quinta-feira, 24 de julho de 2025

Começa a derrubada de Zelensky

Pessoal, a população ucraniana está perdendo a paciência com o governo Zelensky. Ontem milhares de pessoas foram às ruas em Kiev, Livov e Odessa para protestarem contra o governo, que por sinal já deveria ter convocado eleições há mais de um ano. O protesto se deveu ao fato de Zelensky ter assinado uma Lei que diminui os poderes dos órgãos anticorrupção do país. Para lembrar, o governo de Viktor Yanukovych foi deposto em 2014 com os mesmos pretextos. 

Não dá para dizer que temos o mesmo processo de “primavera”, porque a população ucraniana está farta das convocações forçadas para a guerra, que mais se assemelham a raptos, está farta de privações, de viver em condições cada vez mais precárias, e ver seu país e suas vidas serem esfareladas dia após dia. Mas há indícios de que há incentivos externos para esses protestos. Sim, cada vez mais se fala na destituição de Zelensky, e na convocação de eleições na Ucrânia. Isso seria o início de um caminho para se conseguir um acordo com os russos, ainda que não seja a única exigência russa. 

Mas se você acha que a desculpa de corrupção na Ucrânia é algo menor, tente se colocar na pele de um deles, que nos últimos 3 anos e meio viu mais de um milhão de seus concidadãos morrerem numa guerra insana contra os russos, e vê armas destinadas ao exército ucraniano aparecerem no Oriente Médio, em países do Cáucaso, e até em favelas brasileiras. Isso além das mazelas listadas acima. 

Cada vez mais acuado, cada vez mais isolado, Zelensky tenta garantir o apoio de alguns extratos da sociedade ucraniana que ganham com todo o desastre do país para se manter de forma débil no poder, mas seja como for, isso não deve ter um efeito muito longo e parece que a carreira política de Zelensky se aproxima do fim.

domingo, 20 de julho de 2025

Síria volta a ser atacada por Israel

Pessoal, Israel voltou a bombardear Damasco, a capital da Síria. Após algum tempo que o Estado judeu não atacava diretamente alvos sírios, na última semana houve o bombardeio do prédio onde se sedia o Ministério da Defesa sírio, e partes administrativas do palácio governamental. Há relatos de 4 mortos e mais de 30 feridos devido ao ataque, que foi feito durante o dia, em horário de trabalho. Por sinal o ataque foi filmado pela TV Al-Jazeera, que realizava uma entrevista tendo como fundo a sede do Ministério da Defesa, e flagrou o ataque. A justificativa de Israel é que o ataque visava proteger a minoria drusa, que ocupa o Sul da Síria e partes das colinas de Golan, e estava em combates com tribos beduínas e tropas do próprio exército sírio. 

O atual presidente do país, Al-Julani, cujo nome real é Ahmed Al-Sharaa, lamentou o ataque, já que se considera um aliado de Israel. Vale lembrar que ele era um dos líderes do grupo terrorista HTS, tinha a cabeça a prêmio por USD 10 milhões, e esse grupo já havia sido parte do Estado Islâmico, além de já ter servido também na Al-Qaeda. Al-Julani chegou ao poder em janeiro, após a derrubada do governo de Bashar Al-Assad, com apoio de Israel e EUA. 

Após os ataques israelenses, o exército Sírio se retirou da cidade de Sweida, e da província de mesmo nome, onde ocorriam os combates com os drusos. 

Como eu já disse algumas vezes, o governo de Al-Assad mantinha um certo equilíbrio no país, protegendo grupos mais fracos e evitando guerras fratricidas. A ascensão de Al-Julani quebrou o frágil equilíbrio que existia e os diversos grupos passaram a se atacar. Além de divergências históricas entre eles, houve também a interferência de grupos ligados ao novo governo, que também buscam atacar grupos que são considerados desafetos. Vai demorar muito até que a paz alcance os territórios sírios novamente.

sábado, 19 de julho de 2025

XVII Reunião de cúpula dos BRICS: nem êxito, nem desastre

Pois é pessoal, antes de tudo quero explicar que estive um pouco ausente por dois motivos principais. O primeiro é excesso de trabalho, já que estamos em alta temporada para minha atividade atual, e o trabalho aumenta enormemente nesse período. O Outro motivo é uma crise de coluna, que tem incomodado bastante, mas já está sendo controlada.

Dito isso, começamos precisamente por lembrar que o BRICS é, acima de tudo, um grupo de países que busca fugir das interdições político-econômicas impostas pelos países Ocidentais vencedores da 2ª Guerra Mundial, e que controlam rotas comerciais, empréstimos, regras de comércio e produção, além de financiamento e condições de desenvolvimento, dizendo o que cada um pode e deve fazer. Esse controle é usado para controlar não apenas economicamente, mas também politicamente os países que tentam se contrapor a tais controles. Nem sempre deu certo, mas indiscutivelmente tal controle tem trazido instabilidade ao planeta, principalmente aos países menos desenvolvidos. Justamente o que esses países do BRICS buscam são alternativas que permitam se desenvolverem e comerciarem seus produtos sem essas interdições. Não é um processo fácil, não é um processo rápido, e ainda vemos as reações do grupo de países que vê sua hegemonia e controle ameaçados, que buscam minar e impedir a concretização dessas iniciativas de todas as formas, inclusive bélicas.

Nesse contexto o Brasil recebeu a XVII cúpula dos BRICS, que teve a presença de duas dezenas de países, sendo 11 membros plenos, 10 parceiros. Os países são bastante heterogênios, mas a busca por outras formas de comércio e desenvolvimento os unem no momento. Destaco a presença de Cuba, que como membro parceiro tem uma enorme oportunidade para escapar às sanções que são impostas pelo EUA há décadas, e que vêm limitando enormemente a capacidade de desenvolvimento da Ilha.

Sobre a cúpula em si temos que destacar duas coisas principais. A primeira são os trabalhos e as reuniões de especialistas, políticos responsáveis por determinadas áreas e empresários, que concluem negócios, o desenvolvimento de ideias, discutem novas diretrizes, oportunidades, etc. Essas reuniões muitas vezes se desenvolvem por meses, com discussões, estudos e a elaboração de projetos.

O segundo destaque é a declaração final. Como eu disse acima, o BRICS é, antes de tudo, um bloco de fomento de negócios, mas aos poucos está se tornando mais que geoeconômico, mas geopolítico, como a declaração final do evento deixa bastante claro.

Sobre a parte econômica o grande avanço veio da Rússia, com proposta de avanços sobre novas formas de pagamento. Já na parte de negócios houve vários avanços, e o Brasil se beneficiou bastante. Foi alinhavada visita à Índia para o desenvolvimento de um plano estratégico bilateral. Devem entrar em negociação trocas tecnológicas e comerciais em si, além de aproximação dos países em outras áreas também.

O Brasil também foi convidado a participar da próxima reunião da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), composta por pesos pesados da Ásia, como China, Vietnam, etc. Muitas outras oportunidades de negócios podem se abrir para o Brasil nesta reunião, e no desenvolvimento das relações com a Índia. Neste ponto o encontro dos BRICS me pareceu um sucesso, mas acho que faltaram mais propostas, mais avanços institucionais para facilitar o comércio entre os países membros, ainda que tenhamos tido várias bilaterais entre os membros, e aproximações entre eles são esperadas.

Essa falta de avanço me pareceu proposital, porque o Brasil optou por transformar parte substancial do encontro num pré-Cop30, reunião que o próprio Brasil sediará no final do ano em Belém, e que versará sobre meio-ambiente e mudanças climáticas. Na verdade estes temas são muito mais do interesse do Ocidente político do que de países dos BRICS. Basta lembrar que China e Rússia se preparam para abrir uma rota comercial pelo Ártico, que só é possível justamente pelo degelo causado pelo aquecimento global. E o Ocidente está pronto a disputar o domínio desta rota com estes países do BRICS. Nitidamente há conflito de interesses aqui, sem julgamento de quem está certo ou errado. As rotas comerciais do Ártico são um caso, mas há outros.

Por outro lado há um outro ponto importantíssimo neste tipo de evento, e é sua declaração final. Nessa declaração costumam vir informações que indicam qual o caminho que o grupo quer seguir, quais suas prioridades, atenções, interesses, aspirações, etc. No caso da cúpula que se encerrou a declaração final foi extremamente abrangente. O documento teve um total de 126 itens, que incluíram desde os temas geo-econômicos, que são o objetivo primário dos BRICS, passando por temas sociais, novas tecnologias com destaque para o uso de IA´s e o espaço sideral, temas humanitários, ecologia, mineração, e o fato de que o grupo fatalmente irá enveredar para a geopolítica, porque temas como respeito à carta e a determinações da ONU, reformas em sua estrutura, condenações a atos de guerra específicos, assim como de ações terroristas, o chamamento à paz e ao respeito à soberania do povos de vários países e regiões do mundo, e também quanto ao uso de novas tecnologias e fronteiras tecnológicas com objetivos de desenvolvimento do bem-estar da humanidade e contra seu uso militar, tudo isso indica que a cada reunião o grupo BRICS se vê mais pressionado pelos acontecimentos a abraçar temas geopolíticos. E digo a cada reunião, porque não é a primeira vez que temas geopolíticos são incluídos na declaração final, mas é a primeira vez que eles aparecem de forma tão ampla, profunda e detalhada.

Mas se tivemos coisas boas, também tivemos as péssimas. O próprio Presidente Lula veio com a ideia estúpida de incluir os países do G7 no BRICS, como se esses países não estivessem utilizando de todos os meios, inclusive militares, para minar e impedir a consolidação desse bloco geoeconômico. De minha parte eu realmente não sei se Lula trás essas ideias estúpidas porque está senil, porque não entende o que está acontecendo, porque é coagido a isso, ou porque ele sabe que uma besteira dessas jamais seria aprovada pelos membros do Bloco, e com isso pode parecer bom para o outro lado também.

Mas seja qual for o motivo isso pega mal, e ainda por cima não ajuda Lula a ter uma relação melhor com o Ocidente, tanto é que no último dia da cúpula ele recebeu de presente de Trump a aplicação de 50% de taxas de importação para produtos brasileiros exportados ao EUA, além de nítida interferência em assuntos internos ao exigir uma “anistia” ao pessoal do 08 de janeiro, o fim do processo contra Bolsonaro e os seus, e a não interferência nas Big Techs estadunidenses que operam no Brasil. Mas isso é tema para outro vídeo.

Por esses motivos não me pareceu que a reunião de Cúpula dos BRICS tenha sido esse sucesso todo que a imprensa ligada ao PT grita, mas também não foi o desastre que se esperava por ter tido pouco preparo. Atingiu objetivos geoeconômicos, e até alguns geopolíticos, mas teve algumas escorregadelas, principalmente vindas da própria liderança brasileira. Se não foi o desastre que a maioria dos analistas geopolíticos esperava, também não foi o sucesso que poderia ter sido, e ainda foi aberto mais um setor de conflito direto com o EUA.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Conflito na Ucrânia segue sem solução, e com a Rússia causando enormes danos

Pessoal, a Rússia segue castigando duramente a Ucrânia. Nas últimas duas semanas os ataques se intensificaram e se concentraram. Os russos têm lançados entre 700 e 800 drones e mísseis diariamente, só que agora concentram entre uma ou duas cidades apenas. No final da semana passada foram 741 drones e mísseis contra apenas duas cidades, causando enormes danos à infraestrutura, indústrias e instalações militares. No início desta semana, só contra Kiev, foram quase 500 drones e mísseis, causando danos semelhantes. Apesar de não atacarem áreas civis, temos visto vítimas entre não militares, já que estes trabalham e transitam por essas áreas. 

Outra mudança é que as defesas aéreas ucranianas estão muito debilitadas, porque os estadunidenses retiraram baterias anti-aéreas e seus mísseis para enviá-los ao Oriente Médio, e com isso quase toda a onda de ataques russos passa incólume atingindo seus alvos. Agora Trump diz que enviará novas baterias e mísseis anti-aéreos e que os europeus pagarão por eles. Os alemães também garantiram que enviarão mísseis de longo alcance Taurus e homens para operarem o lançamento dessas armas. Os russos afirmaram que irão bombardear as instalações da Taurus na Alemanha. 

Na verdade, o que o Ocidente pode conseguir com isso é uma sobrevida à Ucrânia, mas não uma mudança de rumo no conflito. E também pode haver uma escalada súbita no conflito, caso alemães e russos cumpram suas promessas. Ao mesmo tempo, os russos parecem estar tentando uma rendição ucraniana devido a um país totalmente destruído e inviável, ao mesmo tempo em que garante que seu dinheiro tomado pelo Ocidente não seja suficiente para recuperar o país. Também parece estar garantindo que se torne pres

a fácil a alguns vizinhos que buscam recuperar territórios perdidos após a WWII. Tudo isso mostra apenas que as negociações estão indo mal, e no momento dificilmente avançarão além das trocas de corpos e prisioneiros de guerra. Apesar dessa situação extremamente desfavorável, a Ucrânia ainda tenta causar danos aos russos, e eventualmente o consegue, mas em instalações civis.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Brasil sediou a XVII cúpula dos BRICS, e podia ter sido melhor

Pois é pessoal, antes de tudo precisamos lembrar que o BRICS é, acima de tudo, um grupo de países que busca fugir das interdições impostas pelos países Ocidentais vencedores da 2ª Guerra Mundial, e que controlam rotas comerciais, empréstimos, regras de comércio e produção, além de financiamento e condições de desenvolvimento, dizendo o que cada um pode e deve fazer. Nem sempre deu certo, mas indiscutivelmente tal controle tem trazido instabilidade e desequilíbrio ao planeta, principalmente aos países menos desenvolvidos. Justamente o que esses países do BRICS buscam são alternativas que permitam se desenvolverem e comerciarem seus produtos sem essas interdições. Não é um processo fácil, não é um processo rápido, e ainda vemos as reações do grupo de países que vê sua hegemonia e controle ameaçados, que buscam minar e impedir a concretização dessas iniciativas de todas as formas, inclusive bélicas.

Nesse contexto o Brasil recebeu a XXVII cúpula dos BRICS, que teve a presença de duas dezenas de países, sendo 11 membros plenos, 10 parceiros. Os países são bastante heterogênios, mas a busca por outras formas de comércio e desenvolvimento os unem no momento. Destaco a presença de Cuba, que como membro parceiro tem uma enorme oportunidade para escapar às sanções que são impostas pelo EUA há décadas, e que vêm limitando enormemente a capacidade de desenvolvimento da Ilha.

Sobre a cúpula em si temos que destacar duas coisas principais. A primeira são os trabalhos e as reuniões de especialistas, políticos responsáveis por determinadas áreas e empresários, que concluem negócios, o desenvolvimento de ideias, discutem novas diretrizes, oportunidades, etc. Essas reuniões muitas vezes se desenvolvem por meses, com discussões, estudos e a elaboração de projetos.

Como eu disse acima, o BRICS é, antes de tudo, um bloco de fomento de negócios, mas aos poucos está se tornando mais que geoeconômico, mas geopolítico, como a declaração final do evento deixa bastante claro.

Sobre a parte econômica o grande avanço veio da Rússia, com proposta de avanços sobre novas formas de pagamento. Já na parte de negócios houve vários avanços, e o Brasil se beneficiou bastante. Foi alinhavada visita à Índia para o desenvolvimento de um plano estratégico bilateral. Devem entrar em negociação trocas tecnológicas e comerciais em si, além de aproximação dos países em outras áreas também.

O Brasil também foi convidado a participar da próxima reunião da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), composta por pesos pesados como China, Vietnam, etc. Muitas outras oportunidades de negócios podem se abrir para o Brasil nesta reunião, e no desenvolvimento das relações com a Índia. Neste ponto o encontro dos BRICS me pareceu um sucesso, mas acho que faltaram mais propostas, mais avanços institucionais para facilitar o comércio entre os países membros.

Essa falta de avanço me pareceu proposital, porque o Brasil optou por transformar parte substancial do encontro num pré-Cop30, reunião que o próprio Brasil sediará no final do ano em Belém, e que versará sobre meio-ambiente e mudanças climáticas. Na verdade estes temas são muito mais do interesse do Ocidente político do que de países dos BRICS. Basta lembrar que China e Rússia se preparam para abrir uma rota comercial pelo Ártico, que só é possível justamente pelo degelo causado pelo aquecimento global. E o Ocidente está pronto a disputar o domínio desta rota com estes países do BRICS. Nitidamente há conflito de interesses aqui, sem julgamento de quem está certo ou errado. As rotas comerciais do Ártico são um caso, mas há outros.

Por outro lado há um outro ponto importantíssimo neste tipo de evento, e é sua declaração final. Nessa declaração costumam vir informações que indicam qual o caminho que o grupo quer seguir, quais suas prioridades, atenções, interesses, aspirações, etc. No caso da cúpula que se encerrou a declaração final foi extremamente abrangente. O documento teve um total de 126 itens, que incluíram desde os temas geoeconômicos, que são o objetivo primário dos BRICS, passando por temas sociais, novas tecnologias com destaque para o uso de IAs e o espaço sideral, temas humanitários, ecologia, mineração, e o fato de que o grupo fatalmente irá enveredar para a geopolítica, porque temas como respeito à carta e a determinações da ONU, reformas em sua estrutura, condenações a atos de guerra específicos, assim como de ações terroristas, o chamamento à paz e ao respeito à soberania do povos de vários países e regiões do mundo, assim como ao uso de novas tecnologias e fronteiras tecnológicas com objetivos de desenvolvimento do bem-estar da humanidade e contra seu uso militar, tudo isso indica que a cada reunião o grupo BRICS se vê mais pressionado pelos acontecimentos a abraçar temas geopolíticos. E digo a cada reunião, porque não é a primeira vez que temas geopolíticos são incluídos na declaração final, mas é a primeira vez que eles aparecem de forma tão ampla, profunda e detalhada.

Mas se tivemos coisas boas, também tivemos as péssimas. O próprio Presidente Lula veio com a ideia estúpida de incluir os países do G7 no BRICS, como se esses países não estivessem utilizando de todos os meios, inclusive militares, para minar e impedir a consolidação desse bloco geoeconômico. De minha parte eu realmente não sei se Lula trás essas ideias estúpidas porque está senil, porque não entende o que está acontecendo, porque é coagido a isso, ou porque ele sabe que uma besteira dessas jamais seria aprovada pelos membros do Bloco.

Mas seja qual for o motivo isso pega mal, e ainda por cima não ajuda Lula a ter uma relação melhor com o Ocidente, tanto é que no último dia da cúpula ele recebeu de presente de Trump a aplicação de 50% de taxas de importação para produtos brasileiros exportados ao EUA, além de nítida interferência em assuntos internos ao exigir uma “anistia” ao pessoal do 08 de janeiro, o fim do processo contra Bolsonaro e os seus, e a não interferência nas Big Tecs estadunidenses que operam no Brasil. Mas isso é tema para outro texto.

Por esses motivos não me pareceu que a reunião de Cúpula dos BRICS tenha sido esse sucesso todo que a imprensa ligada ao PT grita, mas também não foi o desastre que se esperava por ter tido pouco preparo. Atingiu objetivos geoeconômicos, e até alguns geopolíticos, mas teve algumas escorregadelas, principalmente vindas da própria liderança brasileira.

sábado, 5 de julho de 2025

Cimeira da NATO em Haia abre novas perspectivas

Pessoal, a última reunião da NATO foi um ato de quase total e absoluta submissão e vassalagem por parte dos europeus ao EUA. Discursos e posicionamentos se alinharam quase totalmente aos anseios e solicitações de Trump, ainda que esse alinhamento possa trazer enormes problemas internos aos próprios europeus. 

Me refiro aqui especificamente ao valor de 5% do PIB de cada país que deverá ser investido em defesa até 2035. Isso é dividido em 3,5% diretamente em armas, e 1,5% em infraestrutura de defesa e produção. O valor obrigatório atual é de 2%, e já vem causando problemas a alguns países, essa elevação de 150% têm potencial para criar sérias cisões internas, principalmente nos países menores. 

Mas nem tudo foram flores para Donald Trump, e o Primeiro Ministro espanhol, Pedro Sanchez, foi categórico ao afirmar que a Espanha não deve seguir o acordado na cimeira da NATO, mesmo porque já vem enfrentando dificuldades para cumprir os atuais 2%, e ainda que outros países tenham se calado, fato é que provavelmente terão ainda mais dificuldades que a Espanha em atender tal demanda. 

Já Donald Trump foi bastante sutil ao ameaçar de retaliar a Espanha caso esta mantenha sua posição. Por outro lado há países, como Reino Unido, e principalmente a Alemanha que apoiam fortemente tal decisão, ainda que também venham a enfrentar dificuldades internas para cumprir tal meta. Os britânicos já apresentam graves problemas sociais, e a Alemanha vê sua economia derreter e problemas sociais que pareciam erradicados da vida germânica ressurgirem das sombras. A França tem apresentado uma posição mais comedida, e tenta conseguir uma forma de se beneficiar com tal investimento, ou de sair dessa obrigação sem abrir uma fissura nas relações. Difícil. 

Por outro lado uma Europa mais militarizada significa uma Europa com maior poder de interferência geopolítica, e talvez mais autônoma em relação aos EUA, que poderia diminuir seus investimentos na Europa e redirecioná-los para outros cenários, como o Oriente Médio ou a China. Mas essa autonomia europeia pode ser só aparente, porque parte substancial das armas que irão adquirir, principalmente as mais modernas e de uso de mais tecnologia devem vir do EUA. 

Pois é, seja para enfrentar uma hipotética e improvável guerra com a Rússia, seja para atender aos anseios estadunidenses, uma Europa militarizada será mais um fator de aumento da desestabilização global. E sim, as armas russas e chinesas parecem ser melhores no momento, mas armas matam, sejam elas as melhores ou não.

domingo, 29 de junho de 2025

Rússia avança sobre a Ucrânia em meio ao abandono Ocidental

Pessoal, a crise no Oriente Médio tem chamado a atenção do mundo, e dedicamos nossos últimos vídeos a essa crise. Já a crise no Leste europeu parece ter ficado em segundo plano. O quadro realmente mudou, e o Ocidente, que dava todo o apoio possível aos ucranianos, redirecionou esse apoio para Israel. 

Sim, desde a diminuição drástica do suprimento de munições, passando pelo desvio de mísseis que tinham destino o Leste europeu e foram parar no Oriente Médio, e chegando mesmo a retirar sistemas de lançamentos de mísseis e de artilharia antiaérea. Agora diz que pode levar novamente esses sistemas à Ucrânia. Zelensky já acusou o golpe, fez um chamado à atenção, e já subiu o nível do discurso, quando reclamou do abandono por parte do Ocidente. Bem, o fato é que os russos estão se aproveitando bastante da situação. 

Depois da estupidez de terem atacado parte da tríade nuclear russa, os ataques ao território ucraniano já tinha aumentado bastante, e agora com retirada substancial do apoio Ocidental, várias cidades ucranianas têm sido bastante castigadas, principalmente Kiev. E os russos nem estão precisando usar os mísseis caros, porque drones baratos chegam a seus alvos impunemente. Nas regiões em disputa a Rússia tem avançado com velocidade, e na criação de uma buffer zone também, tanto que Sumy já está bem próximo da linha de frente de combate. 

Putin também resolveu se posicionar pessoalmente contra a NATO, e se no início poupava as posições estadunidenses, agora tem incluído o EUA em suas críticas. O próprio Putin resolveu interferir no processo, e afirmou que espera que se chegue a um acordo com os ucranianos, mas se isso não ocorrer eles tomarão toda a Ucrânia. 

Não, os russos não querem governar os ucranianos, principalmente os que habitam o Oeste do país, que . eles sabem que têm uma russofobia incrustada e incentivada nos últimos anos. Mas isso não impede que ele tome o território e imponha restrições severas ao governo que venha a se instalar por lá. O que ele diz claramente com essa fala é: façam o acordo e mantenham muita autonomia, só não podendo nos ameaçar de forma alguma. A alternativa é vocês terem uma autonomia muito, mas muito mais limitada.

A situação apresenta uma encruzilhada ao Ocidente. Mesmo com apoio a Ucrânia tem sido incapaz de deter os avanços russos, e apesar de mais rápido agora, os avanços seguem "lentos e seguros". A verdade é que enquanto o conflito e os combates seguem, os russos não só tomam território e minam as condições ucranianas, mas minam o próprio Ocidente, que afunda numa crise autoimposta devido a forma errada e truculenta com que lidam com um problema criados por eles mesmos.

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Cessar-fogo no Oriente Médio não resolve nada

Pessoal, vamos fechar por algum tempo essa questão do Irã, e para isso vamos cobrir algumas lacunas que parecem ter ficado abertas. 

Começamos com a questão da guerra em si. Sim, o Irã foi bastante castigado durante os 12 dias de bombardeios, mas Israel foi mais, e o foi porque é um país muito menor, e até por isso acaba por ser menos resiliente a este tipo de enfrentamento. Isso fica ainda mais sério se pensamos na população, já que a israelense não tem nenhuma resiliência para enfrentar uma situação dessas. Tanto que Israel tinha solicitado um cessar-fogo negado pelo Irã, que afirmou várias vezes que pararia seus ataques quando Israel parasse os dele. Trump pressionou Israel quando anunciou seu cessar-fogo, não o Irã. 

Outro ponto importante a ser contemplado é o fato de que ambos alegam vitória. Bobagem. Israel perdeu, o Irã teve um vitória parcial e logo vocês entenderão o porquê. Israel perdeu por não ter atingido nenhum de seus objetivos: o governo do Irã não caiu, e o programa nuclear do país foi muito pouco prejudicado, ainda afastou a Agência Internacional de Energia Atômica e deve sair do tratado de não proliferação de armas em breve. Também temos que o Irã aumentou a coesão interna e desbaratou várias redes de espionagem e sabotagem que eram mantidas em seu território por Israel.

Já o Irã teve uma vitória parcial por dois motivos. O 1º é que Israel segue na região, segue sendo um inimigo temível, e deve voltar a incomodar os iranianos em futuro, talvez não tão distante. O 2º é que não houve uma rendição israelense, e o Irã não pode impor nenhuma condição aos israelenses. 

Quanto aos dois lados cantarem vitória, bem isso acontece porque não houve um fim, não há uma solução para o conflito, e mesmo o cessar-fogo não foi uma negociação, mas uma imposição de Trump, principalmente a Israel. 

Mas a questão principal para o planeta segue ainda mais insolúvel, já que Israel nunca parou os ataques aos palestinos, os combates esquentaram entre os dois lados, e vemos Israel agora buscar completar sua limpeza étnica antes de voltar ao conflito direto com o Irã. E isso foi dito pelo próprio comandante das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, que afirmou exatamente isso. 

Os dois lados agora devem se preparar para um novo confronto. Muitos já chamam o conflito de “Guerra dos 12 dias”, eu chamarei de “Primeiro Enfrentamento entre Israel e Irã”. Sim, muito provavelmente teremos outros.

domingo, 22 de junho de 2025

EUA ataca Irã: mesmo que tenha sido inútil, não pode ficar sem resposta


Pessoal, e como se esperava, Trump atacou o Irã. O vice-presidente J.D. Vance disse que o Irã deveria se resignar e aceitar o fato, sem reação. Bem, acho que ele não entende a cultura iraniana. Netanyahu, o corajoso líder israelense que iniciou o conflito com os persas, e que fugiu para fora do país na sequência, disse que finalmente o EUA tomou uma boa atitude, e acabou com o projeto nuclear iraniano. A mídia Ocidental está eufórica com o que chamam de destruição do projeto da bomba atômica iraniana, enquanto vozes sensatas, algumas até mesmo inesperadas, dizem que o presidente errou. Esses nomes dissonantes incluem Steve Bannon e Scott Ritter, porque apesar de muitos avisos, apesar de muitos relatórios de que não havia projeto de bomba atômica, ou intenção de construir uma, o presidente que foi chamado por Scott Ritter de “um nada”, autorizou o ataque a algumas instalações nucleares iranianas. 

Segundo os persas as instalações já estavam sem material nuclear, todos os equipamentos técnicos já haviam sido removidos, e os danos foram todos externos, sendo que a parte subterrânea das instalações não foram atingidas. Elas são Fordow, Natanz e Esfahan. E praticamente ao mesmo tempo em que o EUA atacava as usinas iranianas, era feito mais um ataque dos persas a Israel. Além de dizer que os danos foram mínimos, autoridades iranianas e sua TV oficial já avisou que quem começou foram os estadunidenses. Também foi solicitada mais uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, e os persas invocaram o direito de retaliação. 

Também precisamos ver como reagirão russos, chineses, paquistaneses e os coreanos do norte, que afirmaram ou deram a entender apoio ao Irã. Agora é ver os desdobramentos. Ou o Irã reage, seus aliados se juntam definitivamente e dão um basta nessas ações, ou o Brics e a multipolaridade alardeadas por Putin vão esperar mais uns 40 anos para tentarem outra vez, e as novas rotas da seda terão uma enorme praça de pedágio para serem utilizadas, o que inviabiliza seu projeto de comércio global.


quinta-feira, 19 de junho de 2025

Por que a guerra contra o Irã?


Pessoal, vamos entender o porquê dessas guerras intensificadas no Oriente Médio nos últimos anos, e já adianto que não foi um acaso elas se intensificarem no mesmo momento histórico em que se inicia o conflito na Ucrânia. É uma disputa entre o bloco emergente com o bloco que resiste à mudança de hegemonia mundial. 

A China é o principal objetivo, mas há objetivos secundários, terciários, e os que caem por gravidade no colo do vencedor. O secundário foi onde tudo começou, a Rússia. A ideia era provocar uma mudança de regime no gigante euro-asiático, de forma a torná-lo dócil aos interesses ocidentais, e talvez até dividi-lo em várias repúblicas menores, em que cada membro ocidental controlaria uma delas. 

Os terciários são problema em disputa, como alguns países europeus, asiáticos, e alguns sulamericanos. São algumas potências regionais que têm condições de fazer pender a balança para um lado ou outro no âmbito de sua influência imediata. O Brasil, a África do Sul estão nessa situação, e o Irã também, ainda que não sejam os únicos. 

Mas o Irã é o mais perigoso para o Ocidente, porque eles têm pouquíssima influência, o Irã é um importante exportador de petróleo, tem um nível de controle tecnológico interessante, e é uma potência militar, principalmente na missilística (Israel descobriu isso da pior forma possível). E o Irã ainda está encrustado na região mais nevrálgica do mundo, que é a maior exportadora de energia do mundo há mais de 8 décadas. De quebra o Irã é um grande fornecedor de petróleo para a China e é nevrálgico no projeto “Cinturão e Rota”, ou “Novas Rotas da Seda”. Acompanhe no mapa. 

No fornecimento de energia, 90% da produção iraniana vai para a China, ou seja, mais de 1,7 milhões de barris diários. Isso seria um baque para a indústria chinesa, que necessita de energia para produzir, além de materiais que são derivados do petróleo. Ainda destrói a principal artéria do cinturão e rota. Por isso é um enorme ataque à China, e por isso os chineses não podem deixar o Irã cair. 

Claro, os problemas pessoais de Netanyahu, os internos de Israel e EUA, as questões messiânicas religiosas, tudo isso conta, mas a grande intervenção, o motivo do EUA estar articulando a mudança de regime, ou até um caos no território iraniano (caos e comércio não combinam) é deter o desenvolvimento chinês, e reverter os avanços sino-russos na região dos últimos anos. Toda guerra é, acima de tudo, econômica.

Mais uma escalada no Oriente Médio, enquanto os Ocidentais batem cabeça

Pessoal, correm nas redes sociais imagens do lançamento de um míssil que seria míssil Sejjil feito pelo Irã. Essa informação teria vindo das forças armadas do Irã. Esse míssil teria propriedades muito parecidas com o Oreshinik russo (estima-se que tenha havido entrega de segredos militares russos aos iranianos). 

Já o EUA está muito próximo de se envolver diretamente no conflito entre Israel e Irã, e para isso teria adentrado o Golfo Pérsico com uma frota, e o Irã avisou que qualquer intervenção dessa frota provocará reação do Irã contra ela. Isso enquanto figuras importantes da mídia e política estadunidense como Scott Ritter, Douglas Macgregor, Bernie Sanders, Tucker Carlson, Tulsi, Gabbard, entre outros, vêm alertando o governo estadunidense sobre a estupidez de se envolver diretamente num conflito deste tipo e nesta região. Mesmo o belicoso Congresso estadunidense está rachado, e muitos congressistas e senadores são contra uma intervenção na guerra que se desenrola no Oriente Médio. “Netanyahu não é o Presidente do EUA. Ele não deveria estar determinando a política externa e militar do EUA. Se o povo de Israel apoiar sua decisão de iniciar uma guerra com o Irã, isso é assunto e guera deles. O EUA não deve participar disso” Bernie Sanders. Em outra oportunidade “Ele assassinou Ali Shamkhani, o principal negociador nuclear do Irã, sabotando deliberadamente as negociações entre EUA e Irã. O EUA não pode ser arrastado para outra guerra ilegal de Netanyahu – seja militar ou financeiramente” Bernie Sanders. Já Douglas Macgregor pede que o EUA 1. convoque o Conselho de Segurança da ONU e declarem a agressão israelense ilegal e o seu não apoio a esta iniciativa; 2. Exija que Israel retire suas tropas de Gaza e pare de matar palestinos; 3. Suspender toda ajuda militar a Israel; 4. Propor uma força de paz para patrulhar a região de Gaza e garantir ajuda humanitária imediata; e 5. Propor que o BRICS negocie uma paz entre Israel, seus vizinhos e o Irã. 

Mas o Presidente que age como um adolescente de 15 anos segue ameaçando com palavras e ações, mesmo tendo uma situação interna bastante complicada. Lembrando que, de cara, uma intervenção direta do EUA aumentará a ajuda de países como Rússia, China e Coreia do Norte ao Irã, e a depender do tamanho da intervenção pode levar a uma entrada de outras potências diretamente no conflito. Não se pode mostrar fraqueza num momento desses, mas ele não é acalmado jogando lenha na fogueira. Todos os países pedem paz, os adolescentes irresponsáveis ameaçam mais guerra. 

Nesse meio tempo Israel está cada vez mais encurralada e Itamar Ben Gvir dispara para Amir Bar-Lev:

“Por que você provocou o Irã?

resposta

“Não percebemos o poder das capacidades dos mísseis do Irã.”

E esta é a situação, enquanto Israel segue bombardeando o Irã, e o Irã segue fazendo chover mísseis em Israel. 

terça-feira, 17 de junho de 2025

Conflito no Oriente Médio escala e preocupa

Pessoal, no Oriente Médio a situação segue escalando. A guerra de propaganda também. 

Israel hoje atacou o prédio da rádio e TV iraniana, justamente na hora em que uma repórter apresentava um jornal. Vários jornalistas e funcionários mortos e feridos, mas a repórter saiu ilesa. O líder iraniano Aiatolá Komenei disse que Israel tenta matá-lo, mas há outros para liderarem o Irã, e sua morte não serviria de nada. Israel também destruiu 2 F14 tomcat do Irã, mas autoridades persas dizem que eles estavam desativados há alguns anos. Houve também atentados com carros bombas em Teerã, que quando explodem no Ocidente é atentado terrorista, em Teerã é ação de inteligência. Já o Irã segue castigando Israel com seus mísseis. No início desta noite já saiu mais uma leva de mísseis em direção a Israel, e logo deveremos ter informações do resultado. Israel também proibiu a imprensa estrangeira de atuar, a ideia é impedir a divulgação de imagens sem a autorização da censura judaica, como as imagens do porto de Haifa destruído. Na mesma linha, o Primeiro Ministro Netanyahu deu ordens para que nenhum israelense deixe o território, mesmo que em voo de resgate de outra nacionalidade. Há notícias de que aviões de carga de grande porte chineses entraram no espaço aéreo iraniano, e desligaram seus localizadores. O Irã também já informou a prisão de mais de 100 agentes israelenses que atuavam em seu território, e diz que descobriu uma instalação para lançamento de pequenos mísseis que estavam incomodando a defesa persa. Esses mísseis eram ativados por controle remoto a cerca de 50 km de distância, assim como seu alcance. O G7 emitiu declaração acusando o Irã de desestabilizar a região do Oriente Médio. A Síria liberou seu espaço aéreo para que se abatam mísseis iranianos. Há noticias de que se organiza uma tropa na fronteira entre Iraque e Irã para uma ofensiva terrestre contra os persas, e há deslocamento interno de tropas iranianas. Os russos estão evacuando seus cidadãos do Irã. Por fim foi detectado grande quantidades de aviões militares americanos em direção à Europa, e estima-se que seguem com suprimento e reforço a Israel. 

Sim, o conflito escala, há apoios a ambos os lados dentro do próprio Oriente Médio, e entre as forças que se digladeiam no mundo atualmente. A questão é que o conflito na região tem mais probabilidade de escalar do que o da Ucrânia.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Caravana Al-Soumoud em direção a Gaza

Pessoal, há coisa de dois dias eu mencionei uma caravana com milhares de pessoas que se dirigia a Gaza. Então, falaremos um pouco mais dela agora. A caravana Al-Soumoud partiu de Tunis, passando obviamente pela Tunísia, Líbia, Egito, e tem o destino final de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito. São mais de 300 veículos com remédios, alimentos e ajuda humanitária aos palestinos de Gaza. A ideia é furar o bloqueio israelense de forma pacífica, mas apesar disso os ativistas que formam a caravana já enfrentaram alguns problemas pelo caminho. Em todos os países foram retidos e tiveram problemas com as autoridades locais. Israel pressionou o governo egípcio, que chegou a prender cerca de 40 ativistas e reter os passaportes de cerca de outros 30, atrasando a caravana por cerca de dois dias. A última notícia sabida é que os ativistas se encontravam no deserto do Siani, e se aproximavam de Rafah.

Apesar de Israel ter declarado que sua prioridade no momento é o Irã, acho muito difícil que os ativistas consigam ultrapassar a fronteira. Tanto as autoridades egípcias, quanto as israelenses, que controlam quase todo o território de Gaza neste momento devem impedir o acesso da população a esses itens, até porque este tem sido a política aplicada pelos israelenses na região, e é justamente o que motivou a caravana, já que alimentos, água e remédios têm sido sistematicamente impedidos de chegarem à população palestina em Gaza.

A caravana tem muitos muçulmanos do Norte da África, mas conta também com muitos europeus. Para se ter ideia do tamanho, ela saiu de Tunis com cerca de 1000 participantes, mas foi tendo adesões pelo caminho, e a última informação é que já passavam de 7000 ativistas. A ideia dos ativistas é não entrar em confronto com os israelenses. Acho difícil que consigam entrar em Gaza, ainda mais com as condições políticas tendo se deteriorado no Oriente Médio.

domingo, 15 de junho de 2025

Conflito no Oriente Médio se acirra e pode se alastrar

Pessoal, o mais novo conflito bélico do planeta segue ocorrendo de forma brutal. Israel voltou a atacar o Irã hoje. Alguns alvos militares, um porto iraniano, refinaria, um depósito de óleo em Teerã e o maior campo de gás do mundo. Tudo atacado hoje por Israel, que alega ter atacado também uma das bases de mísseis subterrâneas do Irã, e colocou uma animação de qualidade discutível como prova. 

Já os iranianos voltam a atacar Israel; Haifa, Jerusalém e Tel Aviv são os pontos mais atacados. Uma refinaria e o porto de Haifa destruídos, além de vários armazéns e alvos militares.

A defesa aérea iraniana é furada eventualmente, a de Israel praticamente não existe mais em alguns lugares. Ambos os países buscam atacar a infraestrutura energética do outro, e ambos conseguiram atingir depósitos de munição do outro. 

Em termos de apoio Israel recebeu apoio moral de Macron da França, e de Merz da Alemanha, enquanto Starmer do Reino Unido disse que enviaria caças para auxiliar Israel. Israel também pediu a intervenção direta do EUA, mas até agora não houve resposa. Shin-Bet, chefe da inteligência interna de Israel se demitiu. 

Enquanto isso o Irã recebeu apoio do Paquistão, e da Coreia do Norte. O Paquistão disse claramente que se houver interferência de qualquer potência externa eles entraram no conflito também, e qualquer ataque nuclear ao Irã será respondido da mesma forma em Israel. A Coreia não afirmou isso, mas garantiu apoio junto com uma foto de um de seus mísseis nucleares e Kin Jon-Un garantiu que responderá a qualquer ameaça ao Irã. A China também afirmou apoio ao direito de o Irã perseguir seus justos interesses e responder a uma agressão injusta, além de garantir apoio. Há várias manifestações no mundo árabe e islâmico em apoio ao Irã. 

Também corre a informação de que Israel teria pedido ao Emirados Árabes Unidos que pedisse ao Irã que abandonasse seu programa nuclear e voltasse a negociar com o EUA, ao que os persas responderam que se Israel não tinha condições de manter uma guerra, que não a tivesse começado. Por último o Irã ameaçou todos os apoiadores de Israel de retaliação se houvesse ajuda direta no conflito, e já estuda o ataque às bases estadunidenses na área. O presidente estadunidense, Donald Trump, disse que se o Irã atacar qualquer base americana sofrerá todo o peso do poder bélico dos ianques. 

Pode não parecer, mas apesar do apoio Ocidental, Israel está encurralado. Uma intervenção direta tem potencial de desencadear eventos que trariam outros países, de outras regiões e o conflito apenas se alastraria. Como eu disse que tinha esse potencial.

sábado, 14 de junho de 2025

Israel ataca, Irã contra-ataca.

Pois é pessoal, Israel atacou o Irã na noite de 12 para 13 de junho. Eu já sabia de aviões israelenses no ar, mas esperava apenas que fizessem mais um ataque a Gaza, talvez Líbano, mas não, atacaram o Irã. Teerã e outras cidades foram alvejadas. Uma instalação nuclear de enriquecimento de urânio, instalações militares. Algumas unidades israelenses infiltradas inutilizaram baterias antiaéreas estratégicas, o que facilitou o trabalho. Hoje atacaram um porto e dois aeroportos. Nesse período 3 militares do alto-comando iraniano foram mortos, e 2 cientistas nucleares também, acompanhados de dezenas de civis, já que prédios residenciais foram o alvo. 

A reação demorou um pouco, mas veio. Logo cedo a bandeira vermelha foi erguida na mesquita Jamkaran, significando vingança, e durante o dia as ruas de Teerã estiveram cheias de manifestantes pedindo a retaliação. No início da noite de 13 para 14 (o Oriente Médio está algumas horas à frente) o Irã finalmente retaliou. Uma chuva de mísseis caiu sobre Tel Aviv e outras cidades israelenses. Estima-se em mais de uma centena de mísseis, e quase todos atingiram os alvos. Há notícias de que a sede das IDF foi destruída, entre outras instalações. Ao menos 3 levas de mísseis já foram relatadas, e a última teria atingido a usina nuclear de Dimona (informação ainda não confirmada). A maioria dos mísseis foi lançado do próprio Irã, mas, segundo o governo iraniano, alguns foram lançados de navios, o que mostra que o Irã está mais preparado para o confronto do que se imaginava. Durante o dia ao menos dois caças israelenses foram derrubados.

Um dos motivos do ataque de ontem foi o fato de o Irã não ter revidado o ataque de alguns meses atrás. Outro eu já havia colocado no short de ontem e tem a ver com a necessidade de Netanyahu conseguir um conflito de larga escala para se manter no poder e escapar de uma série de problemas que tem na justiça. Por falar em escapar, ele e parte de seu governo escaparam, de acordo com a imprensa, em direção à Grécia, deixando o país e se colocando em segurança. Também temos a irresponsabilidade de um certo presidente há poucos meses empossado, que agiu de forma tosca apoiando a ação, enquanto dizia buscar a paz. Da Grécia, Netanyahu entrou em contato com vários líderes europeus, além de Trump e Putin. O russo condenou fortemente a ação israelense e ofereceu para mediar conversas de paz. Posição parecida foi adotada pelos chineses, que condenaram o ataque e pediram conversas de paz. Os iranianos disseram que aceitam conversar, mas antes irão retaliar com força. Segundo eles o ataque de hoje foi só o começo. 

Tudo isso enquanto uma caravana com dezenas de milhares de muçulmanos se aproxima de Gaza com ajuda humanitária. Isso tem tudo para se tornar um enorme banho de sangue, e escalar para muito mais do que um conflito regional entre Israel e Irã.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Oriente Médio em risco de confronto bélico de grandes proporções

Pessoal, a situação está muito complicada no Oriente Médio. As negociações sobre o programa nuclear iraniano, que ocorre de forma indireta no Omã, estão prestes a falharem, e o EUA ameaça diretamente um bombardeio aos persas. O ataque viria junto com Israel, que há bastante tempo busca pressionar os estadunidenses a entrarem juntos numa guerra contra o Irã. Vamos a alguns desenrolares dessa história que foram divulgados muito recentemente, e que indicam que é muito possível que comecem hostilidades entre as partes.

1- O EUA desviou cerca de 20 mil mísseis que iriam para a Ucrânia para suas bases no OM e Israel,

2- A Agência Internacional de Energia Atômica diz que o Irã não cumpre obrigações de inspeção. O Irã diz que essa acusação vem de pressões israelenses e estadunidenses.

3- O Irã transferiu boa parte de suas instalações de enriquecimento de urânio para locais extremamente protegidos e está aumentando o grau e a quantidade do urânio enriquecido.

4- Netanyahu sobreviveu por muito pouco a um pedido de dissolução do parlamento israelense, mas sua situação segue sendo extremamente delicada na política israelense, e uma guerra em grande escala garantiria sua sobrevida por um bom tempo.

5- O EUA iniciou evacuação de funcionários civis, diplomatas e familiares de militares que servem na região. Trump diz que a região pode deixar de ser segura em breve.

6- O Irã voltou a afirmar que destruirá todas as bases americanas na área caso suas instalações nucleares sejam atacadas, e que revidará também nas instalações nucleares de Israel.

7- Israel voltou a afirmar que está preparando um ataque às instalações nucleares do Irã junto com o EUA.

8- O Irã divulgou uma série de documentos que diz ter conseguido através de espionagem junto à inteligência israelense, e que informa instalações nucleares secretas de Israel, além da íntima relação de Israel com a Agência Internacional de Energia Atômica. Inclusive teria sido a agência que informou o nome de cientistas nucleares iranianos assassinados pela inteligência israelense.

A próxima rodada de negociações indiretas entre os dois lados está marcada para o próximo domingo em Omã, e esperemos que tenhamos avanços. Um conflito entre Israel e Irã tem o potencial de se reverter num problema mundial muito rapidamente, arrastando as superpotências e potências regionais em apoio aos lados, e talvez até mesmo em intervenções diretas. Seria um desastre econômico, com alto potencial de se tornar desastre ainda mais grave.

terça-feira, 10 de junho de 2025

Conflito na Califórnia espalha por outras áreas do EUA

A Califórnia há décadas é uma espécie de Eldorado para os fãs dos EUA, e é cantada em verso e prosa por várias obras artísticas, mas desde o último final de semana a Califórnia vem sofrendo com fortes protestos a favor da imigração. Na verdade eu diria que esses protestos são contra a política de deportações da forma como o governo Trump a vem executando. 

E tudo começou com uma manifestação pacífica, em que a polícia interferiu, e acabou em confronto. As manifestações cresceram, Trump acabou por deslocar a Guarda Nacional para Los Angeles, a violência também aumentou, e já chegamos ao ponto de Trump ter movido tropas dos fuzileiros navais (os famosos mariners) para a região. 

Desde o início dos confrontos já foram detidos bem mais de 100 pessoas, e o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newson, divulgou carta em que solicita ao governo Trump que retire as forças de repressão do estado, imputa a esta interferência o crescimento da violência no estado, e acusa o governo central de interferir indevidamente na Califórnia, interferindo na autonomia do estado. Ele também afirma que o estado irá processar o governo federal por esta interferência indevida. O diretor do serviço de imigração do governo Trump, Tom Homan, afirmou que todos que se colocarem em oposição às políticas trumpistas para imigrantes serão considerados criminosos e serão presos. Newson afirmou que ele era contra, e que Homan sabia onde encontrá-lo, em claro desafio ao governo central. A violência das forças de repressão, que usam balas de borracha, gás lacrimogênio contra as concentrações de manifestantes tem sido respondida a altura, com paus, pedras e agora o uso coquetel molotov. Dezenas de carros, com predominância dos da polícia e da guarda nacional já foram depredados e queimados.

Mas tudo isso já era esperado. A absoluta incompetência dos sucessivos governos em atender demandas de qualidade de vida populares, aliadas a distorções da realidade apresentadas por propagandistas disfarçados de analistas que pululam na mídia tradicional e alternativa trouxeram a uma profunda divisão do país. Os distúrbios da Califórnia já se espalham e há notícias de que o manifestações contra as políticas imigracionais de Trump no Texas e no Novo México, Carolina do Norte e até em Nova Iorque. Mas a violência segue sendo na Califórnia. “Garota eu vou pra Califórnia”? Vou não.


sexta-feira, 6 de junho de 2025

Ataques russos são duros, mas não são a retaliação

EPessoal, desde o último final de semana, quando houve o ataque a alguns campos de pouso na Rússia com a destruição e avaria de alguns aviões da frota estratégica nuclear russa, e tivemos uma série de atentados terroristas no país euro-asiático, Putin ordenou o retorno ao ataque a infraestruturas ucranianas. São unidades de geração e transmissão de energia, fábricas, unidades de reparação de aeronaves, de produção de drones, campos de treinamento militar, quartéis e unidades militares, e unidades de residência de militares e mercenários. 

Os ataques são todos efetuados com armas “tradicionais”, principalmente drones e mísseis, sendo o mais avançado o Iskander. Eles acontecem principalmente durante a madrugada, mas as horas diurnas não estão isentas desses ataques. E se os ataques russos tinham se retraído às áreas em disputa e à buffer zona que os russos buscam criar na falta de um acordo mais claro, agora elas se estendem por toda a Ucrânia, chegando ao extremo Oeste do país, até mesmo próximo às fronteiras com países que já pertencem à NATO. Até agora a defesa anti-aérea cedida pelo Ocidente foi totalmente ineficaz contra drones e mísseis, sendo que algumas baterias anti-aéreas também já foram destruídas no processo. Estas informações têm sido divulgadas pela mídia russa, e confirmada pela mídia alternativa ucraniana. 

Também esta semana houve mais um longo telefonema entre Putin e o presidente estadunidense Donald Trump, e o presidente russo disse que estava preparando uma resposta a altura aos ucranianos. Segundo Trump ele tentou dissuadir Putin dessa ação, mas foi incapaz disso. 

Ou seja, o aumento desses ataques já é muito duro, mas não é a retaliação russa. Podemos esperar um ataque realmente duro, e segundo vários analistas ele deve vir este final de semana. Eu já tinha dito que a Ucrânia era um país destruído, mas se continuar nesse ritmo se tornará um país medieval, sem energia, sem água, e sem condições de alimentar sua população. Os europeus da NATO claramente não se importam com isso, mas essa situação refletirá por todo o continente, que vem perdendo qualidade de vida de forma acelerada.

terça-feira, 3 de junho de 2025

Entre ataques e contra-ataques russos e ucranianos realizam a 2ª sessão de negociações na Turquia

Pessoal, apesar da série de ataques e contra-ataques de ontem, a segunda rodada de negociações ocorreu ontem entre ucranianos e russos na Turquia. Sim, ontem, dia 2 de junho, após mais de 3 anos de conflito pesado, com baixas militares com números bem acima de um milhão de pessoas, um país devastado (Ucrânia), pois é, apesar disso tudo, tivemos essa segunda rodada de negociações. 

E como esperado as negociações mostraram um enorme impasse, ainda que um avanço tenha ocorrido. Não vou aqui relatar todos os impasses, mas vou apenas colocar dois como exemplo, porque todos os itens levam a um impasse. Os que escolhi mostrar como impasse são relacionados a condições militares da Ucrânia. Enquanto a Rússia exige neutralidade dos ucranianos, que eles não integrem nenhuma coalizão militar de nenhum tipo, os ucranianos querem que os russos reconheçam e permitam à Ucrânia integrar a coalizão Ocidental, a NATO, ou qualquer outra coalizão que eles resolvam aderir. 

Outro ponto é que os russos querem limitar as forças armadas ucranianas em número de homens, e quantidade e tipos de armamentos que poderiam operar, enquanto os ucranianos querem que os russos reconheçam o direito da Ucrânia em se armar e organizar suas forças armadas da forma que lhe bem aprouver. E todos os outros pontos mostram impasses desse tipo. 

Mas três pontos foram acertados, e eles têm a ver com mortos, prisioneiros e feridos de guerra. Os russos disseram que devolverão todos os restos mortais dos soldados ucranianos e esperam o mesmo da outra parte. Foi acordada a troca de todos os prisioneiros com ferimentos graves, independentemente do número que cada lado tenha. Por fim foi acordada uma comissão mista que será responsável em analisar e avaliar as condições dos prisioneiros de ambos os lados, principalmente no que se refere aos feridos. 

Da paz ainda estamos longe, mas alguns passos são dados.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Ataques e contra-ataque entre Ucrânia e Rússia

Pessoal, a Rússia sofreu sérios ataques a bases militares e a uma linha férrea. Foram ao menos 4 bases aéreas atacadas, inclusive pelo menos uma é parte do sistema estratégico nuclear russo, e alguns bombardeios estratégicos tupolev foram destruídos. A linha férrea teve uma ponte explodida exatamente na hora em que passava um trem de passageiros com civis. 

As bases são a de Olenya no oblaste de Murmansk no Círculo Polar Ártico; Irkutsk na região da Sibéria ao Norte da fronteira com a Mongólia; Belaya no oblast de Irkutsk, próximo a fronteira com a Geórgia, e a base de Ivanovo Severny. A ponte explodida passava por cima da linha férrea, o que causou o acidente. Ela se localiza na região de Bryansk e o ataque já teve confirmadas a morte de 7 pessoas além de 47 pessoas feridas, incluindo 3 crianças, todos hospitalizados. Uma criança de 8 meses foi transferida para Moscou por via aérea. Há notícias também de que a base de submarinos nucleares russos está sob ataque, mas isso não foi confirmado até o momento.

Até agora autoridades russas tinham reconhecido apenas 2 bases aéreas como tendo sido atacadas por forças ucranianas, ainda que haja imagens de todos os ataque circulando nas redes sociais. Os ataques se deram com drones que foram levados até próximo dos alvos por caminhões, e segundo as primeiras informações teriam sido operados com auxílio do sistema starlink (essa informação segue sob investigação). Além disso, segundo autoridades ucranianas, o governo estadunidense havia sido informado do andamento do ataque, e declarações do próprio presidente Trump dão a entender que ele sabia previamente do que estava sendo preparado. 

Dos motoristas dos ao menos 5 caminhões utilizados para perpetrar os ataque se tem notícias de que há ao menos 1 preso, e outro teria sido morto pela população civil revoltada. Em TVs de canais fechados russos já correm programas em que se pede que Putin endureça seu coração e aumente os ataques à Ucrânia. Isso vai no encontro com os sentimentos da população russa, que está revoltada com o acontecido. 

A Rússia já executou um contra-ataque de retaliação que atingiu alvos por toda a Ucrânia, e segundo fontes russas, todos alvos militares. Na minha visão Putin será obrigado a deixar a Operação Militar Especial e entrar efetivamente em guerra. Com isso o atual contra-ataque será apenas um reflexo condicionado, e poderemos esperar ataques muito fortes por toda a Ucrânia nos próximos dias, além de que deveremos aguardar um pronunciamento muito duro contra a NATO e o Ocidente coletivo.