terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Por que não?

O texto abaixo fala mais especificamente de gestores, mas pode ser estendido ao resto do setor, que já demonstra claro achatamento salarial. Mas isso se dá devido a crise nesse setor, que vivemos no mundo todo, e que atinge o Brasil mais fortemente.

Mas não desanimem os que trabalham nessa área. Talvez as previsões abaixo possam se concretizar no médio prazo (como disse acima, o achatamento já se faz sentir), mas nada nem ninguém garante que o preço do petróleo não volte a casa dos US$ 100, e que os salários não voltem a apresentar grande alta devido a demanda superaquecida do setor.

Exercícios de futurologia costumam ser bastante furados.


Portos e Navios – Reportagem – 23/09/2015

Salários do setor de óleo e gás não voltarão ao patamar de 2010, afirma Uphill

Ainda que passado o período de ajustes e considerando a retomada dos projetos e contratações, os salários no setor de petróleo e gás não voltarão ao patamar de 2010, quando as remunerações subiam acima da média global. "A indústria estava aquecida, mas as remunerações no Brasil estavam distorcidas. O mercado ficou inflacionado. O país precisava entrar em uma faixa salarial alinhada com o patamar global." A avaliação é de Alessandra Simões, sócia da UpHill, empresa de recrutamento, atração e seleção de executivos que atua nos setores de petróleo e gás, energia, infraestrutura, bens de consumo e varejo. "Além disso, com o barril em US$ 100 dólares, ficava mais fácil contratar", observa.

"Entre 2009 e 2010, era normal um profissional do setor dobrar, em dois anos, seus rendimentos. Cada movimentação – como sair de uma empresa para outra –, representava entre 30% a 40% de aumento. Algumas vezes, até mais de 100% ", lembra. "Hoje, quando esse movimento acontece, por algumas vezes é negativo, ou seja, o profissional assume uma nova posição ganhando menos do que ganhava em sua última experiência", explica.

Para a consultora, na maioria das empresas o pior já passou. "Naquele período, o organograma, a estrutura organizacional das empresas inchou e hoje acontece um esvaziamento das estruturas, materializado em ondas de demissões. Mas hoje grande parte das empresas já realizou os ajustes. Quem saiu na frente, inclusive fazendo reduções de salários, vê um horizonte menos nebuloso pela frente", diz, não descartando, no entanto, ajustes finos até o final de 2016. "A malha fina agora será na avaliação do desempenho. Quem não estiver performando vai ser trocado", alerta a UpHill.

A previsão da consultora é que, quando o mercado acomodar, com o preço do barril voltar ao patamar de US$ 60 a US$ 70, os reajustes salariais por conta de uma mudança de empresa fiquem em torno de 15% a 20% sobre a remuneração anual do profissional.

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