quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Olha 2026 na nossa cara.

FELIZ ANO NOVO!

2026 está aí, na nossa porta, batendo pra entrar. Que ele chegue trazendo a Todos saúde, paz, amor, alegria, realizações e sucesso. Um Feliz 2026!

FELIZ ANO NOVO!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Como eu disse, reposicionamento das peças no xadrez global

Pessoal, a guerra comercial não acabou, mas ela está mudando a posição dos contendores. Sim, o EUA segue atacando navios mercantes, e agora não se restringe mais aos navios de bandeiras de países mais fracos. Na última semana perseguiu um petroleiro russo, e apreendeu um chinês. 

A ação provocou forte reação chinesa, que chamou o encarregado de negócios estadunidense em Pequim a se explicar sobre tais ações junto às autoridades diplomáticas chinesas, um forte protesto junto ao Secretário Geral da ONU, a publicação de documentos que comprovam a legalidade da compra de petróleo venezuelano, e o corte de fornecimento de terras raras a duas empresas estadunidenses. 

No dia seguinte o Irã apreendeu mais um petroleiro no Golfo Pérsico, talvez mais uma retaliação. 

Por sua vez o EUA voltou a anunciar a entrega de armas a Taiwan, no valor de USD 11,1 bi. A reação chinesa voltou a ser forte, anunciando sanções financeiras e econômicas a 20 empresas e a 10 executivos, todos do setor bélico estadunidense. Mas a principal sanção foi a proibição de venda de terras raras a essas empresas e a suas coligadas. Como eu já disse, sem terras raras não há indústria bélica de ponta hoje em dia.

Os estadunidenses também bombardearam regiões da Nigéria. A superpotência americana parece estar mudando de estratégia. Se antes tentava confrontar diretamente a China em sua vizinhança, com frotas e ações diretas de provocação, parece ter entendido que não teria nenhuma chance de vitória nesta região. Mesmo com gastos militares próximos de USD 1 trilhão, a defasagem de sua frota e a dificuldade de logística para reabastecimento e reparos levaram a essa conclusão. 

Com isso passou a usar seus proxis, principalmente o Japão, para suas provocações, e a tentar atrair China e Rússia a um confronto próximo da própria casa, onde suas debilidades seriam compensadas pela grande infraestrutura que têm na região. 

A isca perfeita é a Venezuela. Tendo acordos com China, Rússia e Irã, esses países não podem permitir a queda do regime do país caribenho, sob pena de verem suas propostas de mudança mundial serem repensadas pelos países que vêm aderindo ao BRICS e/ou suas reestruturações. Acima de tudo, a nova ordem precisa ser capaz de proteger seus aderentes, seja onde for. Uma queda venezuelana colocará principalmente o Irã em xeque direto novamente. Tendo recursos energéticos garantidos, os estadunidenses não precisarão se preocupar com o caos no fornecimento do Oriente Médio em virtude de um ataque ao Irã. 

Mas o eixo euro-asiático tem condições de reverter a vantagem geográfica estadunidense no Caribe, só que para isso é preciso transferir suas armas mais avançadas para a Venezuela. 

Mais que garantir hegemonia onde os estadunidenses consideram seu quintal, o que o EUA quer é tentar inverter a vantagem que o outro lado tem. Resta saber se os eurasianos estarão dispostos a isso, ou seja, entrar na armadilha, ou se voltarão a ser estratégicos? 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Mais Um Natal Juntos

FELIZ NATAL A TODOS!

Mais um Natal que passamos juntos! Que neste Natal todos tenham um momento de Paz e Amor com aqueles que lhe são queridos e importantes. 

FELIZ NATAL A TODOS!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Agricultores europeus emparedam governos

Pessoal, esta semana a coisa ficou feia na Europa. Aproximando-se a assinatura do acordo de livre comércio MERCOSUL-UE, as ruas de Paris, Londres, Bruxelas, entre outras grandes cidades europeias, foram tomadas por milhares de agricultores que protestaram de forma, digamos, muito enfática contra o acordo. Os manifestantes confrontaram a polícia, houve prisões, alguns feridos, muita sujeira, centenas de tratores e outras máquinas pelas ruas, e uma "feira grátis", já que foram levados vegetais e fezes de animais para serem atirados na polícia. 
Apesar disso os protestos parecem ter surtido algum efeito, porque alguns líderes europeus se manifestaram contra a assinatura de tal acordo, entre eles o Presidente francês, Emmanuel Macron, que mudou mais uma vez de posição e passou novamente a rejeitar o acordo de Livre Comércio entre os dois blocos econômicos. 
A não assinatura é até bom para o Brasil, já que o Acordo privilegia exportações primárias do MERCOSUL, e de manufaturados da UE. Mas a verdade é que a indústria europeia não está em crise por falta de mercado, mas por serios problemas de insumos industriais, entre eles o custo da energia e o próprio acesso a matérias primas. Mesmo que se assinasse tal Acordo, no momento não teríamos grandes problemas com isso. 
Já o Brasil tem acesso a todos os insumos industriais baratos, e não se industrializa porque faz a estúpida opção de reprimarizar sua economia. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Ataques ao Comércio Mundial Podem Acirrar os Conflitos

Pessoal, há uma situação que vem se tornando cada vez mais comum nesse mundo conturbado: a tentativa de interromper o comércio aos países considerados hostis. 

Isso começou alguns anos atrás, quando o EUA pressionou e conseguiu a detenção de um petroleiro iraniano em Gibraltar. Após os iranianos terem apreendido um petroleiro britânico o barco iraniano foi liberado e o britânico também. Alguns anos depois a pressão foi na Grécia, que ainda roubou a carga do navio. O Irã deu o troco num navio americano. Na atual crise de Gaza os Houthis fecharam o Mar Vermelho ao trânsito de navios do chamado Ocidente Coletivo, ou com destino a alguns países e a Israel. A pressão militar estadunidense não surtiu efeito, e vários cargueiros foram avariados, ao menos 2 foram afundados. Pouco depois os países da OTAN passaram a tentar impedir a exportação de petróleo russo, e o trânsito de petroleiros ligados aos russos por águas próximas a seus países, mesmo que fossem águas internacionais ou protegidas por tratados de navegação. Houve incidentes no Báltico, e no Mediterrâneo os franceses chegaram a abordar um petroleiro e prender alguns Oficiais. 

Na semana passada houve ataques Ocidentais no Mar Negro a petroleiros ligados aos russos, e por último o EUA apreendeu um petroleiro iraniano em águas territoriais venezuelanas. As respostas vieram rápidas, com os russos bombardeando cargueiros Ocidentais no Porto de Odessa e decretando o fechamento do porto e promovendo o cerco à cidade. No Irã um petroleiro com diesel destinado ao EUA foi apreendido. 

O perigo é que tais ataques ao comércio mundial vêm crescendo, e o comércio é o sangue que mantém a economia dos países funcionando, ainda mais em uma era "globalizada". Se pensarmos que um dos principais motivos do ataque japonês a Pearl Harbour foi o boicote estadunidense ao fornecimento de petróleo ao País do Sol Nascente, aí começamos a ver os riscos envolvidos no acirramento desses ataques ao comércio. O mundo com certeza já mudou, mas ele pode mudar mais e pior se essas ações de pirataria não cessarem. E sim, isso é pirataria.


  

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Os conflitos seguem, mesmo com mudanças mínimas

Pessoal, rápido giro pelo mundo. Na Venezuela Trump e Maduro conversaram em chamada telefônica. Nada ficou resolvido, e Trump decretou o fechamento do espaço aéreo venezuelano. Isso não está sendo respeitado e cias. aéreas mantêm rotas internacionais e domésticas em operação. Os russos enviaram seu embaixador de volta a Caracas, e ele chegou informando que as rotas aéreas seguirão abertas entre os países, condenando a pressão estadunidense sobre o país sulamericano, e garantindo o apoio russo. Os chineses também condenaram as ações do EUA e garantiram apoio a Caracas. 

No Oriente Médio os israelenses desrespeitam o cessar-fogo, e seguem com bombardeios à Gaza, Líbano, e até à Síria. Aos poucos o novo governo sírio começa a entender que seu antigo patrocinador não era seu aliado, e apenas o usou para minar o chamado eixo da resistência e retirar um obstáculo de seu caminho de conquista da região. 

Por último a Ucrânia, onde os russos seguem avançando, os ucranianos perdem capacidade de defesa e reorganização de suas forças, e o próprio Presidente Putin disse que não há acordo de paz sem que as reivindicações básicas da Rússia sejam atendidas na totalidade. Mesmo que tenha havido longa reunião entre os russos e o enviado de Trump no Kremlin sobre o tema Ucrânia.

Nenhum grande movimento geopolítico nos últimos dias, Nenhum grande movimento essa semana, mas as forças seguem se reposicionando e/ou reforçando posições. Mas algumas mudanças têm possibilidade de ocorrer nas próximas semanas, talvez dias.