segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Governo Lula prepara destruição da Nação

Sim, Lula às vezes faz alguns discursos interessantes, mas eles sempre são feitos na tentativa de conseguir empatia e conexão com determinada audiência, do que propriamente por convicção do orador. Esse procedimento é típico de um politiqueiro fraco, demagogo e descompromissado com os objetivos maiores da política - criar sociedades prósperas, coesas e saudáveis. Isso porque suas ações sempre estiveram um tanto deconexas dos discursos, ainda que num primeiro momento uma série de conjunturas nacionais e internacionais tenham mascarado essas contradições.

No atual governo essas contradições se tornaram ainda mais gritantes, seja pela popularização da internet, que deixaram claros os discursos contraditórios à depender da audiência de momento, seja por suas ações frequentes e contraditórias aos princípios que o atua Presidente sempre disse defender.

A velocidade alucinante das mudanças geopoliticas e do desenrolar dos fatos políticos no Brasil, além da atenção excessiva dispensada a fatos menores faz com que algumas coisas muito sérias sejam deixadas de lado na discussão do país hoje em dia, mas acho importante relembrar que alguns temas são extremamente caros a um projeto sério de nação e pais.

Abaixo um exemplo claro dobque falo. Sim, a Saúde e a Educação, por si sós, são insuficientes para construir um país ou nação saudável, mas sem elas essa tarefa é praticamente impossível. 







 

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Relações cino-africanas são jogo de ganha-ganha

Sem dúvida alguma a relação entre China e África vem trazendo grandes avanços para os países africanos, que nada ganhavam com suas relações com o Ocidente, para a própria China, que vem ganhando mercado e acesso a matérias-primas em abundância, e claro, à própria relação entre as partes, que estreitam laços.

E isso não tem ares de novo colonialismo, simplesmente porque os chineses não interferem nos assuntos internos desses países. Ao menos não da forma acintosa como os ocidentais o fazem.

Por isso mesmo o desenvolvimento futuro dos africanos dependerá deles, de como usarão as infraestruturas que estão sendo construídas, e se vão utilizar as relações com a China para extrairem mais do Gigante asiático do que apenas obras de infraestrutura (fundamentais para o desenvolvimento, mas não suficientes).

A CHINA NO CONTINENTE AFRICANO - O RESULTADO QUE PODE SER VISTO

Historicamente os países "ocidentais" exploram os recursos dos países africanos, massacram os povos, produzem o caos, alimentam a corrupção e ainda posam de paladinos da ética. O que o "Ocidente" deu de volta aos africanos? "Democracia", seminários, dívidas impagáveis, etc.

A intensificação da presença chinesa no continente africano produziu uma série de reações, especialmente entre os "ocidentais" e os "capitães do mato" que agiam contra os próprios povos e países africanos. A China troca os recursos por infraestruturas, isso já é muito mais do que tudo que o "Ocidente" fez.

A China e a África têm uma longa relação de amizade e cooperação, com resultados positivos em áreas como infraestrutura, agricultura, saúde e educação. No entanto, os ataques da mídia e políticos ocidentais, acusando a China de neocolonialismo, são infundados.

A China não tem histórico de colonialismo na África e seu envolvimento tem sido benéfico para o continente, ajudando no desenvolvimento e descolonização.

A assistência chinesa inclui projetos de infraestrutura, saúde, educação e zonas comerciais, resultando em criação de empregos e avanços econômicos.

Os africanos têm uma visão positiva do relacionamento com a China e são capazes de tomar decisões sobre suas parcerias de desenvolvimento.

Os ataques ocidentais contra a China são motivados por rivalidades globais e tentativas de conter o crescimento chinês.

Apesar das críticas, a cooperação África-China trouxe benefícios mútuos e fortaleceu o desenvolvimento econômico e social de ambos os lados.

Uma pesquisa realizada pela CGTN e pela Renmin University of China em 10 países africanos revelou que mais de 90% dos entrevistados consideraram as práticas e princípios da cooperação China-África como um bom exemplo para os países em desenvolvimento colaborarem em questões internacionais e para a reforma do sistema de governança global.

A China foi elogiada por sua sinceridade, respeito e apoio à África, com 82% dos entrevistados destacando essa postura. A cooperação China-África é vista como um modelo de cooperação Sul-Sul e internacional que beneficia a África.

A pesquisa também revelou que 86% dos entrevistados reconheceram a política da China de sinceridade, resultados reais, amizade e boa-fé em relação à África.

A China tem buscado resultados concretos em sua cooperação com a África, envolvendo projetos de infraestrutura, energia e desenvolvimento socioeconômico.

Quase 89% dos entrevistados afirmaram que a cooperação China-África melhorou as condições socioeconômicas na África e elevou os padrões de vida das pessoas.

Além disso, quase 92% dos entrevistados reconheceram melhorias na infraestrutura e cerca de 75% destacaram o aumento dos padrões de vida.

Os entrevistados expressaram o desejo por uma maior cooperação entre a China e a África em áreas como ciência e tecnologia, economia, educação, assistência médica e agricultura.

A amizade, o entendimento mútuo e a cooperação contínua com base na boa fé são elementos essenciais para fortalecer o relacionamento China-África. A pesquisa destacou que a grande maioria dos entrevistados apoia a China em sua integração de desenvolvimento com a África e em seu apoio mútuo em questões de interesse comum.


sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Delfim, a morte do estado burguês dialético

Nildo Ouriques mais uma vez nos brinda com um texto ácido, mas lúcido e totalmente em linha com os fatos históricos que tiveram a participação do falecido Delfim Netto. Apesar disso farei algumas ponderações, que não apenas considero pertinentes, mas considero também necessárias. Não me proponho a uma biografia, mas a situações genéricas da vida do economista e político brasileiro.

Em 1964, quando rompe o golpe de mesmo ano, Delfim estava no meio de sua 3ª década de existência, mas já se movia por governos, principalmente estaduais, e formava suas muitas conexões, incluindo estrangeiras. Em 1967 começa o período que marcou sua vida, como Ministro da Fazenda dos governos militares, e mais especificamente do período do chamado "golpe no golpe", quando o movimento tenentista dos anos 20 - agora Generais e Coronéis - chega ao poder e abraça uma linha mais nacionalista e desenvolvimentista, muito ligada ao período Vargas, a quem os Tenentistas prestaram bastante apoio.

No magnetismo os opostos se atraem, mas na política são os iguais que o fazem. Delfim não era um democrata, e se sentia confortável em meio os "arroubos" de nossos Generais ou do "guardinha da esquina". Não que fosse um ditador ideológico, porque a forma como se adaptou aos  novos ventos democráticos indicam mais a alma de um pragmático. 

De qualquer forma, ele sempre se mostrou um elemento de ligação que validava novas forças políticas em ascensão (ptucanismo neoliberal), e apaziguava e amortecia o trabalhismo que tentava voltar ao protagonismo político que envergou por mais de 30 anos. 

Ao fim servia mais como um conselheiro, mas não como um guia. Isso se expressa bem na eleição de 2018, quando seus conselhos foram ignorados pelos líderes políticos medíocres que ajudou a formar. Em sua mediocridade esses líderes ainda o ouviam, mas já não o escutavam.

Apesar disso tudo,  não era de se esperar algo de diferente. Apesar de os governos militares terem nos proporcionado alguns arroubos interessantes de nacionalismo e desenvolvimento, eles falharam miseravelmente em criar cidadãos, distribuir a riqueza gerada nesse movimento, e nos legaram os mais medíocres políticos nos anos que se seguiram.

Delfim foi parte desses dois "Brasis", e foi parte efetiva, seja nos acertos, seja no desastre que nos acometeu. 




A morte de Delfim Netto dividiu novamente o país: de um lado, os democratas e de outro, os autoritários. Não há surpresa na divisão como discutimos no meu O colapso do figurino francês (Editora Insular) ao explicar as oposições binárias constitutivas da sociologia uspiana que, finalmente, comandam as cabeças "pensantes" dos partidos políticos da esquerda liberal brasileira (tucanos, petistas, psolistas, pecedobistas, etc.). Lula fez oposição sindical a Delfim, mas bastou pisar na arena propriamente política do parlamentarismo burguês para render-se a uma reconciliação rápida, sincera e duradoura com o ex-ministro da ditadura. A nota presidencial publicada hoje expressa o sentimento sincero de Lula sem contradição com declarações do passado.

O protesto dos democratas oculta algo essencial: os mesmos que condenam o passado "autoritário" de Delfim - que assinou com convicção o AI-5 - são exatamente aqueles que com absoluta frequência manifestam esperanças e apostam firme na capacidade do capitalismo dependente rentístico promover a cidadania plena à massa de trabalhadores atualmente condenados à superexploração da força de trabalho. A propósito, na transição da ditadura de classe implantada em 1964 para o regime liberal burguês iniciado em 1985, a hegemonia burguesa apareceu sob a forma de "dívida social". Os liberais democratas orientaram Sarney na linha filantrópica do "tudo pelo social" com o aceite de muito bom grado dos conservadores, uma vez que as energias populares contra a ditadura eram fortes e poderiam cair na mão de um aventureiro qualquer. O bordão lulista de "colocar os pobres no orçamento" é filho da mesma filantropia destinada a assegurar tanto a apatia dos miseráveis quanto a superexploração que alimenta os super lucros da burguesia e sua associação carnal com as multinacionais e banqueiros de toda espécie e origem.    

Os economistas de oposição - assim eram chamados os economistas de "esquerda" - disputavam com Delfim a condução da política econômica sem jamais romper com a economia política que já orientava o desenvolvimento capitalista no país. Os decibéis aumentavam um pouco na imprensa liberal burguesa - Folha de São Paulo à cabeça - quando o tema era inflação, dívida externa e taxas de juros mas silenciava nas questões de fundo. No máximo, um "debate" superficial sobre "modelo de desenvolvimento" na linha celso-furtadiana. Nada além! Na verdade, até mesmo Gustavo Franco repetiria mais tarde e sob outras circunstâncias, uma inocultável e atávica convicção: "somos todos desenvolvimentistas". Afinal, não são os antigos adversários de Delfim que reclamam sob a luz do sol que o "dinamismo do desenvolvimento brasileiro" cedeu a partir de 1980? Não foi o general Geisel o promotor do II PND que tanta saudade deixou entre os desenvolvimentistas quando as promessas de um sonho de uma noite de verão desapareceu para sempre? Acaso, não estava Delfim no comando do "milagre brasileiro" com as taxas do PIB capazes de fazer inveja aos chineses?

Delfim, na prática, mantinha a hegemonia e permitia alegremente a existência de uma "esquerda" ao seu lado, especialmente no período da Constituinte. O "gordo" - como era tratado por desafetos e admiradores em ambientes exclusivos - não perdeu a lucidez diante do encanto democrático: "com essa constituinte o país é ingovernável" afirmou ao término do período constituinte. De fato, após sua aprovação, a burguesia lançou seu ímpeto reformista contra os arroubos dos constituintes de 1987 que todavia não termina nem terminará jamais! A esquerda liberal começava seu périplo impotente contra a "era neoliberal". Entretanto, o deputado com amplas conexões nos Estados Unidos e o empresariado paulista, jamais perdeu a lucidez burguesa necessária para manter o controle ideológico e político tanto das decisões de Estado quanto do debate público. Venceu todas! Não raro, era contemplado com elogios desmedidos sobre sua cultura e erudição sem, contudo, exibi-las a luz do dia num confronto com críticos de estatura. Ao contrário, os elogios eram produto de um reinado solitário em programas de TV e entrevistas sem contestação, afiançado no seguro da imensa ignorância e oportunismo dos jornalistas que exibiam naquela época a mesma sabedoria responsável pelas enfadonhas entrevistas atuais na abordagem da economia.   

A propósito, na atualidade, o "debate" sobre economia é inexistente nos partidos e sindicatos. A imprensa burguesa cumpre a função da manufaturação da opinião pública em favor do capitalismo dependente rentístico e conta com o bom comportamento de eventuais "críticos" orientados pelo bom mocismo em busca de um lugar ao sol no debate público. A covardia intelectual é imensa! Na prática, a reflexão sobre economia está confinada à universidade, totalmente incapaz de uma contribuição efetiva para o público ilustrado ou semi-letrado. A agenda do último encontro dos estudantes de economia - ENECO - expressa de maneira melancólica o ambiente intelectual e ideológico decadente destinado aos estudantes, diga-se de passagem que os encontros de área dos profissionais da área não são melhores, ao contrário.    

Delfim venceu, devemos reconhecer. Não à toa recebe as honras presidenciais, as condolências dos organismos da burguesia, o reconhecimento das instituições da republica burguesa, os elogios da imprensa monopólica e, finalmente, também de seus pares. A hegemonia burguesa é completa. Quem sabe agora, quando "tudo está dominado" e a república burguesa exibe suas vísceras sem constrangimentos nem oposição, os brotos da rebeldia política e intelectual necessárias para uma radical ruptura com o passado e o presente possam merecer a atenção e o trabalho de todos os interessados em romper com as ilusões que Delfim alimentou durante sua longa e confortável existência.

Revisão: Junia Zaidan

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

A verdade sobre o 7 de outubro

Em 7 de outubro de 2023 o grupo Hamas entrou em áreas controladas por Israel, e próximas à fronteira com a Faixa de Gaza, efetuando uma série de capturas de reféns, que o grupo pretendia negociar e trocar por prisioneiros e e refens palestinos mantidos por Israel. Ao menos a ideia inicial era esta, mas isso não deu muito certo. E isso não deu muito certo a começar pela reação israelense ao ataque, que está descrita no artigo abaixo, e que sugiro também seja lido.

Mas o absurdo da reação das Forças de Defesa de Israel (FDI) não se restringe ao dia que iniciou esta série de ataques, esse absurdo se estende às ações subsequentes, e que perduram até hoje.

Quem acompanha tais acontecimentos e tem um mínimo de conhecimento técnico e de estratégia sabe que escavadeiras milagrosas e inundações de túneis são sempre soluções ótimas para filmes de Hollywood. Não que seja impossível suas realizações, mas na vida real tais ações necessitam da existência de condições específicas para se realizarem. Ali não há nenhuma, ao contrário, militarmente o campo é todo desfavorável aos israelenses.

Mas Israel jamais buscou uma confrontação militar com o Hamas, mas tão somente a expulsão, ou a eliminação da população de Gaza. Isso se comprova com os planos previamente existentes da reconstrução da região, que previam condomínios e resorts de luxo, e também com os fatos relatados abaixo, entre outros.

Toda esta situação tem sido mantida parcialmente fora do conhecimento do grande público por sua imensa máquina de propaganda, também conhecida como grande mídia.

Mas as mentiras tendem a ser descobertas, assim como os tiros no pé uma hora te farão sentir dor. Ambos deixam suas sequelas, seja a descrença nos operadores da mídia, seja um andar manco.

As tresloucadas ações israelenses estão unindo o Mundo Islâmico como há muito não víamos, se é que o vimos alguma vez desta forma. O problema é que, hoje, o Mundo Islâmico unido é bem mais forete que Israel, e a surra que a mais "poderosa e qualificada" marinha do mundo vem levando dos Houthis deixam sérias dúvidas se eles efetivamente terão força bélica suficiente para auxiliar Israel comonfizeram em outras oportunidades. Sim o uso de armas nucleares faria a balança voltar a pender aos Ocidentais, mas quem diz que o outro lado não responderá com igual poder?

Ainda há tempo aos Ocidentais para frearem a sanha "sansônica" de Israel, mas esse tempo se extingue rapidamente, da mesma forma que as forças Ocidentais também.


ABC RELATA QUE ISRAEL MATOU CENTENAS DE ISRAELITAS EM 7 DE OUTUBRO “28 helicópteros de caça dispararam oda a munição que tinham em suas barrigas.”  


Em julho, o jornal israelense Haaretz revelou que comandantes das IDF deram ordens para atirar em tropas que haviam sido capturadas por Hams em três locais diferentes, referindo-se explicitamente à Diretiva de Aníbal.  

Um ex-oficial israelense, o Coronel da Força Aérea Nof Erez, disse a um podcast do Haaretz que a diretiva não foi especificamente ordenada, mas foi "aparentemente aplicada" pelas tripulações aéreas que responderam.  

Em pânico, operando sem sua estrutura de comando normal e incapazes de se coordenar com as forças terrestres, eles atiraram em veículos que retornavam a Gaza, sabendo que provavelmente transportavam reféns. "Foi um Hannibal em massa. 

Foram toneladas e toneladas de aberturas na cerca, e milhares de pessoas em todos os tipos de veículos, alguns com reféns e outros sem", disse o Coronel Erez. Pilotos da força aérea descreveram ao jornal Yedioth Ahronot o disparo de quantidades "enormes" de munição em 7 de outubro contra pessoas que tentavam cruzar a fronteira entre Gaza e Israel.  

"Vinte e oito helicópteros de caça dispararam ao longo do dia toda a munição em suas barrigas, em novas corridas para rearmar. Estamos falando de centenas de morteiros de canhão de 30 milímetros e mísseis Hellfire", disse o repórter Yoav Zeitoun.  

"A frequência de disparos contra milhares de terroristas foi enorme no início, e somente em certo ponto os pilotos começaram a diminuir a velocidade dos ataques e a escolher cuidadosamente os alvos."

domingo, 4 de agosto de 2024

Quando aprovaram o Brexit profetizei isso

Pois é, há alguns anos, quando aprovaram o Brexit, profetizei que o "poderoso" Reino Unido entraria em crise profunda. Aos poucos ela foi se instalando, mas não tão lentamente que o sapo fosse cozido sem sentir. Ao contrário, ele sentiu e agora se debate e tenta fugir. Não sabe como, então acaba por criar ainda mais feridas, enquanto o "cozinheiro" segue com a tampa da panela fechada. Mas essa panela é de pressão, e pode explodir na cara desse "cozinheiro".
A ver.

Conflito no Reino Unido ✍️ Ricardo Nuno Costa  🇬🇧 A crise estalou no Reino Unido, em particular nas regiões desindustrializadas do Norte. É o regresso dos anos 70, sem o IRA, mas com um potencial de conflito intracomunitário ainda maior, derivado do crescimento de sociedades paralelas, fruto de meio século de políticas de imigração imprudentes, consentâneas com o paradigma económico vigente, orientado unicamente para o lucro rápido e a concentração da riqueza. O mesmo se passará previsivelmente um pouco por toda a Europa ocidental, toda ela a braços com os mesmos problemas em algum grau. O pior é que não se vislumbra uma solução para um problema para o qual se oferecem somente receitas superficiais, demagógicas e barricadas em dois polos radicalizados. Aqui, mais que nunca faz falta a responsabilidade e o discernimento da terceira posição. O que se viu este fim de semana no RU é só a ponta do véu daquilo que podemos vir a ver. O rastilho foi a morte de três crianças esfaqueadas por um menor (17 anos), de nacionalidade britânica, filho de imigrantes do Ruanda. Não era muçulmano, como se veiculou profusamente no Twitter, mas também não era britânico segundo a percepção da maioria da população do país. O assassino é da categoria B2 (negro africano), segundo a lista de 19 definições étnicas do Home Office, o Ministério do Interior britânico. Cenas de confrontos entre a polícia e centenas jovens britânicos de raiz (categoria W1) e de irlandeses do Norte (categoria W2), com comércios a serem pilhados, esquadras da polícia incendiadas, e tentativas de incêndio de mesquitas e residências de imigrantes, corresponderam a ajuntamentos de muçulmanos igualmente radicalizados, aos gritos de “Takbir, Allahu akbar!”, prontos para a guerra nas ruas da Inglaterra. Quem leu sobre as operações secretas da rede Gládio da NATO desde os anos 70, pode facilmente imaginar que por de trás disto se escondam os serviços de inteligência, com intenções terceiras. O episódio destapa uma crise económica, política e social profunda, com o país em recessão e quatro governos no espaço de dois anos e meio. No caso da UE, o potencial de problemas relacionados com a imigração e a crise que já se sente, agrava-se pela exclusão metodicamente organizada da Rússia do concerto europeu e da arquitetura de segurança do continente. Sem mais, a pedido de Washington, a Europa ocidental decidiu retirar das suas relações o país do qual dependia em grande medida, não só da energia, fertilizantes, grão e minério, como das exportações e turismo para e de um mercado de 150 milhões de pessoas. As origens geopolíticas da crise que acaba de se manifestar no RU é outro assunto, porquanto à imigração, que se tornou num problema, corresponde também a política neocolonial de Londres com os países de onde provêm essas massas populacionais. A irrupção destas tensões não acontece sem aviso: já em 2011, o país tinha conhecido problemas de desordem civil graves, com epicentro nas populações de origem imigrante, tal como a França em 2007 e no ano passado. Tanto Londres como Paris, logo após a Segunda Guerra Mundial, fingiram que deixaram de explorar as suas ex-colónias, concedendo-lhes as independências formais, ao mesmo tempo que se desfaziam de uma dispendiosa presença militar e administrativa, delegando nas novas elites – por vezes violentamente enfrentadas em terríveis guerras civis –, o futuro daquelas terras da Ásia e sobretudo da África, sem jamais abandonarem a extração das suas matérias-primas. Esta relação mutuamente corrupta garantia às indústrias de transformação europeias mais meio século de vantagem competitiva sobre o Sul através de uma serie de mecanismos de controle e manipulação de preços das matérias-primas. A industrializadíssima Alemanha também se beneficiou deste tipo de esquemas, mais ou menos nos mesmos moldes. Tudo isto obedeceu a uma lógica, primeiro enquadrada no âmbito dos acordos de Bretton Woods, e depois com a revogação do padrão dólar-ouro no princípio dos anos 70 e o advento do modelo neoliberal. A contrapartida para este predomínio do Norte sobre as economias de um terceiro mundo que desejava prosperar fora dos grilhões do Ocidente e das suas instituições globais, das quais dependia, foi a abertura das portas da Europa a milhões de refugiados de conflitos e crises no terceiro mundo nas quais as elites europeias tinham claras responsabilidades. Nos EUA sucedeu um processo análogo. A quantidade de imigrados para Norte é mínima em relação à totalidade daqueles que aspiram ainda hoje a alcançar o sonho europeu, mas suficiente para gerar tensões sociais nas terras de acolhida. Mesmo que muitos imigrantes se tivessem integrado ao longo das décadas e alguns até voltado às suas terras, as comunidades extraeuropeias em geral reproduziram-se a níveis notavelmente mais altos que os europeus nativos, fazendo desequilibrar a demografia, os usos e valores e a vida quotidiana do continente de acolhida. A isto, acrescente-se a abertura deliberada das fronteiras da Alemanha dos governos Merkel, com o seu apogeu em 2015-17, coincidente com a guerra na Síria para a qual Londres, Paris e Berlim apostaram fortemente pela retirada do governo legítimo. A presente crise só vem se agravando desde a crise financeira de 2007-08, depois com a crise das dívidas soberanas, e mais tarde com a Covid-19 e com os atuais conflitos na Ucrânia e Médio Oriente. A facilmente previsível proletarização, empobrecimento e desemprego de vastas fasquias da população, prevê também o aumento da delinquência e a criminalidade violenta. Nestas condições a culpabilização mútua entre comunidades que coexistem, mas que não se misturam, como são o caso de várias no continente europeu, é um caldo de cultura fértil. Este episódio de confrontação entre comunidades, toscamente divididas entre “autóctones-cristãs” e “exógenas-muçulmanas”, vem na sequência da guerra de Israel em Gaza, que destapou a cara mais brutal do regime sionista aos olhos do mundo. As classes políticas europeias não souberam ou não quiseram exigir o cumprimento da lei internacional e preferiram alinhar de forma bastante clara mas desajeitada com um governo particularmente extremista e com um genocídio transmitido em direto para todo o mundo. A União Europeia, e em particular a Alemanha, perderam quase todos os créditos de seriedade angariados ao longo de décadas aos olhos da maioria global. Também as populações muçulmanas na Europa, mas não só elas, viram o papel malicioso das elites europeias. Aliás foi aí que começaram os problemas nas ruas, com a repressão das autoridades alemães e da desinformação da grande imprensa sobre os atos de simpatia com a causa palestiniana, frequentemente classificados com má fé como “antissemitas”. A estas demonstrações, já começaram a aparecer outras, de signo contrário, empunhando bandeiras de Israel, confundindo o público numa dicotomia errónea que importa para a Europa um conflito que não é dos europeus. A situação de crise atual revela a falência do modelo neoliberal em que a Europa, e primeiro o Reino Unido, apostaram durante décadas, enquanto continuam a insistir nos jogos geopolíticos para a forçar a prevalência do dólar em redor do qual as suas economias especulativas orbitam. O atual quadro ameaça ruir completamente, se o Ocidente (os EUA, admita-se) não entender que o mundo mudou e que não vale a pena enfrentar-se à nova realidade, mas sim encarar os seus desafios. Querem estes erros das elites europeias dizer que os seus povos têm de tolerar ver os seus bairros a mudarem a sua essência por alguma forma de caridade com povos fugidos de zonas de conflitos? Antes pelo contrário, os europeus têm direito a escolher quem admitem em casa e a atual situação da imigração deve ser revertida, sob pena de os europeus perderem o controlo do seu futuro e verem as suas sociedades descaraterizadas para sempre. Os europeus, ingleses incluídos, independentemente dos erros do passado, têm direito de mandar nas suas terras, da mesma forma que os palestinos ou qualquer ouro povo autóctone no seu território. É uma época de grande angústia, em que estamos a ver coisas que julgávamos impossíveis chegarmos a ver, mas também de grandes possibilidades para um futuro melhor. Num mundo mais justo e equilibrado, os conflitos, as perseguições, e, portanto, as grandes migrações nem sequer terão de existir.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Mais do que um atentado, polarização em estado máximo

O atentado a Donald Trump deixam claras as fissuras no modelo político-social norte americano, e mais uma vez mostram o caráter anti-democrático de sua assim chamada, "democracia".


 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Caro lunático, não liberalizamos o suficiente.

Até quando os países periféricos da América do Sul seguirão atendendo às cartilhas neoliberais impostas do Ocidente do Norte e de uma "elite" econômica mofada, entreguista e profundamente subserviente aos interesses estrangeiros, ficando com as migalhas que sobram do banquete das elites dos países mais avançados economicamente?

Sim, a pergunta procede e precisa ser respondida além de precisarmos também de sérias reflexões sobre as respostas que tenhamos. Esse procedimento precisa ser tomado com urgência, porque dele depende o futuro a médio prazo de toda a região.

A explicação para isso é muito simples. Após um início de Séc. XXI promissor, em que algumas políticas neoliberais conseguiram conviver de forma mais ou menos harmoniosa com o que ainda restava dos períodos desenvolvimentistas da região, isso acaba já na segunda década deste Séc., quando a sanha acumuladora e excludente das "elites" locais não pôde mais ser aplacada ao dividir as atenções do Estado com as necessidades das populações e os interesses de desenvolvimento dos países da região. Revoluções coloridas, campanhas de desestabilização política, perseguições a políticos que buscavam acomodar as duas visões de mundo, ainda mais aos que buscam enfrentar o neoliberalismo, e até mesmo golpes de estado foram usados.

O resultados desse processo foi a deterioração generalizada das condições de vida das populações de praticamente todos os países da região (apenas uns 2 ou 3 que não foram atingidos conseguem se sustentar). Um países importante como o Brasil escorregam sem sair do lugar há anos, mesmo após terem tido uma recessão profunda no meio da década passada (após esse tipo de situação espera-se sempre uma recuperação robusta), outros como a Argentina estão cada vez mais enfiados em recessão e crise. Esses são os maiores exemplos, mas a métrica é aplicada, em maior ou menor grau, a quase todos os países. Mesmo nos casos como o do Brasil a verdade é que o pouco que se cresce é apropriado quase que exclusivamente por essa "elite" rapineira.

Alguns dirão que esses são expedientes useiros e vezeiros das "elites" locais, mas a verdade é que isso, mais cedo ou mais tarde, precisará ser enfrentado. E qualquer enfrentamento precisará se iniciar com a resposta à pergunta acima. A região é sem dúvida uma das mais ricas do mundo, tem um povo empreendedor, trabalhador e capaz, mas que é sistemática, e constantemente sabotada por essas "elites". Mas para que todo esse potencial seja colocado em andamento precisamos que esses interesses de uma minoria ínfima, mas influente sejam contrariados.

E quanto antes pudermos fazer isso melhor para todos, inclusive para essa "elite", porque o pacote completo imposto à região em que a resposta é "não liberalizamos o suficiente" precisa ser revisto. O jogo só é bom quando todos brincam, não quando só uma minoria ínfima o faz.

Compare o desempenho da América Latina com o de países que não se submetem a esses dogmas do Ocidente do Norte.








segunda-feira, 8 de julho de 2024

Alemanha fazendo besteira: de novo!

Ao terminar a Segunda Guerra Mundial a Alemanha se rende incondicionalmente à Tríplice Entente, mesmo que tivesse fôlego para mais muitos meses, talvez anos de guerra. A rendição incondicional foi seguida do Tratado de Versalhes (1919), que impôs pesadíssimas condições aos "derrotados", que muitas delas foram solenemente ignoradas por Hitler (mas isso é outra História). Bem, essas condições deixaram a Alemanha e seu povo em condições absolutamente deploráveis no pós-guerra, e isso foi um dos fatores que possibilitaram a ascensão do Nazismo, e a todo o desdobramento advindo desse fato. Esse período da História alemã, que durou cerca de 5 anos, ficou conhecido como República de Weimar (o termo foi difundido pelo Bigodinho).

E porque eu entrei nessa introdução rápida de fatos que aconteceram a quase 100 anos atrás?

Simples. O mesmo pensamento idiota que propiciou a criação da República de Weimar impera novamente na Alemanha. Sim, um enorme sentimento de culpa e decisões absolutamente estúpidas, que levaram à pior guerra já vivida pela humanidade está novamente controlando as rédeas do poder por lá. Isso já se espalhou por outros países importantes também, e há sério risco de que essa estupidez acabe novamente em uma guerra generalizada, ainda que ela venha a ser absolutamente desnecessária.

O que vale é que até agora o que muitos têm comparado ao líder alemão mais nefasto da História têm sido muito mais próximos do equilibrismo de Chamberlain do que do radicalismo que saiu da Alemanha e de alguns outros países.

LIKES CONTRA ISRAEL NAS REDES SOCIAIS PODEM DITAR EXPULSÃO DA ALEMANHA 🇩🇪🇮🇱 A ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, a socialista conhecida por em tempos ter escrito artigos para panfletos do movimento Antifa, apresentou na passada quarta-feira um projeto para a deportação de imigrantes após a divulgação de uma única infração terrorista. Assim, a difusão de conteúdos, na acepção do projeto, inclui não só a criação de tais conteúdos, mas também, por exemplo, a rotulagem de uma publicação através de um “like” nas redes sociais como o YouTube, o Instagram ou o TikTok. O plano do governo alemão é justificado como resposta às “mensagens de ódio publicadas na internet” contra Israel e o “crescimento do antissemitismo” nos últimos meses. No entanto a lei não é clara e parece ter somente como denominador comum a crítica a Israel, justificada ou não. Desta forma, um 'like' a qualquer acção da resistência palestiniana ou libanesa, mesmo que seja somente contra o presente genocídio em Gaza, poderá vir a ser considerado uma “divulgação terrorista”, se a lei é aprovada. O presidente do Grupo de Trabalho sobre Direito de Migração da Ordem dos Advogados Alemã (DAV), Thomas Oberhäuser, considera que o projeto agora aprovado pelo Conselho de Ministros não é oportuno. “É preciso ter muita imaginação jurídica para definir a publicação de um 'like' como divulgação”, afirma o advogado. Oberhäuser acrescenta que seria “completamente insano” acreditar que as autoridades de imigração seriam capazes de verificar as mensagens marcadas com 'like' nas redes sociais em grande escala no futuro. Seria melhor se alguém aplaudisse um ato de terrorismo online e usasse isso como uma oportunidade para um representante das autoridades de segurança falar com o estrangeiro "para determinar se ele é perigoso". “O facto de o ministro do Interior, Faeser, estar agora aparentemente a planear a deportação de pessoas por causa de um post nas redes sociais” é o culminar preliminar de um desenvolvimento preocupante, diz Clara Bünger, porta-voz de política jurídica do Partido da Esquerda no Bundestag. Quando se trata de estados autoritários, como a Turquia ou a Rússia, os políticos alemães ficam, com razão, indignados com o facto de as pessoas poderem ser perseguidas ou mesmo presas por causa de um 'like' nas redes sociais – “no entanto, a própria Alemanha há muito que caminha nessa direção”. O vice-chanceler Robert Habeck (dos Verdes), por outro lado, tem uma visão positiva do plano. “É uma grande conquista e força do nosso país que as pessoas perseguidas possam encontrar proteção na Alemanha. No entanto, quem troça da ordem básica liberal, aplaudindo o terrorismo e celebrando assassínios, perde o direito a ficar. É por isso que o direito de residência está agora a ser alterado em conformidade. “O Islão pertence à Alemanha, o islamismo não”, acrescentou o vice de Olaf Scholz. A vice-presidente do grupo parlamentar CDU/CSU, Andrea Lindholz (CSU), teria preferido uma reforma mais abrangente. “Tendo em conta o antissemitismo em massa e as manifestações do califado nas ruas alemãs, todas as ofensas anti-semitas e anti-democráticas devem levar regularmente à deportação”, afirmou. O presidente do Sindicato Federal da Polícia, Jochen Kopelke, congratulou-se com a decisão do governo, que descreveu como um sinal claro para os simpatizantes do terrorismo. No entanto, disse que a polícia e todas as outras autoridades também devem ser equipadas de forma a que se possa criar uma pressão notável para a ação penal. O mais preocupante é que a ministra sempre foi defensora da política de portas abertas a todos durante décadas, e já depois do ataque do Hamas a Israel e da brutal reação israelita sobre os civis de Gaza, permitiu abertamente que se dessem pelo menos três manifestações de grupos radicais salafistas apoiantes do Estado Islâmico, que apelavam à formação do Califado.



sábado, 6 de julho de 2024

Wole Lotta Love

Grande sucesso do Led Zeppelin na voz de Kayla Reeves vindo do canal Ken Tamplin Vocal Academy. Mais um excelente cover de uma excelente música.




domingo, 30 de junho de 2024

Assange solto ajuda os democratas

Julian Assange foi solto, e isso ajuda a candidatura Biden, ou quem o partido Democrata venha a indicar para a corrida presidencial americana.




segunda-feira, 10 de junho de 2024

Governo neoliberal busca acabar de vez com o Brasil

Sim, um dos últimos bons avanços da Constituição de 88 está prestes a ser destruído, e justamente pelo partido que se recusou a assiná-la. As garantias constitucionais mínimas para a Saúde e a Educação estão prestes a serem retiradas da Carta Magna justamente por iniciativa e ação do PT. Tal projeto não deve ser concretizado esse ano, mas há grande probabilidade de o ser até o final desse governo.

Para que se compreenda, quando o Governo se move no Congresso para acabar ou diminuir (sabemos como esses processos começam, mas não como acabam) os mínimos constitucionais, isso significa que o Estado terá menos poder de intervenção nessas áreas, terá menos poder para atender a população mais carente, e aumentará ainda mais o abismo que já existe entre as camadas mais abastadas da população e as mais carentes.

Significa também que a cada vez menor e mais achatada Classe Média precisará recorrer aos serviços privados nessas áreas, enquanto esses serviços se concentram cada vez mais nas mãos de umas poucas grandes empresas, sejam de Educação, seja de Saúde.

Os sucessivos governos (não é uma iniciativa exclusiva desse) vêm desregulando e possibilitando às empresas aumentos que excluem clientes "indesejados", e um maior lucro em suas atividades, ao mesmo tempo em que possibilitam a obtenção de maiores ganhos em suas atividades empresariais, seja pela maior procura de seus serviços, seja por uma maior precariedade nos serviços prestados, ou na seleção de prestar tais serviços apenas àqueles que possibilitarão os maiores lucros às empresas.

Nesse sistema a tendência é que a grande massa da população seja cada vez mais entregue a própria sorte, sem que tenha condições mínimas de acesso a serviços básicos de cidadania.

Um país cada vez mais aos moldes de uma colônia.




quinta-feira, 30 de maio de 2024

E o Relógio do Fim do Mundo anda

Já tinha um tempo que eu não aparecia por aqui, e infelizmente volto a fazê-lo com um texto triste, mas absolutamente realista de Wellington Calasans. A verdade é que, apesar de parecer sensacionalista e catastrofistas, o texto de Calasans é apenas espelhado pela apreensão da realidade e o desenvolvimento da situação no Leste Europeu, e das ações entre os lados.

Explico: os países do Bloco Ocidental se veem protegidos de retaliações russas devido ao fato de apoiarem as ações ucranianas no que eles chamam de "guerra contra uma invasão injustificada", como se o assassinato de cerca de 14.000 russos étnicos no Dombas e o planejamento de uma invasão massiva à região, com claro objetivo de aumentar a execução dessa etnia não fosse motivo suficiente para uma intervenção Russa. Isso depois de terem sido assinados os chamados Acordos de Minsk, cerca de 8 anos antes, de os ucranianos, incentivados pelo Bloco Ocidental jamais terem cumprido tais acordos, e os russos terem passado todo esse tempo clamando pelo seu cumprimento, além de ter solicitado a seus oponentes europeus conversas com vistas a um acordo de segurança na Europa, o que foi respondido com um rotundo silêncio.

Aparentemente os russos não queriam o conflito armado, e o que corrobora tal entendimento é justamente a história do conflito. A exiguidade e inexperiência das tropas usadas no início do conflito. Soldados que faziam um treinamento grande, mas que correspondiam a cerca de 1/3 do exército ucraniano que então já se posicionava próximo às regiões ora em disputa, e já bastante equipados com material e equipamento Ocidental, além de toda a herança da era soviética. Os russos tentaram um rápido xeque-mate com os poucos mais de 110 mil homens que iniciaram o conflito. Cercaram Kiev e quase conseguiram novo acordo, que dessa vez teria sua aplicação forçada pelas armas. Mas Boris Johnson (ex-premier britânico) desceu em Kiev e selou o acordo que já levou os ucranianos a terem mais de um milhão de baixas (entre mortos, feridos, amputados, desaparecidos, etc.), sua infraestrutura destruída, parte substancial de sua população dizimada ou espalhada por Europa, Rússia e alguns outros países, e uma situação econômico-financeira totalmente arrasada.

Lembram que no início eu disse que o Bloco Ocidental se sente protegido ao não participar diretamente do conflito. Pois é, talvez essa proteção desapareça se os ucranianos realmente começarem a usar as armas Ocidentais de longo alcance para atacarem com frequência o território ancestral russo. Sim, as áreas em disputa também são consideradas russas por Moscou, mas elas estão em disputa. Após o envio de armas em enorme quantidade, de recursos financeiros enormes, sequestros de divisas e propriedades russas no exterior, e de tropas disfarçadas de mercenários (quem os paga é o Ocidente e vários deixaram seus exércitos para estarem na Ucrânia), além de técnicos treinados para operarem equipamentos mais sofisticados, ao menos havia o freio puxado para que o território anteriormente russo não fosse atacado. Quando o Ocidente autoriza e incentiva que este território seja atacado, aí é muito possível que os russos entendam um ataque direto a sua soberania, e ainda mais direto a sua existência. 

Se até agora os russos mantiveram o conflito confinado a uma "guerra civil russa", a cessão de armas e o incentivo de usá-las para um ataque direto à Rússia pode mudar a posição de Moscou, e o conflito pode ser levado aos países ocidentais. Não vejo os russos usando uma arma nuclear de cara, mas um míssil hipersônico com uma bomba muito potente pode acertar uma base militar, ou um centro de comando. A resposta do Ocidente pode dar o tom do próximo passo russo, e é aí que entra o texto de Wellington. Estamos a poucos passos do jardim de rosas mais horrível que o homem pode cultivar.

E ao que ele fala dos políticos ocidentais, eu acrescento que nenhum deles tem compromisso com seus países ou seus povos, atendendo tão somente aos interesses de suas elites financiadoras, e a seus interesses carreiristas e à possibilidade de acumular alguma riqueza com isso. Se pensarmos que estão aliados a Zelensky, cujo mandato expirou e agora age como um usurpador do poder, já que se recusa a chamar eleições em seu país, aí a coisa piora ainda mais.



A escalada nuclear é o último recurso do "Clube do Nero" que (des)governa os países membros da OTAN. Se a tampa do esgoto da corrupção for retirada, haverá uma implosão nesses países. Por isso, a guerra é a salvação deles. "Líderes" (pausa para rir) que chegaram ao poder sem voto ou através de eleições altamente questionáveis querem queimar todos vivos. É a queima de arquivo vivo, pois a derrota dos países membros da OTAN já está assegurada. Nem mesmo a propaganda consegue mais convencer do contrário. Aos russos caberá agir com antecipação. De acordo com o que sempre falei no 
com o Rubão, o Reino Unido vai virar churrasco e depois será testada a lealdade dos demais. Quem revidar por "solidariedade", ocupa o próximo lugar na fila. Todas as derrotas estão calculadas. A Rússia terá 30% do seu território arrasado. Os países que desafiarem os russos, muito mais. Os pequenos e ousados vão sumir do mapa. Eu trabalho pela paz e sempre promovo o diálogo, o entendimento. Sou verdadeiramente pacifista. Esta descrição é apenas uma análise de acordo com o cenário real, levando em consideração a capacidade bélica, domínio da tecnologia hipersônica, etc. dos países envolvidos. NA IMPRENSA ALTERNATIVA Jens Stoltenberg, chefe da OTAN, defende ataques à Rússia a partir da Ucrânia com armas de longo alcance. Ele alega que isso não levará a uma escalada do conflito, mas sim a um apoio à Ucrânia. Outros políticos, como Antony Blinken e Lord David Cameron, apoiam essa medida, assim como figuras religiosas e diplomatas. A Ucrânia já tem como alvo regiões russas com armas da OTAN, e pede permissão oficial para atacar profundamente a Rússia. A Rússia alerta sobre possíveis retaliações, incluindo o uso de armas nucleares táticas. Exercícios militares e ataques a sistemas de radar russos indicam uma escalada perigosa, liderada por figuras não eleitas e apoiada por elites ocidentais. A maioria mundial deve agir antes que a situação chegue a um ponto sem retorno. NOTA DESTE OBSERVADOR "NO OLHO DO FURACÃO" Pensem nas crianças mudas, telepáticas Pensem nas meninas cegas, inexatas Pensem nas mulheres, rotas alteradas Pensem nas feridas como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam da rosa, da rosa Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária A rosa radioativa, estúpida e inválida A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada