domingo, 27 de setembro de 2026

Encruzilhada no Leste Europeu

Após mais de 4 anos de uma guerra de atrito desgastante e debilitante no Leste Europeu ficou nítido que a Ucrânia respira em seus momentos finais, mesmos ligada diretamente aos aparelhos da OTAN que mantiveram o país vivo durante quase todo este tempo. E digo isso porque o exército ucraniano original foi destruído pelos russos logo nos primeiros meses do conflito, e a sobrevida só acontece pelo forte financiamento da OTAN, seus envios de armas, e até de mercenários, o que possibilitam ao regime instalado em Kiev seguir em sua renhida resistência aos russos.

Acontece que todos os recursos Ocidentais, que seguem fluindo em grandes quantidades aos ucranianos já não são suficientes para manter o esforço da mobilização do país do Leste Europeu. Todos os recursos para a manutenção da luta contra os russos escasseiam cada vez mais em relação às necessidades do conflito, e a derrota está cada vez mais próxima.

O motivo foi a escalada russa, que após os ucranianos terem intensificado os ataques à infraestruturas civis e também à população civil russa, diferente de outros momentos do conflito, escalou as ações de forma desproporcional, e está destruindo de forma muito rápida e intensa tanto a infraestrutura militar, quanto a civil ucraniana que possa ser usada para o esforço da luta. Instalações e depósitos militares, linhas férreas e comboios por onde passam os envios do Ocidente para a Ucrânia, navios que transportam armas e peças de reposição, assim como o porto de Odessa. Por fim Putin ordenou às Forças Russas que ataquem e apreendam navios mercantes Ocidentais, em clara resposta aos ataques Ocidentais à frota mercante russa.

Isso levou os ocidentais a mudar os rumos de suas ações. Sim, seguem enviando todos os tipos de recursos aos ucranianos, mas agora falam em deportar os exilados ucranianos para que sejam recrutados pelo regime de Kiev, e criando factoides, como o patético encontro de um drone russo por um motorista de ônibus próximo a um aeroporto alemão, e a insistência de elevar o comedido e complacente líder russo a um "novo Hitler" sanguinário e expansionista. 

E é aqui que temos a grande encruzilhada para o Ocidente, notadamente o europeu, porque nenhuma de suas ações dará resultado contra uma Rússia cada vez mais sem paciência,  e se aproxima o momento em que terão de decidir se entrarão diretamente no conflito, ou se sentarão com os russos e chegarão a um acordo que não leve a um colapso total de sua civilização. A segunda opção me parece muito mais sensata e inteligente, mas as ações ocidentais até agora parecem ter sido tomadas por seus intestinos, não por seus cérebros. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário