quinta-feira, 9 de abril de 2026

Bateram a porta na cara do cessar-fogo

Pessoal, como eu disse no final do texto em que falei do cessar-fogo, eu prefiro falar de desenvolvimento econômico, divulgar avanços científicos significativos, avanços nas relações humanas. Só que, como esperado, as iniciativas do Paquistão por um cessar-fogo que pudesse evoluir para um acordo de paz na região do Oriente Médio simplesmente deram com a cara na porta. Sim, reuniões, telefonemas, tempo de trabalho político e convencimento deram em nada, após uma aceitação de termos mínimos para tal acordo terem sido rapidamente rechaçados naquilo que não interessava a um dos lados.

E isso, claro, não é acordo. 

Israel, antes de completadas 10 horas de acordo já estava bombardeando o Líbano, que estava nominalmente citado nos 10 pontos do Irã (ponto 3), e logo após o EUA resolveu que a cobrança de taxa pela passagem em Ormuz (ponto 8) não lhe interessava na forma que era feito. Seguido a isso houve mais um bombardeio a Teerã por parte de forças do EUA, e a outros pontos do território iraniano por aliados do EUA.

O resultado óbvio foi o reinício total das hostilidades. A resposta iraniana foi bastante ampla, atingindo fortemente Israel, mas não só. Para se ter ideia, há notícias de 14 empresas estadunidenses terem sido atacadas em vários países da região, além de bases militares.

Apesar da torcida por paz, o fato é que esperava-se que o cessar-fogo não desse resultados, e que talvez não chegasse nem mesmo a alcançar as 2 semanas acordadas, tanto é que no mesmo texto em que falei do cessar-fogo falei também que ambos os lados deveriam reforçar suas posições bélicas onde as vissem débeis.

Mas acho que ninguém esperava que a quebra da trégua fosse tão rápida. 

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