Olá, seja você mais uma vez muito bem-vindo aqui ao Canal do Airton Brotto e se inscreva no nosso canal. Pessoal, a situação no Oriente Médio segue extremamente quente e cada vez mais perigosa em termos um conflito alastrado a uma conflagração global real. Exemplo é que as duas nações mais poderosa militarmente da Europa, em termos de equipamentos, estiveram a ponto de enviar armadas para apoiarem o EUA e Israel com base no art. 5 da OTAN, só que o art. 5 é para quando alguém é atacado, mas aqui quem atacou foram os membros da Aliança. E apesar de a coligação EUA/Israel seguir causando graves danos ao Irã, há inúmeras denúncias de ataques à civis e instalações civis, o que é um revés político, ainda que não reflita em organismos internacionais, como a ONU.
Falando em ONU, no dia 11 de março o Conselho de Segurança aprovou resolução contra o Irã, para que os persas parem de atacar os países do Golfo, com ênfase a Bahrein e Jordânia. Estranhamente Rússia e China não vetaram tal resolução, optando por se absterem. Eles devem saber o que fazem, mas a abstenção abre espaço político para que se busque legitimar uma aliança internacional mais ampla contra os persas, até porque não acredito que Teerã venha a seguir tal resolução. Fazê-lo seria simplesmente não resolver uma situação que voltaria a se tornar ruim aos persas em pouco tempo. Seria uma questão de as forças que o atacam se reposicionarem, rearmarem e reduzirem suas debilidades.
Já para Israel a coisa está bem ruim. Mesmo com toda a censura imposta à divulgação do resultado dos bombardeios iranianos, muita informação tem conseguido vazar, e todas são unânimes em afirmar que a defesa aérea já não existe ou é absolutamente ineficaz, que os danos são muito grande e amplos, e mesmo por terra tem havido reveses, com o Hezbollah retomando territórios que estavam nas mãos dos iranianos. E parece que os Houthis finalmente se juntaram ao conflito, e atacaram o primeiro petroleiro que tentava passar pele Estreito de Bab-el-Mamdeb.
E não nos enganemos, porque todo conflito bélico é, acima de tudo, um conflito político-econômico. Apesar de eivado de discursos sobre “armagedon, povo escolhido, terra prometida, etc.”, o que está realmente em disputa são o controle sobre rotas marítimas e terrestres vitais para o comércio mundial, sobre uma das maiores reservas de energia fóssil do planeta, e a possibilidade de se impor sobre outros povos e determinar relações internacionais.
E sim, para os Estados da região é um conflito existencial, porque todos eles estão sujeitos a transformações profundas, e até mesmo deixarem de existir como Estado no final desse processo bélico. Os grandes Estados que estão por trás desse conflito (e na Ucrânia também), é apenas uma questão de como irão se posicionar no mundo, mas não há um risco existencial em si.
Mas nada disso é Armagedon. Através da brumas da História vemos o florescer e o ocaso de grandes impérios. Às vezes milenares, como o romano, outras efêmeros, como o de Alexandre o Grande. Mas todos sempre foram forjado a ferro e fogo. A situação agora é análoga.
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