terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Tio Sam rachado

Sim, é exatamente isso o que mostra a crise da fronteira entre os Estados Unidos e o México nas entradas pelo Texas. Sim, porque o afrouxamento na fronteira promovida pelo governo Biden desagradou muito uma boa parte da população americana e tem levado a uma queda acentuada da popularidade do democrata, além de ter rachado o país no meio. Pois é, se contarmos o próprio Texas temos 26 estados contra o atual governo central, e 24 "a favor". E estas aspas estão aí pelo simples fato de que não se posicionar explicitamente contra não significa necessariamente ser a favor de algo.

Mas a crise de imigração é um dos problemas que os Estados Unidos enfrentam nesse momento, e apenas extrapolam uma série de outros problemas que levam os americanos a terem sua maior cisão desde a Guerra de Secessão na segunda metade do Séc. XIX. Problemas como subemprego generalizado, baixos salários, falta de opções de saúde, degradação do nível de vida, uma "epidemia" incontrolável" de uso de drogas pesadas, degradação sensível do famoso "american way of life", tudo isso e mais algumas situações levam a uma cisão brutal entre os que se beneficiam da degradação da América e daqueles que pagam por esses benefícios.

Com todo esse quadro não é a toa que muitos analistas geopolíticos apontam para uma possível "Gerra de Secessão II", ou mesmo uma saída de alguns estados importantíssimos da Federação Americana, entre eles a Califórnia, o Alasca e o próprio Texas. 

Num caso desses a derrocada do mundo chamado mundo Ocidental seria imediata, e apenas por isso entendo que a situação possa se agravar um pouco mais, que algumas escaramuças possam ocorrer, mas ela não chegará a extremos, pelo simples fato de que seria a destruição de toda a oligarquia Ocidental como um poder realmente efetivo no mundo que ser forma. Em outras palavras, alguém irá ceder, e um acordo será alcançado, ao menos momentaneamente.



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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Ucrânia não entrará na OTAN?

Viktor Orbán, Primeiro Ministro da Hungria, e tido como um homem de extrema-direita, agora tem um amiguinho na Eslováquia. Sim, o Primeiro Ministro eslovaco, Robert Fico, que assumiu há pouco tempo, se juntou ao húngaro em sua posição "anti" Ucrânia, e afirmou que não irá autorizar a entrada do país do Leste europeu na OTAN, já que, segundo ele, isso levaria os russos a intervirem e a uma 3ª guerra mundial generalizada

Como se não bastasse, pouco depois de precocemente "impedir" a entrada ucraniana na OTAN, Fico também afirmou que se junta a Orbán para impedir que a União Européia volte a enviar fundos e armas aos ucranianos, e impedirá a tática tentada por Ursula von der leyen de criar um artifício que garantiria aprovar novos fundos para a Ucrânia mesmo sem a aprovação húngara, já que tais fundos exigem a aprovação por unanimidade dos Estados membros da aliança política europeia.

Aos poucos os ventos mudam na Europa, e chega ao ponto de o maior partido de oposição alemã, e que cresce dia a dia, falar abertamente na saída dos germânicos da União Europeia. Isso seria uma pá de cal nas já desastradas e deterioradas relações de seus países membros.

E não caiam na ladainha espalhada pela mídia do Velho Continente de que a atual situação se deve a sabotagens de russos e chineses, já que todo o caminho que trouxe a "Velha Europa" a essa situação foi escolha de sua própria classe dirigente político-econômica, que optou por todos os caminhos tortuosos trilhados.

Sim, há solução, mas para isso é necessário uma guinada na trajetória traçada, e é possível que ela aconteça, exatamente pela resistência daqueles que observam o mundo com um olhar menos embaçado por sonhos e devaneios de grandeza. Mas caso a guinada não venha, então a tendência é a fragmentação do país e a queda profunda nas condições de vida de sua população.

BRATISLAVA VETARÁ A ENTRADA DA UCRÂNIA NA NATO
🇸🇰🇺🇦 O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, avisou no sábado que o seu país vetará qualquer tentativa de adesão da Ucrânia à NATO, porque isso pode significar «o início da Terceira Guerra Mundial».
«Sou contra a adesão da Ucrânia à NATO. Utilizarei o direito de veto para vetar a adesão da Ucrânia à NATO, uma vez que esta poderá conduzir ao início da Terceira Guerra Mundial», afirmou Fico numa entrevista à rádio, na qual também se recusou a ajudar Kiev com armas.
Fico especulou, em vez disso, sobre a adesão da Ucrânia à UE, à qual não teria qualquer objeção, desde que esta cumpra os critérios de adesão.
Fico tenciona encontrar-se com o seu homólogo ucraniano, Denis Shmihal, na quarta-feira, 24 de janeiro, embora não esteja prevista uma conferência de imprensa conjunta devido à recusa da Ucrânia, segundo o próprio Fico.
Fico explicou que irá transmitir a Shmihal a sua rejeição da adesão da Ucrânia à NATO. «Isto é muito importante para mim", disse Fico, sublinhando que a Ucrânia está sob "influência absoluta dos Estados Unidos».
Quanto ao conflito em si, especulou sobre um acordo de territórios para alcançar a paz. «Tem de haver algum tipo de acordo que será muito doloroso para ambas as partes. O que é que eles esperam? Que os russos abandonem a Crimeia, o Donbas e Lugansk? Não é realista», defendeu.

domingo, 28 de janeiro de 2024

Linkin Park?

Acho que vocês já perceberam que gosto muito de grandes músicas gravadas por artistas alternativos, bons covers, etc. 

Pois bem, dessa vez é New Divide do Lindin Park, executada por 400 músicos. 

Aproveitem!



terça-feira, 23 de janeiro de 2024

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

O Centrão se junta

Após as mudanças na legislação que trata da política brasileira, e que tende a promover a aglutinação e diminuição do número de partidos políticos, o Progressistas(?), o Republicanos e o União Brasil articulam uma federação, que tornará o ajuntamento o maior bloco do Congresso Nacional. Isso não dará a eles o controle sobre o país, mas tornará esse aglomerado o mais poderoso da República Brasileira.

E isso não se dará a toa. Uma eventual federação formada pelos três partidos aglutinará 151 Deputados Federais (de 513, ou 29,5%) e 17 Senadores (de 81, ou 21%). Em outras palavras, eles dominariam quase 1/3 da Câmara dos Deputados, e 1/5 do Senado Brasileiro. O poder reunido nessas bancadas estaria longe de ser absoluto, mas daria ao grupo uma capacidade enorme de barganha, até porque estaria oficializada a junção desses partidos, e unificada a liderança, e com isso o poder final de decisão.

Para se ter ideia, o segundo Bloco de Partidos (não é federação) seria o formado por MDB, PSD e PODEMOS, que contaria com 102 deputados, e o segundo grupo de Deputados com liderança única seria o PL, que conta com 95 Deputados. 

No Senado eles formariam a terceira maior bancada, mas com um poder enorme de barganha, já que se eles se aliassem ao bloco governista, que já conta com 28 Senadores, eles formariam a maioria do Senado. 

Uma eventual Federação, e possivelmente uma eventual fusão desses partidos no futuro, também melhoraria bastante a política brasileira, que hoje é representada por um monte de partidos que são exatamente iguais, ou seja grandes cartórios que se destinam puramente a avalisar candidaturas, já que ideologicamente são todos muito parecidos. Isso inclui a chamada "esquerda", que nos últimos anos se especializou em votar pautas anti-povo quando estão com o governo, e só se colocarem contrários a essas pautas nos poucos momentos em que foram oposição, mas aí sem poder de alterar os resultados dos acordos tomados nos bastidores.

A redução no número de partidos é sem dúvida algo muito bom para a sociedade brasileira, porque deixará cada vez mais claro que nos momentos que vivemos não há diferenças tão importantes entre eles. Talvez daí comece a se formar um grupo que venha a mudar esse país. Mas isso ainda está muito distante.




quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Mais uma bola fora de Miriam

Acho impressionante como essa senhora tem a incrível capacidade de fazer análises rasas e deturpadas, de forma a tentar validar dados que não refletem a realidade. Sim, e digo isso apesar de o PIB brasileiro tender a apresentar um crescimento de algo em torno de 3% em 2023, talvez um pouquinho mais. Então explicarei.

O PIB mede o desempenho de todas os setores econômicos sem distinguir esses setores, e para se fazer uma análise que venha a refletir seus resultados sobre a população, então temos que dividir essa análise pelos setores econômicos. Quando fazemos isso vemos que a indústria (setor que oferece melhores salários e oportunidades para os trabalhadores e o país) deve ter fechado o ano com retração de 0,3%. 

No comércio a situação foi melhor com uma expansão de 1,5%, mas ele fecha dezembro já com uma redução de 0,3%. Essa expansão do comércio se deveu à distribuição de dinheiro feita por Bolsonaro e o próprio Lula.

Então o que levou o PIB a ter esses 3% de expansão foi o setor primário, composto por agricultura, pecuária, extrativismo mineral, etc. E as estatísticas indicam que o que realmente alavancou o PIB foi a supersafra do início do ano, plantada ainda em 2022. Acontece que esse é o setor que costuma oferecer menos e piores (em termos de salários, qualidade e preparo dos trabalhadores) oportunidade de emprego.

O problema é que essa distribuição de dinheiro que proporcionou a expansão do Comércio deve sofrer forte retração em 2024, já que a busca tresloucada pelo "déficit zero" do governo Lula irá cortar muitos dos benefícios, bolsas, congelar salários, etc. A safra de 2024 também deve sofrer retração, vítima da estiagem em alguns lugares, e excesso de chuvas em outros.

Bem, aquilo que proporcionou mais esse voo de galinha do PIB brasileiro não deve se repetir em 2024, enquanto que a indústria, bem, essa, apesar da boa expectativa de partes de seus empresários, só investirão realmente em expansão caso os indicadores realmente se confirmem. O problema é que isso dificilmente acontecerá.

Haja aplicativo de transporte e bolo de pote para empregar os brasileiros.

Quanto a senhora do artigo aí embaixo, não passa de uma ufanista do vazio. E eu não sou pessimista não, só não sou cego.



 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Reeleições limitadas?

Achei interessante o artigo de Dayrel Godinho. Apesar disso não, não concordo com ele, ao menos não no ponto em que o jornalista aponta o problema brasileiro na eleição "infinita" de legisladores, que fazem longas carreiras nas casas legislativas do país. Claro, acabar com a reeleição pode até amenizar o problema por algum tempo, mas a verdade é que o problema do país é outro.

Sim, o problema do país é dividido em duas partes. Uma é a absurda impunidade e uma absoluta falta de vergonha na cara dos políticos das diversas casas (não só legislativas), que desviam dinheiro e funções sem absolutamente nenhuma punição, ao menos não algo digno de se chamar assim. Quando falo de punição ela precisa ser dividida em 3 partes. A primeira é a prisão, que não deve ser afrouxada, e deveria ter penas dobradas, já que se utilizam de cargos públicos para cometer os crimes. 

A segunda é a devolução de todo o montante desviado acrescido de multa, juros, etc., esteja esses valores em nome de quem estiver, além das perdas de todos e qualquer benefícios que ele e a família pudessem ter do Estado brasileiro.

A terceira é o banimento vitalício do serviço público. Sim, podem parecer draconianas, mas as farsas chamadas de punições não fazem nenhum efeito, então tem que se aumentar a dose, e se proteger a sociedade de ser assaltada dessa forma.

A segunda perna é uma revisão nas posições dos 3 poderes. Sim, um dos erros da Constituição de 88 foi ter transformado o Executivo em simples pagador de contas, já que Orçamento, Leis, etc, são todos decididos no Legislativo e Judiciário. Diferente do que diz Ciro Gomes, não é apenas uma questão de postura, de estar limpo ou não. A verdade é que Legislativo e Judiciário têm ferramentas para intervir no Executivo, para chantageá-lo, e até mesmo para mudá-lo (já vimos isso várias vezes), enquanto o Executivo não tem poder nesse sentido, ainda que indique alguns membros do Judiciário, ou que possa ter alguns correligionários nas Casas Legislativas.

Então precisamos de uma revolução no país. Isso não significa que ela deva ser violenta, mas esperar que o atual sistema venha a retirar os entraves ao avanço político e econômico do país, e que permitem o assalto ao Estado dos atuais agentes, sejam eles políticos ou econômicos, é o mesmo que esperar que um leão se torne vegetariano. A saída é demorada, é difícil, mas ela não existirá nunca sem uma participação popular maciça, e claro, que não se limite apenas a votar nos dias estabelecidos.




segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Feliz 2024, mesmo que não seja fácil!

O ano de 2023 foi, sem dúvida alguma, atribulado, difícil, inconstante, e cheio de dúvidas. Ao menos para as relações internacionais e para os grandes atores do palcos mais importantes da geopolítica, incluindo suas populações. 

Mas isso também se refletiu em Estados menores, que viram seus interesses internos mais uma vez atrelados às manobras do grande jogo internacional. Nesses, alguns movimentos internos abriram esperanças de melhores dias para suas populações, enquanto outros mantiveram as coisas na mesma situação, ou até pioraram tudo.

No Brasil isso não foi diferente, ainda que a manutenção do atual status quo foi clara, e defendida ferrenhamente pelos maiores expoentes do país. Mas por incrível que pareça, isso foi suficiente para amenizar um pouquinho a situação dos menos favorecidos, mesmo que não abra perspectivas para nada além disso. 

Agora, apesar do quadro de estagnação, um ano não é feito apenas do coletivo, e muitas são as variáveis que podem afetar a vida dos indivíduos. 

Por isso, que você tenha um Feliz 2024! Que saúde, paz e amor não lhe faltem, e que ainda consiga ter prosperidade!

São meus votos para você que segue o Blog dos Mercantes.