quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

EUA recua no Irã e mostra queda de capacidade

 Pessoal, o Presidente do EUA divulgou um twitter em que informou que não iria mais bombardear o Irã, e num momento que muitos torciam por uma notícia dessas, no fundo ela surpreendeu, e aqui rapidamente entenderemos o porquê disso.

Há meses Trump vinha ameaçando os persas de uma ação bélica com vistas a mudança do regime dos Aiatolás. Algo mais pesado do que o executado na Venezuela. Para isso ele tomou algumas ações.

1- Deslocou tropas e uma enormidade de equipamentos, principalmente maios aéreos de bombardeio, como caças, bombardeiros estratégicos, mísseis de cruzeiro de longo alcance, aviões de carga e reabastecimento aéreo;

2- Enviou as frotas capitania das pelos porta-aviões Roosevelt e Lincoln para o Oriente Médio,

3- Junto com outros países que têm interesse na região, chegou a promover uma tentativa de revolução colorida, mas está falhou,

4- Chegou a anunciar um ataque iminente.

Mas ele recuou e 4 foram os motivos principais.

1- Os países da região pediram para que não houvesse o ataque, negaram o uso de seus espaços aéreos para isso e também ajuda para a defesa das bases estadunidenses da região. Entre esses países estão Turquia, Arábia Saudita e até Israel. Russos e Chineses também interferiram decisivamente,

2- O Irã bloqueou os sinais usados pelo sistema Starlink, impedindo o prosseguimento das manifestações e deve ter interferido em outros sistemas que fazem uso de sinais eletrônicos também,

3- A reação de alguns países que aos poucos percebem que as ações estadunidenses visam o bem exclusivamente de suas próprias elites.

4- A possibilidade de um conflito na Groelândia.

A verdade é que o cobertor bélico comandado pela Casa Branca está cada vez mais curto. Não há recursos financeiros, humanos, e apesar de ainda terem muito equipamento, este está defasado além de ser muito caro. O aumento de orçamento para USD 1,5 trilhão não garante a inversão dessa situação nem a médio prazo, muito menos no curto. E quanto mais eles têm tomado essas ações desastrosas, mais o mundo se vira contra eles. A queda tem sido mais rápida do que o previsto, mas ela será mais dolorosa também, e para todos. Mas isso não garante que o Irã esteja seguro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Mais conflitos no horizonte

Pessoal, estive meio ausente nos últimos dias porque os conflitos não estão tão intensos no momento, mas as forças ainda que sigam atuando, estão mais devagar um pouco, estão se reposicionando, se reorientando, após os últimos pesados desenvolvimentos. A extração de Maduro na Venezuela; o ato de pirataria contra petroleiros, que culminou com o apresamento do petroleiro russo; o cancelamento das negociações pelo Kremlin, e o uso de um Oreshnik que destruiu instalações estadunidenses e o maior depósito de gás na Ucrânia; e as declarações estadunidenses de que tomarão posse da Groelândia de uma forma ou outra, mesmo contra a vontade de seus habitantes deram motivos a essa diminuição do ritmo. 
Mesmo assim as coisas não estão paradas. Os líderes dos principais países europeus deram declarações dúbias sobre a Groelândia, que oscilam entre tentar apaziguar o EUA e a garantir que defenderão o território dinamarquês com armas. Também deram declarações que oscilam entre iniciar conversas com vistas ao fim das hostilidades e à normalização das relações com os russos (é aqui que esse acordo ridículo que Lula defende entre o Mercosul e a UE começa a ficar perigoso ao Brasil).

Do outro lado as coisas também não estão paradas. O Coronel Larry Wilkerson divulgou que os russos já apreenderam ao menos 12 navios mercantes estadunidenses no Mar Negro, todos levando armas e suprimentos à Ucrânia. Os russos também estão agindo fortemente no âmbito diplomático e comercial contra os norte-americanos, tendo inclusive imposto algumas sanções a eles, incluindo a exportação de combustível para as usinas nucleares do EUA, e do qual eles são totalmente dependentes.

Os chineses também subiram bastante o tom de suas ações nos âmbitos diplomático, comercial e jurídico. Além de terem ameaçado diretamente ao EUA em caso de interferência com os investimentos chineses na Venezuela.

No Irã irrompeu uma série de manifestações populares. As notícias são desencontradas, ainda que todas concordem que há insatisfação popular com problemas econômicos que têm afetado a população. Entre as fakenews de que o governo iraniano já teria cometido um genocídio na casa de dezenas de milhares, até a disputa de narrativa entre se as manifestações pedirem providências do governo ou se pedem cambio de regime, passando pela presença de agentes infiltrados e o uso de redes sociais Ocidentais para incitar a população aos protestos, e ao regime iraniano se defendendo de mais esse ataque, o fato é que não está longe o 2º confronto entre o Ocidente, representado principalmente pelo Estado israelense, e o Irã. E dessa vez o confronto promete ser mais violento, e pode começar pelo Irã, porque há conversas entre a liderança persa para fazerem um ataque preventivo. Como eu já disse, um novo conflito ali atingirá fortemente a China, mas poderá ser fatal aos europeus, e esse pode ser um dos motivos de estarem mudando o discurso quanto aos russos 

Por mais que pareça ter diminuído o ruído entre Ocidente e Sul Global, a verdade é que as forças dos dois lados estão se reposicionando, e podemos esperar novos confrontos armados, e ainda mais violentos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Putin interrope negociações com EUA

Pessoal, um desenvolvimento no conflito no Leste Europeu indica não apenas o prolongamento das hostilidades, mas também a perda de paciência por parte dos russos em negociações absolutamente infrutíferas e que nitidamente buscavam apenas tentar impor uma derrota a quem está vencendo. Sim, após reunião com seu Conselho de Segurança, o líder russo decretou o fim das negociações. Três são os motivos principais para isso:

1- A tentativa insistente do Ocidente em usar fundos russos congelados para a reconstrução da Ucrânia.

2- A tentativa insistente de impor um cessar-fogo, mesmo que disfarçado, para que a Ucrânia seja rearmada e treinada para o retorno do conflito.

3- A tentativa mal disfarçada de incluir a Ucrânia na OTAN, através de uma garantia de segurança inspirada no art. 5 da organização militar.

Outro ponto, e que não foi mencionado até o momento para a decisão, é que o EUA, que sob a liderança trumpista tenta posar de neutro e parte não beligerante no conflito, não apenas participa ativamente nas ações, com o fornecimento de armas, logística, estratégia e inteligência, como foi o mentor e maior instigador das hostilidades no Leste Europeu.

Além do fim das negociações, Putin também usará o exclave de Kaliningrado para posicionar armas nucleares, provavelmente em Oreshniks, que ameaçarão a Europa ainda mais de perto.

Mas isso não quer dizer que não se chegue a um acordo negociado para o conflito, e basta que os Ocidentais cheguem com uma proposta que contemple plenamente as condições mínimas russas. Só que isso ainda está um pouco longe de acontecer, afinal, é até o último ucraniano.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Maduro extraído. O Imperio contra-ataca?

Pessoal, a extração de Maduro, que nada mais é do que um sequestro, orquestrada e executada pelos EUA na noite do dia 2 de janeiro levou o mundo a um novo nível de estresse. Se os pactos, chamados se "legislação internacional", já vinham sendo sistematicamente ignorados, a ação absurdamente sem regras internacionalmente aceitas acabou de vez com qualquer esperança de uma normalização nas relações entre Estados que pudesse ser esperada no curto prazo, e isso já repercute não apenas na Venezuela, mas também em outras regiões tensas e conflagradas do Globo. Falaremos disso em outra oportunidade, e agora mostraremos as inconsistências dos atos na Venezuela. 

1- Um país que está há meses em estado de alerta máximo, esperando uma invasão, ou uma ação do tipo executada a qualquer momento foi pego desprevenido e não esboçou nenhuma resistência.

2- O país talvez não resistisse a longa e forte pressão estadunidense de invasão, mas tinha totais condições de rechaçar e prender boa parte das tropas usadas na ação do dia 2 de janeiro e causar sérios danos aos que escapassem.

3 - As falhas apontadas nos 2 primeiros pontos indicam traição interna, ou acordo de cúpula. Militares estão envolvidos, a questão é saber quem mais está?

4 - A reação já começou. Delcy Rodríguez, Vicepresidente de Maduro, assumiu o poder com apoio da Corte Constitucional. Seguramente tem apoio de boa parte das FFAA, e também da população.

5 - Delcy Rodríguez acionou uma série de dispositivos pré-arranjados, e que garantem sua administração, driblam o dólar, impedem a extração de petróleo sem o consentimento de técnicos venezuelanos, além de acionar os 4,5 milhões de milicianos que defenderão a soberania do país.

Com este quadro, antes de tudo precisarmos aguardar para ver até que ponto a estrutura venezuelana governista está comprometida. Parte dos militares está, mas quem mais?

De cara podemos dizer que Trump terá muita dificuldade de implantar seu governo fantoche em Caracas, se é que conseguirá. A Venezuela não é a Síria, Líbia, ou outro país fragmentado. A cisão entre povo e classe dominante não é cisão suficiente para garantir um controle do país, mesmo com apoio bélico estrangeiro.

A tendência é que os Venezuelanos consigam retomar o controle total do país, mas não dá para descartar um aumento nas tensões, ou mesmo uma guerra civil, que poderá acabar de vez com o governo Trump, e com qualquer aumento de popularidade que sua ação circense possa parecer ter dado.

Como eu disse, China, Rússia e Irã não podem deixar a Venezuela cair. Eles já deram ajuda e condições para impedir uma ação como a orquestrada, mas não podem impedir uma traição ou acordo que impeça o uso das facilidades de defesa fornecidas. Eles seguirão apoiando o novo governo venezuelano, já o fizeram fortemente em duras ações e declarações diplomáticas, e voltarão a apoiar a resistência que se forme, inclusive belicamente. Como os próprios Ocidentais fazem na Ucrânia ou Taiwan.

A ação da Secretaria da Guerra de Trump foi espetaculosa, foi midiática, foi ao estilo Hollywoodiano. Momentaneamente ela pode dar fôlego a seu contestado governo, mas de nenhuma forma ela parece ser definitiva, e ainda pode se voltar contra o próprio Trump, caso a pior possibilidade de longo confronto com participação estadunidense se concretize. Uma derrota de suas intenções nos ricos campos de petróleo da Venezuela, e/ou a chegada de sacos pretos com soldados caídos podem colocar o prestígio que lhe resta na sarjeta da política de Washington. Até porque tradicionais aliados do EUA, como Reino Unido, Alemanha e França, já se posicionaram contra as ações do Gigante das Américas. Isso sem falar do chamado Sul Global 

E a Venezuela? 

Ela é o proxi, o peão da História. Ela pode acelerar muito a queda do Império, mas não pode revertê-la.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Olha 2026 na nossa cara.

FELIZ ANO NOVO!

2026 está aí, na nossa porta, batendo pra entrar. Que ele chegue trazendo a Todos saúde, paz, amor, alegria, realizações e sucesso. Um Feliz 2026!

FELIZ ANO NOVO!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Como eu disse, reposicionamento das peças no xadrez global

Pessoal, a guerra comercial não acabou, mas ela está mudando a posição dos contendores. Sim, o EUA segue atacando navios mercantes, e agora não se restringe mais aos navios de bandeiras de países mais fracos. Na última semana perseguiu um petroleiro russo, e apreendeu um chinês. 

A ação provocou forte reação chinesa, que chamou o encarregado de negócios estadunidense em Pequim a se explicar sobre tais ações junto às autoridades diplomáticas chinesas, um forte protesto junto ao Secretário Geral da ONU, a publicação de documentos que comprovam a legalidade da compra de petróleo venezuelano, e o corte de fornecimento de terras raras a duas empresas estadunidenses. 

No dia seguinte o Irã apreendeu mais um petroleiro no Golfo Pérsico, talvez mais uma retaliação. 

Por sua vez o EUA voltou a anunciar a entrega de armas a Taiwan, no valor de USD 11,1 bi. A reação chinesa voltou a ser forte, anunciando sanções financeiras e econômicas a 20 empresas e a 10 executivos, todos do setor bélico estadunidense. Mas a principal sanção foi a proibição de venda de terras raras a essas empresas e a suas coligadas. Como eu já disse, sem terras raras não há indústria bélica de ponta hoje em dia.

Os estadunidenses também bombardearam regiões da Nigéria. A superpotência americana parece estar mudando de estratégia. Se antes tentava confrontar diretamente a China em sua vizinhança, com frotas e ações diretas de provocação, parece ter entendido que não teria nenhuma chance de vitória nesta região. Mesmo com gastos militares próximos de USD 1 trilhão, a defasagem de sua frota e a dificuldade de logística para reabastecimento e reparos levaram a essa conclusão. 

Com isso passou a usar seus proxis, principalmente o Japão, para suas provocações, e a tentar atrair China e Rússia a um confronto próximo da própria casa, onde suas debilidades seriam compensadas pela grande infraestrutura que têm na região. 

A isca perfeita é a Venezuela. Tendo acordos com China, Rússia e Irã, esses países não podem permitir a queda do regime do país caribenho, sob pena de verem suas propostas de mudança mundial serem repensadas pelos países que vêm aderindo ao BRICS e/ou suas reestruturações. Acima de tudo, a nova ordem precisa ser capaz de proteger seus aderentes, seja onde for. Uma queda venezuelana colocará principalmente o Irã em xeque direto novamente. Tendo recursos energéticos garantidos, os estadunidenses não precisarão se preocupar com o caos no fornecimento do Oriente Médio em virtude de um ataque ao Irã. 

Mas o eixo euro-asiático tem condições de reverter a vantagem geográfica estadunidense no Caribe, só que para isso é preciso transferir suas armas mais avançadas para a Venezuela. 

Mais que garantir hegemonia onde os estadunidenses consideram seu quintal, o que o EUA quer é tentar inverter a vantagem que o outro lado tem. Resta saber se os eurasianos estarão dispostos a isso, ou seja, entrar na armadilha, ou se voltarão a ser estratégicos? 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Mais Um Natal Juntos

FELIZ NATAL A TODOS!

Mais um Natal que passamos juntos! Que neste Natal todos tenham um momento de Paz e Amor com aqueles que lhe são queridos e importantes. 

FELIZ NATAL A TODOS!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Agricultores europeus emparedam governos

Pessoal, esta semana a coisa ficou feia na Europa. Aproximando-se a assinatura do acordo de livre comércio MERCOSUL-UE, as ruas de Paris, Londres, Bruxelas, entre outras grandes cidades europeias, foram tomadas por milhares de agricultores que protestaram de forma, digamos, muito enfática contra o acordo. Os manifestantes confrontaram a polícia, houve prisões, alguns feridos, muita sujeira, centenas de tratores e outras máquinas pelas ruas, e uma "feira grátis", já que foram levados vegetais e fezes de animais para serem atirados na polícia. 
Apesar disso os protestos parecem ter surtido algum efeito, porque alguns líderes europeus se manifestaram contra a assinatura de tal acordo, entre eles o Presidente francês, Emmanuel Macron, que mudou mais uma vez de posição e passou novamente a rejeitar o acordo de Livre Comércio entre os dois blocos econômicos. 
A não assinatura é até bom para o Brasil, já que o Acordo privilegia exportações primárias do MERCOSUL, e de manufaturados da UE. Mas a verdade é que a indústria europeia não está em crise por falta de mercado, mas por serios problemas de insumos industriais, entre eles o custo da energia e o próprio acesso a matérias primas. Mesmo que se assinasse tal Acordo, no momento não teríamos grandes problemas com isso. 
Já o Brasil tem acesso a todos os insumos industriais baratos, e não se industrializa porque faz a estúpida opção de reprimarizar sua economia. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Ataques ao Comércio Mundial Podem Acirrar os Conflitos

Pessoal, há uma situação que vem se tornando cada vez mais comum nesse mundo conturbado: a tentativa de interromper o comércio aos países considerados hostis. 

Isso começou alguns anos atrás, quando o EUA pressionou e conseguiu a detenção de um petroleiro iraniano em Gibraltar. Após os iranianos terem apreendido um petroleiro britânico o barco iraniano foi liberado e o britânico também. Alguns anos depois a pressão foi na Grécia, que ainda roubou a carga do navio. O Irã deu o troco num navio americano. Na atual crise de Gaza os Houthis fecharam o Mar Vermelho ao trânsito de navios do chamado Ocidente Coletivo, ou com destino a alguns países e a Israel. A pressão militar estadunidense não surtiu efeito, e vários cargueiros foram avariados, ao menos 2 foram afundados. Pouco depois os países da OTAN passaram a tentar impedir a exportação de petróleo russo, e o trânsito de petroleiros ligados aos russos por águas próximas a seus países, mesmo que fossem águas internacionais ou protegidas por tratados de navegação. Houve incidentes no Báltico, e no Mediterrâneo os franceses chegaram a abordar um petroleiro e prender alguns Oficiais. 

Na semana passada houve ataques Ocidentais no Mar Negro a petroleiros ligados aos russos, e por último o EUA apreendeu um petroleiro iraniano em águas territoriais venezuelanas. As respostas vieram rápidas, com os russos bombardeando cargueiros Ocidentais no Porto de Odessa e decretando o fechamento do porto e promovendo o cerco à cidade. No Irã um petroleiro com diesel destinado ao EUA foi apreendido. 

O perigo é que tais ataques ao comércio mundial vêm crescendo, e o comércio é o sangue que mantém a economia dos países funcionando, ainda mais em uma era "globalizada". Se pensarmos que um dos principais motivos do ataque japonês a Pearl Harbour foi o boicote estadunidense ao fornecimento de petróleo ao País do Sol Nascente, aí começamos a ver os riscos envolvidos no acirramento desses ataques ao comércio. O mundo com certeza já mudou, mas ele pode mudar mais e pior se essas ações de pirataria não cessarem. E sim, isso é pirataria.


  

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Os conflitos seguem, mesmo com mudanças mínimas

Pessoal, rápido giro pelo mundo. Na Venezuela Trump e Maduro conversaram em chamada telefônica. Nada ficou resolvido, e Trump decretou o fechamento do espaço aéreo venezuelano. Isso não está sendo respeitado e cias. aéreas mantêm rotas internacionais e domésticas em operação. Os russos enviaram seu embaixador de volta a Caracas, e ele chegou informando que as rotas aéreas seguirão abertas entre os países, condenando a pressão estadunidense sobre o país sulamericano, e garantindo o apoio russo. Os chineses também condenaram as ações do EUA e garantiram apoio a Caracas. 

No Oriente Médio os israelenses desrespeitam o cessar-fogo, e seguem com bombardeios à Gaza, Líbano, e até à Síria. Aos poucos o novo governo sírio começa a entender que seu antigo patrocinador não era seu aliado, e apenas o usou para minar o chamado eixo da resistência e retirar um obstáculo de seu caminho de conquista da região. 

Por último a Ucrânia, onde os russos seguem avançando, os ucranianos perdem capacidade de defesa e reorganização de suas forças, e o próprio Presidente Putin disse que não há acordo de paz sem que as reivindicações básicas da Rússia sejam atendidas na totalidade. Mesmo que tenha havido longa reunião entre os russos e o enviado de Trump no Kremlin sobre o tema Ucrânia.

Nenhum grande movimento geopolítico nos últimos dias, Nenhum grande movimento essa semana, mas as forças seguem se reposicionando e/ou reforçando posições. Mas algumas mudanças têm possibilidade de ocorrer nas próximas semanas, talvez dias.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

A paz na Ucrânia ainda precisa de ajustes

Pessoal, Donald Trump aprovou e o EUA enviou uma proposta de paz para a Ucrânia com 28 pontos e mais um monte de anexos. A princípio o plano já foi recusado pelos ucranianos e por seus aliados da União Europeia. Pela parte russa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, disse que oficialmente os russos não receberam nada, mas que, de acordo com as informações que têm, é um bom início de conversa, mas inaceitável nos termos atuais. 

É bom lembrar duas coisas: 
1 - Apesar da propaganda Ocidental, os russos estão vencendo e seguem conquistando território e debilitando as forças ucranianas, que já não conseguem repor as baixas e nem treinar os novos recrutas. 
2 - Na primavera de 2022, tanto russos quanto ucranianos tinham conseguido termos muito melhores do que os atualmente oferecidos. 

O analista geopolítico Andrei Martyanov foi certeiro ao dizer que essa é apenas mais uma tentativa de congelar o conflito na linha de contato. Isso daria tempo de a OTAN rearmar e treinar o exército ucraniano para o retorno do confronto no futuro. 600000 homens seria o maior exército europeu com sobras, à exceção da Rússia. 

Como eu já disse, os russos não vão aceitar um Minsk 3, ou outra enrolação, e querem resolver de vez o que consideram o problema. Não aceitarão nenhum acordo que não contemple totalmente suas reivindicações mínimas, ainda mais depois de tanto sangue derramado. Na primavera de 22 os ucranianos tinham aceitado reduzir seu exército a 80000 homens. Dá para entender porquê não aceitarão tais termos. 

Como Zakgarova disse, é um início para conversar. Como eu já disse, ao menos agora se conversa.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Manifestação mexicana não é Revolução Colorida

Pessoal, a coisa não está boa no México! No último sábado, 15 de novembro, fortes protestos abalaram a presidência de Cláudia Sheimbaum, a primeira mulher presidente da nação latino americana. Foram muitos milhares de pessoas, maioritariamente da geração Z, que se aglomeraram em frente ao palácio presidencial, entraram em confronto com a polícia, e chegaram a tentar invadir o palácio. A violência ocorreu dos dois lados, mas Sheimbaum segue no cargo. O motivo dos protestos é a violência e o controle de amplas áreas do Estado mexicano por parte de gangues de narcotraficantes. Como em todos os lugares onde isso ocorre, a violência e a retirada de direitos de cidadania se espalham por essas áreas controladas pelas facções, e os protestos se dão pela inação do Estado no combate às facções e retomada do controle de território pelo Estado, algo que a própria Sheimbaum já havia dito que faria, mas pouco fez para isso até o momento. Como sempre as redes sociais foram utilizadas para incentivar os protestos, e num momento em que Trump abre guerra à América Latina com a desculpa do tráfico de drogas, e tenta a todo custo marcar dominância sobre o amplo continente americano, há fortes suspeitas de interferência dos EUA nesses protestos. Mas ainda que tenhamos essa interferência, o governo mexicano não está isento de responsabilidade, porque como muitos outros governos da região, é leniente com o problema, e a população percebe a ligação de muitos políticos com os grupos criminosos. Um incentivo externo não chega a caracterizar uma revolução colorida. Sheimbaum, com isso, está entre a cruz e a espada, porque uma onda de protestos dessa intensidade pode terminar seu governo mais cedo, ou impedir uma continuação, enquanto ações mais enérgicas contra as gangues pode criar outras tensões políticas. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Caso Epstein volta a assombrar Trump

Pessoal, enquanto os russos seguem avançando no Leste europeu e estendendo seus tentáculos por outras partes do mundo junto com a China, enquanto os estadunidenses tentam arranjar uma desculpa plausível para atacar a Venezuela e Irã, Trump vê sua situação se deteriorar ainda mais internamente. 

Na quinta-feira, dia 13, circularam emails vazados de Epstein, aquele do caso Epstein, que envolve uma ilha e políticos, empresários e artistas de grande influência e poder. Esses emails se referem ao Presidente do EUA, Donald Trump, e algumas ligações com Jeffrey Epstein. Isso mais uma vez encurrala Trump, que havia negado contatos com Epstein, ou participação em suas atividades. Pois é, os emails derrubam o não contato entre eles, e por analogia as participações nessas atividades. 

Com isso Trump passou a redobrar esforços para que se retire o projeto de lei que corre no Congresso estadunidense para que os arquivos Epstein sejam liberados. 

Como eu já disse, a situação não está nada favorável a Trump, mas tudo isso pode ser revertido, a depender das articulações das forças que se antagonizam na classe dominante estadunidense.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Trump entre o Olimpo e o Submundo

Pessoal, enquanto Donald Trump busca uma mudança de regime na Venezuela com uso de pressão militar e possível intervenção bélica direta, internamente a posição trumpista faz água por todos os lados. Isso se deve porque o orçamento estadunidense para o ano já foi totalmente consumido. Com isso milhões de funcionários públicos federais estão há mais de 40 dias sem receber seus salários, e vários serviços públicos essenciais estão paralisados. 

Num país onde a grande maioria da população vive de salário em salário, sem reservas financeiras para eventualidades, os funcionários já faltam ao trabalho por falta de recursos para se deslocarem às repartições. Para se ter ideia, mais de 800 voos têm sido cancelados diariamente por falta de controladores, e mesmo as trilionárias Forças Armadas estão sem salários e até sem comida, e isso por todo o Globo. Civis e Militares têm sido aconselhados a buscar alimentação em postos de auxílio social, e o governo alemão irá dispor 40 milhões de euros mensais para pagar os salários dos funcionários civis das forças estadunidenses estacionadas no pais europeu, para posterior ressarcimento quando a situação for resolvida na América. 

Enquanto um Senado de maioria do partido de Trump se debate para autorizar um aumento do orçamento estadunidense, Trump vê sua popularidade despencar e chegar a 69% de rejeição, sofre derrota eleitoral importante em Nova Yorque, e patina em vários cenários internacionais, inclusive na Venezuela, onde o porta-aviões Harry Truman chegou, mas também chegaram navios de guerra russos, complicando uma já enrolada situação. Tudo isso corrobora a previsão de uma derrota acachapante nas mid terms do próximo ano, e o controle do Congresso pelos democratas. 

Os estadunidenses não gostam muito da solução do impeachment presidencial, mas devido às ações mal pensadas, e ainda mais mal executadas por seu governo nesses primeiros meses, não descarto que apliquem esta solução, ainda mais se os democratas tiverem um controle suficiente para isso no Congresso. Mas há o reverso, e se Trump, contra todas as possibilidades, ganhar, então ele virará um herói. A aposta é alta, e o prêmio é o Olimpo, mas a punição é o Submundo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Venezuela sob ameaça imiinente

Pessoal, tem algumas semanas o EUA começou a juntar tropas na região do Caribe. No início foram alguns destróieres e fragatas, depois começaram a levar tropas terrestres e aviões para bases em Porto Rico, e agora já deslocam um porta-aviões, que deve chegar na região nos próximos dias. Nesse tempo começaram a divulgar informações de envolvimento do governo venezuelano no tráfico internacional de drogas sem nenhuma prova, e já explodiram alguns barcos de pesca matando dezenas de pescadores, tudo sob essa mesma alegação sem provas de tráfico. Paralelamente temos figuras importantes do governo estadunidense como Marco Rubio, Pete Hegseth e o próprio Donald Trump têm feito declarações sobre a participação do governo venezuelano no tráfico internacional de drogas e a necessidade de mudança no governo da Venezuela com a deposição de Nicolás Maduro. 

O New York Times, tido por muitos como porta-voz da CiA, fez uma reportagem em que diz que os estadunidenses estudam 3 opções

1- Atacar bases militares venezuelanas para minar o apoio das FFAA a Maduro, levando a um golpe de estado;

2- Infiltrar comandos de elite dos fuzileiros com o propósito de prender ou matar Maduro, provocando a queda do regime;

3- Infiltrar forças antiterroristas, que tomariam aeroportos, oleodutos e instalações críticas, provocando a queda do regime por revolta da população.

China e Rússia já deixaram claro que não aceitarão ataques estadunidenses à Venezuela, e enviam armas e pessoal para auxiliar Maduro. 

Os russos principalmente, já que há notícias de terem enviado mísseis antinavio modernos e há notícias de homens do antigo grupo Wagner treinando cerca de 4 milhões de milicianos para resistirem aos estadunidenses, fora outros equipamentos que os venezuelanos já possuíam e que são de ponta. 

Entre uma vitória muito difícil e uma derrota vexatória tudo pode acontecer a Trump. Seja como for o gigante do norte mostra que não aprendeu nada com suas pequenas vitórias táticas e grandes derrotas estratégicas. Uma vez escorpião sempre escorpião 🦂.

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Movimentos mostram conflito se definindo no Leste europeu

Pessoal, no início da semana a Rússia anunciou que havia cercado 31 batalhões Ucrânianos em Kupiansks e Pokrovsk. Na ocasião Putin chamou os militares ucranianos à rendição e ofereceu clemência. Segundo o Presidente russo o tratamento digno a prisioneiros de guerra é uma tradição russa. 

Se levamos em conta que um batalhão costuma ter em torno de 1000 homens, então temos pelo menos uns 30 mil ucranianos cercados na região. Mesmo assim algumas fontes falam em cerca de 11000 homens cercados. Se isso for verdade, apenas fica ainda mais evidente a degradação das forças ucranianas. De qualquer forma, a perda desses homens seria um desastre para o exército ucraniano, que vem apresentando muita dificuldade em repor as baixas que sofre. 

E se as altas esferas executivas não conseguem avançar num acordo, a congressista estadunidense Anna Paulina Luna se encontrou com Dimitriev, o chefe executivo do fundo russo de investimento. Na pauta foram alinhavadas futuras conversas entre representantes do Congresso estadunidense e da Duma russa. A ideia é criar outros canais de diálogo e aproximar as duas superpotências através de conversas e negociações. 

Como eu já disse antes, o conflito ainda demora um pouco a acabar, mesmo que seja muito difícil para os ucranianos impedirem uma derrota, que como se viu no início do texto, é cada vez mais iminente. 

Ao mesmo tempo vemos setores das sociedades russa e estadunidense mostrando que querem uma normalização nas relações, e que estão dispostas a agirem diretamente nesse sentido, mesmo que as ações erráticas de Trump mostrem que há grandes antagonismos nos interesses do EUA. 

Quando essas forças se alinharem, caberá aos europeus a adesão negociada ao acordo feito, ou partirem definitivamente para o suicídio social e econômico que eles têm levado a cabo nos últimos anos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

falta de solidez e seriedade na ações de Trump minam seu mandato

Pessoal, depois de uns poucos dias de férias voltamos a comentar alguns desenvolvimentos da geopolítica mundial, e hoje todos em torno de Donald Trump. O Presidente estadunidense segue em sua jornada de realizar acordos de falsa paz entre nações, porque nada disso é sólido, enquanto busca oportunidades de negócios. 

Em Gaza a paz real nunca esteve presente, com Israel bombardeando diariamente regiões da Faixa, e agora os combates voltam a se acirrar e o boicote aos palestinos volta a causar fome. 

A nova reunião que buscava com Putin, com Zelensky tentando participar, mais uma vez não tinha a intenção de acatar as demandas russas (e causadoras do conflito), mesmo que a guerra esteja praticamente perdida. Tudo isso ao mesmo tempo em que cerca Venezuela, Irã, possivelmente também Cuba, e parece pretender atacar esses países diretamente. Enquanto isso segue atacando a oposição interna, e alguns milhões de estadunidenses tomaram as ruas das principais cidades do EUA em protesto. Trump ao invés de dar atenção a seus concidadãos, tripudiou dos mesmos, colocando um meme gerado por IA em que atirava fezes à população que protestava. 

O homem que assumiu com promessa de recolocar o EUA na liderança do mundo e promover a paz, no fundo está causando enorme confusão pelo planeta, não resolve nenhum dos conflitos, sejam internos, sejam externos, afunda o próprio país em divisão profunda e caos econômico, e vê sua popularidade desabar. O cancelamento da reunião com Putin, programada para a Hungria (embora nenhum dos governos confirmasse), diz muito de sua conduta externa, assim como o afastamento de muitos apoiadores não fanáticos e a revolta de seu povo dizem sobre a interna. 

É difícil que esse quadro mude no pouco tempo que resta até a eleição de meio de mandato. Difícil ele não perder a maioria republicana do Congresso com esse quadro. Mesmo essa maioria já não era sólida, e posicionamentos de republicanos contra o Presidente ao longo desse primeiro ano de mandato mostram isso, agora imaginem com uma maioria democrata? Um ex-Presidente à vista, e isso no meio do mandato.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Paz em Gaza deve ser de curto prazo

Pessoal, no fim de semana de 3 e 4 de outubro tivemos muitas manifestações contra o massacre que acontece na Faixa de Gaza. Foram milhões de pessoas nas ruas. Só em Amsterdam foram cerca de 250000 pessoas protestando, ou 25% da população. Mas os protestos não foram limitados aos Países Baixos. Na Itália centenas de milhares de pessoas também tomaram as ruas, em Bruxelas, no Reino Unido, Espanha, além de outros países europeus. E até no EUA tivemos manifestações, além de vários países do Sul Global, como Brasil, Colômbia e vários países africanos e asiáticos. 

Talvez este tenha sido um dos motivos para o Presidente estadunidense ter pressionado o PM israelense para chegar a um acordo de paz em Gaza. Um motivo, porque temos outros, entre eles o fato de terem falhado pateticamente em decaptar outras lideranças palestinas, ou o fato de estarem num atoleiro há 2 anos, em que já perderam alguns milhares de soldados, equipamentos, liberaram apenas 2 reféns em ações bélicas, mas não estão nem perto de acabarem com os grupos de resistência, ou com seus túneis, e nem foram capazes de encerrarem as linhas de abastecimento deles, tudo isso à custa de mais de 100000 civis mortos em Gaza, seja por bombardeios, assassinatos frios, ou pela fome, e esse quadro apenas demonstra o fracasso. 

Mas apesar dos acordos que já começaram a ser assinados, Israel parece não os estar cumprindo, e há várias denúncias de bombardeios sobre as regiões de Gaza. A tendência é que Trump falhe mais uma vez em impor uma paz, e de forma gritante, porque impõe um cessar-fogo, mas não move um músculo no sentido de resolver os motivos que deram início ao conflito. O problema é que sem a solução das reais divergências, não dá para esperar paz verdadeira, muito menos duradoura. Isso se expressa na continuação dos bombardeios. Paz não é um pedaço de papel assinado, é uma realidade vivida por povos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Trump volta a se incompatibilizar com militares da ativa

Pessoal, no início da semana, Pete Hegseth, o Secretário da Guerra estadunidense reuniu cerca de 800 Oficiais Generais do país norte-americano. Num discurso mais midiático que efetivo, o chefe das Forças Armadas estadunidenses praticamente declarou guerra ao mundo. Mas no fundo foi um discurso muito mais voltado para o público interno e para países com pouca capacidade defensiva. 

Sim, Hegseth falou de fim da diplomacia, do uso da força, de tomar o que quiserem, mas no fundo decretou o fim de algumas das chamadas políticas “woke”. Nas palavras do Secretário da Guerra, os líderes políticos tolos e imprudentes definiram o rumo errado e perdemo-nos. Tornamo-nos o Departamento Woke. Mas acabou”... “Chega de caras de vestido. Chega de adoração às mudanças climáticas ou ilusões de gênero. Essa bobagem acabou.” Nada de generais gordos, ou barba, ameaçou de perda de pensão e demissão aos que não se adaptem – algo que o governo Trump já andou fazendo - e inclusive afirmou que é foco total na guerra – preparação para a guerra e preparação para vencer. 

Apesar do corte divulgado, após o evento alguns generais do mais alto escalão disseram que gastaram tempo e dinheiro dos contribuintes para “ouvir Hegseth dizer que não gosta de homens de vestido”, ou que foi mais uma conferência de imprensa do que uma instrução efetivamente, e que tudo poderia ter sido resolvido por e-mail. Alguns chegaram mesmo a dizer que foi uma reunião idiota. 

Parece que Trump, mais uma vez, tenta utilizar as forças armadas para assumir o poder internamente no país. Para quem não lembra, uma das acusações que pesava sobre ele foi a tentativa de mobilizar as forças armadas do EUA a apoiarem um golpe de estado em janeiro de 2021. Com a intervenção em várias cidades importantes governadas por democratas, e algumas investidas como essa logo no início de seu governo, parece que ele tenta mobilizar as forças armadas com mais antecedência dessa vez. A dúvida é se irá conseguir, mas pelas declarações de alguns desses generais, não parece.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Indústria brasileira em crise

Pessoal, há muitos meses atrás, certamente mais de um ano, fiz uma crítica ao pífio programa de reindustrialização do, também pífio, Governo Lula III. O tal plano de reindustrialização era uma farsa, como é farsa praticamente tudo o que esse governo faz.

Sim, praticamente tudo, porque as ações em prol do rentismo parasitário e do mercado financeiro seguem firmes e fortes, assim como o desmonte do Estado brasileiro.

Da mesma forma, se escancaram as distorções em dados devido a mudanças em metodologia de coleta e tratamento dos mesmos. Num momento em que se alardeia menor desemprego, maior massa salarial, etc, era para termos investimentos no setor industrial, mas ao contrário, temos um desempenho pífio do setor.

Desempenho da indústria brasileira em agosto é o pior em 10 anos

O resultado destoa da tendência histórica de expansão durante o mês, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
Por Camila Pati



Setor produtivo teve queda considerável da atividade em um mês (José Paulo Lacerda/CNI/Divulgação) 

Para a indústria brasileira, o desempenho de agosto foi o pior desde 2015, segundo a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira, 18. O resultado foge à tendência histórica de expansão durante o mês. 

De acordo com o levantamento, o índice de evolução da produção caiu para 47,2 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos que separa crescimento de diminuição. Esse foi o resultado mais baixo para para o mês em dez anos, desde que o indicador marcou 42,7 pontos em 2015.  

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