terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Desemprego é perigo no horizonte

Embarcações brasileiras abandonadas
(Foto da internet)

Já vimos denunciando esta possibilidade há algum tempo, e não iremos nos calar enquanto as políticas que desvirtuam a relação equilibrada e saudável entre capital/trabalho na Marinha Mercante não sejam revistas. É cada vez mais clara a possibilidade de desemprego no setor marítimo, devido aos erros de previsão de demanda por Oficiais Mercantes, e que foram patrocinados pela armação.

Já vivemos essa situação nos anos na última década do século passado, e podemos dizer que ela só beneficia uns poucos brasileiros, e muitos estrangeiros. Na verdade tal situação não beneficia o país, ou tampouco sua população, mas tão somente empresas armadoras, em sua grande maioria estrangeira, e que nos últimos anos vem garantindo grandes lucros em nosso país.

A Petrobras como empresa brasileira, e de capital majoritariamente estatal, deveria dar o exemplo e impulsionar a produção nacional, incentivar a criação de empregos que exijam treinamento e alta capacidade para brasileiros, enfim, colaborar decisivamente com o crescimento econômico do país, e não apenas ser uma mera extratora de petróleo, criando bons empregos e grandes lucros em operações correlatas para empresas estrangeiras, e enviar boa parte da produção ao exterior. Isso sem contar a enorme quantidade de postos de trabalho no país, que têm sido ocupados por cidadãos estrangeiros, muitas vezes desempregando brasileiros.

A empresa vinha num rumo condizente a uma agente governamental de progresso, mas nos últimos anos retomou a conduta pautada simplesmente nos lucros superficiais e momentâneos apontados em planilhas
.
Lamentável, mas ainda não é irreversível. Pode e deve, a maior empresa brasileira, rever suas últimas decisões.

 Monitor Mercantil– Artigo - 03/10/2013
 Marítimos alertam para a volta do desemprego
 Por Sergio Barreto Motta
Nos últimos anos, houve alertas de que ocorreria falta de marítimos, diante do aumento da frota da Transpetro e das encomendas de barcos de apoio a plataformas de petróleo. Com isso, a Marinha do Brasil elevou a formação de pessoal e, hoje, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Marinha Mercante (Sindmar), Severino Almeida, teme exatamente o contrário: falta de navios e excesso de oficiais de marinha mercante. Afirma Almeida – que também preside a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte – que os dois programas de renovação da frota da Transpetro estão em ritmo menos acelerado; que a construção de barcos de apoio ficou abaixo das previsões; e que o programa EBN, da Petrobras, foi deixado de lado.
 Explica que, pelo cronograma oficial, a Transpetro deveria receber 20 navios até o segundo semestre de 2014, mas o total deve ficar restrito à metade, ou seja, com incorporação de apenas dez unidades. Sobre o projeto EBN, pelo qual a Petrobras estimularia privados a construírem 39 navios, não foi adiante e jamais foi dada qualquer explicação formal sobre o encerramento ou adiamento do plano. Além disso, revela Almeida que a Petrobras está apoiando aluguel de navios estrangeiros, o que tanto afeta marítimos como a construção naval.
 – Há mudanças de política, dentro do Sistema Petrobras, que cada vez mais privilegiam o afretamento de petroleiros no exterior, em detrimento do esforço já empreendido, do dinheiro gasto e do interesse do trabalhador brasileiro.

Esclarece Almeida que, ao encomendar navios no Brasil a Petrobras não estaria apenas ajudando estaleiros e marítimos, mas reduzindo seu gasto anual com aluguel de navios (afretamento), que é de US$ 6 bilhões anuais.

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