Pessoal, a situação no Oriente Médio segue enrolada para o Ocidente. Donald Trump já anunciou a vitória sobre as forças iranianas algumas vezes, mas os mísseis e drones seguem sendo lançados por todo o Oriente Médio, e com mais força sobre Israel. Da mesma forma alguns líderes europeus, como Friedrich Merz dão algumas declarações que chegam ao nível da patetice, porque não se espera isso de alguém lotado num cargo dessa importância. Sim, porque só falta implorar para que o Irã cesse seus contra-ataques baseado em um suposto “não direito” da Nação Persa em se defender. Trump também já apelou para uma bobagem dessas, mas Trump é Trump. E o que mais corrobora para a situação delicada em que Trump se meteu é sua pressão sobre a Europa e outros membros da NATO para que enviem navios para a reabertura do Estreito de Ormuz, o que tem gerado negativas da grande maioria, e dos principais países da aliança militar. Para se ter ideia do desespero, até à China ele recorreu, recebendo uma reprimenda como resposta.
Como fazer pouca besteira é bobagem, Trump está enviando cerca de 5.000 fuzileiros navais para a região. A tentativa de utilizar esses militares para uma invasão pode terminar em uma enorme tragédia. O EUA também já bombardeou a Ilha Kharg, de onde sai a maior parte do petróleo exportado pelo Irã. Os persas identificaram que o ataque partiu dos Emirados Árabes Unidos, e enviou mensagem para o governo dos Emirados para que evacue suas instalações de exportação petrolífera, ou seja, haverá retaliação pesada.
Esse quadro promete se tornar um longo e desgastante conflito. Para Trump é um enorme desastre, porque sua condição é cada vez mais delicada internamente enquanto as economias estadunidense e mundial se tornam cada vez mais instáveis, e com tendências a uma enorme crise devido a inflação vinda do aumento do petróleo e até de alimentos, porque a região em guerra é uma das maiores produtoras e exportadoras de fertilizante do mundo, o que promete uma quebra de safras agrícolas ainda este ano.
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