sábado, 28 de fevereiro de 2026

Começa a guerra no Oriente Médio

Pessoal, começou a guerra no Oriente Médio. Bem a seu estilo traiçoeiro, mas que já não engana mais ninguém, Trump disse há 2 ou 3 dias atrás que estavam negociando e que se as negociações não avançassem eles iriam agir contra o Irã. Pois bem, a próxima reunião entre as equipes estava marcada para a 2ª semana de março, mas Trump ordenou o ataque na noite da última sexta, 27 de fevereiro.

Como eu disse, isso não engana mais ninguém, o Irã estava tolmente preparado e em alerta, e seu contra-ataque foi rápido, forte, e como avisado, amplo. As informações dão conta de que atingiu instalações militares estadunidenses em 8 ou 9 países da região, mas seja qual for o número, Israel está incluída.

O Estreito de Ormuz está fechado, assim como o Mar Vermelho também. Tudo promete uma guerra regional pesada, e que não será resolvida em 12 dias, salvo uma retirada imediata e completa da frota estadunidense e de todo o equipamento e material levados para a região nos últimos meses, o que dificilmentente ocorrerá.

Amanhã farei um texto mais detalhado, com bem mais informações que estou coletando, e uma análise melhor da situação na região e seus possíveis desdobramentos.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Vitória contra Irã pode ser a única saída possível para Trump

Pessoal, o Presidente do EUA, Donald Trump, está numa situação bastante delicada. Após se eleger com promessas de dar fim às guerras, de acalmar as relações internacionais, de reindustrializar o próprio EUA, e melhorar as condições de vida da população de seu país. Mas apesar das promessas e de um início relativamente promissor, rapidamente seu governo guinou novamente na direção de proporcionar altíssimos ganhos à classe dominante em detrimento da população, e mesmo de parte mais baixa da própria burguesia do país.
A quebra do chamado "Estado Profundo" rapidamente se transformou em fortalecimento de algumas dessas instituições que operam esses interesses difusos; o combate à imigração ilegal virou política de perseguição política, de perseguição étnica e controle da população; a tentativa de reindustrialização mostrou as debilidades brutais do sistema Educacional e a deterioração da infraestrutura estadunidense; e suas políticas de tarifas às importações tiveram sucesso muito limitado, e agora foram declaradas como inconstitucionais pela Suprema Corte do país, o que gera mais um problema interno, porque os cerca de USD 300 bilhões arrecadados terão que ser devolvidos, mas para quem? Para as empresas arrecadadoras e repassadoras dos impostos ao governo, ou diretamente aos consumidores, os reais pagadores desses impostos?
Nas guerras eternas não se viu a solução de nenhuma, mas derrotas em curso. Apesar de ataques na África, as mudanças geopolíticas no continente continuam, e são favoráveis às políticas dos BRICS; na Ucrânia a Rússia segue avançando e consolidando posições, além de já mostrar impaciência com as dúbias posições de Trump; na Ásia as posições também são perdidas, mesmo que devagar.
Resta a situação no Irã, onde uma enorme força militar vem sendo reunida para atacar a terra dos Aiatolás. Trump precisa provocar a mudança de regime e tirar frutos internos por ter vencido um "terrível inimigo do povo americano". Uma derrota ou recuo podem significar uma enorme derrota nas eleições de "mid terms" deste ano, e decretar o fim da 2ª aventura trumpista na Presidência. Pode significar até mesmo seu impeachment. A vitória contra o Irã é a única possível saída para Trump, e nem ela garante essa saída.


sábado, 7 de fevereiro de 2026

No Oriente Médio a tensão aumenta

Pessoal, a situação segue bastante comoplicada no Oriente Médio. A frota estadunidense presente ao Sul da Península Arábica passou a derrubar os drones de observação iranianos e os chineses incluíram um navio de observação e controle eletrônico, que provocativamente estaria operando próximo à frota estadunidense.

Por seu lado o Irã já tentou apreender um petroleiro de bandeira estadunidense, o que foi impedido por um navio de guerra do EUA nas proximidades, e já apreendeu ao menos outros dois navios petroleiros, sem bandeira ou nacionalidade das tripulações divulgados, mas foi divulgado que os tripulantes foram entregues à justiça. Esse ato tenta mostrar uma forte disposição em fechar o Estreito de Ormuz.

Enquanto isso ocorre o EUA segue enviando material e equipamentos para a região. Também já vemos comentarista falando que os norte-americanos não estão enviando mais um grupo de ataque de porta-avião, mas sim dois grupos de ataque, concentrado uma força de ataque aéreo gigantesca na área.

Em resposta Irã, China e Rússia intensificaram o envio de material e equipamento para Teerã, e gigantescos aviões de carga são frequentes em várias ocasiões diárias.

O Laranjão, no fundo, é um daqueles valentões que vemos em comédias românticas adolescentes da sessão da tarde. Ele é grandalhão, agressivo, e vive ameaçando e batendo nos meninos mais fracos que ele, mas quando vê alguém do mesmo porte ele recua.

Com toda essa descrição, vemos que os dois lados estão tentando pressionar, acossar o outro, seja com a derrubada de drones, seja com a apreensão de petroleiros. A princípio o Irã não parece interessado numa guerra e está tentando evitá-la mostrando forte poder de dissuasão, e o EUA só partirá para o ataque se perceber que tem poder militar suficiente para sobrepujar o inimigo com sobras. Se levarmos em conta que ambos consideram a situação existencial, então isso ainda se prolongar por um bom tempo, ou alguém comete algum erro importante que defina a situação.