terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Mais falta de planejamento

Vejam bem, não concordo diretamente com nenhuma das duas propostas. A de Temer é o absurdo dos absurdos, colocando todos os trabalhadores dentro do mesmo saco, como se as tarefas tivessem todas os mesmos graus de dificuldades, de exigências físicas, mentais, psíquicas, etc. Ao mesmo tempo tira desse saco categorias fortemente organizadas. 

Por outro lado a proposta de Guedes já foi plenamente colocada em prática no Chile, e foi um completo desastre. Não pelo Chile em si, mas pela proposta mesma, que é de dificílima aplicação, e garante que a grande maioria da população não consiga economizar o mínimo necessário para garantir seus custos básicos quando as forças faltem para o trabalho.

Uma proposta como a de Ciro é muito mais viável, e tem sido exitosa em vários países do mundo, garantindo a renda mínima necessária para a maioria dos trabalhadores, e a possibilidade de poupanças extras para aqueles de maior rendimento.

Mas modelo de previdência a parte, o próximo governo mostra a cada dia a total falta de projeto, de organização e de propostas, dado que segue batendo cabeça, sem ter a mínima ideia do que fazer quando efetivamente assumir o poder.

Vejam bem, existe uma enorme diferença entre as figuras A, B ou C de um governo terem ideias e propostas sobre um determinado tema diferentes, essas são posições individuais. Um governo deve ter sua proposta e apresentá-la, se não a tiver deve levá-la a debate com a sociedade, mas o que se apresenta até agora é a falta de um norte do governo, aliado à total desorganização, já que todos são "superministros", e com isso uns entram nas searas dos outros, não tendo o governo um porta voz que concentre a interlocução com a sociedade, e muito menos a inteligência de debater internamente suas divergências e chegarem a uma conclusão.

E antes que alguém venha dizer que isso é decisão de gabinete, às portas fechadas, eu digo que não, que não é. Isso é decisão sobre linha de ação de governo, a aplicação é que precisa ser discutida e feita às claras, de forma a se aprimorar as ideias, ou mesmo mudá-las, caso apareçam ideias melhores no debate.

Até agora nem uma coisa nem outra vem sendo praticada. Fora a tentativa de cooptar apoio parlamentar via negociação nebulosa (essa sim). Amadorismo r más práticas dos piores tipos. 

O texto abaixo é parte da matéria da Carta Capital, e está completo no link do título.

Aposentadoria

Pressa faria Guedes abrir mão de sua proposta para a Previdência?

por Dimalice Nunes — publicado 30/10/2018 15h16
Texto em tramitação no Congresso diverge da proposta do futuro governo em pontos fundamentais como idade mínima de modelo previdenciário
Daniel Ramalho/AFP
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Previdência é prioridade do guru econômico de Bolsonaro
Paulo Guedes, guru econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e principal cotado para assumir a Fazenda no novo governo, tem pressa para aprovar a reforma da Previdência. Em declarações à imprensa nos dias pós-eleição, ele afirmou mais de uma vez que o objetivo é aprovar no Congresso ainda neste ano o texto em tramitação sugerido pelo governo Temer. 
A correria é tanta que Guedes parece ter topado aprovar uma reforma diferente daquela proposta no programa de governo protocolado na Justiça Eleitoral. A principal mudança está na própria concepção do projeto.

sábado, 8 de dezembro de 2018

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Os riscos de uma diplomacia alucinada, por Fernando Collor

Quando Fernando Collor faz um discurso com esse conteúdo a gente tem que pensar que o mundo virou do avesso, mas mais que isso, uma fala com esse teor mostra que o mundo é feito não apenas de dicotomia, mas também de tons e  interseções, e que os antagonismos são muito menores do que parecem.

Mas o novo governo que se aproxima tem que começar a conversar, entre ele, entre aqueles que têm visões mais alinhadas às suas (quais as do novo governo?), mas também com aqueles que eles acham "inimigos". Talvez percebam que não são assim tão diferentes.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Obrador começa a derrubar a esquerda mexicana

O recém empossado López Obrador enviou ao congresso mexicano o projeto que acaba com a imunidade presidencial do país. Como seu partido atingiu maioria nas duas câmaras, muito provavelmente o projeto será aprovado, e o presidente mexicano poderá ser processado por outros crimes que não a "traição à pátria", atualmente o único motivo que permite um processo judicial contra um presidente mexicano.

Muito nobre a iniciativa de Obrador, valorosa mesmo, mas (e sempre tem um "mas") isso é uma porta escancarada para sua deposição e prisão, já que o país não está pronto para conviver com condições democráticas. Antes de tudo é necessário institucionalizar outros poderes e as forças armadas como bastiões desses valores, depois eles podem ser implementados.

Como Obrador não fez isso, ele já deixou as portas escancaradas para sua própria deposição.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Ciro volta a ativa e inicia oposição séria e responsável a Bolsonaro

Ontem foi transmitida a primeira live do provável candidato à Presidência da República pelo PDT em 2022. Os comentários vão desde os resultados das últimas eleições a previsões sobre o novo governo, passando pela montagem do mesmo, mas sem, em nenhum momento, disparar ataques ao governo que se forma. Vale a olhada.


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O desmanche do Trabalho

Onix Lorenzoni, O Arrependido, confirma que o Ministério do Trabalho será extinto, ficando suas atribuições distribuídas pelos Ministérios da Justiça, Economia, e da Cidadania. As únicas atribuições que foram claramente indicadas foram as da Justiça, que estaria a cargo da fiscalização e da emissão e cassação de Cartas Sindicais. As atribuições que se destinam aos outros dois Ministérios estão totalmente nebulosas, o que no mínimo mostra total falta de planejamento do futuro governo.

Antes de tudo vamos esclarecer que, o blogueiro aqui tem sempre em mente o bem estar e o desenvolvimento da maioria da população brasileira, e não apenas de um pequeno grupo de já privilegiados.

Isto dito espero ansiosamente para ver como as ações irão ajudar a resolver o problema de mais de a metade da população brasileira estar vivendo fora do mercado formal de trabalho, seja no desemprego, na leniência, ou em condições precárias.


sábado, 1 de dezembro de 2018

Demi Lovato - Take Me To Church (Hozier cover in the Live Lounge)

Já que falamos na problemática ex-prodígio da Disney, trazemos aqui uma música que seu vocal fantástico valorizou. Take Me To Church foi sucesso na voz de Hozier.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O que esperar do futuro Governo Bolsonaro?

Já há alguns meses que o blogueiro não tinha tempo de fazer uma análise um pouco mais próxima do momento vivido, e a escolha, por óbvio, é a formação e as esperanças no Governo Bolsonaro que se forma.

Pois bem, começamos parabenizando o eleito, apesar das denúncias de irregularidades, mas isso se perde quando observamos que seu adversário no segundo turno usou das mesmas técnicas e subterfúgios ilegais e imorais. Claro que, neste caso, um erro não justifica o outro, não anula o outro, mas somente demonstra a mediocridade das duas candidaturas.

Seria cômico, não fosse trágico.

E tragédia é o que espero do futuro Governo Bolsonaro. O combate à corrupção já está bastante claro que passa longe dos objetivos do futuro governo, e para isso basta ver a formação de seu ministério, com alguns dos nomes já confirmados na equipe de primeiro escalão, e outros que foram seriamente considerados, mas descartados pelas reações de seus eleitores e do próprio "deus mercado".

Tem a questão dos posicionamentos anti-identitarismo? Tem também, e apesar de eu achar que são temas importantes, que são temas que devem ser tratados, a verdade é que, no momento, não são temas centrais na vida brasileira, e provavelmente, não o serão ainda por muitos anos, porque antes de se preocupar com essas coisas, é preciso erradicar a miséria do país de forma efetiva e institucional, e não da forma assistencialista e precária promovida pelos governos petistas.

Com isso urge ao país sair da crise e promover uma real distribuição de renda, melhorar a condição de vida da população, diminuir a violência e fortalecer as condições democráticas das instituições que dão a uma república democrática seu sustentáculo. Sem isso não haverá avanço civilizatório, e muito menos condições de um progresso sócio-econômico sólido e sustentável ao país. Dizer que as instituições estão funcionando não convence, porque desde que o homem alcançou determinado estágio civilizatório as instituições funcionam. A questão não é elas estarem funcionando, mas como elas estão funcionando. E a verdade é que elas estão funcionando muito mal.

Quanto ao próximo presidente, o problema é que ele não está preocupado com isso. Todas suas declarações foram nesse sentido, não viu quem não quis. Além disso se une com o que há de pior em termos de economia, que são os anacrônicos da chamada "Escola de Chicago", que pregam um retorno ao início do Séc. XIX, baseados nas tresloucadas teses de Adam Smith, que defendiam e garantiam direitos e privilégios infindáveis aos ricos, e que defendia o direito apenas à subsistência básica aos pobres. Algo que já se reiniciou com Temer, e que o PT até impediu de se aprofundar com muita velocidade, embora nunca tenha parado o processo, e jamais pensou em revertê-lo.

Aliado a isso, e alegando um "não ideologismo", tomam e sugerem posições puramente ideológicas, como no caso dos médicos cubanos, nas acusações à China, e a questão da embaixada em Israel, além de mostrarem um absoluto servilismo aos norte-americanos, o que pode ser prejudicial ao Brasil em vários aspectos, principalmente o econômico, mas que até mesmo pode incluir o país no mapa do terrorismo internacional.

Com esses ingredientes o que espero é uma grande tragédia, que ficará nítida ainda em seu primeiro ano de governo. Mas tal qual o futebol, às vezes as "conjunções astrais" promovem grandes "zebras" em jogos decisivos. 

Com base nisso torcemos pela zebra, mas temos em mente que, dificilmente, as mesmas ações possam levar a resultados diferentes.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Na Europa as coisas são apuradas

A grande diferença entre Europa, EUA e Brasil é a forma como as coisas procedem. Nas regiões mais desenvolvidas acontecem também episódios de Leis e corrupção, só que nessas áreas, as coisas são realmente e devidamente apuradas, e quem deve paga, tanto financeira, quando penalmente. Em outras palavras, devolve o que roubou, e ainda vai em cana.

As empresas?

Essas são preservadas em sua integralidade, porque elas são fundamentais para o desenvolvimento dos países, de forma soberana e socialmente responsáveis, porque elas não são responsáveis em garantir nenhuma das duas coisas, mas são meio para que os governos o consigam.

Por isso Trump vetou a venda da Qualcomm para a China, Lula impediu a transferência de uma fábrica de motores para lá, e os países europeus costumam ter grandes empresas estatais, ou com participação expressivas, ou ainda se valer das goldem shares para exercer influência decisiva sobre os futuro dessas empresas.

No Brasil os neoliberais querem entregar tudo. Só que isso fecha empregos de ponta aos brasileiros, e ainda cria enorme passivo externo.

Quem paga a conta?


Bruxelas investiga BMW, Daimler e Volkswagen por suspeita de cartel

Grupos BMW, Daimler e Volkswagen são suspeitos de cartel na limitação de desenvolvimento e venda de tecnologia de emissões de automóveis.

Margrethe Vestager, a comissária europeia da Concorrência


Os grupos BMW, Daimler e Volkswagen estão na mira da Comissão Europeia por suspeita de cartel na limitação de desenvolvimento e venda de tecnologia de emissões de automóveis. O processo é liderado pela comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, anunciou Bruxelas esta terça-feira. A primeira suspeita deste cartel foi tornada pública em julho de 2017.
"A Comissão está a suspeitar de que forma BMW, Daimler e Volkswagen concordaram em não concorrer entre si no desenvolvimento e venda de sistemas importantes para redução das emissões poluentes dos veículos ligeiros de passageiros a gasolina e gasóleo. Essas tecnologias têm como objetivo reduzir o impacto ambiental destes carros. Se isto for provado, este cartel terá negado aos consumidores a oportunidade de comprar carros menos poluentes, embora os fabricantes tenham a tecnologia disponível", aponta a comissária dinamarquesa citada pelo Financial Times.
Os escritórios dos três grupos automóveis alemães foram alvo de buscas em outubro de 2017; quase um ano depois, Bruxelas tenta provar de que forma BMW, Daimler e Volkswagen - e as suas marcas Audi e Porsche - reuniram-se para discutir o desenvolvimento e venda de sistemas de redução de emissões de óxido nitroso (carros a gasóleo) e dos filtros de partículas (carros a gasolina). Bruxelas, ainda assim, afasta este alegado cartel da fraude de emissões do grupo Volkswagen, que foi tornada pública há três anos: "não há indicações que as partes coordenaram-se para usar dispositivos ilegais para engar os testes de emissões", como sucedeu no Dieselgate do grupo de Wolfsburgo. Se a Comissão Europeia conseguir provar a existência deste cartel - o que pode demorar vários anos - os três grupos estão sujeitos a multas que podem atingir até 10% das receitas anuais das marcas envolvidas no processo.
O montante das coisas depende da duração e gravidade do processo. Quem cooperar com as autoridades, pode ter redução de multa ou até ficar isento de multa, caso assuma as responsabilidades. Esta não é a primeira vez que Bruxelas investiga cartéis na indústria automóvel. Em julho de 2016, a Comissão Europeia aplicou a maior multa de sempre a um cartel, no valor de 3,8 mil milhões de euros, depois de ter ficado provado que seis fabricantes acertaram os preços de venda destes veículos pesados e repercutiram no consumidor os custos do cumprimento das normas ao nível das emissões poluentes.

sábado, 24 de novembro de 2018

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Eles existem.

Aquilo que muita gente tenta negar, começa a ser confirmado pela ciência: os imbecis existem. Vejam bem, ciência é algo que evolui constantemente, e mesmo que algo seja afirmado hoje, pode ser contestado amanhã.

Mas parece haver uma relação direta entre os resultados desse estudo e os processos pelos quais o mundo passa hoje em dia.


A ciência confirma: há mesmo pessoas imbecis

Um estudo de uma Universidade norte-americana mostra que existem quatro tipo de personalidades: reservado, extrovertido, mediano e autocentrado. Há um cientista português envolvido
"Vou ser muito franco. A minha primeira reação foi 'isto é um absurdo'", disse um dos cientistas envolvidos no estudo, William Ravelle, um conhecido cético no que toca à existência de tipos de personalidade. O psicólogo e investigador da Universidade de Northwestern foi o primeiro a criticar o estudo agora divulgado pelo The Washington Post.
Eventualmente, no entanto, o investigador acabaria por dar razão aos cientistas da universidade que estudavam tipos de personalidade a partir dos dados de 1, 5 milhões de pessoas. Existem quatro tipos de personalidade: reservado, extrovertido, mediano e autocentrado. E para onde quer que os investigadores olhassem eram estes os resultados que obtinham.
Que os seres humanos se tentam categorizar desde tempos antigos é algo que os cientistas envolvidos no estudo da Universidade norte-americana de Northwestern são os primeiros a dizer. "Estas ideias remontam a gregos como Hipócrates", diz Martin Gerlach. Investigador pós-doutorado, estuda sistemas complexos e participou no estudo cujos resultados foram originariamente publicados no Human Nature Behavior.
A existência de tipos de personalidade é tudo menos consensual entre psicólogos. Pelo contrário, existe acordo sobre a existência de traços de personalidade "que podem ser medidos de forma consistente entre idade e culturas", disse o português Luís Nunes Amaral, co-diretor do Instituto Nortwestern de Sistemas Complexos, um dos cientistas envolvidos neste estudo.
Os cinco traços comummente aceites são abertura para a experiência, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo (ou instabilidade emocional) e agradabilidade.
No modelo criado pelos cientistas norte-americanos, a cada um dos cinco traços é dado um valor. A combinação dos valores permitiu isolar quatro grandes grupos de dados, e assim definir quatro tipos de personalidade.
O modelo foi afinado e aplicado de diferentes formas, por indicação do cético William Ravelle, gerando sempre os mesmos quatro tipos de personalidade. Ao todo, o estudo trabalhou traços de personalidade de 1,5 milhões de pessoas.
"O que é novo neste estudo é que a escolha dos cinco grandes traços mantém-se como um ponto de partida", diz John A. Johnson, psicóloo da Universidade da Pensilvânia, a pessoa que agregou os dados de 500 mil pessoas. Dito de outra forma, o estudo "faz uma defesa forte da existência de tipos de personalidade definidos por configurações dos cinco grandes traços de personalidade".
"As pessoas acham que não existem descobertas importantes nas ciências sociais, mas não é verdade", considera Luís Amaral.

Onde entram os imbecis?

Com os resultados, os cientistas concluíram que as pessoas reservadas não são abertas ou extrovertidas, mas conscienciosas e agradáveis.
Já o tipo autocentrado corresponde a pessoas com muitos pontos em extroversão, mas marcas mais baixas em agradabilidade, consciência e abertura. Luís Amaral descreve-as ao The Washington Post em termos "não técnicos" de forma simples: são "imbecis". Os que mais entram neste grupo são os rapazes adolescentes. A proporção vai diminuindo à medida que crescem.
Que é como quem diz, com a idade passa. Em muitos casos, pelo menos...

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Que vergonha!

A pessoa ter opinião contrária é uma coisa, a pessoa defender posições dissonantes da posição oficial também, mas a pessoa negar fatos históricos e comprovados já deixa de ser defesa de posição, e se torna imbecilidade.

A absurda reaparição de posições extremistas, tanto de esquerda, quanto de direita, na amplitude em que acontece no Brasil, é algo perigoso para o futuro da nação, e explica os retrocessos econômico-sociais pelos quais o país vem passando.

Quando as pessoas se preocupam muito com os discursos, e esquecem as práticas, os resultados são esses.

Além da tristeza de ver retrocessos muitos, ainda temos a vergonha pela falta de discernimento alheios.


Grupos de direita no Brasil contestam embaixada alemã sobre nazismo

Órgão do país europeu publicou vídeo sobre o assunto há dez dias


João Pedro Pitombo
SALVADOR
Um vídeo publicado pela Embaixada da Alemanha no Brasil em suas redes sociais viralizou no cenário de polarização política no Brasil. 
Concebido para divulgar a história da Alemanha, a peça, publicada há dez dias, informa que os alemães “são ensinados a confrontar os horrores do Holocausto” —o extermínio sistemático de judeus pelo regime nazista. 
O vídeo mostra que o nazismo é uma ideologia de extrema-direita e cita o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass: “Devemos nos opor aos extremistas de direita, não devemos ignorar, temos que mostrar nossa cara contra neonazistas e antissemitas”.
A afirmação despertou militantes de direita brasileiros que acreditam que o nazismo seria um movimento de esquerda porque o partido liderado por Adolf Hitler se chamava, oficialmente, Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Os manifestantes argumentam que a centralização de poder exercida por Hitler seria típica da esquerda —o que ignora outros exemplos históricos, como o da Itália e os das ditaduras sul-americanas dos anos 1960 e 1970.
Entre os comentários em redes sociais, há aqueles que negam o massacre de 6 milhões de judeus. Brasileiros ainda se referiram ao holocausto com a palavra holofraude para defender a suposta inexistência histórica do assassinato de milhões de judeus na primeira metade do século 20. 
Em resposta, o próprio perfil da Embaixada da Alemanha no Brasil rebateu a afirmação e disse que “holocausto é um fato histórico, com provas e testemunhas que podem ser encontradas em muitos lugares da Europa”.
Até este domingo (16), o vídeo teve 680 mil visualizações e 11 mil compartilhamentos.
Adolf Hitler em imagem do documentário "Arquitetura da Destruição",

Adolf Hitler em imagem do documentário "Arquitetura da Destruição", - Divulgação

sábado, 17 de novembro de 2018

Thirty Seconds To Mars - Rescue Me (Official Music Video)

A banda de Jered Leto, o Coringa da Arlequina, também estava ausente de nosso Blog dos Mercantes, mas tal falha está sendo corrigida agora. Criada no final dos anos 90, a banda tem influências de bandas dos anos 80, como as incônicas Pink Floyd e Kiss. O vocal do versátil Jered Leto também é bom, e a banda faz um som homogêneo, mas agradável.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O futuro passa por aqui


Achei o artigo bastante interessante. Vale a pena ler a matéria veiculada pelo The Daily Prosper e ficar por dentro das opções de produção de energia que o mundo conhece.

Quantos tipos de energia renovável você conhece?

Ligar o carro. Acender a luz. Usar a máquina de lavar ou as escadas rolantes. Você sabe a quantidade de energia que exige cada uma dessas pequenas ações cotidianas? E o mais importante, você sabe de onde vem essa energia? As fontes de energia são indispensáveis para nossa sociedade, o mundo inteiro se move graças a elas e precisamos delas para viver.


O que chamamos de energias renováveis?

Existem muitos tipos de energia, tanto renováveis quanto não renováveis. A desvantagem é que as não renováveis se baseiam em elementos, como os combustíveis fósseis, que um dia vão acabar e desaparecer. Por isso, as energias renováveis são apresentadas como uma opção lógica e, geralmente, mais sustentável.
Quando falamos de energias renováveis normalmente nos referimos a fontes de energia com uma origem natural e potencialmente inesgotável – seja porque existe uma quantidade enorme que a humanidade não consegue terminar ou porque elas podem se regenerar por meios naturais rápidos e alheios ao componente humano.
Você conhece todos os tipos de energias renováveis, a diferença entre elas, quais são as melhores, quais são as piores e por quê? Queremos comprovar seu conhecimento. É um teste muito simples.

Adivinhe a energia...

A primeira energia renovável abordada é uma das mais comuns: o uso da força da água em rios ou lagos para gerar eletricidade. É a que existe há mais tempo no mundo todo e em alguns países europeus foi fundamental para o desenvolvimento e melhoria do padrão de vida. Na Espanha também é uma das energias renováveis mais utilizadas: cerca de 15% da energia consumida provém dela, embora a nível mundial essa cifra seja de 20%. Sim, você acertou: trata-se da energia hidrelétrica.
A segunda energia renovável vem do vento. Especificamente, da força cinética gerada pelas correntes de ar, capturadas por turbinas que a transformam em energia elétrica. É uma forma de geração de energia que está crescendo de maneira significativa ao redor do planeta: em 2016, o incremento foi de 12,4%, atingindo uma potência instalada de 486.749 MW. Atualmente, é a segunda fonte de eletricidade mais comum entre as energias renováveis. Claro, esta era fácil: estamos falando da energia eólica.
Existe outra forma de energia que se baseia no aproveitamento do calor que emerge do interior do nosso planeta. Há regiões terrestres onde a temperatura é muito alta e pode ser usada para ferver água, acionar turbinas e gerar eletricidade ou para proporcionar água quente e aquecimento a lares e edifícios. Em determinados países, tem grande importância graças às suas condições especiais (por exemplo, na Islândia, representa 13% da produção total de eletricidade). Estamos falando da energia geotérmica.
Uma quarta forma de obter energia elétrica a partir de fontes naturais é aproveitando o movimento das marés, que geram eletricidade graças a um alternador. É uma das fórmulas mais seguras e proveitosas e, obviamente, é inesgotável. Trata-se da energia maremotriz.
A quinta energia renovável da nossa lista é, de certo modo, a mais importante, pois é a que dá vida às outras energias renováveis. Trata-se de coletar radiação solar e transformá-la em outros tipos de energia, como a luminosa ou térmica, através de diferentes sistemas: painéis fotovoltaicos, coletores térmicos ou espelhos que a concentram em um ponto. É bem conhecida e já ouvimos falar dela, mas, por enquanto, geramos apenas uma percentagem muito pequena da eletricidade que consumimos. Sim, é óbvio, estamos falando da energia solar.
Existe uma energia semelhante à maremotriz, só que em vez de aproveitar as marés, ela usa o movimento das ondas marinhas. É um dos sistemas mais estudados hoje em dia devido à facilidade que existe para prever como alcançar a máxima eficiência. Tem um nome um pouco estranho e esta, talvez, você não conhecia: energia ondomotriz.
O último tipo de energia renovável da nossa lista tem sua origem na fotossíntese vegetal. Durante este processo natural, as plantas transformam o dióxido de carbono e a água em materiais orgânicos, dos quais é possível obter uma grande quantidade de energia mediante a combustão ou transformação em outras substâncias que podem ser usadas como combustível. Ela é muito utilizada na Espanha, mas raramente damos valor pelo que ela é – uma energia renovável eficaz – e seu nome também não é muito comum: biomassa.

Qual é a energia renovável mais rentável?

Certamente, você superou nosso teste e deve saber que as quais energias renováveis ainda estão longe de se tornarem a alternativa mais econômica na hora de escolher uma opção de energia, mas elas têm crescido de maneira exponencial nos últimos anos. Inúmeros estudos afirmam que as energias renováveis serão a fórmula mais eficiente e barata para produzir eletricidade no ano 2040 em muitos países.
Mas, enquanto isso, qual é a mais rentável? Na Espanha, a energia eólica experimentou o maior desenvolvimento entre todas e se tornou, portanto, a energia renovável mais rentável do país. Hoje em dia, pode-se dizer que é a opção mais eficiente, barata e segura que existe. Na sequência vêm outras duas grandes: a hidráulica e a solar.
No entanto, este é apenas o caso espanhol e a situação varia muito dependendo do país, dos recursos que são utilizáveis – por exemplo: na Islândia, o lógico é aproveitar a energia geotérmica, como vimos – e também das políticas ambientais e energéticas locais. Um exemplo perfeito são os Estados Unidos, onde o uso de energias renováveis é de apenas 10%, sendo a biomassa a favorita. Ela é seguida pela energia hidrelétrica, solar, geotérmica e eólica.Portanto, podemos ver que existem muitas preferências, assim como opções.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Pastor tem que liderar, mas sobretudo proteger

Excelente artigo. Vale a leitura, porque explica parte do que acontece com o Brasil de hoje. A Bíblia distorcida.


Sobre pastores e rebanhos nos agitados tempos eleitorais

por Magali do Nascimento Cunha — publicado 12/09/2018 17h00, última modificação 12/09/2018 11h09
O cristianismo e a Bíblia não podem servir de escudo para os “profissionais da violência
A figura do pastor é muito destacada na tradição cristã. No contexto rural da Bíblia, o pastoreio de ovelhas era atividade importante para a sobrevivência. O rebanho alimentava o povo e também fornecia lã para tecer roupas e tendas.
Além disso, a ovelha era um dos principais animais do sistema religioso vigente. O sangue era instrumento para perdoar pecados, limpar culpas, instituir a paz, ofertar a Deus.
Ser pastor ou pastora, naquele contexto, era tarefa considerada como das mais destacadas: cuidava-se de um animal muito relevante para a sobrevivência e para a prática religiosa.
O bonito era que a importância e a fragilidade das ovelhas geravam apego nos pastores. Cuidar significava proteger, tratar os ferimentos, defender dos perigos, buscar quando alguma se perdia do rebanho. Em retorno a esse cuidado, as ovelhas também se apegavam aos pastores, seguindo-os fielmente, reconhecendo até mesmo a voz.
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É neste sentido que, nos textos da Bíblia, os governantes da nação eram chamados de pastores. Eram responsáveis por guiar a vida do povo, protegê-lo, cuidar dos bens dele e ser os guardiões da justiça.
E Deus era apresentado como o Verdadeiro Pastor (como no Salmo 23), o modelo de pastoreio, dedicado ao cuidado, com poder e carinho, com vigor e ternura.
Por isso os profetas da Bíblia cobravam de governantes e religiosos quando não cumpriam o papel de pastores. O profeta Jeremias, por exemplo, criticou religiosos e a família real do seu tempo:
“Assim diz o SENHOR: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar. (...) Mas os teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua ganância, e para derramar o sangue inocente, e para levar a efeito a violência e a extorsão. (...) Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! diz o SENHOR” (Jeremias 22.13 a 23.3).
Mais tarde, Jesus de Nazaré deu seguimento à visão dos profetas e lamenta a situação de abandono do povo:
“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.  Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” (Mateus 9.35-36)
Como os profetas, Jesus criticou os pastores, governantes e religiosos, que ao invés de conduzir as ovelhas em um caminho seguro e cuidar delas, colocavam mais fardos e as fragilizavam ainda mais.
Ele traz a noção do bom pastor em contraste com o mercenário que não cuida e engana as ovelhas, representação daqueles que carecem de cuidado amoroso, misericordioso e justo:
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” (João 10.11-15).
Neste ano eleitoral conturbado, marcado por discursos e práticas violentas, desde a brutal execução da vereadora Marielle Franco, em março, até o atentado ao candidato a presidente Jair Bolsonaro, na sexta-feira 7, eis nestes registros da tradição cristã um parâmetro do pastoreio.
Ele serve tanto a governantes e a religiosos quanto ao caminho pelo qual devem ser guiadas as ovelhas/povo/eleitores.
Por isso termino este texto propondo uma aplicação desta reflexão. O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, após o ataque à faca contra o deputado, indicou um caminho de governança: “Se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”.
A brutalidade da declaração chamou a atenção mas é fato que esta demonstração de “profissionalismo da violência” tem sido dada há algum tempo com palavras e gestos de campanha desta chapa.
Que cidadãos, incluindo religiosos, escolham e proclamem “profissionais da violência” como seus representantes na governança do País, embora contraditório, é um fato e um direito.
E este eleitorado certamente deve estimar as consequências nefastas de sua decisão na educação, na saúde pública, no trabalho e no emprego, na vida das cidades, com seus centros e periferias, e na vida do campo com todas as demandas de acesso ao cultivo e à propriedade da terra, incluindo as populações indígenas, nas diferentes expressões de cultura, no meio ambiente, no patrimônio material e imaterial do país. Sim, é muita gente e muita coisa por cuidar/pastorear no Brasil.  
Entretanto, diante do parâmetro do pastoreio pautado no sentido cristão, é preciso buscar honestidade. Não se usar o cristianismo e a Bíblia como escudo para justificar a opção pelos “profissionais da violência”, sejam eles candidatos, realizadores de execuções, chacinas e atentados ou promotores de notícias falsas.
Admitir que se trata de uma escolha que nega e se opõe ao modelo de pastoreio do criador e do “bom pastor”. Corre-se o risco de que ovelhas de uma religião pautada por amor, misericórdia e justiça sejam guiadas não por pastores e pastoras, mas por mercenários.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A diferença entre Brasil e Europa

Portugal é um país muito machista, mas mesmo nessa meca machista pode-se encontrar ações no sentido de coibir tais práticas, mesmo que alguns tentem encobrir.

No fundo acho isso ruim, porque o ideal é que não houvesse necessidade desse tipo de atitude para que houvesse respeito entre pessoas, mas já que isso não ocorre, ao menos o Estado não se omite.

E no Brasil?



Juiz de Famalicão acusado de violência doméstica sentenciado na segunda-feira
O juiz foi ainda condenado a pagar uma indemnização de cinco mil euros à ex-companheira.
O Tribunal da Relação de Guimarães profere na segunda-feira o acórdão de um juiz de Famalicão acusado de violência doméstica, por causa do teor injurioso e ameaçador de SMS e e-mails que enviou à ex-companheira.
Nas alegações finais do julgamento, o procurador do Ministério Público pediu a absolvição do arguido, considerando que não são suficientes para a tipificação do crime de violência doméstica.
Admitiu, no entanto, que as mensagens foram enviadas num quadro de “algum inconformismo” pelo fim da relação e “são, a todos os níveis, lastimáveis e lamentáveis, com linguagem imprópria”.
Para o procurador, o uso de “vernáculo de cariz sexual seria usual” entre o casal, pelo que, concluiu, as mensagens em causa no processo não terão sido suficientes para afetar a dignidade pessoal da queixosa ou para a deixar em “estado de prostração”.
O advogado da queixosa, Pedro Mendes Ferreira, pediu a condenação do juiz, considerando que as mensagens “são injuriosas e ameaçadoras e contêm expressões humilhantes”.
Acusou o arguido de um “comportamento agressivo crescente”, que conduziu a uma “anulação emocional” da ex-companheira.
O advogado do juiz, João Ribeiro, alegou que o tipo de linguagem usado nas mensagens fazia parte da dinâmica do casal, esgrimindo algumas mensagens “atrevidas e destemidas” que a queixosa também enviou ao arguido.
Admitiu que a mulher se possa ter sentido “triste e magoada” com algumas mensagens, mas “nada mais que isso”.
Nas mensagens, o arguido chama vários nomes à ex-companheira, usa linguagem obscena de cariz sexual e “aconselha-a” a não “despertar o que há de pior” nele.
Na fase de inquérito do processo, o Ministério Público tinha ditado o arquivamento, mas a queixosa pediu a abertura de instrução e conseguiu que o caso fosse a julgamento.
No despacho de pronúncia, o juiz de instrução considera que o arguido agiu num quadro de “clara inconformação” com o fim da relação com a ex-companheira, com quem viveu durante quatro anos em união de facto, embora com “pelo menos três ou quatro” separações pelo meio.
“O arguido agiu com o intuito conseguido de inquietar, perturbar, incomodar, humilhar, injuriar, ameaçar e provocar medo na assistente [ex-companheira], nomeadamente por ser juiz de direito”, refere o despacho.
Acrescenta que o juiz, a partir de julho de 2011, data em que terminou a relação conjugal, passou a enviar à ex-companheira, via SMS e email, mensagens de texto e músicas, “ora declarando o seu amor por ela e o seu desejo de reatamento da relação afetiva, ora dirigindo-lhe expressões” ameaçadoras e injuriosas.
O juiz em causa é Vítor Costa Vale, que em maio de 2017 já fora condenado, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a 400 dias de multa, à taxa diária de 20 euros, no total de 8.000 euros, por um crime de falsidade de testemunho, uma decisão entretanto confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Segundo o tribunal, o juiz terá prestado falsas declarações com o intuito de prejudicar a sua ex-companheira num processo de herança, vingando-se assim do facto de ela se ter separado dele.
Nesse processo, o juiz foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 5.000 euros à ex-companheira, por danos não patrimoniais.

sábado, 3 de novembro de 2018

Arctic Monkeys - Do I Wanna Know?

Que me lembre a banda britânica Artic Monkeys está fazendo sua estréia em nosso Blog dos Mercantes. Do I Wanna Know? é i, de seus maiores sucessos, e suas músicas são inspiradas em bandas como Oasis The Strokes, mas com uma pitada a mais de anos 2.000.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Lá ninguém brinca com coisa séria

Enquanto aqui se nomeiam Ministros com passado absurdamente suspeitos, e com atuações pessoais confusas e mal explicadas, na "meca" do capitalismo e da democracia, qualquer deslise pode ser motivo para evitar uma nomeação ao órgão máximo da magistratura nacional.

E isso pode ser coisa de um passado "remoto", porque hormônios em excesso explicam atitudes erradas, inconvenientes, às vezes criminosas, mas não as justificam.

Temos muito a avançar, mas seguimos tentando retroceder.

Senadores dos EUA enviam para FBI acusação de assédio sexual contra juiz Kavanaugh

Carta enviada fala sobre um suposto caso de assédio sexual que supostamente aconteceu no ensino secundário

Os senadores democratas que avaliam a nomeação para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos do juiz Brett Kavanaugh, escolhido pelo Presidente Donald Trump, remeteram informações ao FBI sobre um suposto caso de assédio sexual do candidato.
A notícia foi avançada na quinta-feira pelo The New York Times, que cita a senadora Dianne Feinstein a afirmar ter encaminhado uma carta aos investigadores federais com informações relevantes sobre Kavanaugh, embora não tenha explicado o conteúdo da mesma.
"Recebi informações de uma pessoa sobre a nomeação de Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal, essa pessoa pediu-me confidencialidade (...) e respeitei essa decisão, mas remeti esta questão às autoridades federais de investigação", disse a senadora, que se recusou a informar sobre o conteúdo da carta e o grau de relevância.
Segundo fontes citadas pelo jornal de Nova Iorque, a carta é sobre um caso de assédio sexual que supostamente envolveu Kavanaugh com uma mulher quando ambos estavam no ensino secundário.
Kavanaugh, que foi nomeado a 09 de julho por Trump, enfrentou as habituais audiências de confirmação perante um comité do qual Feinstein faz parte, sendo que o mesmo órgão deverá recomendar, ou não, na próxima semana, a sua aprovação como juiz do Supremo Tribunal.
Em última análise, será o próprio Senado - com uma pequena maioria conservadora - a decidir se Kavanaugh se tornará juiz do Supremo Tribunal, composto por nove juízes que assumem um posto vitalício.
A candidatura de Kavanaugh gerou grande preocupação nas fileiras progressistas, que temem a possibilidade de a nomeação deste juiz conservador resultar em retrocessos em direitos civis e, em última análise, para futuros equilíbrios no Supremo Tribunal dos Estados Unidos.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Exército não é polícia

A reportagem do "The Economist" esqueceu de mencionar três coisas importantíssimas. A primeira é que transformar as forças armadas nacionais de Estados menores em polícias é um projeto norte-americano, e tem por motivação desmobilizar a capacidade de defesa desses Estados.

A segunda coisa é que em todas as experiências em que as forças armadas foram usadas como polícia de forma muito constante ou muito repetidamente em curto período de tempo, houve contaminação das mesmas, não apenas por corrupção, mas também porque parte significativamente importante das tropas vêm das áreas mais pobres, e por isso mesmo mais sujeitas a estarem em contato direto e constante com o crime organizado, ou ao menos nos bolsões onde seus braços armados atuam.

Por último o exército brasileiro (ou ao menos parte de sua liderança) tem voltado a se manifestar politicamente, algo que não lhe compete. Ou seja, está servindo como fonte de instabilidade político-econômica. Tem sido assim por mais de um século, mas não deveria.




The Economist: para que serve o exército brasileiro?

Revista britânica investiga para que o Brasil tem o 15º maior exército do mundo se não participa de guerras

São Paulo – O Brasil tem o 15º maior exército do mundo e gasta mais com defesa do que o estado de Israel. No entanto, o país não tem inimigos militares há séculos.
Na edição de 6 de julho, a revista britânica The Economist decidiu investigar esse aparente paradoxo do aparelho militar brasileiro.
E descobriu que as forças armadas têm se tornado, cada vez mais, forças policiais comuns. E a crise econômica tem um papel central nesse fenômeno: com os estados sem dinheiro, os governantes têm precisado de mais e mais socorro federal.
Embora apenas 20% dos pedidos de patrulhamento extra sejam atendidos, segundo a reportagem, os soldados do exército passaram em média 100 dias em operações nas cidades, mais do que a média dos nove anos anteriores juntos.
Esse desvio de função, de acordo com a revista, não parece desagradar os brasileiros: os militares foram eleitos como a instituição mais confiável do país, e os soldados são vistos como honestos, gentis e competentes.
Os soldados, por sua vez, tentam se adaptar às novas funções: em um centro de treinamento em Campinas (SP), eles testam bombas de gás lacrimogêneo, por exemplo, para poder usá-las em protestos.
No entanto, usar militares em funções policiais tem seus riscos, segundo a publicação. Para começar: soldados custam mais caro que policiais. O uso de alguns milhares de militares pode sair por mais de um milhão de reais, segundo a revista.
Além disso, a Economist alerta que a confiança irrestrita nas forças armadas é antidemocrática. “As tropas são treinadas para emergências, não para manter a ordem no dia-a-dia. E transformar um recurso emergencial em presença cotidiana pode minar a confiança da população nas instituições civis”, diz a reportagem.
O próprio exército tem outras aspirações. Um rascunho do próximo relatório de defesa fala pouco em “ameaças”, mas muito em “capacidades desejáveis”, diz a Economist.
Um dos focos principais do documento é a proteção das riquezas naturais do Brasil, o que pode se tornar crucial se as previsões pessimistas sobre o aquecimento global se mostrarem corretas.