quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Ciro e a despolitização da política

O texto de Ciro Gomes na Carta Capital da semana passada foi muito bom. Vou resumir para vocês, mas vale a pena dar uma lida nele também, porque é pequeno. O que Ciro, com muita assertividade, diz, é que os políticos que se consideram esquerda ou progressistas no Brasil, o são apenas de discurso, já que replicam exatamente as mesmas práticas e conceitos da direita, seja ela Liberal, seja ela mais reacionária, como Bolsonaro.

E o que replicam é o famigerado e infame receituário neoliberal, o que pode ser feito com um pouco mais ou um pouco menos de compensação social, mas sempre objetiva manter o status quo intocado, em detrimento do povo ou do país.

Por isso Ciro insiste em dizer que não é uma questão de nome, mas de posicionamento. Ele é o único que diverge seriamente de todos os outros, Não só isso, ele chama todos ao debate, e só escuta de volta  o silêncio, ou a mesmice. 




terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Nova Revolução Francesa no horizonte?

O Economista e Professor francês Thomas Piketty tem algumas visões bem interessantes do que pode acontecer no futuro. E segundo ele pode não ser um futuro assim tão distante.

De que falamos?

Falamos da possibilidade de revolução, violenta ou não, em que as classes dominantes sejam mais uma vez demovidas de manterem privilégios intactos, e que a riqueza produzida pela humanidade seja melhor distribuida.

E ele não fala de bolsa esmola.

Não, ele fala de Saúde, Educação, empregos dignos, bons salários, e melhores condições de vida para todos.

Não é Comunismo, é Social Democracia. Aquilo que foi criado justamente para proteger o Capitalismo do Comunismo, mas parece que esqueceram disso. 

Porque a URSS e a Cortina de Ferro nunca foi o grande inimigo do Capitalismo. Ao contrário, seu grande inimigo sempre foi ele mesmo, e a miséria e destruição que gera quando é deixado solto e sem controle.

Thomas Piketty: “Estamos em uma situação semelhante à que levou à Revolução Francesa”

O renomado economista francês prevê que os privilégios concedidos às grandes fortunas levarão a uma grande crise política. E recorda a insurreição do final do século XVIII, quando a nobreza resistia a pagar impostos

Thomas Piketty (Clichy, França, 50 anos) conseguiu com seus tratados de mais de mil páginas algo que apenas um punhado de economistas conquistou na história: inserir seu tema de estudo acadêmico no centro das discussões políticas e das agendas internacionais. Seu tema é a desigualdade. Ou, dito de outra forma, a longa história do progresso em direção à igualdade. Porque o autor de O capital no século XXI e Capital e ideologia se declara otimista, embora possa não parecer: prefere ver o copo meio cheio da igualdade do que o meio vazio da desigualdade.


Agora Piketty publica Une brève histoire de l’égalité (Uma breve história da igualdadepublicado na Espanha pela Editora Deusto, tradução de Daniel Fuentes), uma síntese em menos de 300 páginas de suas ideias e propostas.






segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Nossos surtos de inflação

Antes de tudo vou deixar claro que o texto de Nelson Marconi veio exatamente como ele o colocou no twitter, que por restrição no espaço para escrever às vezes exige algumas adaptações.

O Professor Neson Marconi, e um dos principais economistas da equipe de Ciro Gomes fez uma excelente linha no twitter, onde analisa e explica nossos 3 surtos de inflação desde a implantação do Plano Real. 

Eu incluiria um primeiro surto, quando da implantação do plano, e que foi resolvido por Ciro Gomes. Mas esse tinha um caráter distinto, e foi um problema de demanda. O aumento da renda do povo proporcionado pelo controle da inflação levou a uma corrida às compras, pressionando preços e causando inflação. Ciro resolveu causando um choque de oferta abrindo a importação em várias áreas.

Mas as outras 3 são muito bem resumidas na explicação do Prof. Marconi. É o que muitos também chamam de inflação de custos. No caso do Brasil isso é agravado pela desvalorização cambial. Insumos e energia sofreram um aumento de custos no mundo todo, o que causa o atual processo inflacionário global, e no Brasil isso é intensificado pela brutal desvalorização cambial causado pelos erros na administração da política econômica do (des)Governo, e também das trapalhadas dos próprios integrantes da alta administração pública.

A linha é curta, fácil de ser entendida, e complementa o que eu disse aqui.

E não custa lembrar que nosso "deus mercado" segue viúva da inflação, e são loucos por sua volta.

SOBRE A INFLAÇÃO
Nossa economia sofreu três surtos inflacionários desde o Plano Real, quando a var dos preços passou os 10%: em 2002/03, 2015/16 e o atual. Falar um pouco de suas semelhanças e diferenças é importante, para entender o que devemos fazer agora em relação à inflação

Quais são as características comuns a estes processos? Alta dos preços monitorados, desvalorização da moeda e altas nos preços dos chamados produtos comercializáveis.

Quais são as diferenças? O comportamento da inflação mundial (mais alta agora), a magnitude do choque de oferta sobre as cadeias produtivas, o nível de renda e demanda (mais baixos agora) e o comportamento dos preços dos serviços, mais baixo e sem fôlego para acelerar mais.

Os 3 surtos podem ser fundamentalmente caracterizados como "inflações de oferta", não de demanda. A taxa de juros exerce reduzida influência sobre os fatores que pressionam este tipo de inflação, e.....

Poderia até influir sobre a taxa de câmbio em outro cenário, mas claramente este indicador está oscilando ao sabor das falas e atitudes de nosso governo e um pouco também devido ao cenário externo.

E pode influir sobre a inflação de serviços, mas esta não será um problema devido ao comportamento da renda e da demanda. A atual aceleração destes preços, como eu disse, não tem folego para prosseguir

Resumindo: não é aumentando a taxa de juros que a inflação cederá. O problema está do lado das pressões sobre a oferta: política de preços da Petrobras, crise energética, falta de estoques reguladores, falta de perspectiva na área fiscal e instabilidade polít pressionando o câmbio.

Mas o Copom irá, certamente, aumentar os juros para resolver estes problemas....


domingo, 5 de dezembro de 2021

1 ano em 16 horas

Imaginem um planeta 5 vezes maior que Júpiter (nosso maior planeta), e que está tão perto de sua estrela, que para não ser engolido precisa dar uma volta nela em apenas 16 horas terrestres. Imaginem a velocidade que esse planeta tem que atingir para manter essa órbita. Pois é, foi isso que os cientistas descobriram agora.

A explicação encontrada é que o planeta está caindo em direção a seu sol, e terá seu fim em cerca de 10 milhões de anos. Pode ser muito para nós, mas os cientistas esperam em poucos anos poderem observar alguma aproximação entre os dois astros, e assim comprovarem sua hipótese.

Mas o planeta também tem algumas outras curiosidades já descobertas. A matéria não é grande, e vale a pena dar uma olhada nela.


A missão Transiting Exoplanet Survey Satellite (ou simplesmente TESS), conduzida pela NASA sob coordenação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descobriu um planeta que leva apenas 16 horas para girar em torno de sua estrela, o que sugere que ele está próximo de ser engolido pelo astro.

Nomeado “TOI-2109b”, o exoplaneta é um gigante gasoso com cerca de cinco vezes a massa de Júpiter, mas ao contrário do nosso “peso pesado” – cuja órbita dura mais ou menos 12 anos terrestres, o recém-descoberto corpo planetário é tão veloz que completa um ano inteiro em menos tempo do que nós completamos um dia.



sábado, 4 de dezembro de 2021

Don't Stop Believing

Esses covers não trazem grandes novidades de arranjos ou vocais, mas são grandes músicas, e apesar de tudo são bons vocais, diferentes dos originais que nos acostumamos a ouvir, por isso de vez em quando tenho trazido algo da Ken Tamplin Vocal Academy. Dessa vez é Don't Stop Believing, da Banda Journey e o cover é de Sara Loera.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

PEC dos Precatórios aprovada no Senado.

O Senado aprovou hoje a PEC dos Precatórios, também chamada de PEC do Calote, ou de maior pedalada fiscal da História. Como o Senado é menor, houve condições de se fazerem os dois turnos de votação no mesmo dia, e os placares foram de 64 a 13 no primeiro turno, e 61 a 10 no segundo turno.

Diferente do que o Senador Cid Gomes tinha previsto em entrevista ao UOL, a derrota dos opositores dessa aberração foi acachapante. Muito longe da derrota do Governo que ele tinha previsto, tão longe, que ele mesmo e mais alguns nem voltaram para votar no segundo turno, porque era impossível virar o jogo.

Sobre o absurdo da PEC já comentei, mas não custa lembrar que, embora uma emenda constitucional, ela é inconstitucional, porque afeta diretamente o equilíbrio entre os poderes, já que uma sentença transitada em julgado não será mais obrigatoriamente cumprida. Como houve alterações no texto no Senado, a PEC volta a Câmara onde deve ser novamente aprovada em 2 turnos.

E quando não houver mais votações no Congresso, então restará aos opositores dessa aberração o caminho do STF. Sim, porque tudo indica que ela será mais uma vez aprovada na Câmara.

Depois não sabem o porquê de terem judicializado a política.

Mas teve quem se destacasse

Uma pena que foi negativamente. Esse alguém, na verdade, é um partido político: o PT. Sim o partido de Lula conseguiu numa única semana ser fundamental para aprovar o PL do Orçamento Secreto, colocar o "terrivelmente evangélico", que tomou várias ações e posições absurdas em sua passagem pelo Governo, e ainda votou em peso pela PEC do calote. Na eleição de André Mendonça para o STF algumas Deputadas do PT ainda fizeram campanha para ele. 

Essa semana o PT foi, sem dúvida, o partido mais bolsonarista do Brasil. 

Lamentável!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

O único que tem projeto

Parece até que Thiago Anastácio lê nosso humilde Blog dos Mercantes. Ora, claro que ele não deve nem saber de nossa existência, mas a verdade é que ele veio dizer exatamente o que dizemos aqui com enorme frequência: intenções ou metas não são um projeto. Um projeto é como, quando, de que forma, com que dinheiro, quem fará o que, qual a sequência das ações?

E se não tiver tudo isso explicado, descrito, detalhado, então não é um plano, não é um projeto, é só um discurso vazio, uma forma de enganar a população, enquanto ser perpetuam e reproduzem as formas de exploração do povo e espoliação do país.




quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Regulamentação das emendas do relator aprovadas no Senado

No dia 29/11 o Senado aprovou o texto que regulamenta as emendas do relator, o chamado "orçamento secreto", que agora depende de promulgação para entrar em vigor, e isso deve vir logo. Sim, porque quanto mais tempo demorar, mais o Congresso entra em choque com o STF, já que o fato de se recusarem a divulgar os beneficiados pelas emendas do relator dos últimos dois anos já é motivo mais do que suficiente para estressar as relações entre os dois poderes.

E para aqueles que usam a patética desculpa de que o Congresso não pode indicar os beneficiados por tais emendas por falta de controle dos processos, e que isso poderia prejudicar os mais pobres, gostaria de lembrá-los que apenas tentam justificar processos que podemos chamar no mínimo de "suspeitos", usando para isso a desculpa de que pobres serão prejudicados.

Ora meus caros e caras, os pobres são prejudicados de qualquer forma. A migalhas que se dão em troca não justificam os enormes retrocessos no processo civilizatório brasileiro, nem a gigantesca crise econômica que tem por finalidade a aceleração do processo de concentração (que já é gigantesco) de riquezas no país,

Da mesma forma que os processos mal conduzidos de Moro não se justificam com a desculpa de combater a corrupção, a corrupção não se justifica com a desculpa de dar algumas migalhas aos pobres. Os desvios não são necessários para que esses fins se atinjam, mas são absolutamente necessários para que nossa elite tacanha siga rapinando o país.


Em votação apertada, senadores confirmam regulamentação das emendas de relator

Da Agência Senado | 29/11/2021, 22h32

Fonte: Agência Senado

Em continuação à sessão do Congresso Nacional desta segunda-feira (29), os senadores aprovaram, por 34 votos a favor e 32 contra, o Projeto de Resolução que altera as regras das emendas de relator no Orçamento (emendas RP9), limitando o volume de recursos e obrigando a identificação dos autores. O PRN 4/2021 segue agora para promulgação. Antes, os deputados federais aprovaram o projeto por ampla maioria.

A matéria segue para promulgação na forma do texto substitutivo, apresentado pelo relator no Congresso, o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Ele rejeitou todas as 22 emendas apresentadas. Castro disse que as emendas de relator-geral no Orçamento sempre existiram, mas que considera excessivo o volume de recursos dos últimos anos.

Ele afirmou que seu substitutivo dará "transparência absoluta” para essas emendas a partir de agora, e limitará o valor delas. O senador explicou que o projeto de resolução busca dar cumprimento à liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido dos partidos Cidadania, PSOL e PSB, sobre o chamado “orçamento secreto”.

— O orçamento secreto não existe. O orçamento é acessível a todos. A execução orçamentária é que não estava sendo contemplada, essa parte de quem havia solicitado. (...) o Supremo Tribunal Federal, eu entendo que em boa hora, cobrou desta Casa a transparência total desses recursos de RP9, o que eu acho que foi um ganho, e interpreto isso como sendo assim um freio de arrumação que deu o STF, fazendo com que, daqui para a frente, o Congresso Nacional possa identificar de maneira clara, insofismável, quem foi o solicitante daquele recurso. (...) Nós estamos atendendo 100% à decisão do Supremo Tribunal Federal — garantiu Marcelo Castro.

O substitutivo apresentado pelo relator determina que as mudanças só valerão para o Orçamento de 2022, ou seja, não abrangem as emendas de 2020 e 2021. "O passado não está na Resolução. A Resolução não tem poder para isso", ponderou Castro. O relator observou que ato conjunto das Mesas da Câmara e do Senado já decidiu, na sexta-feira (26), ser impossível estabelecer retroativamente um procedimento para registro das emendas.

O PRN 4/2021 teve origem nesse documento, o Ato Conjunto das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal 1/2021, publicado para “dar cumprimento à decisão judicial e garantir maior publicidade e transparência à execução orçamentária das despesas classificadas com o indicador de Resultado Primário (RP) 9 (despesa discricionária decorrente de emenda de relator-geral) das Leis Orçamentárias Anuais de 2020 e 2021”. O ato também publicou mais de 600 páginas com emendas RP9 desses anos, sem indicação dos solicitantes.

O ato das Mesas informa que há “risco grave, iminente e irreparável, decorrente da não execução orçamentária” dessas emendas até o fim de 2021. Castro alertou para a ameaça de paralisação de obras por causa da decisão do STF. Neste ano, foram empenhados R$ 9,3 bilhões em emendas de relator, sendo que quase a metade foi para Saúde. Além disso, R$ 7,6 bilhões de emendas ainda não foram empenhados. As autoridades responsáveis têm até sexta-feira (3) para indicar os montantes dos cronogramas de pagamento que serão utilizados ainda neste ano.

O texto aprovado permite ao relator-geral “realizar indicações para execução das programações” oriundas de solicitações recebidas “de parlamentares, de agentes públicos ou da sociedade civil”. Solicitações e indicações terão que ser publicadas individualmente “e disponibilizadas em relatório em sítio eletrônico pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e encaminhadas ao Poder Executivo”.

A CMO já publicou dados relativos a 2020 e 2021. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), enviaram petição ao STF solicitando o restabelecimento dessas emendas na execução do Orçamento. A relatora no tribunal é a ministra Rosa Weber.

Os senadores Alvaro Dias (Podemos-PR), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Lasier Martins (Podemos-RS), Reguffe (Podemos-DF), José Aníbal (PSDB-SP), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Jean Paul Prates (PT-RN), Cid Gomes (PDT-CE), criticaram a proposta por entenderem que os solicitantes de emendas RP9 em 2020 e 2021 também precisam ser identificados. Reclamaram, ainda, que há muitos vetos presidenciais pendentes de apreciação pelo Congresso e que eles teriam prioridade de votação.

Diversos parlamentares afirmaram que vão recorrer ao STF contra a aprovação da resolução.

Alvaro Dias defendeu a extinção das emendas de relator. "O projeto é uma anistia para atos praticados anteriormente e garantia de clandestinidade no repasse de recursos públicos", criticou.

— Não há razões para denunciarmos a existência de corrupção porque não temos provas, mas o orçamento secreto abre portas para a prática da corrupção — acrescentou Alvaro.

Reguffe disse que as emendas RP9 “desmoralizam o Poder Legislativo” pela falta de transparência.

— Não se sabe que parlamentar recebeu, quanto cada parlamentar recebeu, se recebeu, se não recebeu. Não há um tratamento isonômico com relação aos parlamentares. Quem recebe? Os amigos do rei? Política não deve ser feita assim; política deve ser feita com consciência, para que as pessoas tenham liberdade para afirmar suas posições de acordo com suas consciências, dizendo "sim" ou "não" aos projetos, apenas se consideram se esses projetos são bons ou ruins para a população e não porque receberam alguma vantagem — opinou Reguffe.

O substitutivo aprovado determina um teto para o valor das emendas de relator equivalente à soma das emendas impositivas individuais e de bancada. Caberá à CMO definir anualmente o limite do relator-geral.

O Projeto de Lei Orçamentária para 2022 reserva R$ 10,5 bilhões para emendas individuais e R$ 5,7 bilhões para emendas de bancada estadual. Com isso, as emendas de relator-geral do Orçamento teriam um teto de R$ 16,2 bilhões no Orçamento do ano que vem. O valor é próximo das emendas de relator deste ano, que têm uma dotação de R$ 16,8 bilhões.

O valor das emendas de relator é decidido na votação do parecer preliminar do Projeto de Lei Orçamentária. Castro observou que a Comissão pode decidir por um valor inferior ao teto. "Em 2018, o relator-geral não apresentou emendas", acrescentou.

As indicações deverão ser compatíveis com o Plano Plurianual (PPA) e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e estar de acordo com a legislação aplicável à política pública a ser atendida.

Para a senadora Simone Tebet (MDB-MS), o Congresso estava “rasgando a Constituição”. Em sua opinião, o limite do valor total das emendas de relator continuará muito alto.

— Nós estamos oficializando a pessoalidade do Orçamento (...) Como chegamos a isso? Como transformamos o Senado Federal numa Câmara Baixa, numa Câmara que não atende aos princípios mais sagrados da Constituição? E pior: que vai causar, todos nós vamos causar, uma indisposição, uma crise institucional com aquele que é o guardião da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal — criticou Simone.

Os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Paulo Rocha (PT-PA) também anunciaram voto contrário ao projeto. Girão defendeu a extinção das emendas de relator-geral no Orçamento. Amin lembrou a CPI dos Anões do Orçamento, em 1993-94.

Apoio

Presidindo a sessão, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) defendeu a aprovação.

— É necessária sua aprovação dentro do prazo de elaboração desta norma até 22 de dezembro. Não é razoável adiar uma matéria com desfechos tão relevantes para sociedade — argumentou Ramos.

No mesmo sentido foi a avaliação do presidente do Senado, para quem o Projeto de Resolução vai “conferir aquilo que o Supremo Tribunal Federal declinou como algo importante que é de fato a demonstração de toda a origem das emendas''.

— Até o presente momento, com a norma que existe, há uma concentração na figura do relator e não há registros formais relativamente a isso. (...) mas outro dado é fundamental e é  muito importante ser dito que cada centavo dessas emendas é plenamente rastreável, você sabe pra onde foi e como foi, há um processo orçamentário para isso. (...) há uma concentração nessa figura do relator que a decisão do Supremo fez alertar que não é possível concentrar só na figura dele, que é preciso ele ser indicador, mas declinar quem são as instituições que colaboraram para a decisão daquela emenda específica — disse Pacheco à imprensa.

Para ele, o Orçamento precisa ser destravado para garantir a aplicação desses recursos nos municípios.

— Lembrando que quase a totalidade dos municípios são beneficiários desses recursos. Portanto, os beneficiários são absolutamente conhecidos, verificados, não há nada de secreto nisso — acrescentou Pacheco.

O presidente do Senado refutou a possibilidade de o Congresso ir contra a decisão do STF em relação às emendas de relator de 2020 e 2021.

— Não há falta de publicidade das emendas. As emendas têm valor, destinação, beneficiários, tudo publicado. A origem é uma emenda do relator, o relator geral do orçamento é um parlamentar designado para cuidar do orçamento nacional pelo Congresso Nacional. (...) O  que está se apontando como falta de publicidade é o que motivou o relator na indicação da emenda e isso a lei não exigia que houvesse de maneira formal. O relator assume a responsabilidade quando ele assina a emenda, ele é o responsável por aquela indicação. Assim como o parlamentar na sua emenda individual, ele assume individualmente aquela responsabilidade pela indicação da emenda, muito embora aquela emenda possa ter sido sugerida por um prefeito ou por um provedor de Santa Casa, mas o parlamentar que assina é o responsável e, no caso da emenda do relator, existe uma certa confusão nisso, porque fica parecendo que tem um orçamento secreto que está sendo destinado sabe-se lá pra quem e não tem nada disso — disse Pacheco.

Fonte: Agência Senado



terça-feira, 30 de novembro de 2021

O "Bob Jef" da vez

Assim como Lula teve Roberto Jefferson delatando o esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão, e que levou à cadeia uma série de figurões da República, entre eles o homem forte do 1º Governo Lula, José Dirceu, e o próprio Jefferson, agora homem chave da campanha de Bolsonaro no Centro-Oeste, e um de seus pilares na Câmara dos Deputados também vem delatar a compra de votos no Congresso com dinheiro público.

O Deputado Federal, Delegado Waldir, detalhou em entrevista ao The Intercept a compra de votos, que vem desde destruição da Previdência, mas que atravessou outros episódios de interesse do Governo, como a eleição de Lira à Presidência da Câmara, etc.

Na verdade a corrupção cresceu. No Governo Lula a denúncia abalou os alicerces do poder e quase levou à deposição do Presidente. Apesar de parte da oposição se mover pela deposição de Bolsonaro, a situação do atual mandatário do país nem de longe é tão frágil quanto chegou a ser a de Lula, e àquela que posteriormente derrubou Dilma Roussef.

Abaixo matéria do site UOL, em que o Antropólogo e Professor Guilherme Howes analisa a situação atual, e o porquê de o povo não ir às ruas exigir a deposição deste Governo. Vale a pena dar um pulo na página da UOL e passar os olhos pelo artigo.

Deputado bolsonarista escancara a corrupção normativa do governo

Colunista do UOL 21/11/2021 09h24 * Cesar Calejo

O bolsonarismo ascendeu na esteira da operação Lava Jato, o conluio jurídico-midiático que avançou a falácia do "combate à corrupção" no Brasil, sobretudo, entre os anos de 2016 e 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito à chefia do Executivo e Sergio Moro assumiu como o seu ministro da Justiça.

Para os mais incautos, Moro e Bolsonaro traziam um ar de esperança considerando o fim da corrupção no país, como se esta não fosse uma dimensão endêmica, histórica e cultural do nosso desenvolvimento enquanto nação e pudesse ser aniquilada por apenas duas pessoas em um período curtíssimo.




segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Lula e as bolas fora

Em sua viagem pela Europa Lula deu mais uma declaração infeliz durante entrevista para duas jornalistas espanholas. Ao equiparar a eleição na Nicarágua, e a consequente permanência de Daniel Ortega no poder com as permanências de Angela Merkel, Margaret Thatcher e Felipe González, o ex-Presidente brasileiro mais uma vez usou de uma tática diversionista, que tem por objetivo confundir a percepção das pessoas. Sim, porque Lula equiparou duas situações fundamentalmente distintas, na intenção de torná-las iguais. Não o são. Como não são iguais as posições do pastor homofóbico, e da maioria dos defensores dos direitos LGBTQI+. Quem não aceita a existência da comunidade é o pastor, e óbvio, a comunidade se defende.

Nessas duas vezes ele não dava entrevistas a jornalistas amigos, e tomou boas invertidas.

Mas ele falou outras bobagens também. Quando tentou dar uma resposta a Ciro, em entrevistas ainda no cárcere disse que Ciro não sabia a tecnologia que estava envolvida na produção de um frango. Mostrou que não entende a dinâmica de produção, detenção e uso de tecnologia, e subserviência ao defender o modelo que insere o Brasil no mundo pela "divisão internacional do trabalho" defendida pelos países desenvolvidos. 

Na mesma época, para mostrar sua origem humilde, falou que  pedia chicletes usados para mascar. Não apenas não mostrou humildade, como ainda mostrou subserviência e grande tendência a mendicância. Como mostrou essas tendências ao dizer que os ricos deveriam fazer-lhe uma estátua por serviços prestados, ou quando disse que os pobres no Brasil são baratos e pouco exigentes.

Não é de hoje que Lula dá essas bolas fora. Não é de hoje que ele demonstra enorme ambiguidade em suas palavras, em suas posições, em suas ações. 

Lamento dizer, mas eu não apoio isso, ainda mais que a ideia é manter tudo como está. Bem, se você acha que está tudo bem, aproveite.


Por que há resistência em reconhecer o autoritarismo em Cuba, Nicarágua e Venezuela?

A razão está numa dificuldade que não é exclusiva de Lula ou do PT, mas compartilhada por grande parte da esquerda democrática mundo afora

Causou furor na imprensa e nas redes sociais a comparação que fez Lula, em entrevista ao El País na Espanha. O ex-presidente, na resposta a um questionamento da jornalista Lucía Abellan sobre as eleições nicaraguenses, que não foram reconhecidas por grande parte dos países democráticos da comunidade internacional, equiparou a longevidade no poder de Daniel Ortega àquela de líderes de democracias europeias.

Lula disse que todo político que se acha insubstituível transforma-se num pequeno ditador. Por isso, o líder petista defende a alternância no poder. Emendou afirmando o princípio da não interferência na política interna de outros países. Até aí nada demais, já que a declaração combinava a defesa quase protocolar do princípio da rotatividade democrática com o reconhecimento da soberania dos países. Pode-se dizer que o ex-presidente defendeu a democracia na primeira afirmação e foi pragmático na segunda.

O problema veio na continuidade da resposta: “Por que Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega não? Por que Margaret Thatcher pode ficar 12 anos no poder e Chávez não? Por que Felipe González pôde ficar 14 anos no poder? Qual é a lógica?”

domingo, 28 de novembro de 2021

Minicurso de Astrofísica 2021 - UFSM

Acho que valerá a pena acompanhar o curso.

"O Minicurso de Astrofísica é um evento organizado anualmente pelo PET Física da UFSM, que tem o objetivo de realizar a divulgação científica de temas relacionados à Astrofísica, e, mais recentemente, Astronomia e Cosmologia.

Inicialmente o minicurso era ofertado presencialmente. Porém, com o advento da pandemia da COVID-19, o evento foi adaptado para o formato online, o que nos possibilitou oferecê-lo para espectadores de todo Brasil, bem como a participação de palestrantes de diversas instituições.
O Minicurso ocorrerá no formato de palestras, ministradas por professores e pesquisadores convidados atuantes na área. Um de nossos principais objetivos neste minicurso é fomentar a divulgação científica para todas as idades e diferentes níveis de formação. Portanto, o minicurso terá caráter introdutório e linguagem acessível para que todos possam aproveita"
O curso ocorrerá nos dias 29/11 e 1-3-6-8-10/12.


Ponte entre galáxias

Cientistas trabalhando com um observatório na Austrália descobriram o que acreditam ser uma ponte de poeira e gás entre as duas galáxia anãs, as Pequena e Grande Nuvem de Magalhães. A ponte pode ser resquício do tempo em que as duas se aproximaram e provavelmente acabaram por criá-la devido às forças gravitacionais envolvidas.

A importância disso é que podemos entender mais sobre o desenvolvimento e a interação entre as galáxias, o que pode facilitar o entendimento sobre nossa própria galáxia, nossas imediações, e nosso futuro.

Além de  mostrar que o espaço intergalático está longe de ser algo vazio, como muitos acreditam.


Astrônomos descobrem uma 'ponte' entre as Nuvens de Magalhães!

Composta por gás e poeria, ela pode nos revelar detalhes sobre a formação e a interação das galáxias

É difícil não reparar nelas. Se você mora no hemisfério sul, provavelmente já viu essas duas maravilhas a olho nu: As Nuvens de Magalhães - duas galáxias satélites da Via Láctea. Mas além de estarem interagindo com a nossa Galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães também estão interagindo entre si.

Os efeitos gravitacionais entre essas duas galáxias podem revelar muito sobre a história e a evolução das galáxias, assim como os ambientes que as rodeiam. Mas a força gravitacional não é a única força em ação nessa história...




sábado, 27 de novembro de 2021

Sempre uma boa pedida

Evanescence e Amy Lee são sempre uma ótima pedida. Lithium é uma ótima música que traz todo o talento do grupo e da intérprete.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Racismo ou defesa da inocência, e a defesa do ensino público.

A ignorância ideológica de parte significativa de nossa sociedade é um problema sério, que só será superada com muita Educação. E essa Educação precisa incluir as Ciências Humanas, como a Filosofia, ministrada pela Professora da escola Vitória Régia, e que foi tão violentamente atacada por pais de alunos de uma turma específica.

Vejam, segundo a nota houve a reação de parte dos pais e alunos, uma alteração de abordagem do tema pela docente, mas a coisa não parou por aí. É, a docente pelo jeito se sentiu cerceada em seu trabalho, e fez algumas postagens em sua rede social que tinham relação com o ocorrido. O que era para ter sido resolvido facilmente virou um afastamento da docente da turma, e a impossibilidade dela para intervir na formação de novos cidadãos.

Isso deixa margem a muitas visões, a muitos posicionamentos distintos. O primeiro é o posicionamento da escola. Começa que é uma escola particular, e como eu disse em texto de 15/11, os objetivos de empresas privadas e do Estado são distintos, ainda que as ferramentas para atingi-los podem ser as mesmas. A escola privada tem por objetivo o lucro, já a escola pública tem por objetivo a formação de cidadãos. Para as duas a Educação é meio, mas esse meio será usado de forma diferente, porque tem objetivos diferentes.

Segundo o objetivo dos pais e alunos. No mundo individualizado e competitivo atual se dá muita ênfase à formação técnica, e pouquíssima à formação de cidadãos, das pessoas. Isso contrasta com o objetivo que deveria ter o Estado. 

Terceiro o da Professora, que se sentiu tolhida em sua liberdade docente, e se manifestou publicamente em tema que até então era tratado internamente. 

A escola agiu de acordo com seu objetivo, que é o lucro. Os pais dos alunos e os próprios alunos agiram de acordo com seus objetivos, que são individuais, e voltados a tentar galgar degraus numa sociedade cada vez mais competitiva, e a professora agiu de forma também individualista, já que se sentiu afrontada, e sem respaldo da escola.

De certa forma todos estão certos, e todos estão errados.

Nesse ponto entra o papel do Estado como responsável máximo e único da Educação. Sim, porque a Educação tem por finalidade formar técnicos capazes de enfrentar um mercado de trabalho, mas também tem por finalidade formar cidadãos, que entendam que determinadas situações não são resultado da Fortuna ou do acaso, mas construções sociais que visam a privilegiar grupos específicos, cada vez menores, em detrimento da grande maioria da sociedade.

Por isso todos estão certos em defender seus pontos de vista individuais. A escola seu direito ao lucro máximo, os alunos e pais o direito a buscar apenas ferramentas que os possibilitem galgar melhores degraus na luta por melhores posições sociais, e a Professora seu direito a ministrar sua matéria da forma que considera mais adequada. Mas ninguém atentou que estão todos errados porque o sistema é errado.

Sim, porque como dizia Paulo Freire, a Educação tem que ser libertadora. E isso significa que só a Educação tem capacidade de nos libertar das amarras que nos prendem a ciclos infindáveis de reprodução de sistemas opressores e discriminatórios, que reduzem o ser humano a peças de uma máquina social. E somente o Estado teria capacidade de dar o respaldo que pode libertar as pessoas dessas amarras.

Por isso tantos ataques ao Estado. 

Porque a existência de um Estado forte não garante uma Educação que propicie o rompimento dessas amarras, mas com um Estado fraco, ou quase inexistente, isso se torna impossível.



quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Estoques reguladores

Mais um bom vídeo de Fausto Oliveira no Canal da Revolução Industrial Brasileira. Ele fala de algo que Ciro Gomes também andou falando em suas últimas entrevistas, que é a necessidade de o Governo manter estoques reguladores.

"Mas isso não é liberal".

Pois pasmem, os EUA fazem isso, como ficou mais do que claro quando o Presidente Biden ordenou que se liberassem 50 milhões de barris do produto para força a baixa de preço dentro do mercado americano.

E se isso não é a intervenção do Estado na economia, eu realmente já não sei o que é. Porque esse é o papel do Estado, intervir nas relações sociais de forma a evitar discrepâncias, e o uso excessivo de vantagens por alguma das partes.

Por isso Bidem liberou o óleo, por isso Leis trabalhistas que protejam a saúde e ganhos mínimos aos trabalhadores, por isso leis e fiscalização antitrust e cartéis, etc.


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

O PSB busca problemas?

Em entrevista a Veja o ex-Governador de São Paulo, diz que o PSB não deve aceitar uma adesão automática (e consequentemente acrítica) ao PT na próxima eleição. Alguns outros partidos do chamado campo progressista também deveriam pensar assim, porque infelizmente o que o PT vem programando é mais do mesmo, ou seja, um governo neoliberal, com alguma atenção às políticas compensatórias sugeridas pelas teorias econômicas, mas voltado mesmo para a aceleração da acumulação do capital pela elite financeira do país, e no caso do Brasil, na entrega de setores econômicos inteiros ao capital estrangeiro, e uma integração acrítica do país ao "modelo" de produção mundial.

E eu digo isso, porque se o PT realmente eleger o próximo Presidente, então aqueles que apoiem tal eleição serão cúmplices dos desvios entre discurso e prática do partido estrelado, fato que ainda é exacerbado pelos acordos espúrios com parte do que há de mais fisiológico e retrógrado na política brasileira, e a tais acordos o PT dá muito mais valor do que aos apoios recebidos do próprio campo a que diz pertencer.

Mas política não é preto e branco, nem muitos tons de cinza. Na verdade política é algo que comporta uma enorme conjunto matizes, que abarca todas as de cores. A questão não é a política ser isso, a questão é você saber dosar essas cores de forma a ter um resultado mais harmônico, mais agradável, e que ajude a equilibrar as diferenças que existem na sociedade, não criando um disfarce frágil, mas criando uma aproximação que fortaleça realmente a sociedade como um organismo mais próspero e justo.

Com PSB mais forte, Márcio França é contra aliança ‘automática’ com o PT

Ex-governador pede ‘requalificação’ da relação para apoiar Lula, diz que tem acordo com Alckmin para eleição em SP e explica o reality show que irá comandar

Por Tulio Kruse Atualizado em 26 out 2021, 15h03 - Publicado em 26 out 2021, 14h47 

Ex-governador de São Paulo e pré-candidato à eleição estadual, Márcio França (PSB) tem feito oposição a uma aliança automática do seu partido com o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao longo do último ano, o PSB filiou nomes de peso como o governador do Maranhão, Flávio Dino, os deputados federais Marcelo Freixo e Tabata Amaral, e França defende que o partido já não pode ser apenas linha auxiliar dos petistas, como foi no passado. “Ou a gente requalifica a relação com o PT ou, na minha visão, não haverá coligação”, afirma. 





terça-feira, 23 de novembro de 2021

A fome bate forte

A fome é uma coisa terrível. Quando isso ocorre no país que está sempre entre os dois maiores produtores de alimentos no mundo, e que per capita é o maior produtor de alimento do mundo isso consegue atingir um patamar moral ainda pior. 

De quebra ela gera gera violência, destrói gerações, acaba com sonhos, e leva a catástrofes humanas.

Pessoalmente saber de sua existência me dá náuseas (literalmente). Ao mesmo tempo me dá forças para lutar contra ela. Mas um bolsa merreca é um paliativo pobre, porque o que precisamos é que as pessoas tenham trabalho, salários decentes, e possam comer, morar, vestir, ter Saúde e Educação dignos. 

O Brasil pode, mas precisamos querer e lutar contra as políticas que negam direitos básicos a milhões de pessoas.

'Minha aluna desmaiou de fome': professores denunciam crise urgente nas escolas brasileiras

"Essa aluna chegou bem atrasada. Ela bateu na porta da sala de aula, eu abri e notei que ela não estava bem, mas não consegui entender o porquê. Passei álcool na mão dela e senti a mão muito gelada, num dia em que não estava frio para justificar.

"Ela sentou e abaixou a cabeça na mesa. Eu estranhei e chamei ela à minha mesa. Ela veio e eu perguntei se ela estava bem. Ela fez com a cabeça que estava, mas com aquele olhinho de que não estava. Perguntei se ela tinha comido naquele dia, ela disse que não."

"Fui pegar algo para ela na minha mochila — porque eu sempre levo um biscoitinho ou uma fruta para mim mesma. Mas não deu tempo. Ela desmaiou em sala de aula.".

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Juros sem justificativa

O texto do Economista e Professor Corrêa de Lacerda é certeiro ao apontar os erros e distorções da política monetária do COPOM. E mostra que isso não apenas é intencional para atender aos interesses de uma elite financeira viciada em se servir do Estado, mas que isso causa grandes transtornos à economia, e de forma alguma atingirá o alvo alegado, que é abaixar a inflação, porque ela não tem nada a ver com excesso de demanda, já que tem vários anos que está deprimida, e vem sendo ainda mais deprimida pelas políticas recessivas que os últimos governos vêm tomando, incluindo o último governo Dilma.




domingo, 21 de novembro de 2021

Buraco negro não é uma coisa só

Bom, a ideia do buraco negro é uma só. A matéria fica tão comprimida e concentrada em apenas um ponto, que a gravidade se torna tão grande próximo a esse ponto que nada escapa de sua ação, nem mesmo a luz (a grosso modo é isso). Então o que difere é a origem, ou como os buracos negros se formam. O artigo do site Coletivo do Meteorito explica essas origens dos buracos negros, e sua origem e tamanho é o que os diferem em termos de classificação. Então sugiro que leiam o texto, porque é interessante saber um pouco mais sobre eles.

Mas apenas vou relatar algumas curiosidades sobre mini buracos negros. A primeira é o fato de já termos tido receio de que os aceleradores de partículas iriam criar buracos negros que iriam acabar por consumir a própria Terra. O segundo é que vira e mexe algum filme de ficção científica, ou de super-herói aparece com a criação acidental de um mini buraco negro, que precisará ser detido pelo herói, ou por um ato altruístico do vilão, que acaba por consumi-lo.

E claro, de geral, o fato de sempre associarem buracos negros aos chamados buracos de minhoca, que dariam acesso a outros locais do nosso universo, ou mesmo a universos paralelos. Para terem ideia, até a Disney já fez um filme com essa temática. O filme chama-se "O Buraco Negro", é de 1979, e pode ser encontrado no serviço de streaming dos estúdios.

Achei interessante relembrar isso aqui.

E você, lembra de alguma outra associação que se faz com os buracos negros?

Quantos tipos de buracos negros existem no Universo?

Todos vocês já devem conhecer os buracos negros - objetos tão massivos que nada escapa de seu extremo poder gravitacional, nem mesmo a luz. Mas será que, assim como as estrelas, existem tipos diferentes de buracos negros?

Os buracos negros podem ter tamanhos variados, e podem surgir de formas diferentes. É justamente isso que os cientistas utilizam para diferenciar os buracos em 3 grupos principais. Os três tipos de buracos negros são determinados pelo método de formação e tamanho inicial.


sábado, 20 de novembro de 2021

Proud Mary

Grande sucesso do Creedence, do álbum Creedence Clearwater Revival, na voz de Tori Matthieu.