Pessoal, estive meio ausente nos últimos dias porque os conflitos não estão tão intensos no momento, mas as forças ainda que sigam atuando, estão mais devagar um pouco, estão se reposicionando, se reorientando, após os últimos pesados desenvolvimentos. A extração de Maduro na Venezuela; o ato de pirataria contra petroleiros, que culminou com o apresamento do petroleiro russo; o cancelamento das negociações pelo Kremlin, e o uso de um Oreshnik que destruiu instalações estadunidenses e o maior depósito de gás na Ucrânia; e as declarações estadunidenses de que tomarão posse da Groelândia de uma forma ou outra, mesmo contra a vontade de seus habitantes deram motivos a essa diminuição do ritmo.
Mesmo assim as coisas não estão paradas. Os líderes dos principais países europeus deram declarações dúbias sobre a Groelândia, que oscilam entre tentar apaziguar o EUA e a garantir que defenderão o território dinamarquês com armas. Também deram declarações que oscilam entre iniciar conversas com vistas ao fim das hostilidades e à normalização das relações com os russos (é aqui que esse acordo ridículo que Lula defende entre o Mercosul e a UE começa a ficar perigoso ao Brasil).
Do outro lado as coisas também não estão paradas. O Coronel Larry Wilkerson divulgou que os russos já apreenderam ao menos 12 navios mercantes estadunidenses no Mar Negro, todos levando armas e suprimentos à Ucrânia. Os russos também estão agindo fortemente no âmbito diplomático e comercial contra os norte-americanos, tendo inclusive imposto algumas sanções a eles, incluindo a exportação de combustível para as usinas nucleares do EUA, e do qual eles são totalmente dependentes.
Os chineses também subiram bastante o tom de suas ações nos âmbitos diplomático, comercial e jurídico. Além de terem ameaçado diretamente ao EUA em caso de interferência com os investimentos chineses na Venezuela.
No Irã irrompeu uma série de manifestações populares. As notícias são desencontradas, ainda que todas concordem que há insatisfação popular com problemas econômicos que têm afetado a população. Entre as fakenews de que o governo iraniano já teria cometido um genocídio na casa de dezenas de milhares, até a disputa de narrativa entre se as manifestações pedirem providências do governo ou se pedem cambio de regime, passando pela presença de agentes infiltrados e o uso de redes sociais Ocidentais para incitar a população aos protestos, e ao regime iraniano se defendendo de mais esse ataque, o fato é que não está longe o 2º confronto entre o Ocidente, representado principalmente pelo Estado israelense, e o Irã. E dessa vez o confronto promete ser mais violento, e pode começar pelo Irã, porque há conversas entre a liderança persa para fazerem um ataque preventivo. Como eu já disse, um novo conflito ali atingirá fortemente a China, mas poderá ser fatal aos europeus, e esse pode ser um dos motivos de estarem mudando o discurso quanto aos russos
Por mais que pareça ter diminuído o ruído entre Ocidente e Sul Global, a verdade é que as forças dos dois lados estão se reposicionando, e podemos esperar novos confrontos armados, e ainda mais violentos.
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