privada, mas isso não ocorrerá, porque os salários são baixos, e aqueles que os recebe têm, se não todo, praticamente todo o vencimento comprometido com sua própria sobrevivência e manutenção, com extensão a sua família. Se pensarmos que Saúde e Educação também estão sendo absurdamente ainda mais sucateados, isso significa que, mesmo quem tem acesso a salários um pouco mais altos, terão seus vencimentos ainda mais comprometidos por essas necessidades básicas.

Claro que, um ou outro, seguirá o caminho dos bancos e corretoras na busca de um futuro um pouco menos ruim, mas eles serão a exceção, jamais a regra, e justamente porque seus ganhos estarão comprometidos com necessidades mais imediatas.

a grande imprensa vem falar que em alguns países, que já haviam tentado a capitalização, aconteceram reformas que retornaram, ou ao regime de repartição, ou a um regime híbrido, onde a parte que cabe a repartição é capaz de manter as necessidades dos aposentados.

O que essa mesma grande imprensa não te diz é que essas reformas que deram certo foram amplas, elas se aplicam a todos os trabalhadores, incluindo os que têm funções de Estado, e que daqueles que tinham optado pela capitalização pura, a imensa maioria retornou à esse ponto intermediário.

O que eles também não te dizem é que o Brasil também já está nesse ponto intermediário, mas apenas para os trabalhadores da inciativa privada, e agora para os novos ingressos no setor público de gerencial, excluindo ainda aqueles que têm as chamadas funções de Estado.

E nenhuma reforma que siga excluindo esses que têm as funções de Estado dará certo, porque são exatamente eles os que recebem salários e aposentadorias mais altas, e são os que provocam o grande rombo no sistema, e é com eles que o texto aprovado em primeiro turno na Câmara não mexe. Por isso pouco mais de 83% da economia que essa destruição da Previdência irá gerar, virá daquela parcela da população que já tinha pouco, e não irá se virar em novos planos de capitalização populares, porque os que perdem seus direitos à aposentadoria não têm renda para pagar planos privados.

Isso é tiro no pé, e irá gerar uma pobreza, uma miséria jamais vista ou imaginada no Brasil.

Mas ainda há tempo de retornar, porque ainda temos um segundo turno na Cãmara, e dois no Senado.

Pressionem seus parlamentares, porque é a única forma que teremos de reverter esse desastre. Não adianta seu Deputado arrumar dinheiro para asfaltar sua rua, se você irá morrer por total falta de assistência do Estado, e por impossibilidade de pagar por ela.

Pense bem.