domingo, 7 de junho de 2026

Conflito volta a crescer no Oriente Médio

Pois é pessoal, estávamos alertando para o nível de violência no Oriente Médio num momento em que devia vigorar um cessar-fogo. Durante a semana houve ataques e contra-ataques entre EUA e Irã, e também entre Israel e o Hezbollah. O Irã também avisou que se Israel não cessasse os ataques no Líbano, o Norte de Israel e Tel Aviv voltariam a ser alvos de ataques.

Ainda durante a semana, respondendo a ataques do EUA a instalações e embarcações iranianas, os persas atingiram bases do EUA no Catar e no Bahrein, incluindo a base que abrigava o centro de comando aéreo estratégico dos norte-americanos na região. Apesar das negativas de autoridades militares do EUA, há imagens e vários depoimentos de que os danos a essas bases foram severos.

Mohammad Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano disse, após ataques de Israel a Beirute e a continuação do bloqueio naval que o EUA segue realizando ao petróleo que sai do Golfo Persa, que a única linguagem que eles entendem é a da força. E após Israel voltar a bombardear o Líbano e Beirute foi justamente o que aconteceu esta noite. Ao menos 5 ondas de mísseis e drones atingiram as áreas que o Irã tinha colocado na mira, e os ataques foram completados por ataques do Hezbollah. A última informação é que aviões de reabastecimento estavam decolando para possibilitar ataques aéreos ao Irã.

Sobre o ataque ao Irã já há informação na mídia israelense de que houve um telefonema entre Trump e Netanyahu, quando Trump afirmou que não haveria auxílio do EUA para tal ataque, e o israelense disse que o faria só, e que estava reiniciando o bloqueio total a qualquer ajuda humanitária a Gaza. Na verdade nunca houve uma flexibilização adequada à entrada de ajuda ao território de Gaza, e é impossível a Israel realizar ataque ao território iraniano sem o auxílio do EUA, seja por liberação de espaço aéreo de aliados, seja por suporte técnico e operacional. Veremos os desdobramentos.

De qualquer forma tudo indica que Trump quer realmente sair do conflito, e busca uma forma de fazê-lo sem que a imagem de seu país fique ainda mais manchada, e sem que sua própria imagem fique ainda mais desgastada. Quanto ao conflito, Israel não consegue mantê-lo sem a ajuda dos norte-americanos, e estes, por sua vez, não têm mais os meios para fazê-lo com eficiência e num prazo mais longo. Como eu já disse aqui neste espaço, Trump entrou numa armadilha por conta própria, agora não consegue um caminho para escapar. Israel, também se vê em más condições, porque contava com um apoio que não tem, não porque não querem, mas porque não podem.

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