sábado, 11 de abril de 2026

Do Oriente Médio ao Brasil

Pessoal, no Oriente Médio, mesmo que com muitas dificuldades, um cessar-fogo foi alcançado. Um parada nas hostilidades bastante delicada, porque não atende aos interesses de todos os envolvidos e por isso pode ser rompida a qualquer momento, mas ela é fundamental para que o próprio EUA possa tentar colocar ordem na casa, ou seja, tentar minar toda a oposição que se levantou contra Trump e os Republicanos nos últimos meses, e que praticamente colocaram o governo numa sinuca de bico. Tem como sair? Sim, mas é difícil.

Mas enquanto aguardamos mais desenvolvimentos no Oriente Médio, voltemos nossos olhos ao Brasil, já que há um bom tempo não falamos dos desenvolvimentos em Terras Brasilis.

As movimentações políticas seguem pesadas na moribunda república brasileira. Muitas tentativas de judicializar as próximas eleições, o que no fundo tem sido uma prática bastante frequente da luta política no Brasil. Mais uma vez vemos sinais de uma imprensa tentando usar sua ascendência na informação da população através da manipulação de informações, o que acaba por deformar a percepção da realidade por parte do eleitor. Vemos isso de todos os lados, seja com a tentativa de ligar diretamente Lula a alguns dos grandes escândalos de corrupção que explodem em seu governo, seja pela tentativa de interferências externas na política nacional.

Isso é esperado, porque no fim das contas, Lula não se mexe para extirpar tais práticas corruptas quando assume, e acaba refém das mesmas. Quando necessário, elas são puxadas, e ele acaba arrastado na enxurrada de lama que sai desses esgotos represados. Sim, parte da culpa é dele mesmo.

Por outro lado, estouram denúncias de desvios de seus maiores opositores também, e até de alguns com menor alcance eleitoral no momento. Posicionamentos criminosamente anti-nacionais, adesão a ideologias e práticas universalistas e claramente prejudiciais ao Brasil são sempre lembradas, mas desvios e envolvimentos com crimes, alguns até eclodidos no próprio governo Lula não são descartados em seus portifólios.

Atreladas a tudo isso as pesquisas. Formas bisonhas, mas ainda eficazes de manipulação popular, algumas claramente manipuladas para apontarem tendências fantasiosas, outras, até sérias, apenas descartáveis pela distância do pleito e da clareza de definições dos grupos finais em disputa.

No meio disso tudo apenas uma candidatura difere das outras. Não é uma diferença total, mas o suficiente para afastá-la dessa mesmice, e que justo pelo que a difere tem condições de tentar controlar as outras, se conseguir a eleição.

Já Ciro Gomes, esqueçam. Se ele tiver um mínimo de bom-senso, ele vencerá para o Governo do Ceará, recolocará seu estado nos trilhos, e pavimentará novamente um caminho para poder tentar o Planalto com condições. Agora não é hora dele.

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