quinta-feira, 4 de abril de 2019

Ciro Gomes já tinha avisado

Ciro já diz isso há anos. Não que correções não devam ser feitas, que desvios não devam ser corrigidos e evitados, já que é fundamental se dar também exemplos e indicar tendências, mas a verdade é que o grande custo brasileiro não está diretamente no funcionalismo, ou na quantidade de Pastas Ministeriais que o Governo mantenha.

O grande custo, a grande sangria de todo o sistema fiscal brasileiro são os juros exorbitantes pagos aos bancos, que inibem a capacidade de investimentos do Estado, e também de suas prestações obrigatórias de serviços, como a Saúde, a Educação, ou a Segurança.

Enquanto isso não for exemplarmente atacado, e o Estado não se voltar a privilegiar a produção, ao invés da especulação, o país seguirá patinando em índices econômicos patéticos, no que toca ao crescimento do PIB e na distribuíção de riqueza, que tem consequência direta no IDH.

Redução de 29 para 22 órgãos poupará R$ 20,5 milhões por ano com despesa de pessoal em um total que ultrapassa os R$ 300 bilhões

15 MAR2019
10h21
atualizado às 15h23


O governo federal prevê uma economia de R$ 20,5 milhões ao ano com a reorganização da estrutura ministerial. Uma das principais medidas do presidente Jair Bolsonaro no começo de seu mandato, a diminuição do número de ministérios de 29 para 22 representa, financeiramente, uma redução de apenas 0,006% do total de despesas com pessoal do Executivo, com base nos R$ 316,7 bilhões de 2018. O número foi calculado pelo Ministério da Economia, a pedido do Terra, por meio da Lei de Acesso à Informação 
Presidente Jair Bolsonaro, durante evento no Palácio Planalto 15/1/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro, durante evento no Palácio Planalto 15/1/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters
A extinção de 21 mil cargos, funções e gratificações, conforme o Decreto nº 9.725/2019, publicado na última quarta-feira (13), fazem a economia de gastos com pessoal crescer para R$ 195 milhões no total. Mesmo praticamente multiplicado por dez, o impacto no orçamento continua baixo, passando para 0,06% em um universo de montantes anuais na ordem dos bilhões.
“Esse dado não surpreende”, diz o professor do Insper Sérgio Lazzarini, que pesquisa estratégias e organização no setor público. “Existe essa percepção da população de que tem um monte de gente empregada em Brasília, que é só cortar da estrutura inchada, mas a gente sabia que esse não era o problema”.
Para o especialista, as medidas têm um caráter simbólico. Lazzariniaponta que as ações fazem parte da construção do discurso político do presidente eleito. “É um ‘mise-en-scène’, uma estratégia. Não que ela seja irrisória ou desnecessária. Tem um efeito importante. Mostra que o governo está se preocupando com seu próprio gasto”.

As despesas de pessoal do governo crescem gradativamente a cada ano. Há cinco anos, em 2014, o total gasto foi de R$ 238 bilhões. Subiu para R$ 255 bi em 2015 e para R$ 276 bi em 2016. Em 2017, chegou a R$ 304 bi até atingir os R$ 316,69 bi de 2018.

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